{"id":1240,"date":"2010-11-18T17:30:41","date_gmt":"2010-11-18T20:30:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1240"},"modified":"2010-11-18T17:30:41","modified_gmt":"2010-11-18T20:30:41","slug":"a-concepcao-de-felicidade-em-boecio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1240","title":{"rendered":"A concep\u00e7\u00e3o de felicidade em\u00a0Bo\u00e9cio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Ildeu da Cruz S\u00edlvio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Bo\u00e9cio ao escrever <em>A consola\u00e7\u00e3o da Filosofia<\/em> vem trazer um tema que sempre despertou o interesse do homem: a felicidade. Apesar de seu livro ter sido escrito quando ele estava preso em Pavia, devido ao fato de ter sido acusado injustamente por \u201ccrimes pol\u00edticos\u201d, este tema n\u00e3o deixara de ser abordado por ele, sendo assim, procurar-se-\u00e1 mostrar as reflex\u00f5es que ele e a filosofia, sua interlocutora, chegaram a respeito da felicidade, mas especificamente baseado no livro III da mesma obra.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nos seus escritos, Bo\u00e9cio procurava sempre invocar algu\u00e9m do qual pudesse tirar a autoridade. Nesta obra \u00e9 a Filosofia (que representa a consci\u00eancia) que o consolar\u00e1 em seus infort\u00fanios. Por isso \u00e9 a Filosofia que o conduzir\u00e1 neste \u00e1rduo caminho para se chegar \u00e0 compreens\u00e3o da felicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A Filosofia no di\u00e1logo come\u00e7a a dizer que todo ser humano tem atividades que visam a um fim, o qual para ele \u00e9 a felicidade: \u201cEsta \u00e9 o maior de todos os bens e encerra em si todos os demais, de tal modo que, se algum lhe faltasse, j\u00e1 n\u00e3o seria o maior, porque ficaria fora dele alguma coisa que poderia ser desejada\u201d <a href=\"#_ftn1\"><sup><\/sup><sup>[1]<\/sup><\/a>. \u00c9 uma felicidade que n\u00e3o necessita de mais nada, basta a si mesma. Pois, caso se houvesse tal possibilidade, ela deixaria de ser o bem maior desejado por todos, mas haveria, al\u00e9m dela, algo que pudesse ser desejado. Portanto, a felicidade \u00e9 perfeita, uma vez que n\u00e3o carece de mais nada. Depois de ter dado a defini\u00e7\u00e3o formal da felicidade, ele procurar\u00e1 em seguida dizer aquilo que n\u00e3o \u00e9 a felicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Uma vez que todo homem tende para o bem, corre-se o risco de um desvirtuamento, ou seja, de muitos procurarem o bem em falsos bens. Neste sentido, ressalta Cleber Duarte Coelho: \u201dSendo a felicidade o objeto de todos os mortais, o erro destes consiste em busc\u00e1-la nos lugares errados\u201d. \u201c(&#8230;) de fato, na vontade de todos, encontra-se \u00ednsito um desejo natural para o bem, embora o erro muitas vezes a descaminhe, levando-a para falsos bens\u201d <a href=\"#_ftn2\"><sup><\/sup><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em seguida, Bo\u00e9cio mostra algumas possibilidades que fizeram e fazem as pessoas encontrarem falsos bens e compreenderem como poss\u00edveis modos de ser feliz, s\u00e3o elas: riqueza, honra, poder, gl\u00f3ria, prazer. Isso quer dizer que, os homens movidos pelo desejo natural de buscar a felicidade, eles equivocam-se, crendo que ela consista nestes bens. No entanto, esses cinco bens n\u00e3o possuem possibilidades de alcan\u00e7ar a felicidade, porque esta deve ser o fim ultimo e n\u00e3o itinerante de cada homem. Ressalta a \u201cFilosofia\u201d: \u201c(&#8230;) se algu\u00e9m prefere uma coisa a todas as outras \u00e9 porque julga que ela \u00e9 o bem supremo. Mas n\u00f3s definimos acima que o sumo bem \u00e9 a felicidade e, por conseguinte, cada um julga que a felicidade se encontra naquele bem ou naquele estado que ele preza sobre todos os demais.\u201d <a href=\"#_ftn3\"><sup><\/sup><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A vida do homem sobre a aterra \u00e9 uma intensa busca da felicidade \u00e9 um constante caminhar, pois o homem sabe o que \u00e9 a felicidade, mas fica oscilando pelo caminho por n\u00e3o conseguir voltar para casa, como se estivessem embriagado, atordoado, ou como se possu\u00edsse vendas nos olhos, como comenta Coelho:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Os homens vivem como son\u00e2mbulos ou \u00e9brios, que n\u00e3o conseguem encontrar o caminho para a pr\u00f3pria casa. Isso ocorre porque n\u00e3o sabemos onde se encontra aquilo que procuramos (&#8230;). Com efeito, todos os homens desejam a felicidade, mas a ignor\u00e2ncia humana os desvia para os falsos bens. Quando nos lan\u00e7amos ao mundo exterior, \u00e1vidos por encontrarmos nele a felicidade, cimos em erro e engano<\/em> (&#8230;)<a href=\"#_ftn4\"><sup><\/sup><sup>[4]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A seguir, Bo\u00e9cio passa a refutar todas aquelas possibilidades que aparentemente pareciam demonstrar ter encontrado a felicidade.\u00a0 A primeira, a riqueza, n\u00e3o pode ser a felicidade, porque a pessoa que a possui , tem o medo de que ela seja roubada, da\u00ed precisa de algo de fora para supri-la, deixando-a, desse modo, de ser auto-suficiente. Quanto mais riquezas um homem tem, mais preocupa\u00e7\u00f5es ele ter\u00e1. Portanto, as riquezas n\u00e3o conseguem liberar o homem da necessidade e torn\u00e1-lo auto-suficiente, embora fosse isto que pareciam prometer. (&#8230;) o dinheiro n\u00e3o tem, por natureza, a prerrogativa de n\u00e3o poder ser tirado do dono contra a vontade deste. <a href=\"#_ftn5\"><sup><\/sup><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A segunda, a honra, n\u00e3o poder\u00e1 fazer o homem feliz, uma vez que ela n\u00e3o muda o car\u00e1ter do indiv\u00edduo, perdendo pelo fato de que depende do olhar do outro. O que adianta a uma pessoa ser c\u00f4nsul em uma dada regi\u00e3o e um dia ir morar entre povos b\u00e1rbaros. Ele n\u00e3o ser\u00e1 reconhecido, ou seja, uma coisa n\u00e3o implica a outra.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Ora, se este efeito fosse natural aos cargos, estes n\u00e3o perderiam sua fun\u00e7\u00e3o em nenhum lugar, tal como o fogo que, em qualquer lugar do mundo, nunca deixa de aquecer. Por\u00e9m, como as dignidades n\u00e3o recebem honra por algo que lhes \u00e9 intr\u00ednseco, e sim pelas falsas opini\u00f5es dos homens, elas se esvaem de imediato, quando deparam-se com povos que n\u00e3o as reconhecem como tais<\/em>.<a href=\"#_ftn6\"><sup><\/sup><sup>[6]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">J\u00e1 a terceira, o poder, tamb\u00e9m n\u00e3o poder\u00e1 ser a felicidade, uma vez que n\u00e3o se conserva em si mesmo, por estar condicionado ao lugar que se pode controlar. Sendo aparte que controla menor e a que n\u00e3o controla maior isso n\u00e3o o faz feliz, porque ele fica constantemente com medo de perder esta pequena parte que possui. A exemplo de um rei que fica constantemente com medo de ser assassinado, ent\u00e3o procura seguran\u00e7as para proteg\u00ea-lo. Sendo desse modo limitado, por mais que o tenha o poder. E a partir do momento que este poder acaba, inicia-se a tristeza do soberano. \u201cUm tirano, conhecedor dos perigos de sua condi\u00e7\u00e3o, representou o medo de quem comanda, por uma espada suspensa sobre a cabe\u00e7a. Que poder \u00e9 este, ent\u00e3o, que n\u00e3o consegue expulsar a dor da preocupa\u00e7\u00e3o e evitar o tormento dos temores?\u201d<a href=\"#_ftn7\"><sup><\/sup><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A quarta, a gl\u00f3ria, se procede da mesma forma que os outros anteriores, n\u00e3o poder\u00e1 ser a felicidade, uma vez que ela \u00e9 limitada, dependendo sempre do olhar do outro, pois muitos podem conquist\u00e1-la pelas opini\u00f5es err\u00f4neas dos mesmo. Ela n\u00e3o acrescenta nada ao s\u00e1bio que n\u00e3o pode se deixar levar pelos rumores das opini\u00f5es do povo. Al\u00e9m disso, \u00e9 algo passageiro e n\u00e3o tem origem na pessoa que a possui, mas nos outros que a fazem famosa. \u201c(&#8230;) Muitos obtiveram grande reputa\u00e7\u00e3o devido \u00e1 superficialidade da opini\u00e3o p\u00fablica, a coisa mais ignominiosa que se pode imaginar, pois, os que s\u00e3o exaltados pelas virtudes que n\u00e3o t\u00eam, s\u00e3o os primeiros a envergonhar-se dos louvores que n\u00e3o merecem(&#8230;).\u201d<a href=\"#_ftn8\"><sup><\/sup><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A quinta, o prazer, acompanhar\u00e1 os antecedentes, n\u00e3o podendo ser a felicidade, por ser algo moment\u00e2neo e limitado, e se o homem afirmasse que o prazer \u00e9 a felicidade, ent\u00e3o tamb\u00e9m os animais seriam felizes, por estes estarem condicionados a natureza, no entanto ela( felicidade) \u00e9 pr\u00f3pria dos homens, pois o homem n\u00e3o est\u00e1 condicionado \u00e0 natureza. \u201cAdmitindo-se que estes tragam a felicidade, n\u00e3o vejo porque os animais n\u00e3o possam ser chamados de felizes, pois sua inclina\u00e7\u00e3o est\u00e1 totalmente voltada a satisfazer as exig\u00eancias do corpo.\u201d <a href=\"#_ftn9\"><sup><\/sup><sup>[9]<\/sup><\/a> No entanto a felicidade \u00e9 pr\u00f3pria dos homens, pois eles n\u00e3o est\u00e3o condicionados \u00e1 natureza, ele a transcende dando significado \u00e0s coisas. As pessoas almo\u00e7am uma comida deliciosa e depois do almo\u00e7o por mais que aquela comida seja gostosa ele n\u00e3o sentir\u00e1 vontade de comer, pois est\u00e1 farto, deixando ela desse de trazer o prazer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\">(&#8230;) <em>todos esses bens, no entanto, n\u00e3o tornam o homem plenamente satisfeito, n\u00e3o d\u00e3o ao homem uma felicidade completa. Ora, a verdadeira felicidade \u00e9 completa em si mesma e os homens s\u00f3 buscam estes bens por considerarem que eles os preenchem. Mas os bens terrestres n\u00e3o d\u00e3o ao homem aquilo que prometem. Eles n\u00e3o tornam o homem ausente de perturba\u00e7\u00f5es e ainda geram novas necessidades, tornando-nos mias dependentes de outras conting\u00eancias exteriores<\/em>.<a href=\"#_ftn10\"><sup><\/sup><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pode-se chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que estes caminhos apresentados jamais poder\u00e3o levar \u00e1 felicidade, assim explicita Bo\u00e9cio no di\u00e1logo com a Filosofia, ou seja, estes princ\u00edpios s\u00e3o a manifesta\u00e7\u00f5es do bem, que \u00e9 a felicidade, no entanto n\u00e3o \u00e9 ela mesma. A cada uma daquelas caracter\u00edsticas pressup\u00f5e a felicidade e que estas est\u00e3o reunidas em um \u00fanico objeto, presume-se de que h\u00e1 algo que \u00e9 a natureza da verdadeira felicidade assim explicita a Filosofia, e, al\u00e9m disso, ele \u00e9 formado por estes cinco elementos, a sufici\u00eancia, a pot\u00eancia, a fama, o respeito e a alegria e que constitui uma \u00fanica subst\u00e2ncia e que desesperadamente os homens procuram aqui na terra. Essa verdadeira felicidade pode ser entendida como Sumo Bem. \u201cA Filosofia termina mostrando a Bo\u00e9cio que a ess\u00eancia desta felicidade, s\u00f3 \u2018\u201c reside em Deus: nele \u201creside a felicidade substancial e perfeita\u201d, porque Ele \u00e9 o Sumo Bem\u201d\u2019<a href=\"#_ftn11\"><sup><\/sup><sup>[11]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Portanto, pelos mesmos motivos \u00e9 necess\u00e1rio admitir que a sufici\u00eancia, a pot\u00eancia, a fama, o respeito e a alegria s\u00e3o nomes diversos, mas que em nada diferem na subst\u00e2ncia (&#8230;). O que \u00e9 uno e simples por natureza, a maldade dos homens procura despeda\u00e7ar, e procurando levar uma parte de quem n\u00e3o possui partes, nem se apodera da parte, que n\u00e3o existe, nem do todo, que n\u00e3o lhe interessa<\/em><a href=\"#_ftn12\"><sup><\/sup><sup>[12]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Buscar a felicidade na riqueza, na honra, no poder, na gl\u00f3ria e no prazer \u00e9 fragmentar a felicidade. Felicidade verdadeira e perfeita torna auto-suficiente, poderoso respeit\u00e1vel, famoso e alegre quem a possui. Sendo ela, portanto, uma felicidade plena, ou seja, esta n\u00e3o necessitar\u00e1 de mais nada, uma vez que tudo est\u00e1 contido nela. A partir deste ponto Bo\u00e9cio e a Filosofia chegam \u00e0 conclus\u00e3o de que a felicidade n\u00e3o \u00e9 deste mundo, est\u00e1 no transcendente (Deus). Ressalta Ferreira:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>A Filosofia insiste em fazer ver que a busca da felicidade \u00e9 uma nota constante dos homens. Estes, entretanto, insistem em julgar que a riqueza, a honra, o poder, a gl\u00f3ria e o prazer \u00e9 a verdadeira face da felicidade. Ser feliz \u00e9 ter muita riqueza, n\u00e3o ter falta de bens materiais. A filosofia demonstra entretanto a incapacidade absoluta deste tipo de bens para satisfazer a alma humana: \u201cNenhum destes bens pode dar \u2018o estado perfeito\u2019 de felicidade\u201d.<\/em><a href=\"#_ftn13\"><sup><\/sup><sup>[13]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Neste ponto o di\u00e1logo \u00e9 interrompido por um instante, e Bo\u00e9cio assim como Plat\u00e3o em seus di\u00e1logos invoca a prote\u00e7\u00e3o divina para conseguir encontrar a verdade. E o canto termina com um pedido:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Concede, \u00f3 pai, \u00e1 minha mente elevar-se \u00e1 tua sublime morada; concede que eu possa atravessar a fonte purificadora do bem, e, descoberta a luz, que eu possa fixar em ti os olhos atentos de meu esp\u00edrito. Dissolve as n\u00e9voas e o peso de minha massa terrena e refulja em teu esplendor; pois tu \u00e9s a serenidade, tu \u00e9s o repouso tranq\u00fcilo para os justos, contemplar-te \u00e9 o nosso fim; tu \u00e9s, ao mesmo tempo, o princ\u00edpio, o sustent\u00e1culo, o guia, o caminho e a meta<\/em><a href=\"#_ftn14\"><sup><\/sup><sup>[14]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Todo o caminho percorrido por Bo\u00e9cio teve como guia sua mestra (a Filosofia), para que ele melhor pudesse se encaminhar na busca da verdadeira felicidade, uma vez que ela \u00e9 a sabedoria que ilumina o pensamento do homem. Pois o homem procura erroneamente falsos bens por n\u00e3o conhecer ainda o Bem Supremo. Todos compreendem que ele seja a felicidade, mas n\u00e3o conseguem defini-lo por conceitos, de modo que Ele n\u00e3o se deixa apreender por conceitos, ou seja, quando aplica um conceito a Ele, acha-se que se pode abarc\u00e1-lo e na verdade n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A Filosofia termina por mostrar a Bo\u00e9cio que a ess\u00eancia desta felicidade \u00e9 Deus, sendo Ele divino, s\u00f3 se possui a felicidade na posse do divino, o que \u00e9 o princ\u00edpio de todas as coisas, sendo um fim a ser buscado durante a vida toda do homem sobre a terra.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tendo em vista que a quest\u00e3o \u00e9 muito abrangente, que ela continua, e visto que este trabalho se limitou a refletir um ponto espec\u00edfico e n\u00e3o o todo, da obra boeciana, percebe-se o quanto o tema da felicidade tem grande import\u00e2ncia na filosofia de Bo\u00e9cio. Ela \u00e9 entendida como o referencial para o entendimento de outros aspectos da obra \u201cA consola\u00e7\u00e3o da Filosofia\u201d. Sendo assim, o estudo do livro III desta obra retrata a quest\u00e3o da felicidade, se torna, portanto, indispens\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Foi neste intuito que este trabalho buscou abordar \u201co tema da felicidade\u201d, ou seja, perceber realmente o quanto ela \u00e9 importante e assim ressaltar esta import\u00e2ncia por meio de alguns pontos que comprovam tal afirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">BOECIO. <em>A Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1998<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">COELHO, Cleber Duarte. A felicidade na De Philophiae Consolatione, de Bo\u00e9cio. In: COSTA, Roberto Nunes (org). <em>A filosofia medieval do Brasil<\/em>: persist\u00eancia e Resist\u00eancia. Recife: Printer, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">DE BONI, Luiz Alberto. <em>Filosofia Medieval<\/em>: textos. 2 ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">FERREIRA, Jo\u00e3o. O \u201cDe Consolatione Philosophia\u201d de Bo\u00e9cio. In: SOUZA, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio de Camargo Rodrigues de (org). <em>Pensamento Medieval<\/em>: X Semana de Filosofia da Universidade de Bras\u00edlia. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1983.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>\n<hr size=\"1\" \/>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia, III, prosa II.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia, III, prosa II.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia, III, prosa II.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> COELHO, Cleber Duarte. A felicidade na De Philophiae Consolatione de Bo\u00e9cio.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia III, prosa III.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia III, prosa IV.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia III, prosa V.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a>Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia III, prosaVI.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia III, VIII.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> COELHO, Cleber Duarte. A felicidade na De Philophiae Consolatione de Bo\u00e9cio.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> FERREIRA, Jo\u00e3o. O \u201cDe Consolatione Philosophia\u201d de Bo\u00e9cio.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia III, prosa IX.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a> FERREIRA, Jo\u00e3o. \u201cO De Consolatione Philosophia\u201d de Bo\u00e9cio.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a> Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia III, prosa IX.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ildeu da Cruz S\u00edlvio &nbsp; Bo\u00e9cio ao escrever A consola\u00e7\u00e3o da Filosofia vem trazer um tema que sempre despertou o interesse do homem: a felicidade. 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