{"id":1051,"date":"2010-09-29T08:10:44","date_gmt":"2010-09-29T11:10:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1051"},"modified":"2010-09-29T08:10:44","modified_gmt":"2010-09-29T11:10:44","slug":"o-niilismo-como-dissolucao-dos-valores-supremos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1051","title":{"rendered":"O niilismo como dissolu\u00e7\u00e3o dos\u00a0valores\u00a0supremos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Juliano Aparecido Pinto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pensar a quest\u00e3o do niilismo \u00e9 algo indissoci\u00e1vel do pensamento contempor\u00e2neo, uma vez que vimos a dissolu\u00e7\u00e3o de todos os valores absolutos, os quais direcionavam a reflex\u00e3o filos\u00f3fica e a vida do homem antigo-medieval, contando tamb\u00e9m alguns s\u00e9culos do per\u00edodo Moderno<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao perder os referenciais tradicionais aos quais pudesse se agarrar, o homem contempor\u00e2neo se percebe perdido, ou seja, desacreditado quanto a seus valores e ideais. A isto afirma Franco Volp: \u201c\u00c9 de incerteza e precariedade a situa\u00e7\u00e3o do homem contempor\u00e2neo. Lembra a de um andarilho que h\u00e1 muito caminha numa \u00e1rea congelada e, de repente, com o degelo, se v\u00ea surpreendido pelo ch\u00e3o que come\u00e7a a se partir em mil peda\u00e7os. Rompidos a estabilidade dos valores e os conceitos tradicionais torna-se dif\u00edcil prosseguir o caminho\u201d<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A esta situa\u00e7\u00e3o na qual se encontra o homem do s\u00e9culo XIX, n\u00f3s chamamos de niilismo. Este termo de origem latina (<em>nihil<\/em>, nada), tem sido objeto de vastas reflex\u00f5es no \u00e2mbito da pol\u00edtica, literatura, filosofia, etc. No entanto, nos interessa neste artigo, apenas a perspectiva filos\u00f3fica. Podemos dizer que \u00e9 pelas raz\u00f5es apresentadas no primeiro e segundo par\u00e1grafos, que este fen\u00f4meno, niilismo, ocupa um lugar de destaque na reflex\u00e3o filos\u00f3fica contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Neste sentido s\u00e3o v\u00e1rias as quest\u00f5es que nos instigam diante da presen\u00e7a daquele que \u00e9 considerado o mais sinistro de todos os h\u00f3spedes<a href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. O que significa o niilismo? Qual a sua origem? Acaso ele surgiu subitamente na contemporaneidade sem que pud\u00e9ssemos evit\u00e1-lo? E j\u00e1 que ele se faz presente o que podemos esperar? S\u00e3o estas quest\u00f5es que ir\u00e3o nos direcionar para o desenvolvimento deste artigo. Para tanto, sabendo da amplitude das reflex\u00f5es feitas a respeito deste fen\u00f4meno, n\u00f3s nos limitaremos \u00e0 pens\u00e1-lo a partir do fil\u00f3sofo contempor\u00e2nea, a saber, Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900). Limitar n\u00e3o no sentido de empobrecer nosso artigo, mas para bem direcionarmos nosso pensamento. Tamb\u00e9m ressaltamos que n\u00e3o temos a pretens\u00e3o de esgotar toda possibilidade de reflex\u00e3o a respeito deste tema em Nietzsche.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Origem do niilismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O niilismo como Nietzsche o entende \u00e9 o processo de decad\u00eancia dos valores supremos, isto \u00e9, ele \u00e9 a consequ\u00eancia do pensamento socr\u00e1tico e da dicotomia entre os dois mundos estabelecida por Plat\u00e3o e pelo cristianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O niilismo, segundo os escritos de Nietzsche ter\u00e1 seu auge na modernidade, \u201cpois nela o niilismo se radicaliza e apresenta suas formas mais acabadas\u201d<a href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. O acontecimento fundamental que nos possibilita afirmar que na modernidade o niilismo se atualiza \u00e9 a constata\u00e7\u00e3o da morte de Deus. Isto se tornar\u00e1 mais claro ao longo do artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">S\u00f3crates ao definir o homem como ser racional, <a href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> possibilitou a racionaliza\u00e7\u00e3o da vida. Desconsiderando assim o homem tr\u00e1gico, o qual encarava a exist\u00eancia como constante vir\u2013a\u2013ser de forma \u00e0 afirm\u00e1-la. Esse novo tipo de homem (racional), definido por S\u00f3crates n\u00e3o suporta a exist\u00eancia, pois como sendo um ser <em>zoon logikon<\/em>, necessita sistematizar a vida, carece de um<strong> <\/strong><em>arch\u00e9<\/em> e de um <em>telos<\/em> pr\u00e9-estabelecidos para que possa caminhar seguramente. No entanto, a exist\u00eancia n\u00e3o se deixa aprisionar por sistemas, uma vez que \u201csistematizar \u00e9 querer regular dentro de esquemas a vida em movimento\u201d<a href=\"#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Podemos dizer que o homem socr\u00e1tico n\u00e3o suporta a exist\u00eancia, porque esta como sendo constante vir-a-ser, carece de totalidade, de finalidade como nos afirma Nietzsche: (&#8230;) Com o vir-a-ser nada deve ser alvejado e de que sob todo o vir-a-ser n\u00e3o reina nenhuma grande unidade em que o indiv\u00edduo pode submergir totalmente como em um elemento de supremo valor\u201d<a href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No cristianismo e em Plat\u00e3o nos ser\u00e1 poss\u00edvel encontrar uma prov\u00e1vel solu\u00e7\u00e3o para este tipo de \u201cser humano que n\u00e3o suporta ou que n\u00e3o consegue viver no rio do devir\u201d. Cria-se um outro mundo, ideal, perfeito estabelecendo assim a separa\u00e7\u00e3o entre mundo ideal (verdadeiro) e mundo sens\u00edvel (aparente). O mundo verdadeiro, asc\u00e9tico, ser\u00e1 o sentido, o horizonte buscado pelo homem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No entanto, esta dicotomia estabelecida por Plat\u00e3o e que o cristianismo ir\u00e1 retomar, tendeu a instaurar o niilismo negativo, que visa \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o, nega\u00e7\u00e3o da vida, em prol de um al\u00e9m-mundo. Instaura-se o vazio, aus\u00eancia de sentido para aquele tipo de homem racional, enquanto ser imerso no mundo sens\u00edvel, no \u2018aparente\u2019. Quanto a isso nos afirma Clademir Lu\u00edz Araldi: \u201cO niilismo tem suas ra\u00edzes na antiguidade (em S\u00f3crates, Plat\u00e3o e no cristianismo), devido a uma doen\u00e7a da vontade que inventou o supra-sens\u00edvel como um ref\u00fagio para sua incapacidade de viver\u201d<a href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Modernidade, auge do niilismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como foi poss\u00edvel perceber a origem do niilismo est\u00e1 na dicotomia estabelecida entre o mundo supra-sens\u00edvel e sens\u00edvel. No entanto, o \u00e1pice desse fen\u00f4meno n\u00f3s encontraremos no advento da modernidade<a href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. Este per\u00edodo \u00e9 caracterizado pelo esfor\u00e7o humano para \u201cA substitui\u00e7\u00e3o da autoridade de Deus e da Igreja pela autoridade do homem considerado como consci\u00eancia ou raz\u00e3o; a substitui\u00e7\u00e3o do desejo de eternidade pelos projetos de futuro, de progresso hist\u00f3rico; a substitui\u00e7\u00e3o de uma beatitude celeste por um bem-estar terrestre\u201d<a href=\"#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. Enfim, os valores tradicionais metaf\u00edsicos n\u00e3o s\u00e3o mais os referencias para o homem moderno.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 nesta situa\u00e7\u00e3o que Nietzsche constata a morte de Deus. \u201c(&#8230;) n\u00e3o ouviram falar daquele homem louco que em plena manh\u00e3 acendeu uma lanterna e correu ao mercado, e p\u00f4s-se a gritar incessantemente: \u2018Procuro Deus! Procuro Deus!\u2019 (&#8230;) \u2018Para onde foi Deus?\u2019 Gritou ele, j\u00e1 lhes direi! N\u00f3s o matamos. Voc\u00ea e eu somos todos seus assassinos! (&#8230;) Deus est\u00e1 morto (&#8230;)\u201d<a href=\"#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com a morte de Deus podemos dizer que se instaura uma forma mais radical de niilismo, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 o mundo al\u00e9m para que o homem possa refugiar-se. Portanto (&#8230;) o niilismo encerra em si a descren\u00e7a em um mundo metaf\u00edsico. (&#8230;) Desse ponto de vista admite-se a realidade do vir-a-ser (&#8230;)<a href=\"#_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>, mas esta n\u00e3o \u00e9 suport\u00e1vel pelo homem racional, por causa da sua necessidade de sistematiza\u00e7\u00e3o. Desta feita podemos concluir que Deus morreu e o homem n\u00e3o anda nada bem<a href=\"#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao concluir este artigo, podemos dizer que nosso objetivo foi alcan\u00e7ado o qual era, a grosso modo, mostrar o niilismo como dissolu\u00e7\u00e3o dos valores supremos. Neste sentido, podemos observar que toda a l\u00f3gica do ocidente tendeu \u00e0 falta de valores, que pudessem sistematizar a vida do homem, ou seja, com a aus\u00eancia do absoluto os conceitos se tornaram inst\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Diante desta nossa reflex\u00e3o, podemos ressaltar a afirma\u00e7\u00e3o de Nietzsche: \u201cniilismo: falta-lhe a finalidade. Carece de respostas \u00e0 pergunta para qu\u00ea que significa o niilismo? Que os valores supremos se depreciaram. <a href=\"#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">J\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 valores para nos orientar, uma vez que os mesmos se dissolveram, nasce-nos uma quest\u00e3o: acaso estamos fadados \u00e0 cair no caos eterno sem possibilidade de supera\u00e7\u00e3o do niilismo? Esta nossa quest\u00e3o, que n\u00e3o deixa de ser pertinente, uma vez que estamos mergulhados em tantas crises, dentre as quais a do pr\u00f3prio pensar, poder\u00e1 ser refletida em outras pesquisas futuras. Portanto este nosso artigo, deve ser compreendido como um puro lan\u00e7ar-se sobre a aventura do pensamento, mas sem a pretens\u00e3o de alcan\u00e7armos alguma verdade que seja absoluta e que n\u00e3o possa ser problematizada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">ARALDI, Clademir Lu\u00edz. Para uma caracteriza\u00e7\u00e3o do niilismo na obra tardia de Nietzsche. In: <em>Cadernos Nietzsche<\/em>, S\u00e3o Paulo, 1998. p.75-94.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">GOMES, Eliseu Donisete de Paiva. Uma leitura do niilismo nietzschiano como hist\u00f3ria do ocidente, In: <em>Provoca\u00e7\u00f5es<\/em>: Ensaios filos\u00f3ficos. Mariana: Dom Vi\u00e7oso, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">MACHADO, Roberto C. <em>Zaratustra, Trag\u00e9dia nietzschiana<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. <em>Sobre o Niilismo e o Eterno Retorno<\/em>. 3\u00aaed. Trad. Rubens Rodrigues Torres Filho. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1983. (Cole\u00e7\u00e3o Os Pensadores)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">_____. <em>A Gaia Ci\u00eancia<\/em>. 2\u00aaed. Trad. Paulo C\u00e9zar. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">_____. <em>Vontade de Pot\u00eancia<\/em>. Trad. M\u00e1rio D. Ferreira Santos. Rio de Janeiro: Globo, 1945.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">VATTIMO, Gianni. <em>O Fim da Modernidade<\/em>: Niilismo e hermen\u00eautica na cultura p\u00f3s-moderna. Trad. Eduardo Brand\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Martins fontes, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">VOLPI, Franco. <em>O Niilismo<\/em>. Trad. Aldo Vannucchi. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1999. (Cole\u00e7\u00e3o Leituras Filos\u00f3ficas)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<hr size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Cf. GOMES, <em>Uma leitura do Niilismo nietzschiano como Hist\u00f3ria do Ocidente. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> VOLPI, Franco. <em>O Niilismo. <\/em>p. 7<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Cf. NIETZSCHE, F<em>. Sobre o Niilismo e o Eterno Retorno<\/em>. P. 379.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a>ARALDI, Clademir Lu\u00eds, <em>Para a Caracteriza\u00e7\u00e3o do Niilismo na obra tardia de Nietzsche<\/em>. P. 76.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> Cf. Comp\u00eandio das Monografias apresentadas ao Instituto Filos\u00f3fico S\u00e3o Jos\u00e9 em 2004, GOMES, Eliseu Donisete de Paiva, <em>Uma leitura do Niilismo nietzschiano com Hist\u00f3ria do Ocidente.<\/em> p. 239.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> NIETZSCHE, F. <em>Vontade de Pot\u00eancia<\/em>, p. 31.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> NIETZSCHE, F. <em>Sobre o Niilismo e o Eterno Retorno<\/em>, \u00a7 12. p. 381.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> ARALDI, Clademir Lu\u00eds, <em>Para a Caracteriza\u00e7\u00e3o do Niilismo na obra tardia de Nietzsche<\/em>. P. 76.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> IDEM. CF. P. 87.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> MACHADO, R. <em>Zaratustra, Trag\u00e9dia nietzschiana<\/em>, p. 47. Eliseu<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> NIETZSCHE, F. A Gaia Ci\u00eancia. \u00a7 125<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> NIETZSCHE, F. <em>Sobre o Niilismo e o Eterno Retorno<\/em>. \u00a7 12.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a> CF. GIANNI, Vattimo<em>. O Fim da Modernidade<\/em>: Niilismo e hermen\u00eautica na cultura p\u00f3s-moderna. p. 17.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a> VOLPI, Franco. <em>O Niilismo. <\/em>Apud: NIETZSCHE, F. p. 8. <strong> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juliano Aparecido Pinto Pensar a quest\u00e3o do niilismo \u00e9 algo indissoci\u00e1vel do pensamento contempor\u00e2neo, uma vez que vimos a dissolu\u00e7\u00e3o de todos os valores absolutos, os quais direcionavam a reflex\u00e3o filos\u00f3fica e a vida do homem antigo-medieval, contando tamb\u00e9m alguns s\u00e9culos do per\u00edodo Moderno[1]. 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