{"id":1093,"date":"2010-10-01T08:00:36","date_gmt":"2010-10-01T11:00:36","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1093"},"modified":"2010-10-01T08:00:36","modified_gmt":"2010-10-01T11:00:36","slug":"a-verdadeira-amizade-em-santo-agostinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1093","title":{"rendered":"A verdadeira amizade em Santo\u00a0Agostinho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Sidney de Paula Mendes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>N\u00e3o \u00e9 bom que o homem esteja s\u00f3.<\/em><a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Aur\u00e9lio Agostinho, um n\u00famida, um africano do norte, filosofando na maturidade de sua f\u00e9 crist\u00e3, toma a decis\u00e3o de confessar-se a todo g\u00eanero humano<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> e ousa discorrer sobre um tema j\u00e1 minuciosamente destrin\u00e7ado em filosofia por aquela que talvez tenha sido a mente filos\u00f3fica mais universal dos gregos, a saber, Arist\u00f3teles<a href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Agostinho discorre sobre a amizade. Entretanto, diferentemente do estagirita, algo genuinamente novo orientou a reflex\u00e3o de Agostinho: a concep\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de Deus. Nessa linha de pensamento, o bispo de Hipona afirma que s\u00f3 \u00e9 verdadeira amizade aquela fundamentada em Deus e cuja uni\u00e3o se d\u00e1 na caridade que \u00e9 fruto do Esp\u00edrito Santo<a href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Antes, por\u00e9m, de conceber este conceito luminoso de amizade, Agostinho <em>confessa<\/em> ter percorrido os tortuosos caminhos da <em>amizade corrompida, <\/em>do <em>cons\u00f3rcio <\/em>e da <em>amizade fundamentada na satisfa\u00e7\u00e3o do prazer e interesses pr\u00f3prios<\/em>. Na releitura que fizera de sua vida, o bispo de Hipona pode ver o que de fato n\u00e3o fora amizade e, com o auxilio do Cristianismo, pode conceber e cultivar verdadeiras amizades.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>1 \u2013 Amizade Corrompida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Agostinho relata, nas suas Confiss\u00f5es, ter vivenciado, na aurora de sua adolesc\u00eancia, a amizade ao n\u00edvel da paix\u00e3o corporal, ao que ele pr\u00f3prio chamou torpezas e corrup\u00e7\u00f5es carnais de sua alma. Agostinho reconhece que o tuf\u00e3o da puberdade foi nele de uma viol\u00eancia sem precedentes, a tal ponto que f\u00ea-lo buscar satisfa\u00e7\u00e3o em prazeres infernais, ousando at\u00e9 entregar-se a tenebrosos amores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Giovanni Papini viu nas palavras de Agostinho a autoden\u00fancia de pr\u00e1ticas homossexuais. De fato v\u00eamo-lo relatar, com horror de si mesmo, que nas rela\u00e7\u00f5es de alma para alma n\u00e3o se continha em modera\u00e7\u00e3o \u201cconforme o limite luminoso da amizade\u201d<a href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Por que carregaria tanto nas palavras? \u201cN\u00e3o se trataria de amizade caso se referisse a mulheres p\u00fablicas ou honestas, quando Agostinho alude a seus amigos pensa sempre em homens, e n\u00e3o havia a moda, em seu tempo, de dar-se a uma amante o nome de amiga. Talvez n\u00e3o fosse f\u00e1cil, na pequena Tagaste, a um mo\u00e7o muito novo, pobre e inexperiente, freq\u00fcentar casas de mulheres, ao passo que n\u00e3o lhe era vedado entreter com rapazes de sua mesma idade rela\u00e7\u00f5es intimas que n\u00e3o despertavam suspeitas\u201d<\/em><a href=\"#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ademais, a autoden\u00fancia \u00e9 mais explicita no que vai relatado ao in\u00edcio do Livro III. A\u00ed o termo <em>tamb\u00e9m<\/em> (etiam)<a href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> \u00e9 revelador. Agostinho o usa em alus\u00e3o \u00e0 concubina com quem vivera quinze anos e com quem tivera um filho. As amizades manchadas com torpe concupisc\u00eancia de que fala o bispo de Hipona eram, portanto, amizades masculinas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2 \u2013 O Cons\u00f3rcio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Agostinho real\u00e7a a distin\u00e7\u00e3o dos termos amizade e cons\u00f3rcio, no que tange ao relacionamento entre pessoas; para ele, o cons\u00f3rcio implica cumplicidade \u201cque nada vale\u201d<a href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, ao mesmo tempo que uma press\u00e3o psicol\u00f3gica que desrespeita o verdadeiro ser do outro, travando o crescimento e a conseq\u00fcente expans\u00e3o de sua individualidade. Assim, no cons\u00f3rcio, o homem age ora fundamentado no desejo de ser louvado pelos parceiros, ora por medo de proceder diferente, ora pelo prazer de saber que est\u00e1 cometendo algo il\u00edcito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na an\u00e1lise que faz do cons\u00f3rcio no roubo das p\u00earas<a href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>, o bispo v\u00ea o poder de influ\u00eancia do grupo sobre sua pessoa e real\u00e7a a negatividade dessa influ\u00eancia quando <em>confessa <\/em>que sozinho n\u00e3o praticaria tal a\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. O cons\u00f3rcio \u00e9 um agu\u00e7ador dos v\u00edcios em detrimento das virtudes, um indutor ao pecado. V\u00ea-se a\u00ed que ele distancia originariamente da amizade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3 \u2013 A Amizade Fundamentada no Ego\u00edsmo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O termo ego\u00edsmo, forjado no s\u00e9culo XVIII para significar a atitude de quem d\u00e1 predominante import\u00e2ncia a si mesmo ou aos seus pr\u00f3prios ju\u00edzos, sentimentos ou necessidades, e pouco ou nada se preocupa com os outros \u00e9 um auxilio para a compreens\u00e3o do cap. 4 do Livro IV das Confiss\u00f5es, no qual Agostinho relata a perda de um amigo seu. L\u00ea-se a\u00ed: \u201cminha alma j\u00e1 n\u00e3o podia passar sem ele\u201d. Era um relacionamento de interesse e n\u00e3o uma rela\u00e7\u00e3o de alma para alma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O equ\u00edvoco do ego\u00edsta \u00e9 depositar no corrupt\u00edvel os anseios de eternidade. Fundamentada pelo ego\u00edsmo a amizade tende a ruir, se n\u00e3o for alimentada pela aten\u00e7\u00e3o do amigo e, outrossim, se tal amigo n\u00e3o lhe for como uma <em>coisa sua<\/em>, domesticada. Agostinho confessa ter atra\u00eddo esse amigo \u00e0s suas vacilantes convic\u00e7\u00f5es manique\u00edstas em detrimento da f\u00e9 crist\u00e3 que ele professara quando adolescente, a tal ponto que chega mesmo a ridicularizar o batismo recebido pelo amigo em perigo de morte<a href=\"#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>. Verdade \u00e9 que esse <em>amigo<\/em>, ap\u00f3s uma reca\u00edda em febre, vem a \u00f3bito, deixando em Agostinho quest\u00f5es mal resolvidas e desencadeando-lhe uma profunda crise existencial. Tudo o que via era morte, diz Agostinho, tinha perdido minha alegria<a href=\"#_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>. Tudo tornou-se-lhe fastidioso. Ca\u00edra em desespero, aqui entendido como o amor de si mesmo em sua forma extrema e absoluta<a href=\"#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>, com a aus\u00eancia do amigo, no entanto confessa que n\u00e3o seria capaz de morrer por ele, denunciando assim o ego\u00edsmo ao mesmo tempo que revelando n\u00e3o se tratar de verdadeira amizade o relacionamento de interesse que tivera com esse amigo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>4 \u2013 A Verdadeira Amizade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>A c<\/strong>aridade permeia toda a rela\u00e7\u00e3o pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, quando o fundamento da amizade \u00e9 Deus. Nisto consiste a amizade verdadeira, porque somente a caridade n\u00e3o \u00e9 possessiva, sendo sua genu\u00edna caracter\u00edstica sempre buscar o bem do outro, e n\u00e3o h\u00e1 maior bem do que a pr\u00f3pria caridade. Todos os outros bens est\u00e3o nela contidos<a href=\"#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Somente ap\u00f3s ter alcan\u00e7ado o conhecimento de Deus<a href=\"#_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> \u00e9 que Agostinho pode vislumbrar a possibilidade de uma verdadeira amizade: amar os amigos em Deus. Com isso, o bispo de Hipona chega \u00e0s origens do cristianismo e emerge da\u00ed com a convic\u00e7\u00e3o de que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel uma verdadeira amizade quando alicer\u00e7ada por uma caridade contemplativa. Se \u00e9 importante ao homem ter amigos, sumamente importante, faz-se alicer\u00e7ar a amizade num amor contemplativo. Este torna poss\u00edvel aquele. \u201cO amor dos homens em Deus s\u00f3 sabe crescer em profundidade: ele mergulha cada vez mais em Deus e por isso alarga sua capacidade de amar os homens\u201d<a href=\"#_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os amigos verdadeiros, Agostinho sempre os nomeia e dois nomes saltam-se-lhe dos l\u00e1bios com mais freq\u00fc\u00eancia nas Confiss\u00f5es, n\u00e3o em detrimento dos outros, s\u00e3o eles Al\u00edpio e Nebr\u00eddio, cuja amizade era sustentada por aquela caridade contemplativa, que n\u00e3o \u00e9 interesseira<a href=\"#_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>. Entretanto, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua m\u00e3e, M\u00f4nica, apesar de cantar-lhe com louvor as virtudes, chegando \u00e0s raias da venera\u00e7\u00e3o Agostinho n\u00e3o amara sua m\u00e3e com o amor contemplativo, n\u00e3o chegara \u00e0 verdadeira amizade. Nutria por ela profunda afei\u00e7\u00e3o, todavia essa afei\u00e7\u00e3o transformara-se em h\u00e1bito o que redundou em profundo sofrimento interior quando M\u00f4nica veio a \u00f3bito<a href=\"#_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Amando os amigos em Deus nada se perde, porque Deus n\u00e3o muda<a href=\"#_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a>. Agostinho canta, com transbordamento l\u00edrico, a morte de seus amigos verdadeiros, confiando na misericordiosa caridade divina, que acolhe todos os homens<a href=\"#_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a>. J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 desespero pela perda, mas sim uma salutar nostalgia que torna poss\u00edvel fazer com freq\u00fc\u00eancia mem\u00f3ria<a href=\"#_ftn21\"><sup>[21]<\/sup><\/a> dos amigos j\u00e1 falecidos. Ademais, h\u00e1 a feliz consci\u00eancia de que a morte n\u00e3o \u00e9 detentora da \u00faltima palavra no que tange \u00e0 vida<a href=\"#_ftn22\"><sup>[22]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os amigos verdadeiros s\u00e3o tesouros de inestim\u00e1vel valor, porque tornam ao homem capaz de encarar e aceitar sua real condi\u00e7\u00e3o: a fragilidade humana. A fragilidade desempenha importante papel na vida humana. \u00c9 por causa dela que os homens precisam de amigos. \u201cN\u00e3o somos fracos nos mesmos pontos\u201d assim, cada um supre e completa o outro, compensando mutuamente as car\u00eancias e defici\u00eancias, a fragilidade. Um exemplo luminoso disto, nas Confiss\u00f5es, \u00e9 Cassic\u00edaco. Cassic\u00edaco fora sim um cen\u00f3bio de estudos e discuss\u00f5es filos\u00f3ficas, mas acima disto fora um cen\u00f3bio de vida fraterna, um cen\u00f3bio de amigos envolvidos por uma mesma caridade, a Caridade que vem de Deus, que leva a Deus, que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">AGOSTINHO, Santo. <strong>Confiss\u00f5es<\/strong>. 2\u00aaed. Trad. J. Oliveira Santos e A. Ambr\u00f3sio de Pina. Petr\u00f3polis, RJ: Vozes, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">MERTON, Thomas. <strong>Novas Sementes de Contempla\u00e7\u00e3o<\/strong>. Rio de Janeiro: Fisus, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">_____. <strong>Homem Algum \u00e9 uma Ilha<\/strong>. Trad. Dom Tim\u00f3teo Amoroso Anast\u00e1cio. Campinas: Verus, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">PAPINI, Giovanni. <strong>A vida de Santo Agostinho<\/strong>. 3\u00aaed. Trad. Godofredo Rangel. S\u00e3o Paulo: Companhia Editora Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <strong>Hist\u00f3ria da filosofia<\/strong>, vol. 4<em>. <\/em>Petr\u00f3polis: Vozes, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<hr size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Gn 2,18.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>. 2\u00aaed. Trad. J. Oliveira Santos e A. Ambr\u00f3sio de Pina. Petr\u00f3polis: Vozes, 2009. Livro II, cap. 3, p. 47.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Arist\u00f3teles aborda o tema Amizade em sua obra \u00c9tica a Nic\u00f4maco.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro IV, cap. 4, p. 79.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro II, cap. 1, p. 45.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> PAPINI, Giovanni. <strong>A vida de Santo Agostinho<\/strong>. 3. ed. Trad. Godofredo Rangel. S\u00e3o Paulo: Companhia Editora Nacional. Cap. 5, p. 33.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> PAPINI, Giovanni. <strong>A vida de Santo Agostinho.<\/strong> Cap. 5, p. 268. \u201cAmare et amari dulce mihi erat magis, si et amantis corpore fruer. Venam igitur amicitae coinquinabam sordibus concupiscentiae condiremque eius obnubilabam de tartaro libidinis&#8230; Rui etiam in amorem, quo cupiebam capi\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro II, cap. 9, p. 55.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro II, cap. 4, p. 50.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro II, cap. 9, p. 55.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro IV, cap. 5, p. 80.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro IV, cap. 5, p. 80.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a> MERTON, Thomas. <strong>Novas Sementes de Contempla\u00e7\u00e3o<\/strong>. Rio de Janeiro: Fisus, 1999. cap. 25, p. 177.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a> 1Jo 4, 16<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a> O Deus crist\u00e3o:eterno, imut\u00e1vel, incorrupt\u00edvel, inviol\u00e1vel, uno (Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref16\">[16]<\/a> MERTON, Thomas. <strong>Homem Algum \u00e9 uma Ilha<\/strong>. Trad. Dom Tim\u00f3teo Amoroso Anast\u00e1cio. Campinas: Verus, 2003. cap. 9, p. 150.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref17\">[17]<\/a>AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro VI, cap. 16, p. 138.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref18\">[18]<\/a>AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro IX, cap. 12, p. 211.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref19\">[19]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro IV, cap. 9, p. 84.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref20\">[20]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro IX, cap. 3, p. 192.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref21\">[21]<\/a> Fazer mem\u00f3ria aqui quer significar trazer novamente \u00e0 lembran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref22\">[22]<\/a> AGOSTINHO, Santo. <em><strong>Confiss\u00f5es<\/strong><\/em>.\u00a0 Livro IV, cap. 9, p. 84.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sidney de Paula Mendes N\u00e3o \u00e9 bom que o homem esteja s\u00f3.[1] Aur\u00e9lio Agostinho, um n\u00famida, um africano do norte, filosofando na maturidade de sua f\u00e9 crist\u00e3, toma a decis\u00e3o de confessar-se a todo g\u00eanero humano[2] e ousa discorrer sobre um tema j\u00e1 minuciosamente destrin\u00e7ado em filosofia por aquela que talvez tenha sido a mente &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[137,148],"tags":[183],"class_list":{"0":"entry","1":"post","2":"publish","3":"author-admin","4":"post-1093","6":"format-standard","7":"category-santo-agostinho","8":"category-sidney-de-paula-mendes","9":"post_tag-amizade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1093","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1093"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1093\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}