{"id":1026,"date":"2010-09-03T18:16:07","date_gmt":"2010-09-03T21:16:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1026"},"modified":"2010-09-03T18:16:07","modified_gmt":"2010-09-03T21:16:07","slug":"a-importancia-da-percepcao-humana-na-relacao-entre-transcendente-e-imanente-bergson","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1026","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da percep\u00e7\u00e3o humana na rela\u00e7\u00e3o entre transcendente e imanente: Bergson"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Rodrigo Artur Medeiros da Silva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Embora Henri Bergson (1859-1941) talvez n\u00e3o seja muito conhecido e, consequentemente, comentado nas cadeiras filos\u00f3ficas discentes da contemporaneidade, trata na sua obra \u201cMat\u00e9ria e mem\u00f3ria\u201d de um dos principais problemas enfrentados pela filosofia: a rela\u00e7\u00e3o do transcendente com o imanente, atrav\u00e9s do corpo com o esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A obra \u201cMat\u00e9ria e mem\u00f3ria\u201d, sobretudo na primeira parte cujo objetivo principal \u00e9 mostrar o papel do corpo na sele\u00e7\u00e3o e, posteriormente, na representa\u00e7\u00e3o das imagens, privilegia a mem\u00f3ria<a href=\"#_ftn1\"><sup><\/sup><sup>[1]<\/sup><\/a>. Esta, segundo o autor, \u00e9 estudada como uma ponte para a compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o corpo-esp\u00edrito; deste modo, a supera\u00e7\u00e3o das dificuldades do dualismo cl\u00e1ssico, como pretende o autor sem, por\u00e9m, descartar as dificuldades de um mo\u00adnismo simplificador<a href=\"#_ftn2\"><sup><\/sup><sup>[2]<\/sup><\/a>, pode ser concebida e at\u00e9 mesmo aceita mais facilmente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Bergson n\u00e3o conceitua a mat\u00e9ria como algo misterioso, como ideia que transcende a representa\u00e7\u00e3o humana<a href=\"#_ftn3\"><sup><\/sup><sup>[3]<\/sup><\/a>. Mat\u00e9ria, nesta obra, \u00e9 entendida como conjunto de imagens existentes que podem ser vistas a olho nu; haja visto que come\u00e7a seus escritos propondo uma sele\u00e7\u00e3o de imagens para que, posteriormente, o c\u00e9rebro as represente. Para selecion\u00e1-las, o autor parte do pressuposto de que n\u00e3o conhece nada acerca das teorias da mat\u00e9ria bem como do esp\u00edrito. Ora, para que algo seja selecionado, necessariamente, deve ser cognosc\u00edvel. Logo, a sele\u00e7\u00e3o de imagens come\u00e7a de seu pr\u00f3prio corpo devido, para este poder ser conhecido at\u00e9 mesmo em se tratando das \u201cdoen\u00e7as interiores<a href=\"#_ftn4\"><sup><\/sup><sup>[4]<\/sup><\/a>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Todavia, o modo como essas doen\u00e7as instauram-se no corpo humano deve ser examinado a fim de que, posteriormente, seja descoberto como elas se intercalam entre est\u00edmulos extr\u00ednsecos e movimentos que ainda ser\u00e3o executados visto que, segundo Bergson \u201co corpo pode e consegue causar mudan\u00e7as nas imagens que o circundam<a href=\"#_ftn5\"><sup><\/sup><sup>[5]<\/sup><\/a>\u201d. \u201cO corpo \u00e9 uma imagem que atua como todas as outras no mundo das mat\u00e9rias(&#8230;) Contudo, \u00e9 uma imagem que se difere das demais por poder desenvolver o que recebe<a href=\"#_ftn6\"><sup><\/sup><sup>[6]<\/sup><\/a>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 poss\u00edvel que Bergson, ao defender este ponto de vista, esteja enfatizando a dimens\u00e3o da racionalidade humana; isto se confirma, pois ao que parece, o autor tem tra\u00e7os racionalistas. Tanto \u00e9 que o mesmo faz uma divis\u00e3o e, ao mesmo tempo, uma distin\u00e7\u00e3o do conceito de mem\u00f3ria: \u201ca mem\u00f3ria pura que \u00e9 entendida como atividade espiritual, e a mem\u00f3ria-h\u00e1bito, de ess\u00eancia mec\u00e2nica e material\u201d<a href=\"#_ftn7\"><sup><\/sup><sup>[7]<\/sup><\/a>. A \u00faltima tem como fun\u00e7\u00e3o primar pela adapta\u00e7\u00e3o dos comportamentos humanos em seu ambiente de viv\u00eancia, enquanto a primeira conscientiza cada indiv\u00edduo sobre a import\u00e2ncia do voltar ao passado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E arraigado \u00e0 totalidade do conceito de mem\u00f3ria, Bergson ressalta a import\u00e2ncia do c\u00e9rebro. Este, segundo o autor, \u201cn\u00e3o \u00e9 \u2013 de modo simplista \u2013 o \u00f3rg\u00e3o da mem\u00f3ria; em primeiro lugar porque n\u00e3o existe <em>a<\/em> mem\u00f3ria (existem duas), e em segundo lugar porque Bergson acha inv\u00e1lida uma teoria das localiza\u00e7\u00f5es\u201d<a href=\"#_ftn8\"><sup><\/sup><sup>[8]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Se o c\u00e9rebro se tornar algo an\u00e1logo, em sua ess\u00eancia, n\u00e3o haveria representa\u00e7\u00e3o de nenhuma imagem da mat\u00e9ria, pois \u201cn\u00e3o h\u00e1 como buscar no movimento outra coisa al\u00e9m daquilo que n\u00e3o se v\u00ea\u201d<a href=\"#_ftn9\"><sup><\/sup><sup>[9]<\/sup><\/a>. Dito isto, fica percept\u00edvel que \u201cum dos pap\u00e9is do c\u00e9rebro \u00e9 selecionar, conduzir ou inibir o corpo a movimentos\u201d<a href=\"#_ftn10\"><sup><\/sup><sup>[10]<\/sup><\/a>. Tamb\u00e9m s\u00e3o confiadas \u00e0s responsabilidades do c\u00e9rebro as percep\u00e7\u00f5es, visto que estas dependem indubitavelmente dos nervos cerebrais \u2013 centr\u00edpetos e centr\u00edfugos \u2013 cujas fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o, respectivamente, o impulso de est\u00edmulos<a href=\"#_ftn11\"><sup><\/sup><sup>[11]<\/sup><\/a> para o centro<a href=\"#_ftn12\"><sup><\/sup><sup>[12]<\/sup><\/a> e a filtra\u00e7\u00e3o, a absor\u00e7\u00e3o desses est\u00edmulos na raz\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Da\u00ed percebe-se, por hora, que as percep\u00e7\u00f5es humanas n\u00e3o dependem somente dos movimentos cerebrais, mas tamb\u00e9m da percep\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria: \u201ca mat\u00e9ria comp\u00f5e a mem\u00f3ria\u201d<a href=\"#_ftn13\"><sup><\/sup><sup>[13]<\/sup><\/a>. Por\u00e9m, partindo do pressuposto bergsoniano de que o corpo \u00e9 o centro de toda mat\u00e9ria, e n\u00e3o se podendo negar a exist\u00eancia de v\u00e1rios corpos, poderia ent\u00e3o ser dito que cada corpo ao relacionar-se consigo mesmo influiria na forma comportamental dos outros corpos; diga-se de passagem: uma rela\u00e7\u00e3o entre causa e efeito, sendo este proporcional a causa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201cComo se explica que as mesmas imagens possam entrar no mesmo tempo em dois sistemas diferentes, um onde cada imagem varia em fun\u00e7\u00e3o dela mesma e na medida bem definida em que sofre a a\u00e7\u00e3o real das vizinhas, o outro onde todas variam em fun\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica, e na medida vari\u00e1vel em que elas refletem a a\u00e7\u00e3o poss\u00edvel dessa imagem privilegiada?\u201d<a href=\"#_ftn14\">[14]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Trata-se de uma problem\u00e1tica do bergsonismo acerca da sele\u00e7\u00e3o das imagens. Bergson, como j\u00e1 fora citado, tenta combater uma dualidade entre o idealismo \u2013 mat\u00e9ria da mem\u00f3ria \u2013 e o realismo \u2013 mem\u00f3ria da mat\u00e9ria \u2013 uma vez que ao entender o primeiro, se voltado para o subjetivismo como aquele que tenta fazer com que a ci\u00eancia seja causa da consci\u00eancia, e o segundo como a separa\u00e7\u00e3o desta causalidade, consequentemente a problem\u00e1tica da dualidade consegue ser decifrada, entendendo que simplesmente um tenta deduzir o outro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O realista, apesar de partir do universo de imagens, de certa forma negando a centralidade de cada humano, \u00e9 obrigado a constatar o \u201ccentro\u201d, ao constatar as percep\u00e7\u00f5es. Da\u00ed parte o idealista, o qual centraliza as imagens a partir do seu corpo. Se o idealista quiser se remeter ao passado ou programar o futuro, ter\u00e1 que abandonar a id\u00e9ia de corpo como centro das imagens e, ademais, deixar que a estrutura corp\u00f3rea viva em fun\u00e7\u00e3o das demais mat\u00e9rias. Por\u00e9m, pensando-se desta forma, poderia inferir como conclus\u00e3o que tanto o pensamento idealista quanto o realista bastar-se-iam por si pr\u00f3prios.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Da\u00ed percebe-se, pois, que estas duas doutrinas \u2013 idealismo e realismo \u2013 exigem sobremaneira a percep\u00e7\u00e3o a qual, para Bergson, \u00e9 entendida como conhecimento puro. \u00c9 o que d\u00e1 a entender o exemplo dos movimentos corp\u00f3reos, tratado em \u201cMat\u00e9ria e mem\u00f3ria\u201d: \u201c(&#8230;) para que o corpo se movimente, \u00e9 necess\u00e1rio o c\u00e9rebro conhecer cada movimento a seu devido tempo, independentemente de conhecer a estrutura corp\u00f3rea em sua totalidade\u201d<a href=\"#_ftn15\"><sup><\/sup><sup>[15]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esta argumenta\u00e7\u00e3o se fundamenta, visto que ao partir do pressuposto de que o c\u00e9rebro, tendo a fun\u00e7\u00e3o de comunicar, capta o que percebe. Ora, se uma a\u00e7\u00e3o pensante for indeterminada, pode ser justificada num erro de percep\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro. E se percep\u00e7\u00e3o implicar lembran\u00e7as, para que uma determinada coisa seja percebida, \u00e9 necess\u00e1rio ao c\u00e9rebro remeter-se ao passado. Logo, percep\u00e7\u00e3o ser\u00e1 uma forma de explicar o presente atrav\u00e9s do passado. E \u00e9 exatamente contra este tipo de argumenta\u00e7\u00e3o que Bergson trabalha.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201cMat\u00e9ria e mem\u00f3ria\u201d prop\u00f5e ao cognoscente no ato da sele\u00e7\u00e3o de imagens, que n\u00e3o se trabalhe apenas com a percep\u00e7\u00e3o no sentido de remeter-se ao passado, mas com a percep\u00e7\u00e3o pura, capaz de perceber, sobretudo, o presente, o momento do ato intelectivo. Para que a percep\u00e7\u00e3o se fite na imagem em sua totalidade, \u00e9 necess\u00e1rio que, paulatinamente, o sujeito cognoscente fa\u00e7a as devidas cr\u00edticas e diferencia\u00e7\u00f5es no objeto cognosc\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ainda com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 percep\u00e7\u00e3o, Bergson trata de fazer uma diferencia\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica acerca da conceitua\u00e7\u00e3o da mesma; difere-as em percep\u00e7\u00e3o consciente e inconsciente. Como fora dito, essa diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 dada apenas a t\u00edtulo de matura\u00e7\u00e3o de conceito e aprofundamento de pesquisa sobre a import\u00e2ncia da rela\u00e7\u00e3o corpo e esp\u00edrito a partir da sele\u00e7\u00e3o de imagens.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A vis\u00e3o bergsoniana sobre percep\u00e7\u00e3o consciente n\u00e3o \u00e9 muito otimista. H\u00e1, segundo o autor, um empobrecimento consider\u00e1vel em se tratando de percep\u00e7\u00e3o consciente, uma vez que esta vislumbra a princ\u00edpio o exterior, descartando a parte interior da mat\u00e9ria, na qual pode estar a ess\u00eancia, guardadas as suas devidas propor\u00e7\u00f5es. Logo, a percep\u00e7\u00e3o inconsciente \u00e9 opostamente analisada \u00e0 primeira.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por\u00e9m, o autor em sua an\u00e1lise positivifica algo no empobrecimento da percep\u00e7\u00e3o consciente, visto que atrav\u00e9s desta \u00e9 que pode ser feito um discernimento sobre algo<a href=\"#_ftn16\"><sup><\/sup><sup>[16]<\/sup><\/a>. Enxerga uma correspond\u00eancia rigorosa entre \u201cpercep\u00e7\u00e3o consciente e modifica\u00e7\u00e3o cerebral\u201d<a href=\"#_ftn17\"><sup><\/sup><sup>[17]<\/sup><\/a>: o c\u00e9rebro sofre modifica\u00e7\u00f5es no momento em que percebe algo de conturbado na mat\u00e9ria selecionada. E dessa correspond\u00eancia \u00e9 que adv\u00eam a indetermina\u00e7\u00e3o do querer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E ainda, j\u00e1 quase fundamentando o seu pensamento acerca do papel do corpo na sele\u00e7\u00e3o das imagens, Bergson tenta desmistificar uma poss\u00edvel confus\u00e3o psicol\u00f3gica que, a seu ver, pode existir entre a percep\u00e7\u00e3o pura e a mem\u00f3ria. Parte do ponto de que os sentidos humanos t\u00eam necessidade de uma educa\u00e7\u00e3o arraigada, referindo-se \u00e0 percep\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. Esta educa\u00e7\u00e3o \u00e9 que diferenciaria a mem\u00f3ria no ato da percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tendo em vista que nenhum sentido consegue perceber imediatamente as coisas, chega-se \u00e0s seguintes conclus\u00f5es: somente com uma educa\u00e7\u00e3o maturada \u00e9 que os sentidos conseguir\u00e3o perceber cada objeto em sua totalidade; alguns dos sentidos s\u00f3 conseguir\u00e3o funcionar mais facilmente, captar o cognosc\u00edvel, a partir do momento em que os nervos \u00f3pticos captarem, sobretudo, a ess\u00eancia da imagem e, por fim, que cada um dos sentidos tem a sua a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Conclui-se, portanto, que \u201cpercep\u00e7\u00e3o e mat\u00e9ria n\u00e3o devem simplesmente ser pos\u00adtos em paralelo\u201d<a href=\"#_ftn18\"><sup><\/sup><sup>[18]<\/sup><\/a>.\u00a0 Ao contr\u00e1rio, o c\u00e9rebro e a mat\u00e9ria devem relacionar-se, intrinsecamente, pois de outra forma, n\u00e3o haveria como classificar sequer o corpo como mat\u00e9ria, visto que para esta ser entendida e, posteriormente, classificada de antem\u00e3o deve ser percebida.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">BERGSON, Henri. <em>Mat\u00e9ria e mem\u00f3ria<\/em>: ensaio sobre a rela\u00e7\u00e3o do corpo com o esp\u00edrito. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">G. Deleuze, <em>Le bergsonisme<\/em>, P.U.F, 1989. Dispon\u00edvel em www.acafif.com.br. Acesso em: 24.mar.2010.<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>DELEUZE, 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Idem<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Idem<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a>Na obra, segundo DELEUZE-1989, entendidas como doen\u00e7as do esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> BERGSON, Henri. 1990. P.12<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> Idem<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> G. Deleuze, <em>Le bergsonisme<\/em>, P.U.F, 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> Idem<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> BERGSON, Henri. 1990. P.14<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> Idem<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> Bergson-1990, entende estes como movimentos moleculares.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> Bergson-1990, entende este conceito como raz\u00e3o, a qual possibilita as percep\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a> BERGSON, Henri, 1990. P.15<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a> BERGSON,Henri, 1990. P.13<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a> BERGSON, Henri. 1990. P.19<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref16\">[16]<\/a> Entendido em \u201cMat\u00e9ria e mem\u00f3ria\u201d como indetermina\u00e7\u00e3o do querer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref17\">[17]<\/a> BERGSON, Henri. 1990. P.29<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref18\">[18]<\/a> G. Deleuze, <em>Le bergsonisme<\/em>, P.U.F, 1989.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rodrigo Artur Medeiros da Silva Embora Henri Bergson (1859-1941) talvez n\u00e3o seja muito conhecido e, consequentemente, comentado nas cadeiras filos\u00f3ficas discentes da contemporaneidade, trata na sua obra \u201cMat\u00e9ria e mem\u00f3ria\u201d de um dos principais problemas enfrentados pela filosofia: a rela\u00e7\u00e3o do transcendente com o imanente, atrav\u00e9s do corpo com o esp\u00edrito. 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