{"id":1458,"date":"2011-05-30T13:30:20","date_gmt":"2011-05-30T16:30:20","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1458"},"modified":"2011-05-30T13:30:20","modified_gmt":"2011-05-30T16:30:20","slug":"1458","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1458","title":{"rendered":"A d\u00favida met\u00f3dica de Descartes: um caminho provis\u00f3rio e necess\u00e1rio para chegar ao cogito"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Lucas Ant\u00f4nio Ferreira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">Propor-se-\u00e1, neste artigo, demonstrar o pensamento filos\u00f3fico de Ren\u00e9 Descartes acerca do cogito, tendo como cunho inicial a d\u00favida met\u00f3dica, sabendo-se que o intento desta n\u00e3o \u00e9 definir nenhuma verdade absoluta, mas desfazer as opini\u00f5es que o pr\u00f3prio Descartes tinha como verdadeiras, tudo que lhe fora ensinado desde crian\u00e7a, e construir algo s\u00f3lido e indubit\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nesta perspectiva, Descartes observa que os sentidos s\u00e3o enganosos e podem nos levar ao erro. Ele exemplifica mostrando que ao ver um galho de \u00e1rvore na \u00e1gua pode parecer que est\u00e1 torto e, no entanto, ao retir\u00e1-lo da \u00e1gua percebe-se que ele \u00e9 reto e, tamb\u00e9m outro exemplo, com \u201ctorres que \u00e0 dist\u00e2ncia parecem redondas, de perto afiguram-se quadradas\u201d (COTTINGHAM, 1995, p. 79). Assim, Descartes afirma que n\u00e3o se deve confiar nos sentidos: \u201c(&#8230;) experimentei algumas vezes que esses sentidos eram enganosos, e \u00e9 de prud\u00eancia nunca se fiar inteiramente em quem j\u00e1 nos enganou uma vez\u201d (DESCARTES, 1979, p. 86).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outro aspecto que Descartes coloca em d\u00favida, apresentando-o como enganoso, \u00e9 o sonho. Pois, muitas vezes, ele teve sonhos que lhe pareciam bem reais, e que n\u00e3o lhe pareciam ser sonhos de fato, tendo assim a sensa\u00e7\u00e3o de estar vivendo algo real. Uma pessoa pode estar sonhando que est\u00e1 lendo este artigo. Pode ser que tudo seja fruto da imagina\u00e7\u00e3o, ou seja, da capacidade de visualizar na mente, e n\u00e3o dos olhos, um objeto. Por\u00e9m, assim como uma pintura e\/ou uma foto \u00e9 uma c\u00f3pia de algo real, o sonho tamb\u00e9m \u00e9 uma c\u00f3pia da realidade. Como escreve Descartes: \u201c(&#8230;) \u00e9 preciso ao menos confessar que as coisas que nos s\u00e3o representadas durante o sono s\u00e3o como quadros e pinturas que n\u00e3o podem ser formados sen\u00e3o \u00e0 semelhan\u00e7a de algo real e verdadeiro\u201d (DESCARTES, 1979, p. 86). Com isso, n\u00e3o se pode confiar nos sentidos e nem na imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para Descartes, h\u00e1 algo de que n\u00e3o se deve duvidar: do entendimento, ou seja, do racioc\u00ednio. Ainda que os sentidos nos enganem, ainda que haja confus\u00e3o entre sonho e realidade, temos que concordar que dois mais tr\u00eas sempre ser\u00e3o cinco e que um quadrado nunca ter\u00e1 mais de quatro lados. Por\u00e9m, Descartes ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente convencido. Ele se questiona se Deus seria um tipo de um g\u00eanio maligno que sente prazer em induzi-lo ao erro, enganando-o inclusive nas certezas matem\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:120px;\">(&#8230;) <em>como julgo que algumas vezes os outros se enganam at\u00e9 nas coisas que eles acreditam saber com maior clareza, pode ocorrer que Deus tenha desejado que eu me engane todas as vezes em que fa\u00e7o a adi\u00e7\u00e3o de dois mais tr\u00eas, ou em que enumero os lados de um quadrado, ou em que julgo alguma coisa ainda mais f\u00e1cil, se \u00e9 que pode imaginar algo mais f\u00e1cil que isto. <\/em>(DESCARTES, 1979, p. 87)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com isso, Descartes duvidou dos sentidos, duvidou da imagina\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo do entendimento, chegando, portanto, a uma d\u00favida hiperb\u00f3lica<a title=\"\" href=\"\/Blog\/Descartes,%20Lucas.docx#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Neste ponto, Descartes busca alguma certeza, apoiando-se no ponto de Arquimedes<a title=\"\" href=\"\/Blog\/Descartes,%20Lucas.docx#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, sobre o qual poder-se-\u00e1 encontrar uma coisa que seja certa e indubit\u00e1vel e levantar\u00e1 edif\u00edcios para outras certezas. Continuando com o mesmo princ\u00edpio de afastar tudo que for duvidoso de seu caminho, sua primeira atitude \u00e9 supor que todas as coisas s\u00e3o falsas: \u201c(&#8230;) persuadindo-me de que jamais existiu de tudo quanto minha mem\u00f3ria referta de mentiras me apresenta; penso n\u00e3o possuir nenhum sentido; creio que o corpo, a figura, a extens\u00e3o, o movimento e o lugar s\u00e3o apenas fic\u00e7\u00f5es de meu esp\u00edrito\u201d (DESCARTES, 1979, p. 91). Neste instante, ele observa que todas as coisas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o confi\u00e1veis, uma vez que pode haver um g\u00eanio maligno, como foi apresentado anteriormente, que coloca tais cren\u00e7as em seus pensamentos. Diante disto, ele chega a uma certeza de que se ele \u00e9 enganado, ent\u00e3o ele existe.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:120px;\"><em>Mas h\u00e1 algum, n\u00e3o sei qual, enganador mui poderoso e mui ardiloso que emprega toda a sua ind\u00fastria em enganar-me sempre. N\u00e3o h\u00e1, pois, d\u00favida alguma de que sou, se ele me engana; e, por mais que me engane, n\u00e3o poder\u00e1 jamais fazer com que eu nada seja, enquanto eu pensar ser alguma coisa. De sorte que, ap\u00f3s ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter constante que esta proposi\u00e7\u00e3o, eu sou, eu existo, \u00e9 necessariamente verdadeira todas as vezes que a enuncio ou que a conceba em meu esp\u00edrito.<\/em> (DESCARTES, 1979, p. 92)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Descartes pode estar certo de sua exist\u00eancia. Mas, se ele n\u00e3o tem certeza da exist\u00eancia de seu corpo, dos sentidos, como pode dizer \u201ceu existo\u201d? Ora, at\u00e9 ent\u00e3o Descartes pensava que era provido de bra\u00e7os, pernas, m\u00e3os, rosto, enfim um conjunto de membros que forma um corpo. Al\u00e9m disso, tendo as dimens\u00f5es da alma: sentir, pensar, alimentar e outros. Mas, pelo fato de ele ter certeza que estas coisas corp\u00f3reas n\u00e3o existam nele, por causa do g\u00eanio enganador, ele come\u00e7a tamb\u00e9m a duvidar dessas dimens\u00f5es da alma, pois estas necessitam do corpo. Resta ent\u00e3o o pensar, que ele julga firmemente ser a \u00fanica dimens\u00e3o da alma existente nele, encontrando assim, seu ponto arquimediano, pois se \u201ceu sou, eu existo\u201d e existo enquanto penso, ent\u00e3o \u201cpenso, logo existo\u201d (REALE, 2004, p. 309).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os questionamentos acerca do que \u201ceu sou\u201d ainda continuam. Descartes, procurando descobrir e definir sua exist\u00eancia, afirma que ela \u00e9 uma <em>res cogitans<a title=\"\" href=\"\/Blog\/Descartes,%20Lucas.docx#_ftn3\"><sup><strong><sup>[3]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em>, ou seja, uma realidade pensante, uma coisa que pensa. Mas o que \u00e9 uma coisa que pensa? Descartes afirma: \u201c\u00c9 uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que imagina tamb\u00e9m e que sente\u201d (DESCARTES, 1979, p. 95). Ele diz que essas coisas pertencem \u00e0 sua natureza, pois, ao contr\u00e1rio, ele nem poderia estar pensando para escrever. Continuando o racioc\u00ednio, percebe-se que, mesmo que a imagina\u00e7\u00e3o seja falaz, n\u00e3o se pode negar que a capacidade de imaginar exista. Pode se dizer o mesmo quanto aos atos relacionados com os \u00f3rg\u00e3os dos sentidos, pois mesmo que a a\u00e7\u00e3o de ver, ouvir, sentir se relacionam com coisas falsas, eles existem, pois Descartes est\u00e1 vendo, ouvindo e sentindo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Numa vis\u00e3o cartesiana, o corpo parecia ser muito mais importante que a alma. Por\u00e9m, Descartes ao fazer uma an\u00e1lise de um peda\u00e7o de cera que acaba de ser tirado de uma colmeia, observa que pelos sentidos podem se ter algumas caracter\u00edsticas, no entanto estas n\u00e3o revelam realmente o que seja a cera. Uma vez que, aquecendo-a no fogo pode haver altera\u00e7\u00f5es no gosto, na cor, no cheiro e em outras caracter\u00edsticas. Mas, mesmo assim, a cera n\u00e3o deixa de ser o que ela \u00e9: cera, pois, cont\u00e9m nela a sua natureza, apesar das muta\u00e7\u00f5es que se possam ter. Descartes, com isso, afirma que a \u00fanica coisa que permanecer\u00e1 \u00e9 a extens\u00e3o, ou seja, o corpo \u00e9, essencialmente, a extens\u00e3o, a <em>res extensa<\/em><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Descartes,%20Lucas.docx#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Chega-se a essa certeza n\u00e3o pelos sentidos, apesar destes perceberem as mudan\u00e7as da cera, mas pelo entendimento, isto \u00e9, pela raz\u00e3o. Assim, pode-se afirmar que a <em>res extensa<\/em> \u00e9 uma ideia clara e distinta da mente e do esp\u00edrito. Neste sentido, Descartes inverte a sua concep\u00e7\u00e3o: \u201c(&#8230;) reconhe\u00e7o com evid\u00eancia que nada h\u00e1 que me seja mais f\u00e1cil de conhecer do que meu esp\u00edrito\u201d (DESCARTES, 1979, p. 98), ou seja, o esp\u00edrito \u00e9 mais f\u00e1cil de conhecer do que o corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Descartes, por\u00e9m, ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente satisfeito. A \u00fanica certeza que ele tem \u00e9 a de saber que \u00e9 um ser pensante e que existe. E isto o far\u00e1 analisar a exist\u00eancia de Deus e se ele tem o poder de enganar. Isto, pois, sem o conhecimento destas duas verdades, n\u00e3o seria poss\u00edvel ter certeza de coisa alguma, uma vez que Descartes pressup\u00f4s a exist\u00eancia de um deus enganador para se chegar \u00e0 certeza do cogito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ele entendia pelo nome de Deus \u201cuma subst\u00e2ncia infinita, eterna, imut\u00e1vel, independente, onisciente, onipotente e pela qual todas as coisas que foram criadas e produzidas\u201d (REALE, 2004, p. 314). Por conseguinte, estas ideias s\u00e3o t\u00e3o grandes que n\u00e3o poderiam ter sua origem em Descartes, logo, pode-se concluir que Deus existe. Pois, por mais que a ideia de subst\u00e2ncia esteja na mente dele, sendo ele uma subst\u00e2ncia finita, n\u00e3o poderia conter a ideia de uma subst\u00e2ncia infinita, se n\u00e3o tivesse sido colocada por uma subst\u00e2ncia verdadeiramente infinita. Pode-se, com isso, afirmar que a ideia de infinito \u00e9 anterior \u00e0 ideia de finito, conforme afirma o fil\u00f3sofo: \u201ccomo seria poss\u00edvel que eu pudesse conhecer que duvido e que desejo, isto \u00e9, que me falta algo e que n\u00e3o sou inteiramente perfeito, se n\u00e3o tivesse em mim nenhuma ideia de ser mais perfeito que o meu\u201d (DESCARTES, 1979, p. 108).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Descartes observa que a ideia de Deus nasceu e foi produzida com ele desde o momento em que foi criado. A argumenta\u00e7\u00e3o cartesiana para provar a exist\u00eancia de Deus consiste em afirmar que: se eu tenho a ideia de Deus \u00e9 porque Ele existe e foi Ele quem colocou esta ideia em minha mente. Assim, Descartes concebeu a exist\u00eancia de um Deus que \u00e9 perfeito, infinito e eterno, que n\u00e3o \u00e9 enganador, e do qual todas as coisas dependem. As coisas que s\u00e3o claras e distintas n\u00e3o podem deixar de ser verdadeiras, e \u201ca certeza e a verdade de toda ci\u00eancia dependem apenas do conhecimento do verdadeiro Deus\u201d (REALE, 2004, p. 306). O cogito \u00e9, portanto, uma criatura de Deus. E \u00e9 ele quem garante a exist\u00eancia desse Deus e vice-versa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Podemos perceber a profundidade e a coer\u00eancia das ideias de Descartes, visto que ele escolheu a d\u00favida para alcan\u00e7ar seu objetivo e atrav\u00e9s dela chegou a uma certeza. Por\u00e9m, ao fazer uma an\u00e1lise cr\u00edtica sobre seus conceitos, podemos levantar alguns questionamentos. Teria feito Descartes o caminho certo para chegar ao cogito? A raz\u00e3o por si s\u00f3 consegue se sustentar? Somos pura raz\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">COTTINGHAM, John. <em>Dicion\u00e1rio Descartes<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Helena Martins. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">DESCARTES, Ren\u00e9. <em>Medita\u00e7\u00f5es.<\/em> 2. ed. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1979. (Os Pensadores).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>Hist\u00f3ria da filosofia<\/em>: do humanismo a Descartes. Tradu\u00e7\u00e3o de Ivo Storniolo. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2004. v. 3.<\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Descartes,%20Lucas.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> Sistematizada e bastante generalizada.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Descartes,%20Lucas.docx#_ftnref2\">[2]<\/a> \u201cArquimedes, para tirar o globo terrestre de seu lugar e transport\u00e1-lo para outra parte, n\u00e3o pedia nada mais exceto um ponto que fosse fixo e seguro\u201d (DESCARTES, 1979, p. 91). Por isto, Descartes queria encontrar um ponto que fosse fixo para levantar e construir um edif\u00edcio para outras certezas.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Descartes,%20Lucas.docx#_ftnref3\">[3]<\/a> <em>Res cogitans<\/em> \u00e9, portanto, a \u201cexist\u00eancia espiritual do homem sem nenhuma ruptura entre pensar e ser, \u00e9 a alma humana como realidade pensante que \u00e9 pensamento em ato\u201d (REALE, 2004, p. 293).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Descartes,%20Lucas.docx#_ftnref4\">[4]<\/a> <em>Res extensa<\/em> \u00e9, portanto, o \u201cmundo material (compreendendo obviamente o corpo humano), do qual, justamente, se pode predicar como essencial apenas a propriedade da extens\u00e3o\u201d (REALE, 2004, p. 293).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lucas Ant\u00f4nio Ferreira Propor-se-\u00e1, neste artigo, demonstrar o pensamento filos\u00f3fico de Ren\u00e9 Descartes acerca do cogito, tendo como cunho inicial a d\u00favida met\u00f3dica, sabendo-se que o intento desta n\u00e3o \u00e9 definir nenhuma verdade absoluta, mas desfazer as opini\u00f5es que o pr\u00f3prio Descartes tinha como verdadeiras, tudo que lhe fora ensinado desde crian\u00e7a, e construir algo &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[23,93],"tags":[216,241,242,243,446],"class_list":{"0":"entry","1":"post","2":"publish","3":"author-admin","4":"post-1458","6":"format-standard","7":"category-descartes","8":"category-lucas-antonio-ferreira","9":"post_tag-cogito","10":"post_tag-duvida","11":"post_tag-duvida-hiperbolica","12":"post_tag-duvida-metodica","13":"post_tag-razao"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1458","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1458"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1458\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}