{"id":1324,"date":"2011-02-14T08:11:25","date_gmt":"2011-02-14T11:11:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1324"},"modified":"2011-02-14T08:11:25","modified_gmt":"2011-02-14T11:11:25","slug":"a-filosofia-como-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1324","title":{"rendered":"A filosofia como caminho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Geraldo Fel\u00edcio da Trindade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Jos\u00e9 Henrique Co\u00ealho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Rangel Vin\u00edcius Xavier<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Wilhiam Luiz de Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:120px;\"><em>Quaeramus aliquod non in speciem bonum, sed solidum et aequale et a secretiore parte formosius; hoc eruamus. Nec longe positum est: inuenietur, scire tantum opus est quo manum porrigas; nunc uelut in tenebris uicina transimus, offensates ea ipsa quae desidarmus.<\/em><a href=\"#_ftn1\"><sup><\/sup><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Uma das quest\u00f5es em que a Filosofia mais se at\u00e9m \u00e9 o estudo do fim \u00faltimo do homem. Pretende-se responder: qual a inten\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tales de Mileto, imbu\u00eddo pelo esp\u00edrito grego de perfei\u00e7\u00e3o f\u00edsica, considerava que feliz era aquele que dispunha de corpo forte, sadio; mas tamb\u00e9m de uma alma bem formada. J\u00e1 para Plat\u00e3o, a felicidade est\u00e1 no cumprimento da fun\u00e7\u00e3o e dos deveres que s\u00e3o incumbidos ao homem em uma determinada situa\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, o fil\u00f3sofo, atrav\u00e9s da ascese rumo \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o do mundo das ideias \u00e9 que alcan\u00e7aria a felicidade. Esse caminho n\u00e3o est\u00e1 restrito somente ao fil\u00f3sofo, mas a todos. Arist\u00f3teles afirma que a felicidade, que \u00e9 o bem ao qual tendem todos os seres racionais; todas as a\u00e7\u00f5es tendem para o sumo bem, ou seja, para a felicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Santo Agostinho se deparou com a felicidade completa em Deus, que estava escondido nos rec\u00f4nditos de seu ser. Passa-se do exterior ao interior, do interior ao esp\u00edrito. Deus \u00e9 o maior bem, acima dele n\u00e3o h\u00e1 outros, n\u00e3o h\u00e1 felicidade. Posterior a ele, Bo\u00e9cio afirma que a beatitude, a vida feliz, \u00e9 um bem e n\u00e3o permite que se deseje outro, pois ela \u00e9 o conjunto de todos os bens. Santo Tom\u00e1s de Aquino ensina que h\u00e1 um bem supremo, um fim \u00faltimo, que \u00e9 a causa primeira em rela\u00e7\u00e3o a todos os fins particulares. Este \u00e9 a felicidade e o homem o procura e o busca.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A obra <em>A divina com\u00e9dia<\/em> de Dante, segundo Carvalho apresenta essa \u00e2nsia de felicidade:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:120px;\"><em>Dante, perseguido pelas tempestades p\u00fablicas e mais ainda pelo terr\u00edvel vendaval que perturbava seu cora\u00e7\u00e3o, perdido em funda atribula\u00e7\u00e3o, atravessava, um dia, a regi\u00e3o de Luni. Ap\u00f3s perambular longo tempo por lugares ermos, chegou a um velho mosteiro. Parou silencioso debaixo dos arcos do convento. Um monge se aproximou e ficou abismado com a tristeza estampada no rosto do poeta. Indagou-lhe o que buscava. A resposta foi instant\u00e2nea: a felicidade<\/em>.<a href=\"#_ftn2\"><sup><\/sup><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em>Da vida feliz<\/em> (<em>De vita beata<\/em>) \u00e9 obra-prima do fil\u00f3sofo S\u00eaneca<a href=\"#_ftn3\"><sup><\/sup><sup>[3]<\/sup><\/a>, na qual discorre sobre o problema da felicidade e o que faz uma vida feliz. Apresenta meios para resolver o problema, ou seja, para definir uma vida feliz e chegar \u00e0 felicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:120px;\"><em>Viver feliz, [&#8230;], todo mundo quer, mas ningu\u00e9m sabe ao certo o que torna a vida feliz; e n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil conseguir a felicidade, uma vez que, quanto mais ardentemente cada um procura, se erra o caminho, mais dela se distancia; se o caminho o leva no sentido oposto, a pr\u00f3pria velocidade aumenta a dist\u00e2ncia. Portanto, em primeiro lugar, devemos estabelecer antecipadamente o que buscamos atingir; depois, devemos examinar por onde podemos chegar l\u00e1 mais rapidamente, e veremos, pelo caminho, desde que seja o certo, quanto avan\u00e7amos cada dia e quanto nos aproximamos do objeto para o qual nos impele um desejo natural<\/em><a href=\"#_ftn4\"><sup><\/sup><sup>[4]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A escrita dessa obra deu-se no contexto da vida de S\u00eaneca no qual servia ao imperador Nero, tornando-se assim mentor deste, associado \u00e0 vida pol\u00edtica e podia, dessa forma, inspirar as medidas tomadas pelo pr\u00edncipe.S\u00eaneca escreveu, ainda, duas obras <em>Da vida feliz<\/em> e <em>Dos benef\u00edcios<\/em>, tendo como objetivo mostrar a verdade e a utilidade do estoicismo para a vida pessoal e a conduta do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A escola filos\u00f3fica est\u00f3ica tem seus motivos especialmente \u201cna profunda tristeza dos tempos e na profunda sensibilidade ao mal, por causa do qual se torna dolorosa a vida do homem que procura na filosofia um consolo, uma orienta\u00e7\u00e3o moral, achando-a, enfim, na ren\u00fancia ao mundo e \u00e0 pr\u00f3pria vida\u201d<a href=\"#_ftn5\"><sup><\/sup><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A escola est\u00f3ica designa o s\u00edtio de Atenas em que esses fil\u00f3sofos se reuniam. Essa escola iniciou-se na Gr\u00e9cia por volta do s\u00e9culo IV a. C. e inspirou muitas condutas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">H\u00e1 distin\u00e7\u00e3o de tr\u00eas per\u00edodos nessa escola. Primeiramente com os fundadores: Zen\u00e3o de C\u00edtio (336-264), Cleontes de Assos (331-232) e Cr\u00edsipo de Soles (280-210). Sabe-se deles por Di\u00f3genes La\u00e9rcio. Depois, com Pan\u00e9cio de Rodes (180-110) e Possid\u00f3rio de Apameia (135-50). E por \u00faltimo co S\u00eaneca (4 a. C \u2013 65 d. C), Epicteto (s\u00e9culo I d. C.) e o imperador Marco Aur\u00e9lio (121-180), \u00e9 o chamado estoicismo imperial.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A preocupa\u00e7\u00e3o dessa \u00e9poca \u00e9 com a ordem moral e consiste basicamente em um \u201c[&#8230;] guia da vida espiritual adaptada aos tempos perturbados da era imperial\u201d<a href=\"#_ftn6\"><sup><\/sup><sup>[6]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A partir do <em>De vita beata<\/em> S\u00eaneca apresenta o preceito de n\u00e3o seguir a concep\u00e7\u00e3o de felicidade do vulgo, pois este est\u00e1 guiado pelo conformismo, n\u00e3o pela raz\u00e3o. Aqueles que perscrutam por esses caminhos sempre erram. Dessa forma, deve-se levar em conta a pr\u00f3pria opini\u00e3o e apreciar, acima de tudo, a alma. Declara seu pressuposto te\u00f3rico que, como todos os est\u00f3icos, segue a natureza e defende que \u00e9 errado afastar-se dela e desobedecer \u00e0s suas leis, pois o humano faz parte da <em>physis. <\/em>Essa se compara ao <em>logos, <\/em>que \u00e9 a raz\u00e3o universal; sendo que esse rege o universo. Uma vida feliz \u00e9 uma vida ajustada com a \u201cnatureza\u201d (<em>physis)<\/em>, o homem se auto-governa, e consequentemente torna-se s\u00e1bio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A vida adequada \u00e0 natureza, proposta por S\u00eaneca, n\u00e3o \u00e9 a vida dada \u00e0 irrita\u00e7\u00e3o e \u00e0 insatisfa\u00e7\u00e3o. Contrap\u00f5e-se a isso, a tranquilidade da alma, que \u00e9 consequ\u00eancia de se viver de acordo com a natureza. Quanto aos prazeres fr\u00edvolos, estes s\u00e3o fugazes e n\u00e3o d\u00e3o nem equil\u00edbrio, nem paz. Viver de acordo com a natureza, segundo S\u00eaneca, \u00e9 se deixar guiar pela raz\u00e3o, e n\u00e3o pelos impulsos e prazeres.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ent\u00e3o, ao definir mais profundamente o homem feliz, exp\u00f5e um resumo dos princ\u00edpios est\u00f3icos: o sumo bem \u00e9 um querer virtuoso; o homem n\u00e3o se deve deixar abater por sua sorte, mas aceit\u00e1-la, desdenhando os prazeres e tudo o que n\u00e3o se consegue alcan\u00e7ar por si pr\u00f3prio. Exprimindo-se de outra maneira, S\u00eaneca afirma que o \u00fanico mal \u00e9 a desonra; ou seja, n\u00e3o ser fiel \u00e0 virtude. Uma vontade sujeita \u00e0 virtude, e n\u00e3o ao prazer, deve experimentar uma tranq\u00fcilidade perene e ao mesmo tempo liberta da escravid\u00e3o dos impulsos e dos caprichos. \u201cQuem se aproxima da virtude demonstra possuir um car\u00e1ter nobre [&#8230;]\u201d<a href=\"#_ftn7\"><sup><\/sup><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A virtude para os est\u00f3icos tem um novo significado e passa a ser concebida como a pr\u00f3pria felicidade. A finalidade do homem \u00e9 ser feliz, para essa finalidade concorrem todas as a\u00e7\u00f5es do homem. Sendo a virtude viver conforme a natureza, aquela torna-se assim um curso natural da vida, equiparando felicidade com virtude. Ressalta-se que o que \u00e9 bom \u00e9 virtuoso e o que \u00e9 mal, vicioso. O fim para os est\u00f3icos, conforme se p\u00f4de verificar na obra <em>De vita beata<\/em>, \u00e9 uma vida segundo a virtude. N\u00e3o h\u00e1, pois meio termo, ou se \u00e9 vicioso ou se \u00e9 virtuoso.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No que se relaciona \u00e0 virtude, os est\u00f3icos apresentam que n\u00e3o se trata de deixar- -se levar por todos os movimentos que animam, mas de obedecer \u00e0 natureza pr\u00f3pria na medida em que ela exprime a natureza universal. Isso faz com que se refreie os movimentos passionais. Dessa forma, a virtude, que \u00e9 a prud\u00eancia s\u00e1bia, permitir\u00e1 ao s\u00e1bio romper os encantamentos viciosos e evitar os falsos deslizes oriundos de falta de discernimento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:120px;\"><em>Que o sumo bem se eleve, pois, a um ponto do qual nenhuma for\u00e7a o possa tirar, onde n\u00e3o haja lugar, nem para esperan\u00e7a, nem para o temor, nem para coisa alguma que enfraque\u00e7a os seus direitos; ora, somente a virtude pode subir a esse ponto. Seu passo precisa vencer esse aclive; ela se manter\u00e1 firme, suportar\u00e1 todos os acontecimentos, n\u00e3o s\u00f3 pacientemente, mas com prazer; saber\u00e1 que toda a dificuldade na vida \u00e9 o efeito de uma lei da natureza e, como um bravo soldado, suportar\u00e1 seus ferimentos, contar\u00e1\u00a0 suas cicatrizes e, transpassadas pelos dados, ela morrer\u00e1 amando o chefe por quem caiu. Ela ter\u00e1 sempre presente o velho preceito: \u201cSegue Deus\u201d.<\/em><a href=\"#_ftn8\"><sup><\/sup><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No estoicismo, o mundo \u00e9 pleno e uno, sem lugar para a indetermina\u00e7\u00e3o e engloba todos os existentes, do mineral at\u00e9 o homem e os deuses. Assim, a Teologia \u00e9 parte integrante da F\u00edsica e, assim, Deus e natureza se coincidem. \u00c9 formando um imenso ser vivo, que \u00e9 constitu\u00eddo por individualidades coerentes em si e ligadas umas \u00e0s outras. A Cosmologia est\u00f3ica considera que \u201ccompreender o mundo, do qual se encontra exclu\u00eddo o ocaso, \u00e9 reconhecer que tudo acontece segundo o Destino para o maior bem do Todo.\u201d<a href=\"#_ftn9\"><sup><\/sup><sup>[9]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ante a obra <em>De vita beata <\/em>torna-se claro que se deve viver fiel \u00e0 natureza humana, que \u00e9 a raz\u00e3o. O homem s\u00f3 consegue, entretanto, a felicidade quando \u00e9 senhor de si; ele a alcan\u00e7a pela filosofia, que \u00e9 o caminho para o dom\u00ednio de si; obedi\u00eancia ao logos; o s\u00e1bio \u00e9 independente dos reveses da sorte e da fortuna, permanecendo-se imperturb\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:120px;\"><em>Portanto, o fundamento\u00a0 imut\u00e1vel da vida feliz \u00e9 um ju\u00edzo reto e firme. Ent\u00e3o, realmente, a alma \u00e9 pura e livre de todos os males, capaz de evitar n\u00e3o somente as dilacera\u00e7\u00f5es, mas, tamb\u00e9m, os arranh\u00f5es, disposta a se manter sempre onde parou e a defender sua posi\u00e7\u00e3o, mesmo contra os furores e os embates da sorte.<\/em><a href=\"#_ftn10\"><sup><\/sup><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A moral est\u00f3ica n\u00e3o \u00e9 fatalista ou passiva \u00e9 a real convic\u00e7\u00e3o do s\u00e1bio que compreendendo que as coisas n\u00e3o podem ser de outro modo, aceitar ser mais sensato, acomodar-se e ent\u00e3o prever tanto quanto poss\u00edvel e suportar os \u00e2nimos advindos da\u00ed. Destarte, o fil\u00f3sofo \u00e9, em paralelo ao est\u00f3ico, n\u00e3o aquele que pretende mudar o curso das coisas, mas antes e acima de tudo, a opini\u00e3o que se tem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao longo de toda a hist\u00f3ria, os esfor\u00e7os, as lutas, os empreendimentos do homem, buscam somente a felicidade. Indubitavelmente, cada um, a partir de seu modo de vida, deseja ardentemente um mesmo e \u00fanico objetivo, a ventura; e cada um se empenha pelo viver bem, desde o mais rec\u00f4ndito lugar do mundo at\u00e9 \u00e0s mais altas cortes e escolas; no mais simples esfor\u00e7o ao maior empreendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia. <\/em>vol. 1. 5\u00aa ed. Paulus: S\u00e3o Paulo. 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">CARVALHO, C\u00f4n. Jos\u00e9 Geraldo Vidigal de. <em>Reflex\u00f5es filos\u00f3ficas<\/em>. Vi\u00e7osa: Folha de Vi\u00e7osa, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">CASTAGNOLA, Lu\u00eds; PADOVANI, Umberto. <em>Hist\u00f3ria da filosofia. <\/em>15\u00aa ed. Melhoramentos: S\u00e3o Paulo, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">IERPHANGNOM, Lucien (dir.). <em>Dicion\u00e1rio das grandes filosofias<\/em>. Trad. Manuel Peir e Dias. S\u00e3o Paulo: Lexis, s\/d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">REIS, \u00c9milien Vilas Boas. <em>O conceito de virtude no jovem Agostinho:<\/em> evolu\u00e7\u00e3o ou revolu\u00e7\u00e3o?. Porto Alegre: PUCRS, 2006. (Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado em Filosofia)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">S\u00caNECA. <em>Sobre a vida feliz<\/em>. Trad. Jo\u00e3o Teodoro d\u2019Olim Marote. S\u00e3o Paulo: Nova Alexandria, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div>\n<hr size=\"1\" \/>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> \u201cBusquemos um bem, n\u00e3o na apar\u00eancia, mas s\u00f3lido, homog\u00eaneo e de uma beleza ainda maior por ser secreta; desenterr\u00eamo-lo. N\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o longe: n\u00f3s o encontraremos; bastar\u00e1 saber para onde estender a m\u00e3o; mas, efetivamente, como se estiv\u00e9ssemos no meio das trevas, n\u00f3s passamos ao lado, muitas vezes, trope\u00e7ando no pr\u00f3prio objeto\u00a0 que desejamos.\u201d S\u00caNECA, <em>Sobre a vida feliz<\/em>. III, 1, p. 25.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> C. J. G. V de CARVALHO. <em>Reflex\u00f5es filos\u00f3ficas<\/em>.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> \u201cL\u00facio Aneu S\u00eaneca nasceu em C\u00f3rdoba, na Espanha entre o fim da era pag\u00e3 e princ\u00edpio da era crist\u00e3. Em Roma participou ativamente e com sucesso da vida pol\u00edtica. Condenado por Nero ao suic\u00eddio em 65 d.C., S\u00eaneca matou-se com est\u00f3ica firmeza e admir\u00e1vel for\u00e7a de esp\u00edrito.\u201d ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia. <\/em>vol. 1, p. 306.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> S\u00caNECA, <em>Sobre a vida feliz<\/em>. I, 1, p. 19.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> CASTAGNOLA, Lu\u00eds, PADOVANI, Umberto. <em>Hist\u00f3ria da filosofia<\/em>, p. 164.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> Lucien IERPHANGNOM (dir.). <em>Dicion\u00e1rio das grandes filosofias<\/em>.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> S\u00caNECA, <em>Sobre a vida feliz<\/em>. XII, 4, p. 53.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> S\u00caNECA, <em>Sobre a vida feliz<\/em>. XV, 5, p. 59.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> Lucien IERPHANGNOM (dir.). <em>Dicion\u00e1rio das grandes filosofias<\/em>.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> S\u00caNECA, <em>Sobre a vida feliz<\/em>. V, 3, p. 31-33.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Fel\u00edcio da Trindade Jos\u00e9 Henrique Co\u00ealho Rangel Vin\u00edcius Xavier Wilhiam Luiz de Lima Quaeramus aliquod non in speciem bonum, sed solidum et aequale et a secretiore parte formosius; hoc eruamus. Nec longe positum est: inuenietur, scire tantum opus est quo manum porrigas; nunc uelut in tenebris uicina transimus, offensates ea ipsa quae desidarmus.[1] &nbsp; &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[19,48,77,126,142,150,165],"tags":[288,202,302,513],"class_list":{"0":"entry","1":"post","2":"publish","3":"author-admin","4":"post-1324","6":"format-standard","7":"category-dante","8":"category-geraldo-felicio-da-trindade","9":"category-jose-henrique-coelho","10":"category-rangel-vinicius-xavier","11":"category-seneca","12":"category-tales","13":"category-wilhiam-luiz-de-lima","14":"post_tag-estoicismo","15":"post_tag-etica","16":"post_tag-felicidade","17":"post_tag-vida-feliz"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1324\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}