{"id":1064,"date":"2010-10-22T12:51:24","date_gmt":"2010-10-22T15:51:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1064"},"modified":"2010-10-22T12:51:24","modified_gmt":"2010-10-22T15:51:24","slug":"a-prova-da-existencia-de-deus-na-perspectiva-ontologica-de-anselmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1064","title":{"rendered":"A prova da exist\u00eancia de Deus na perspectiva ontol\u00f3gica de\u00a0Anselmo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Rodrigo Artur Medeiros da Silva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao se propor um itiner\u00e1rio filos\u00f3fico na linha metaf\u00edsica, ou seja, um aprofundamento a respeito do transcendente, cabe ao estudante de filosofia fazer uma reflex\u00e3o mais apurada de tudo aquilo que lhe diz respeito, sobretudo investigar o que n\u00e3o lhe \u00e9 claro no processo da busca pelo saber verdadeiro. Partindo deste pressuposto, o presente artigo expor\u00e1 uma tese de Anselmo, escrita em sua obra \u201cProsl\u00f3gio\u201d \u2013 reformulada a partir de outra obra que fora escrita pelo mesmo autor, intitulada \u201cMonol\u00f3gio\u201d. Tal obra traz explicitamente o argumento usado pelo fil\u00f3sofo para provar a exist\u00eancia de Deus na perspectiva ontol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>1. Um paralelo entre o Deus transcendental e o Deus encarnado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao perpassar-se pelos pensamentos de alguns fil\u00f3sofos antigos, sobretudo por S\u00f3crates, Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles, considerados os pilares da filosofia, perceber-se-\u00e1 uma inc\u00f3gnita a ser estudada: a exist\u00eancia de Deus. Da\u00ed, pergunta-se<strong> <\/strong>a Filosofia consegue ou n\u00e3o provar tal exist\u00eancia? Alguns fil\u00f3sofos antigos entendem \u201cDeus como unicamente transcendental, como um motor movente dos demais motores<a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn1\" target=\"_blank\">[1]<\/a> &#8211; estes movendo as demais coisas existentes; &#8211; tamb\u00e9m h\u00e1 um entendimento de Deus na filosofia antiga como um art\u00edfice bom e perfeito, o qual governa o mundo intelig\u00edvel (transcendental) e, posteriormente, permeia e ordena o mundo sens\u00edvel.\u201d <a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn2\" target=\"_blank\">[2]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por\u00e9m, a partir da filosofia medieval, mais precisamente com Dion\u00edsio, come\u00e7a a aparecer a ideia do Deus crist\u00e3o, \u201ccriador uno e m\u00faltiplo, o L\u00f3gus encarnado, a Trindade supra-essencial mais que divina e mais que boa, que tudo sabe e conhece.\u201d<a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn3\" target=\"_blank\">[3]<\/a> Este pensamento veio para refutar a tese de Plotino, na qual o mesmo defende o \u201cUno, do qual o ser prov\u00e9m e para o qual o ser retorna.\u201d<a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn4\" target=\"_blank\">[4]<\/a> Para o cristianismo, de Deus tudo vem e para Deus tudo retorna, por\u00e9m, o Deus referido \u00e9 o que se entende como Criador, de modo que a \u00fanica rela\u00e7\u00e3o entre ser e divino se d\u00e1 entre o criador e a criatura, salvo o L\u00f3gus, este sendo gerado<a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn5\" target=\"_blank\">[5]<\/a>, n\u00e3o criado no momento de sua concep\u00e7\u00e3o; caso contr\u00e1rio n\u00e3o poderia ser Deus, pois, para o pensamento crist\u00e3o, h\u00e1 um s\u00f3 criador. Da\u00ed a inquieta\u00e7\u00e3o de alguns fil\u00f3sofos medievais em provar a exist\u00eancia ontol\u00f3gica de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2. A prova <em>a posteriori<\/em> da exist\u00eancia de Deus<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Anselmo aceita a causa como tese e passa a trabalhar para tentar provar a exist\u00eancia ontol\u00f3gica de Deus. Eis que o autor, ent\u00e3o, escreve a obra \u201cMonol\u00f3gio\u201d. Esta se subdivide em quatro provas atrav\u00e9s das quais o autor tenta mostrar como o ser humano, a partir do mundo, chega a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A primeira prova versa sobre a tend\u00eancia de cada pessoa a se apoderar daquilo que se julga como coisa boa. Anselmo argumenta inferindo que tudo o que \u00e9 bom, s\u00f3 o \u00e9, em virtude da bondade, que \u00e9 \u00fanica. Portanto, para existirem coisas boas, necessariamente, deve existir uma bondade absoluta.<a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn6\" target=\"_blank\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na segunda prova, o autor argumenta acerca da grandeza qualitativa. De acordo com Anselmo deve existir uma grandeza da qual prov\u00eam, gradualmente, todas as outras.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A terceira prova \u00e9 derivada do ser, pois para Anselmo: \u201ctudo existe em virtude de alguma coisa ou em virtude de nada. Mas nada existe em virtude de nada.\u201d Ora, para algo existir, a exist\u00eancia de um ser supremo \u00e9 necess\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A quarta e \u00faltima prova \u00e9 embasada na hierarquia dos seres, uma vez que, segundo Anselmo, \u00e9 preciso haver uma perfei\u00e7\u00e3o,<a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn7\" target=\"_blank\">[7]<\/a> criadora dos demais seres, imperfeitos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por\u00e9m, Anselmo, ao terminar a escrita destas quatro provas, percebe que as mesmas seriam de dif\u00edcil compreens\u00e3o aos leitores. Coube-o ent\u00e3o reformul\u00e1-las em um s\u00f3 argumento, o qual seria chamado de \u201cargumento ontol\u00f3gico\u201d e cuja finalidade, facilitar a compreens\u00e3o de seu pensamento acerca da compreens\u00e3o ontol\u00f3gica de Deus. Assim o fez, ficando ent\u00e3o denominadas as quatro provas de <em>a-posteriori<\/em> como j\u00e1 fora dito, e o \u201cargumento ontol\u00f3gico\u201d que, posteriormente, ser\u00e1 tratado, <em>a-priori.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3. A prova <em>a priori<\/em> da exist\u00eancia de Deus<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao estudar a quest\u00e3o metaf\u00edsica do transcendente, Anselmo tem como um de seus principais objetivos entender como se d\u00e1 o processo do ser transcendental. Anselmo faz, ent\u00e3o, um estudo metaf\u00edsico ainda mais aprofundado acerca de Deus. Deste estudo deriva a obra \u201cProsl\u00f3gio\u201d na qual \u00e9 chegada a conclus\u00e3o, pelo fil\u00f3sofo, de que Deus \u00e9 o ser do qual n\u00e3o se pode pensar nada maior. Partindo deste pressuposto, Anselmo consegue provar silogisticamente a exist\u00eancia ontol\u00f3gica de Deus, a chamada prova <em>a-priori<\/em> ou \u201cargumento ontol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<p style=\"padding-left:90px;text-align:justify;\"><em>Mas o ser do qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar nada maior n\u00e3o pode existir somente na intelig\u00eancia. Se, pois, existisse apenas na intelig\u00eancia, poder-se-ia pensar que h\u00e1 outro ser existente tamb\u00e9m na realidade; o que seria maior. Se, portanto, o ser do qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar nada maior existisse somente na intelig\u00eancia, este mesmo ser, do qual n\u00e3o se pode pensar nada maior, tornar-se-ia o ser do qual \u00e9 poss\u00edvel, ao contr\u00e1rio pensar algo maior: o que, certamente \u00e9 absurdo. Logo, o ser do qual n\u00e3o se pode pensar nada maior existe, sem d\u00favida, na intelig\u00eancia e na realidade.<\/em> <a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn8\" target=\"_blank\">[8]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><sup> <\/sup>Para dar ainda mais consist\u00eancia ao argumento ontol\u00f3gico no qual consegue provar a exist\u00eancia de Deus, Anselmo usa a frase dita pelo ateu no salmo: \u201cDeus n\u00e3o existe\u201d<a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn9\" target=\"_blank\">[9]<\/a>. Ora, o argumento de Anselmo se consolida visto que somente o fato do ateu pensar em Deus, significa que este est\u00e1 no seu intelecto, caso contr\u00e1rio a exist\u00eancia de Deus n\u00e3o seria nem pensada, nem negada. E se o ateu negar que Deus existe, aquele afirma que Deus n\u00e3o existe na realidade, no seu intelecto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Da\u00ed ent\u00e3o se d\u00e1 a contradi\u00e7\u00e3o da qual Anselmo retira a base para validar a sua tese, uma vez que se algu\u00e9m pensar que Deus \u00e9 o ser do qual n\u00e3o se pode pensar nada maior e neg\u00e1-lo fora do seu intelecto, ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a admiss\u00e3o de que exista alguma coisa que seja maior do que Deus.<a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn10\" target=\"_blank\">[10]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ent\u00e3o, j\u00e1 de forma mais clara, percebe-se que a prova da exist\u00eancia de Deus se concretiza, visto que algo do qual n\u00e3o se pode pensar nada maior, para ser pensado de tal forma, deve se dar em sua exist\u00eancia, a princ\u00edpio no intelecto e, consequentemente, na realidade, uma vez que sendo Ele o \u00fanico ser necess\u00e1rio por ele mesmo<a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftn11\" target=\"_blank\">[11]<\/a>, a sua ess\u00eancia \u00e9 exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tendo em vista que a quest\u00e3o que fora tratada no presente artigo \u00e9 de extrema abrang\u00eancia, que continuar\u00e1 sendo estudada e refletida, e visto que o presente artigo se limitou a refletir as formas que o fil\u00f3sofo Anselmo usa para explicar a exist\u00eancia ontol\u00f3gica de Deus, percebe-se a suma import\u00e2ncia deste nos contextos f\u00edsico e, sobretudo, metaf\u00edsico. Deus \u00e9 compreendido como um diferencial no estudo da filosofia. Sendo assim, o estudo do logos divino \u00e9 indispens\u00e1vel e necess\u00e1rio no contexto da metaf\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Foi neste intuito que este artigo procurou abordar o tema da concep\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica de Deus, pois foi percebido o quanto o estudo desta compreens\u00e3o \u00e9 importante e qual foram as argumenta\u00e7\u00f5es usadas por Anselmo para chegar a tal afirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref1\" target=\"_blank\">[1]<\/a> REALE, Giovanni, ANTISERI, Dario. 2007 v.2 p. 202<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref2\" target=\"_blank\">[2]<\/a> REALE, Giovanni, ANTISERI, Dario. 2007 v.2 p. 144<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref3\" target=\"_blank\">[3]<\/a> DION\u00cdSIO. <em>As obras completas<\/em>. p. 129<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref4\" target=\"_blank\">[4]<\/a> REALE, Giovanni, ANTISERI, Dario. 2007 v.1 p.358<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref5\" target=\"_blank\">[5]<\/a> DION\u00cdSIO. <em>As obras completas<\/em>. p. 129<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref6\" target=\"_blank\">[6]<\/a> REALE, Giovanni, ANTISERI, Dario. 2007 v.2 p. 149<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref7\" target=\"_blank\">[7]<\/a> Idem<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref8\" target=\"_blank\">[8]<\/a> ANSELMO. <em>Prosl\u00f3gio<\/em>. p. 102<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref9\" target=\"_blank\">[9]<\/a> REALE, Giovanni, ANTISERI, Dario. 2007 v.2 p. 150<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref10\" target=\"_blank\">[10]<\/a> Idem<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/by121w.bay121.mail.live.com\/mail\/RteFrame_15.1.3039.0211.html?pf=pf#_ftnref11\" target=\"_blank\">[11]<\/a> AVICENA. <em>Em nome de Deus, o clemente, o misericordioso.<\/em> p. 39<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rodrigo Artur Medeiros da Silva Ao se propor um itiner\u00e1rio filos\u00f3fico na linha metaf\u00edsica, ou seja, um aprofundamento a respeito do transcendente, cabe ao estudante de filosofia fazer uma reflex\u00e3o mais apurada de tudo aquilo que lhe diz respeito, sobretudo investigar o que n\u00e3o lhe \u00e9 claro no processo da busca pelo saber verdadeiro. 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