{"id":1021,"date":"2010-08-28T08:03:22","date_gmt":"2010-08-28T11:03:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1021"},"modified":"2010-08-28T08:03:22","modified_gmt":"2010-08-28T11:03:22","slug":"provocacoes-nietzscheanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1021","title":{"rendered":"Provoca\u00e7\u00f5es Nietzscheanas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Juliano Aparecido Pinto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No cen\u00e1rio do pensar filos\u00f3fico contempor\u00e2neo, vimos um peculiar direcionamento reflexivo para as quest\u00f5es acerca do agir humano, ou se preferir, sobre a \u00c9tica. A isto nos garante padre Vaz: \u201cOs estudos sobre \u00e9tica s\u00e3o, provavelmente, os que mais rapidamente crescem no campo da bibliografia contempor\u00e2nea em ci\u00eancias humanas e filosofia. Um enorme fluxo de livros e artigos espraia-se hoje por todos os dom\u00ednios da reflex\u00e3o \u00e9tica, desde a meta\u00e9tica e a \u00c9tica fundamental at\u00e9 a \u00c9tica aplicada aos mais variados ramos da atividade humana. <a href=\"#_ftn1\"><sup><\/sup><sup>[1]<\/sup><\/a>\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No entanto, antes de adentrarmos neste conceito ou tema, caro aos antigos<a href=\"#_ftn2\"><sup><\/sup><sup>[2]<\/sup><\/a>, percebe-se a necessidade de apontar a sua origem e defini-lo. Somente \u00e0 princ\u00edpio, nos fiaremos na sua defini\u00e7\u00e3o, pois assim saberemos por onde caminhar sem sermos seduzidos pelo \u201chorizonte dos poss\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Conv\u00e9m anunciar, desde o in\u00edcio deste artigo, que n\u00e3o temos a pretens\u00e3o de resolver os problemas referentes \u00e0 problem\u00e1tica da fundamenta\u00e7\u00e3o da \u00c9tica, mas antes, queremos que este despretensioso artigo, seja um verdadeiro \u201cpr\u00f3-vocar\u201d \u00e9tico filos\u00f3fico, no sentido de causar uma tens\u00e3o no horizonte do pensar \u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Diante dos autores que se propuseram e que ainda se prop\u00f5em \u00e0 pensar sobre a conduta humana, n\u00f3s nos limitaremos \u00e0 pensar a partir do pensador contempor\u00e2neo, a saber, Nietzsche ( 1844-1900).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para tanto, al\u00e9m de outras bibliografias, utilizaremos como fonte principal, o livro: <em>\u201c120 Anos de Para Genealogia da Moral.\u201d<\/em> Especificamente, o texto \u201cMoralidade e mem\u00f3ria: <em>dramas da alma<\/em>\u201d <a href=\"#_ftn3\"><sup><\/sup><sup>[3]<\/sup><\/a>. Poder-se-\u00e1 perguntar: aonde se quer chegar com esta reflex\u00e3o? A resposta seria n\u00e3o queremos \u201cchegar\u201d a lugar algum, no sentido de n\u00e3o aprisionarmos a reflex\u00e3o sobre as a\u00e7\u00f5es humanas a uma <em>ratio sistematizadora<\/em>, pois \u201csistematizar \u00e9 querer regular dentro de esquemas a vida em movimento.\u201d<a href=\"#_ftn4\"><sup><\/sup><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>1. Origem do termo \u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">De in\u00edcio, conv\u00e9m anunciar que \u00e9tica e moral, neste texto ser\u00e3o tomados como sin\u00f4nimos. N\u00e3o por nossa decis\u00e3o, mas partindo da reflex\u00e3o Vazeana; \u201cConsiderados, por\u00e9m, em sua proced\u00eancia etimol\u00f3gica, os dois termos s\u00e3o praticamente sin\u00f4nimos e dado o seu uso indiscriminado na imensa maioria dos casos, talvez seja prefer\u00edvel manter essa sinon\u00edmia de origem e empregar indiferentemente os termos \u00c9tica e moral para designar o mesmo objeto.\u201d<a href=\"#_ftn5\"><sup><\/sup><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tendo percebido que \u00e9tica e moral tem o mesmo significado, podemos dizer que neste t\u00f3pico procuraremos responder \u00e0s seguintes quest\u00f5es: Qual a origem do termo \u00e9tica? Qual seu significado e qual \u00e9 o seu objeto?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o obstante esta nossa preocupa\u00e7\u00e3o em delimitar o termo, o qual estamos refletimos, ser\u00e1 em Nietzsche que encontraremos uma cr\u00edtica tit\u00e2nica no sentido de marteladas \u00e0 moral e aos seus fundamentos, ou \u201c\u00e0 moralina ( express\u00e3o Nietzscheana: esse tipo humano te\u00f3rico e moralista em sentido pejorativo)\u201d.<a href=\"#_ftn6\"><sup><\/sup><sup>[6]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Deve-se entender que nossas inquieta\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas, referem-se muito mais \u00e0 problem\u00e1tica dos fundamentos da \u00e9tica do que propriamente, \u00e0 \u00e9tica aplicada como vem sido usado no \u00e2mbito da pol\u00edtica, da medicina, da psicologia etc.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A \u00e9tica ou a moral est\u00e1 presente, ousadamente, podemos dizer, desde o per\u00edodo pr\u00e9-filos\u00f3fico. <a href=\"#_ftn7\"><sup><\/sup><sup>[7]<\/sup><\/a> Quando os homens gregos se v\u00eaem confrontados diante da natureza e perante este confronto, se percebem na necessidade de cultuar os Deuses, por meio de sacrif\u00edcios, segundo os costumes, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O termo \u00c9tica \u00e9 de origem grega, vem da palavra (<em>Ethike<\/em>) que procede do substantivo <em>ethos. <\/em>Neste sentido, podemos entender a \u00e9tica como ci\u00eancia do <em>ethos-costumes<\/em>. A isto nos afirma Padre Vaz: \u201cNa l\u00edngua filos\u00f3fica grega, <em>ethike<\/em> procede do substantivo <em>ethos<\/em>, que receber\u00e1 duas grafias diferentes, designando matizes diferentes da mesma realidade: <em>ethos<\/em> com (com <em>eta<\/em> inicial) designa o conjunto de costumes normativos da vida de um grupo social, ao passo que <em>ethos<\/em> (com <em>epsilon<\/em>) refere-se \u00e0 const\u00e2ncia do comportamento do indiv\u00edduo cuja vida \u00e9 regida pelo <em>ethos<\/em>-costume.\u201d <a href=\"#_ftn8\"><sup><\/sup><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Neste sentido, podemos afirmar que, diferentemente, da filosofia, que \u00e9 o pensamento voltado sobre si mesmo de maneira critica. <a href=\"#_ftn9\"><sup><\/sup><sup>[9]<\/sup><\/a> A \u00e9tica vai pensar n\u00e3o a si mesma, mas a conduta humana, ou se preferir, o agir do homem. Sendo assim, o objeto da \u00e9tica ser\u00e1 a pr\u00e1xis<em> <\/em>humana, individual ou social. <a href=\"#_ftn10\"><sup><\/sup><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A preocupa\u00e7\u00e3o com a conduta humana surgiu, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, com S\u00f3crates. A isto afirma Padre Vaz: \u201cFoi assim que se constitu\u00edram desde os tempos socr\u00e1ticos a estrutura e o movimento l\u00f3gico do pensamento \u00e9tico. Quando S\u00f3crates avocou ao tribunal de uma raz\u00e3o, ao mesmo tempo cr\u00edtica e normativa, o <em>ethos<\/em> grego tradicional e inaugurou a tradi\u00e7\u00e3o de pensamento sobre a conduta humana consagrada posteriormente com o nome \u00c9tica.\u201d<a href=\"#_ftn11\"><sup><\/sup><sup>[11]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o obstante, a preocupa\u00e7\u00e3o com a conduta humana ter surgido com S\u00f3crates, quando este determina o que \u00e9 \u201cbom\u201d e o que \u00e9 \u201cruim\u201d, ser\u00e1 em Arist\u00f3teles que encontraremos o surgimento do termo \u00c9tica e a sua sistematiza\u00e7\u00e3o, uma vez que, ele, Arist\u00f3teles, dedicou seus esfor\u00e7os em uma obra chamada: <em>\u00c9tica a Nic\u00f4maco<a href=\"#_ftn12\"><sup><strong><sup>[12]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2. O problema da moral como determina\u00e7ao teleol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Assim se expressa Nietzsche com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moral no livro <em>Ecce Homo<\/em>: \u201cA quest\u00e3o da origem dos valores morais \u00e9, portanto, para mim, uma quest\u00e3o de primeira ordem porque dela depende o futuro da humanidade.\u201d<a href=\"#_ftn13\"><sup><\/sup><sup>[13]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Perante este aforismo, pode-se ressaltar a problem\u00e1tica que a moral instaura na humanidade, uma vez que a determina por meio de conceitos, que s\u00e3o considerados como eternos; a saber: Verdade, bem, mal, Deus, esp\u00edrito, alma, etc. assim nos provoca Nietzsche: \u201cSomente por esquecimento pode o homem alguma vez chegar a supor que possui uma (verdade)\u201d<a href=\"#_ftn14\"><sup><\/sup><sup>[14]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao que parece, j\u00e1 podemos perceber o problema inicial da moral, visto que a mesma, determina , condiciona, sistematiza um tipo de homem, o socr\u00e1tico ou te\u00f3rico, virtuoso. <a href=\"#_ftn15\"><sup><\/sup><sup>[15]<\/sup><\/a> Poderia ainda no questionar: Em que sentido esta moral \u00e9 problem\u00e1tica? Ela o \u00e9 na medida em que determina a vida do homem a um <em>telos <\/em>pr\u00e9-estabelecido, como se a mesma seguisse uma ordem linear em dire\u00e7\u00e3o ao al\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Este \u00e9 por sua vez, uma cria\u00e7\u00e3o de Plat\u00e3o, denominado \u201cmundo das id\u00e9ias\u201d, em oposi\u00e7\u00e3o ao mundo sens\u00edvel do porvir. <a href=\"#_ftn16\"><sup><\/sup><sup>[16]<\/sup><\/a> Deve-se perceber que Nietzsche n\u00e3o \u00e9 o fil\u00f3sofo do Ser, mas do vir-a-ser. Assim seu pensamento, se anuncia como movimento constante e n\u00e3o fixo, im\u00f3vel, est\u00e1tico etc. Seu filosofar est\u00e1 atrelado \u00e0 vida, a qual n\u00e3o se deixa aprisionar por sistemas, assim fracassa qualquer pretens\u00e3o da <em>ratio sistematizadora<\/em> ao tentar determinar-la, ou \u201cviolent\u00e1-la\u201d, com palavras que foram consideradas como tendo valor absoluto; como por exemplo: Deus e todos os valores que giram em torno do mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao final deste t\u00f3pico, retomamos novamente, o aforismo, com o qual iniciamos este ponto de nossa reflex\u00e3o, para dizer que a moral ocupa um lugar de destaque no pensamento de Nietzsche<a href=\"#_ftn17\"><sup><\/sup><sup>[17]<\/sup><\/a>, pois ao instaurar valores morais \u201ceternos\u201d, o que est\u00e1 em jogo, n\u00e3o \u00e9 a moral em si, mas a din\u00e2mica da vida, ou a determina\u00e7\u00e3o que os valores morais conseguem ter sobre a humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O que, a nosso ver, est\u00e1 em contraste com o pensamento Nietzscheano, o qual considera a vida como um movimento constante, uma aventura perigosa e excitante, assim se pode afirmar: O homem \u00e9 uma flecha atirada ao abismo.<a href=\"#_ftn18\"><sup><\/sup><sup>[18]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, n\u00e3o h\u00e1 telos \u201cpr\u00e9-existente,\u201d aqui mora o problema central, pensamos n\u00f3s, da moral, ao tentar aprisionar a vida \u00e0 sistemas pr\u00e9-estabelecidos. Por outro lado, tamb\u00e9m observamos que as palavras ganharam uma for\u00e7a determinante sobre o homem. O que constitui um problema em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fundamenta\u00e7\u00e3o da \u00e9tica ou da moral, que tem como base as palavras: Deus, Ser, Causa Sui, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como temos a inten\u00e7\u00e3o de \u201cpr\u00f3-vocar\u201d, vamos terminar este t\u00f3pico com a seguinte indaga\u00e7\u00e3o de Nietzsche: \u201c(&#8230;) o que se passa com aquelas conven\u00e7\u00f5es da linguagem? S\u00e3o talvez frutos do conhecimento, do senso de verdade: as designa\u00e7\u00f5es e as coisas se recobrem? \u00c9 a linguagem a express\u00e3o adequada de todas as realidades?\u201d.<a href=\"#_ftn19\"><sup><\/sup><sup>[19]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3. Da critica a S\u00f3crates \u00e0 espontaneidade da crian\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Iniciamos<strong> <\/strong>este t\u00f3pico ressaltando que Nietzsche se auto proclama como o \u201cprimeiro imoralista\u201d <a href=\"#_ftn20\"><sup><\/sup><sup>[20]<\/sup><\/a>. Neste sentido na obra: <em>Para Genealogia da Moral<\/em>, Nietzsche a partir do seu filosofar \u00e0 marteladas, ou na perspectiva de uma critica hist\u00f3rico-geneal\u00f3gica, tornar\u00e1 a moral como um problema, no sentido de n\u00e3o admiti-la como tendo valores absolutos, \u201cora, isso implica em n\u00e3o admitir como dado inquestion\u00e1vel o valor desses valores, ou seja, em determinar o valor dos mesmos, o que s\u00f3 pode ser levado a efeito a partir de uma perspectiva critica em rela\u00e7\u00e3o a eles.\u201d<a href=\"#_ftn21\"><sup><\/sup><sup>[21]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Interessante perceber, que a moral, ao que parece, at\u00e9 Nietzsche nunca foi colocada como problema, j\u00e1 que seus valores eram tidos como verdades eternas. Quanto a isto, afirma Osvaldo Giacoia Junior: \u201cCom efeito, a moral sempre foi a tenta\u00e7\u00e3o suprema, a que jamais puderam resistir os fil\u00f3sofos, pois estes acreditavam em \u2018verdades morais\u2019, como se os valores morais fossem verdades eternas. E sendo assim jamais foi o caso de problematizar a moral, de se colocar a pergunta pelo seu valor pr\u00f3prio, uma vez que tal valor estava, desde o in\u00edcio, posto como dado, como inquestion\u00e1vel, como Absoluto.\u201d<a href=\"#_ftn22\"><sup><\/sup><sup>[22]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nietzsche, na obra: <em>Genealogia da Moral tentar\u00e1<\/em> empreender uma hist\u00f3ria da moral, ou seja, ele pensar\u00e1 genealogicamente, o surgimento da moral, neste aspecto haver\u00e1 uma cr\u00edtica tit\u00e2nica contra aqueles que consideram ser a moral uma condi\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica do ser humano. O que percebemos, \u00e9 que a \u00e9tica e seus valores, ao que parece, foram constru\u00eddos pelo pr\u00f3prio homem. <a href=\"#_ftn23\"><sup><\/sup><sup>[23]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Observamos que muitos foram os fil\u00f3sofos, os quais pensaram e constru\u00edram seus sistemas para justificarem seus valores de moral ou \u00e9ticos. No entanto, pensamos n\u00f3s, que agora se trata de problematiz\u00e1-los. Isto, \u201cpor sua vez, compete \u00e0 vertente cr\u00edtica e corrosiva da genealogia descortinar o horizonte axiol\u00f3gico no interior do qual outras modalidades de moral humana deveriam ser poss\u00edveis. Isso se torna poss\u00edvel pela desconstitui\u00e7\u00e3o da solidez pretensamente gran\u00edtica dessa moral, levada a efeito pela cr\u00edtica geneal\u00f3gica\u201d.<a href=\"#_ftn24\"><sup><\/sup><sup>[24]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como refletimos, no primeiro t\u00f3pico deste nosso artigo, foi S\u00f3crates, aquele que inaugurou a tradi\u00e7\u00e3o dos pensadores, que ter\u00e3o a pr\u00e1xis humana como objeto de suas reflex\u00f5es. No entanto, a partir de Nietzsche, percebemos que este in\u00edcio da moral acarretou em si in\u00fameros problemas, dentre os quais, t\u00eam-se o unilateralismo. Em que sentido? Como vimos, S\u00f3crates avocou ao tribunal de uma raz\u00e3o a tarefa de legislar e apontar o que \u00e9 bom (\u00e9tico) e o que n\u00e3o \u00e9 bom (imoral).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pode-se dizer que Nietzsche, chamaria esta perspectiva iniciada por S\u00f3crates, pela qual se enveredou v\u00e1rios pensadores alcan\u00e7ando seu fim (plenitude) em Hegel, de pensamento apol\u00edneo, esquecendo-se assim da outra dimens\u00e3o do ser humano, ou seja, o esp\u00edrito dionis\u00edaco. Sendo assim, pode-se reafirmar que a \u00e9tica no seu nascimento foi unilateral, uma vez que pensou a conduta humana somente por um vi\u00e9s.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Qual o fundamento da \u00e9tica? H\u00e1 algum? Em S\u00f3crates e no rastro do socratismo vemos anunciar-se uma \u00e9tica fundamentada em uma pretensiosa \u201c<em>ratio sistematizadora<\/em>\u201d, a qual pensa ser capaz de abarcar todas as dimens\u00f5es do ser humano enquanto, ser-no-mundo. De fato, a moral se descortina \u00e0 nossa frente como sendo imoral. <a href=\"#_ftn25\"><sup><\/sup><sup>[25]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O homem criou a moral e seus valores, no entanto ele se esqueceu deste feito, por isso os tornou e os tomou sobre si, como se fossem verdades ou valores Absolutos em diverg\u00eancia com o mundo al\u00e9m, o qual \u00e9 tido como o verdadeiro, enquanto este o sens\u00edvel, \u00e9 o falso, aparente, transit\u00f3rio, etc. De fato, podemos reafirmar o que Nietzsche salientou: \u201csomente por esquecimento pode o homem alguma vez chegar a supor que possui uma (verdade).\u201d<a href=\"#_ftn26\"><sup><\/sup><sup>[26]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Desta feita, o ser humano se torna metaforicamente, um camelo, arrebanhado, obediente, enfim um carregador de carga. Assim nos afirma aquele que se auto proclama uma dinamite: \u201cMuito de pesado h\u00e1 para o esp\u00edrito, para o esp\u00edrito forte, que suporta carga, em que reside o respeito: pelo pesado e pelo pesad\u00edssimo reclama sua for\u00e7a. O que \u00e9 pesado? Assim pergunta o esp\u00edrito de carga, assim ele se ajoelha, igual ao camelo, e quer ser bem carregado.\u201d<a href=\"#_ftn27\"><sup><\/sup><sup>[27]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por outro lado, Nietzsche como fil\u00f3sofo do vir-a-ser, nos prop\u00f5e n\u00e3o a moral, mas a transvalora\u00e7\u00e3o de todos os valores. O que s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel a partir de uma dissolu\u00e7\u00e3o ou de uma cr\u00edtica \u00e0 moral de camelo, socr\u00e1tica, plat\u00f4nica, crist\u00e3, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Neste sentido, nosso fil\u00f3sofo nos aponta o esp\u00edrito da crian\u00e7a, a qual vive a espontaneidade, a criatividade, nada est\u00e1 pr\u00e9-determinado, mas acontece com a afirma\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea e inocente da crian\u00e7a. O esp\u00edrito da crian\u00e7a est\u00e1 atrelado ao vir-a-ser constante da vida. Ela cria e destr\u00f3i constantemente, os seus valores, se assim podemos cham\u00e1-los. Assim se expressa Nietzsche, quanto \u00e0 crian\u00e7a: \u201cInoc\u00eancia \u00e9 a crian\u00e7a, e esquecimento, um come\u00e7ar-de-novo, um jogo, uma roda rodando por si mesma, um primeiro movimento, um sagrado dizer sim: Sua vontade quer agora o esp\u00edrito, seu mundo ganha para si o perdido do mundo.\u201d <a href=\"#_ftn28\"><sup><\/sup><sup>[28]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Poderia ainda assim nos perguntar: Em que consiste esta espontaneidade da crian\u00e7a?, Ora ao tentarmos responder a esta quest\u00e3o, cair\u00edamos no problema ao qual tentamos de forma exaustiva estabelecer uma cr\u00edtica, o qual \u00e9: Tentar sistematizar em esquemas pr\u00e9-estabelecido a vida em movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, como n\u00e3o h\u00e1 caminhos pr\u00e9-estabelecidos para serem caminhados, o jeito \u00e9 acatar o pensamento \u201cfraco\u201d<a href=\"#_ftn29\"><sup><\/sup><sup>[29]<\/sup><\/a> da contemporaneidade ou p\u00f3s-modernidade e construir nosso pr\u00f3prio caminho, com a criatividade e espontaneidade de uma crian\u00e7a&#8230;ou seja, zarpar rumo ao abismo da n\u00e3o pr\u00e9-determina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3 Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao final deste nosso artigo, o qual n\u00e3o quer ser um final, mas antes de tudo um verdadeiro \u201cpr\u00f3-vocar\u201d filos\u00f3fico, no sentido de nos lan\u00e7ar na busca pertinente, pela afirma\u00e7\u00e3o da vida. Queremos salientar, que Nietzsche n\u00e3o quer que sejamos irracionais. A sua proposta, se assim podemos dizer, \u00e9 resgatar os instintos pr\u00f3prios da vida humana os quais foram desconsiderados a partir da \u00e9tica socr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esta \u00e9tica ou moral, por sua vez, tornou o homem doente, decadente, arrebanhado, etc. A alus\u00e3o de nosso fil\u00f3sofo \u00e9 de que o ser humano possa viver a plenitude de seu ser, ou seja, as duas dimens\u00f5es, a saber; Apol\u00ednea (harmonia, ordem, etc.) e Dionis\u00edaca (embriaguez<a href=\"#_ftn30\"><sup><\/sup><sup>[30]<\/sup><\/a>, desordem, dan\u00e7a, etc.). Ora, como \u00e9 sabido a vida n\u00e3o se anuncia como harmonia o tempo todo, ao contr\u00e1rio, ela se anuncia como dan\u00e7a, entre a harmonia e a desordem, ou se preferir a vida \u00e9 tr\u00e1gica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Desta feita, pensar \u00e9tica, se assim podemos dizer, a partir de Nietzsche, ao nosso ver, \u00e9 transvalorar todos os valores que constituem aquele tipo de homem socr\u00e1tico, plat\u00f4nico, crist\u00e3o e dar lugar para o \u201c<em>Outro homem<\/em>\u201d, para o <em>esp\u00edrito livre<\/em>, o qual \u00e9 criativo e espont\u00e2neo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Sendo assim, a filosofia de Nietzsche exije de n\u00f3s uma radicalidade existencial. Diante disso, podemos lan\u00e7ar um desafio: Quem est\u00e1 disposto \u00e0 perder todos os seus referenciais, os quais foram impostos pela tradi\u00e7\u00e3o, e viver como esp\u00edrito livre? Quem est\u00e1 disposto \u00e0 construir seu pr\u00f3prio caminho sem saber onde vai chegar?, Uma vez que o telos n\u00e3o est\u00e1 prederterminado, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 horizontes, eis a nossa \u201cpr\u00f3-voca\u00e7\u00e3o\u201d por excel\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><!--[if gte mso 9]&gt;     &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE                           &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                             &lt;![endif]--><!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:\"Cambria Math\"; \tpanose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:roman; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 415 0;} @font-face \t{font-family:Calibri; \tpanose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:-520092929 1073786111 9 0 415 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-unhide:no; \tmso-style-qformat:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmargin-top:0cm; \tmargin-right:0cm; \tmargin-bottom:10.0pt; \tmargin-left:0cm; \tline-height:115%; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:11.0pt; \tfont-family:\"Calibri\",\"sans-serif\"; \tmso-fareast-font-family:Calibri; \tmso-bidi-font-family:\"Times New Roman\"; \tmso-ansi-language:IT; \tmso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault \t{mso-style-type:export-only; \tmso-default-props:yes; \tfont-size:10.0pt; \tmso-ansi-font-size:10.0pt; \tmso-bidi-font-size:10.0pt; \tmso-ascii-font-family:Calibri; \tmso-fareast-font-family:Calibri; \tmso-hansi-font-family:Calibri;} @page WordSection1 \t{size:595.3pt 841.9pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:35.4pt; \tmso-footer-margin:35.4pt; \tmso-paper-source:0;} div.WordSection1 \t{page:WordSection1;} --><!--[if gte mso 10]&gt; &lt;!   \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:&quot;Tabela normal&quot;; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-priority:99; \tmso-style-qformat:yes; \tmso-style-parent:&quot;&quot;; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:11.0pt; \tfont-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; \tmso-ascii-font-family:Calibri; \tmso-ascii-theme-font:minor-latin; \tmso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; \tmso-fareast-theme-font:minor-fareast; \tmso-hansi-font-family:Calibri; \tmso-hansi-theme-font:minor-latin; \tmso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; \tmso-bidi-theme-font:minor-bidi;} --> <!--[endif]--><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"line-height:115%;\">GIACOIA, Oswaldo Junior. <em>Moralidade e Mem\u00f3ria: <\/em>Dramas da Alma. In: PASCHOAL, Antonio Edmilson. FREZZATTI Jr, Wilson Antonio (org.). <em>120 anos Para a Genealogia da Moral<\/em>. S\u00e3o Paulo: Uniju\u00ed, 2008. (Nietzsche em Perspectiva). <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"line-height:115%;\">HEGEL, G.W.F. <em>Fenomenologia do Esp\u00edrito<\/em>: parte I. Trad. Paulo Meneses, Karl-heinz Efken. 2\u00aaed. Petr\u00f3polis: Vozes, 1992. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"line-height:115%;\">NIETZSCHE, <\/span><span style=\"line-height:115%;\">Friedrich Wilhelm<\/span><span style=\"line-height:115%;\">. <em>Ecce Homo:<\/em> Como Cheguei a Ser o que Sou. Trad. Lourival de Queiroz Henkel. 4\u00aa ed. Rio de Janeiro: Ediouro, s\/d.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"line-height:115%;\">_____. <em>Obras Incompletas<\/em>. Trad. e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho. 3\u00aaed. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os pensadores).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"line-height:115%;\">_____. <em>Vontade de Pot\u00eancia<\/em>. Trad. M\u00e1rio D. Ferreira Santos. Rio de Janeiro: Globo, 1945. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"line-height:115%;\">SOUSA, Mauro Ara\u00fajo de. <em>Nietzsche<\/em>: Viver intensamente, tornar-se o que se \u00e9. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2009. (Filosofia em Quest\u00e3o). <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"line-height:115%;\">VATTIMO, Gianni. <em>O Fim da Modernidade<\/em>: Niilismo e hermen\u00eautica na cultura p\u00f3s-moderna. Trad. Eduardo Brand\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Martins fontes, 2004.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"line-height:115%;\">VAZ, Henrique Cl\u00e1udio de Lima. <em>Escritos de filosofia VI<\/em>: Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c9tica Filos\u00f3fica I. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1999. (Filosofia).<\/span><span style=\"line-height:115%;\" lang=\"IT\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<hr size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Henrique Cl\u00e1udio de Lima VAZ. Escritos de filosofia IV <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0<\/em> <em>\u00c9TICA FILOS\u00d3FICA I<\/em> . S\u00e3o Paulo: Loyola, 1999.p.7. As pr\u00f3ximas cita\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 esta obra ser\u00e3o feitas assim \u2013 VAZ. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c9TICA FILOSOFICA I.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Uma vez que, foi S\u00f3crates o primeiro, a nosso ver, \u00e0 determinar qual era o tipo de comportamento \u201cbom\u201d, embora o termo \u00c9tica tenha sido cunhado por Arist\u00f3teles.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Este artigo, o qual usaremos para desenvolvermos nossa reflex\u00e3o \u00e9 do autor: Oswaldo Giacoia Junior.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> NIETZSCHE, F. <em>Vontade de Pot\u00eancia<\/em>, p. 31. Pegar do Eliseu 155<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> VAZ.\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c9TICA FILOSOFICA I. p.7.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> SOUSA, Mauro Ara\u00fajo de. Nietzsche: <em>viver intensamente, tornar-se o que se \u00e9.<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 2009.p. 6.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> Queremos que se entenda aqui, a \u00c9tica n\u00e3o no sentido sistem\u00e1tico. O que visamos mostrar \u00e9 que j\u00e1 havia \u201cgermes\u201d da \u00e9tica, se assim podemos dizer, desde o per\u00edodo pr\u00e9-filos\u00f3fico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> VAZ.\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c9TICA FILOSOFICA I. p.13.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> Cf. Fenomenologia do Esp\u00edrito. p.72. Par\u00e1grafo 89.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> Cf. VAZ.\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c9TICA FILOSOFICA I. p.13.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> VAZ.\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c9TICA FILOSOFICA I. p.13.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> Cf. VAZ.\u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c9TICA FILOSOFICA I. p. 12-13.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a> NIETZSCHE, F. <em>Aurora (Pensamentos sobre a moral como preconceito)<\/em>. IN: Ecce Homo: Como\u00a0 Cheguei a Ser o que Sou. Trad. Lourival de Queiroz Henkel. ed. 4. Rio de Janeiro: Ediouro, S.D.p.95. \u00a7 II.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a> NIETZSCHE, F<em>. Sobre verdade e Mentira no sentido Extra &#8211; Moral<\/em>. p.47. \u00a7 I. (pensadores).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a> Cf. SOUSA, Mauro Ara\u00fajo de. Nietzsche: <em>viver intensamente, tornar-se o que se \u00e9.<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus, 2009.p. 6.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref16\">[16]<\/a> Cf. IDEM.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref17\">[17]<\/a> Cf. NIETZSCHE, F<em>.Para a Genealogia da Moral: <\/em>um escrito pol\u00eamico em adendo a \u201cPara<em> <\/em>Al\u00e9m de<em> <\/em>Bem e Mal\u201dcomo complemento e ilustra\u00e7\u00e3o. \u00a7 II.p. 299. (Pensadores).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref18\">[18]<\/a> No sentido de n\u00e3o haver um telos pr\u00e9-estabelecido, como afirmava ou afirmam alguns fil\u00f3sofos; bem como Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref19\">[19]<\/a> NIETZSCHE, F<em>. Sobre verdade e Mentira no sentido Extra &#8211; Moral<\/em>. p.47. \u00a7 I. (pensadores).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref20\">[20]<\/a> GIACOIA, Moralidade e Mem\u00f3ria: <em>Dramas da Alma.<\/em>p.188.<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref21\">[21]<\/a> IDEM. p. 189.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref22\">[22]<\/a> IDEM. p. 190<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref23\">[23]<\/a> Cf. GIACOIA, Moralidade e Mem\u00f3ria: <em>Dramas da Alma.<\/em>p.189.<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref24\">[24]<\/a> GIACOIA, Moralidade e Mem\u00f3ria: <em>Dramas da Alma. <\/em>p.193.<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref25\">[25]<\/a> Cf. GIACOIA, Moralidade e Mem\u00f3ria: <em>Dramas da Alma. <\/em>p.193.<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref26\">[26]<\/a> NIETZSCHE, F<em>. Sobre verdade e Mentira no sentido Extra &#8211; Moral<\/em>. p.47. \u00a7 I. (pensadores).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref27\">[27]<\/a> NIETZSCHE, F<em>. Assim Falou Zaratustra<\/em>: um livro para todos e para ningu\u00e9m. p. 229. \u00a7 9. \u201cDas tr\u00eas Transmuta\u00e7\u00f5es\u201d. ( Pensadores). <em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref28\">[28]<\/a> NIETZSCHE, F<em>. Assim Falou Zaratustra<\/em>: um livro para todos e para ningu\u00e9m. p. 230. \u00a7 9. \u201cDas tr\u00eas Transmuta\u00e7\u00f5es\u201d. ( Pensadores).<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref29\">[29]<\/a> GIANNI, Vattimo<em>. O Fim da Modernidade<\/em>: Niilismo e hermen\u00eautica na cultura p\u00f3s-moderna. p. XX.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref30\">[30]<\/a> Embriaguez, n\u00e3o no sentido de se utilizar produtos qu\u00edmicos para tal, mas no sentido de se viver um pensamento, que n\u00e3o se fecha em si mesmo absolutisando-se, mas ao contr\u00e1rio se abre para v\u00e1rias possibilidades de interpreta\u00e7\u00f5es, sem que nenhuma seja t\u00e3o absoluta que n\u00e3o possa ser problematizada.<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position:absolute;left:-10000px;top:2510px;width:1px;height:1px;overflow:hidden;\"><!--[if gte mso 9]&gt;     &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE                           &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                             &lt;![endif]--><!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:\"Cambria Math\"; \tpanose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:roman; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 415 0;} @font-face \t{font-family:Calibri; \tpanose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:-520092929 1073786111 9 0 415 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-unhide:no; \tmso-style-qformat:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmargin-top:0cm; \tmargin-right:0cm; \tmargin-bottom:10.0pt; \tmargin-left:0cm; \tline-height:115%; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:11.0pt; \tfont-family:\"Calibri\",\"sans-serif\"; \tmso-fareast-font-family:Calibri; \tmso-bidi-font-family:\"Times New Roman\"; \tmso-ansi-language:IT; \tmso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault \t{mso-style-type:export-only; \tmso-default-props:yes; \tfont-size:10.0pt; \tmso-ansi-font-size:10.0pt; \tmso-bidi-font-size:10.0pt; \tmso-ascii-font-family:Calibri; \tmso-fareast-font-family:Calibri; \tmso-hansi-font-family:Calibri;} @page WordSection1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.WordSection1 \t{page:WordSection1;} --><!--[if gte mso 10]&gt; &lt;!   \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:&quot;Tabela normal&quot;; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-priority:99; \tmso-style-qformat:yes; \tmso-style-parent:&quot;&quot;; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:11.0pt; \tfont-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; \tmso-ascii-font-family:Calibri; \tmso-ascii-theme-font:minor-latin; \tmso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; \tmso-fareast-theme-font:minor-fareast; \tmso-hansi-font-family:Calibri; \tmso-hansi-theme-font:minor-latin; \tmso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; \tmso-bidi-theme-font:minor-bidi;} --> <!--[endif]--><span style=\"font-size:11pt;line-height:115%;font-family:&amp;\">GIACOIA, Oswaldo Junior. <em>Moralidade e Mem\u00f3ria: <\/em>Dramas da Alma. In: PASCHOAL, Antonio Edmilson. FREZZATTI Jr, Wilson Antonio (org.). <em>120 anos Para a Genealogia da Moral<\/em>. S\u00e3o Paulo: Uniju\u00ed, 2008. ( Cole\u00e7\u00e3o Nietzsche em Perspectiva)<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juliano Aparecido Pinto Introdu\u00e7\u00e3o No cen\u00e1rio do pensar filos\u00f3fico contempor\u00e2neo, vimos um peculiar direcionamento reflexivo para as quest\u00f5es acerca do agir humano, ou se preferir, sobre a \u00c9tica. 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