{"id":1106,"date":"2010-10-02T08:00:37","date_gmt":"2010-10-02T11:00:37","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1106"},"modified":"2010-10-02T08:00:37","modified_gmt":"2010-10-02T11:00:37","slug":"cade-a-minha-razao-que-estava-aqui-ou-por-um-pensar-genuinamente-tupiniquim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1106","title":{"rendered":"Cad\u00ea a minha Raz\u00e3o que estava aqui? ou Por um pensar genuinamente tupiniquim"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Bruno Aparecido Nepomuceno<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A Filosofia ganhou, ao longo dos s\u00e9culos, car\u00e1ter de algo distante, inalcan\u00e7\u00e1vel, inacess\u00edvel e em \u00faltima an\u00e1lise inven\u00e7\u00e3o de gregos ociosos ou doutrina de alem\u00e3es problem\u00e1ticos. Tamb\u00e9m, normalmente nos foi apresentada como estudo racional de problemas t\u00e3o profundos e abstratos que se tornou distante demais para que, n\u00f3s simples mortais e pobres brasileiros a alcan\u00e7asse.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">As marcas que essa vis\u00e3o, talvez deturpada, causou em nosso povo e em nossa hist\u00f3ria tornou-se objeto de estudo no Brasil nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Roberto Gomes, na obra \u201cCr\u00edtica da Raz\u00e3o tupiniquim\u201d, exclamou uma verdade que pretendeu acordar nosso pensamento do sono ign\u00f3bil em que jazia: a filosofia tupiniquim foi abortada!<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Alguns fatores apresentados pelo autor como propulsores desta morte acredito serem fundamentais para que entendamos como se deu este processo e como nos devemos colocar a partir de ent\u00e3o para \u201cfazer viver\u201d uma filosofia nossa &#8211; cara. Vou pontuando e comentado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Primeiro: os fatores hist\u00f3ricos. O processo de descobrimento e coloniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, como todos n\u00f3s sabemos foi impiedoso e at\u00e9 violento para com os nativos que aqui habitavam. Os europeus usaram da for\u00e7a da palavra, de f\u00fateis presentinhos, da domina\u00e7\u00e3o f\u00edsica e religiosa para impor sua vontade, cultura e costumes. Os \u00edndios eram tidos como homens sem alma e por conseq\u00fc\u00eancia, sem nenhum valor. Em princ\u00edpio, apresentou-se uma certa resist\u00eancia por parte dos povos, mas isso n\u00e3o perdurou por muito tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A mesma imposi\u00e7\u00e3o foi observada com os africanos que aqui desembarcavam para o trabalho escravo. Tudo o que eles traziam de bagagem era desprezado em nome de uma cultura branca superior.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nascemos, como um povo brasileiro, da mistura destas duas ra\u00e7as citadas anteriormente com os europeus. O que se observa, por\u00e9m, \u00e9 que muito herdamos ideologicamente de nossos dominadores pais. Facilmente abandonamos o que temos de propriamente nosso em nome de uma brilhante cultura do hemisf\u00e9rio norte.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outro fator que aumentou a desvaloriza\u00e7\u00e3o do \u201cnosso\u201d foi a recep\u00e7\u00e3o no Brasil de muitos imigrantes europeus. Eles traziam dentro de suas bagagens n\u00e3o somente seus pertences f\u00edsicos, mas tamb\u00e9m ideol\u00f3gicos. Por isso<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>(&#8230;) n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar de uma tradi\u00e7\u00e3o intrinsecamente brasileira de pensamento, constituidora de um cabedal de ideias e de uma metodologia pr\u00f3prios. Em um pa\u00eds relativamente jovem, cuja por\u00e7\u00e3o letrada era formada por imigrantes europeus e seus descendentes, a filosofia em nosso pa\u00eds foi, em sua quase totalidade, influenciada por correntes europ\u00e9ias, predominantemente pelo pensamento e cultura franceses.<\/em> (SOUZA J\u00daNIOR).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com isso, n\u00e3o nos acostumamos em elaborar nossa pr\u00f3pria forma de encarar a realidade, pois sempre nos foram apresentadas, por outros, respostas prontas aos nossos problemas. Desvalorizamos o que poder\u00edamos fazer, acreditando que se o fiz\u00e9ssemos o resultado ficaria muito inferior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de nossos \u201cmestres brancos\u201d. Abandonamos, pois, o esfor\u00e7o. Ca\u00edmos no comodismo, no \u201cvamos deixar como est\u00e1 pra ver como \u00e9 que fica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo: o amor pelo estrangeiro. Esse decorre do anterior. Todo pa\u00eds colonizado tem seu ego ferido e tende a considerar-se, como j\u00e1 foi dito, inferior ao colonizador. Aprendeu desde cedo que s\u00f3 de l\u00e1 podem vir as coisas boas. Esqueceu-se que foi explorado justamente porque tinha muito o que oferecer \u00e0 metr\u00f3pole, que ela viveu grande parte do tempo \u00e0s custas de seu suor e trabalho, das sacas de recursos naturais que abasteciam suas necessidades. Apegou-se ao importado por consider\u00e1-lo mais <em>chic<\/em> e <em>descolado<\/em>, apostou na l\u00edngua estrangeira para se dar bem profissionalmente, vestiu uma marca da qual n\u00e3o sabe bem a tradu\u00e7\u00e3o, sonhou em mudar-se para um pa\u00eds que neva, assinou TV a cabo para ver outras s\u00e9ries com tem\u00e1ticas mais <em>cult<\/em>, trocou a\u00e7a\u00ed por Coca-cola e vendeu sua raz\u00e3o a pre\u00e7o de nada para assumir qualquer uma que venha de fora.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Isso \u00e9 observado no meio acad\u00eamico tamb\u00e9m. Qualquer pensador \u00e9 mais interessante do que os nossos, qualquer teoria merece mais aten\u00e7\u00e3o do que a nossa. Deixamos nossa individualidade e assumimos qualquer personalidade que possa ser comprada em d\u00f3lares ou em euros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Ser culto no Brasil, \u00e9 avolumar erudi\u00e7\u00e3o sobre um outro, o n\u00e3o-brasileiro. Julgamos apenas ex\u00f3tico, ou at\u00e9 de mau gosto, quem se dedique a coisas nossas &#8211; mas julgamos de alta erudi\u00e7\u00e3o saber alem\u00e3o ou latim.<\/em> (GOMES, op. cit. p.73)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Terceiro: o ecletismo. O povo brasileiro \u00e9 um povo cordial, acolhedor e hospitaleiro. Como j\u00e1 foi elucidado, acolhe tudo o que lhe \u00e9 apresentado de forma simp\u00e1tica. N\u00e3o sabe dizer n\u00e3o e por isso tem que assumir uma certa dose de mediocridade. Consegue ver uma parcela de bem em todas as coisas e por isso se posiciona como ecl\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O intelectual brasileiro talvez seja um dos poucos que conseguiu misturar coisas opostas como \u00e1gua e \u00f3leo numa \u00fanica subst\u00e2ncia homog\u00eanea. Acostumou-se a fazer aquilo que se diz na linguagem de botequim de \u201co samba do crioulo doido\u201d com grande parte das coisas que assume.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Sua pretens\u00e3o de haver descoberto uma formula m\u00e1gica apta a conciliar diversas doutrinas, assumindo facilmente a apar\u00eancia de um sistema genial que demonstra a verdade, acaba desfazendo-se em sua pr\u00f3pria estrutura.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>(&#8230;) a s\u00edntese ecl\u00e9tica resulta contradit\u00f3ria. Ao admitir como natural a coexist\u00eancia de ideias inconcili\u00e1veis, essa doutrina \u00e9 obrigada a sacrificar sua l\u00f3gica interna.<\/em> (RODRIGO, 1988, p.56)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por juntar ideias t\u00e3o distintas entre si em nome de uma conc\u00f3rdia, acaba fadada a cair em contradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Quarto: a afirma\u00e7\u00e3o. Um pa\u00eds ecl\u00e9tico n\u00e3o sabe dizer n\u00e3o. Este \u00e9 decorr\u00eancia daquele. Este \u00e9 o positivismo. At\u00e9 historicamente n\u00e3o houve separa\u00e7\u00e3o entre os dois conceitos, mas apenas continuidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Negar requer mais aprofundamento nas quest\u00f5es, pede um certo esfor\u00e7o intelectual e at\u00e9 mesmo um certo desgaste, pois uma nega\u00e7\u00e3o p\u00fablica precisa, se quer se impor, argumentar a seu favor. Se procede dessa forma usa de raz\u00e3o e este \u00e9 o primeiro passo para se falar em filosofia.  Mas negar implica posicionar-se, e o pac\u00edfico tupiniquim se esquiva dessas coisas por preferir levar os fatos se abstendo-se de dar opini\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Aqui, esta corrente do positivismo foi facilmente instalada porque o povo brasileiro tem fascina\u00e7\u00e3o pelo f\u00e1cil e aparentemente seguro. Aquilo que lhe d\u00e1 estabilidade sem exigir muito esfor\u00e7o pessoal \u00e9 o que \u00e9 mais abra\u00e7ado. Assim se apresentava o positivismo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Um amor pronunciado pelas formas fixas e pelas leis gen\u00e9ricas, que circunscrevem a realidade complexa e dif\u00edcil dentro do \u00e2mbito dos nossos desejos, \u00e9 dos aspectos mais constantes e significativos do car\u00e1ter brasileiro. (&#8230;) tudo quanto dispense qualquer trabalho mental aturado e fatigante, as ideias claras, l\u00facidas, definitivas, que favorecem uma esp\u00e9cie de atonia da intelig\u00eancia, parecem-nos constituir a verdadeira ess\u00eancia da sabedoria.<\/em> (BUARQUE DE HOLANDA, 1995, p.158)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Quinto: o jeitinho. Talvez esse seja algo t\u00e3o nosso que chega a nos caracterizar e identificar para outras na\u00e7\u00f5es do mundo. \u00c9 claro que n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade deste povo verde e amarelo, mas dele tomamos posse e at\u00e9 nos orgulhamos por fazer parte de n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ele foi definido como<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>(&#8230;) uma forma &#8220;especial&#8221; de se resolver algum problema ou situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil ou proibida; ou uma solu\u00e7\u00e3o criativa para alguma emerg\u00eancia, seja sob a forma de burla a alguma regra ou norma preestabelecida, seja sob a forma de concilia\u00e7\u00e3o, esperteza ou habilidade. Para se fazer uso do jeito necessita-se de um acontecimento imprevisto e adverso aos objetivos do indiv\u00edduo, e assim, \u00e9 preciso uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e eficiente para resolver o problema, ou seja, &#8220;especial&#8221;<\/em> (STIGAR)<em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como j\u00e1 se afirmou, somos um povo cordial, que n\u00e3o sabe dizer n\u00e3o, n\u00e3o gosta de \u201ctomar partido\u201d ou \u201ccomprar briga\u201d. Aprendemos a conquistar nossos objetivos sem fazer muito alarde e sem nos comprometermos. Diante de um impedimento legal que atravanque nosso caminho encontramos sempre uma maneira de burl\u00e1-lo sem sermos descobertos. Cortamos fila, ultrapassamos o sinal de tr\u00e2nsito, ludibriamos o guarda com a inven\u00e7\u00e3o de algum drama pessoal, entramos em festas privadas, pagamos meia no cinema sem direito, ultrapassamos prazos sem sermos taxados por isso, enfim, damos o nosso jeitinho. Alegres, cantamos \u201cdeixa a vida me levar, vida leva eu\u201d para significar que pr\u00e9-ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 coisa que n\u00e3o nos pesa sobre os ombros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Assim, n\u00f3s nos impomos sobre a vida e dela tiramos o melhor proveito poss\u00edvel. \u00c9 a nossa forma de viver, prosseguir. mesmo diante de poss\u00edveis fracassos continuamos afirmando que \u201cDeus \u00e9 brasileiro\u201d. Essa frase t\u00e3o repetida nas esquinas de nossas conversas informais traz em si uma carga ideol\u00f3gica muito forte. Por ela queremos dizer que fa\u00e7amos o que fa\u00e7amos, Deus est\u00e1 do nosso lado. Ou seja, \u201cno fim tudo sempre d\u00e1 certo\u201d. Essa atitude pode provocar em n\u00f3s, como disse, um certo grau de comodismo e de pregui\u00e7a\u00a0 intelectual, fazendo-nos acreditar que mesmo sem muito esfor\u00e7o sairemos bem em todos os fatos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Por meio de semelhante padroniza\u00e7\u00e3o das formas exteriores da cordialidade, que n\u00e3o precisam ser leg\u00edtimas para se manifestarem, revela-se um decisivo triunfo do esp\u00edrito sobre a vida. Armado dessa m\u00e1scara, o indiv\u00edduo consegue manter sua supremacia ante o social. E, efetivamente, a polidez implica uma presen\u00e7a cont\u00ednua e soberana do indiv\u00edduo.<\/em> ( BUARQUE DE HOLANDA, Op. cit. p.147)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 claro que o jeitinho n\u00e3o \u00e9 somente uma coisa ruim. Ele revela no brasileiro uma certa independ\u00eancia para resolver seus problemas, agiliza processos legais que demorariam anos ou at\u00e9 facilitam a pr\u00e1tica caritativa entre os indiv\u00edduos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio falar de forma in\u00e9dita sobre assuntos muito velhos. Eles est\u00e3o entre n\u00f3s, mas n\u00e3o temos a coragem de versar criticamente sobre eles. \u00c9 pr\u00f3prio do brasileiro, o apego a tudo, mesmo a coisas ruins. \u201cA gente se acostuma com tudo\u201d, dizem por a\u00ed. Mas a filosofia serve para libertar e n\u00e3o deve se limitar somente a ser um fim em si mesma, deve tamb\u00e9m extrapolar seus limites e movimentar as estruturas cristalizadas, criando vida nos c\u00f4modos embolorados de nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>A reflex\u00e3o filos\u00f3fica s\u00f3 \u00e9 um fim em si mesma na exata medida em que a exist\u00eancia humana como um todo \u00e9 a sua meta. Todo o esfor\u00e7o da consci\u00eancia filos\u00f3fica na busca do sentido das coisas tem, de fato, a finalidade de compreender de maneira integrada o pr\u00f3prio sentido da exist\u00eancia do homem. (..) \u00c9 antes a busca insistente do significado mais profundo da exist\u00eancia humana, sem d\u00favida alguma para torn\u00e1-la mais adequada a si mesma.<\/em> (SEVERINO, 1997, p.23)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Temos todas as condi\u00e7\u00f5es em m\u00e3os de escrever novos cap\u00edtulos, agora a nosso favor, na hist\u00f3ria da filosofia brasileira &#8211; ou melhor, do Brasil. S\u00f3 precisamos assumir o que temos de melhor: n\u00f3s mesmos. N\u00e3o precisamos fazer pensamento \u201cpra ingl\u00eas ver\u201d, mas sim para brasileiro viver. E se depois vier o reconhecimento, ser\u00e1 apenas conseq\u00fc\u00eancia de uma maturidade tupiniquim. Ser\u00e1 algo adicional e n\u00e3o final.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Temos a estranha mania de ser como que Narciso \u00e0s avessas, nos apaixonado muito pelo o que \u00e9 de outros at\u00e9 nos perdermos neste estonteante fasc\u00ednio e perecer. Ent\u00e3o, j\u00e1 que \u00e9 para perecer,deslumbremo-nos por n\u00f3s mesmos e fixemo-nos no que temos de bom para que, quem sabe assim, mesmo depois de perecerem nossos fil\u00f3sofos, sobreviva nossa filosofia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">BUARQUE DE HOLANDA, S\u00e9rgio. <strong>Ra\u00edzes do Brasil<\/strong>. 26. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das letras, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">GOMES, Roberto. <strong>Cr\u00edtica da raz\u00e3o tupiniquim.<\/strong> 10 ed. S\u00e3o Paulo: FTD, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">RODRIGO, Lidia Maria. <strong>O nacionalismo no pensamento filos\u00f3fico: <\/strong>aventuras e desventuras da filosofia no Brasil. Petr\u00f3polis: Vozes, 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">SEVERINO, Ant\u00f4nio Joaquim. <strong>A filosofia contempor\u00e2nea no Brasil: <\/strong>conhecimento, pol\u00edtica e educa\u00e7\u00e3o. Petr\u00f3polis: Vozes, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">SOUZA J\u00daNIOR, F\u00e1bio Ferreira. <strong>Filosofia no Brasil. <\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/static.recantodasletras.com.br\/arquivos\/143862.doc\">http:\/\/static.recantodasletras.com.br\/arquivos\/143862.doc<\/a>&gt;, acesso em 7.jun.2010.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">STIGAR, Robson. <strong>O jeitinho brasileiro.<\/strong> Dispon\u00edvel em: &lt;<strong><a href=\"http:\/\/www.webartigos.com\/articles\/6105\/1\/O-Jeitinho-Brasileiro\/pagina1.html\">http:\/\/www.webartigos.com\/articles\/6105\/1\/O-Jeitinho-Brasileiro\/pagina1.html<\/a>&gt;, <\/strong>acesso em 7.jun.2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Aparecido Nepomuceno A Filosofia ganhou, ao longo dos s\u00e9culos, car\u00e1ter de algo distante, inalcan\u00e7\u00e1vel, inacess\u00edvel e em \u00faltima an\u00e1lise inven\u00e7\u00e3o de gregos ociosos ou doutrina de alem\u00e3es problem\u00e1ticos. Tamb\u00e9m, normalmente nos foi apresentada como estudo racional de problemas t\u00e3o profundos e abstratos que se tornou distante demais para que, n\u00f3s simples mortais e pobres &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[308,318,450],"class_list":{"0":"entry","1":"post","2":"publish","3":"author-admin","4":"post-1106","6":"format-standard","7":"category-bruno-aparecido-nepomuceno","8":"post_tag-filosofia-brasileira","9":"post_tag-filosofia-no-brasil","10":"post_tag-razao-tupiniquim"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1106"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1106\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}