{"id":1482,"date":"2011-06-04T08:01:17","date_gmt":"2011-06-04T11:01:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1482"},"modified":"2011-06-04T08:01:17","modified_gmt":"2011-06-04T11:01:17","slug":"dualidade-do-homem-grandeza-e-miseria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1482","title":{"rendered":"Dualidade do homem: grandeza e mis\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Alessandro Ferreira de Andrade Blanck<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">H\u00e1 tempos o homem vem procurando conhecer a totalidade das coisas, e atrav\u00e9s destas buscas surgem alguns questionamentos tais como: poder\u00e1 o homem conhecer todas as coisas? Poder\u00e1 o homem ser perfeitamente feliz? N\u00e3o estar\u00e1 buscando apenas por vaidade? Por que busca o divertimento? Em que consiste a grandeza e mis\u00e9ria do homem? Neste artigo tentaremos responder estes questionamentos, procurando apresentar solu\u00e7\u00f5es para tamanho problema a partir da an\u00e1lise do artigo II \u2013 \u201cMis\u00e9ria do homem sem Deus\u201d \u2013 da obra <em>Pensamentos<\/em>, de Blaise Pascal (1623-1662).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O ser humano possui um desejo demasiado pelo conhecimento. O homem \u00e9 uma parte, que n\u00e3o pode, n\u00e3o consegue conhecer, \u201cmas a parte pode ter, pelo menos, a ambi\u00e7\u00e3o de conhecer as partes, as quais cabem dentro de suas pr\u00f3prias propor\u00e7\u00f5es\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>.\u00a0 Deseja conhecer a totalidade das coisas, com intuito de ser \u00fatil a si mesmo e aos outros, sente paix\u00e3o e se aproxima de paix\u00f5es, ama e deseja ser amado, mas tudo isso \u00e9 vaidade. \u201cEis a vis\u00e3o final do s\u00e1bio rei: tudo \u00e9 vaidade, tudo \u00e9 affic\u00e7\u00e3o de esp\u00edrito&#8230;\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. Os homens acreditam que \u00e9 poss\u00edvel conhecer a totalidade das coisas usando apenas a raz\u00e3o, pois acreditam que ela \u00e9 superior a todas as coisas, mas o mundo possui dimens\u00f5es t\u00e3o pequenas, as coisas se dividem em tantas partes que a vista, a raz\u00e3o do ser humano n\u00e3o consegue compreender e apreender, pois elas est\u00e3o para al\u00e9m de onde se pensa ser o limite. \u201cTodo esse mundo vis\u00edvel \u00e9 apenas um tra\u00e7o impercept\u00edvel na amplid\u00e3o da natureza, que sequer nos \u00e9 dado conhecer de modo vago\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O homem \u00e9 um grande problema para si mesmo, visto que n\u00e3o consegue conhecer a si mesmo, sua pr\u00f3pria realidade e nem a totalidade das coisas existentes. \u201cInfinitamente incapaz de compreender os extremos, tanto o fim das coisas como o seu princ\u00edpio permanecem ocultos num segredo impenetr\u00e1vel, e \u00e9 imposs\u00edvel ver o nada de onde saiu e o infinito que o envolve\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Nem um ser humano finito poder\u00e1 conhecer o in\u00edcio e nem o fim das coisas, visto que o homem est\u00e1 instalado neste universo, o ser humano em rela\u00e7\u00e3o ao nada \u00e9 tudo, j\u00e1 em rala\u00e7\u00e3o ao tudo \u00e9 um nada, o ser humano \u00e9 uma esp\u00e9cie de meio termo entre o nada e o todo; e apenas o criador de tal magnitude, o criador de todas as coisas poder\u00e1 conhec\u00ea-las em sua totalidade. \u201c(&#8230;) O autor destas maravilhas conhece-as; e ningu\u00e9m mais\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.\u00a0 E estando a raz\u00e3o inserida no homem, este que \u00e9 uma pequena parte neste universo, ela se v\u00ea nas mesmas ou piores dificuldades ainda de conhecer; se ela fosse infinita e n\u00e3o fizesse parte deste universo, certamente ela poderia conhecer a realidade existente, a totalidade das coisas, mas n\u00e3o est\u00e1, e consequentemente, n\u00e3o poder\u00e1 conhecer, pois \u201cNossa intelig\u00eancia ocupa, entre as coisas intelig\u00edveis, o mesmo lugar que nosso corpo na magnitude da natureza\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>. E com a grande impossibilidade de conhecer todas as coisas, o ser humano se depara com a sua pr\u00f3pria mis\u00e9ria, seu limite e sua impot\u00eancia. Mas ao reconhecer sua mis\u00e9ria, sua limita\u00e7\u00e3o e sua impossibilidade diante do universo do saber torna-se o ser mais grandioso de todo o universo, pois sua grandeza est\u00e1, justamente, no reconhecimento de sua mis\u00e9ria, de sua limita\u00e7\u00e3o, de sua pequenez em rela\u00e7\u00e3o ao universo. \u201cO homem \u00e9 grande porque se reconhece miser\u00e1vel\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ele \u00e9 comparado a n\u00e3o mais que um \u201ccani\u00e7o\u201d, que \u00e9 fr\u00e1gil, \u00e9 agitado pelo vento para todos os lados, quebra-se com facilidade, mas que possui um pensamento, pensamento este que possibilita o reconhecimento de sua mis\u00e9ria. E ao reconhecer a sua mis\u00e9ria, limita\u00e7\u00f5es e impot\u00eancias, torna-se relativamente superior a todas as outras criaturas, pois estas n\u00e3o podem reconhecer que s\u00e3o miser\u00e1veis, vista que n\u00e3o possuem o pensamento para tal reconhecimento. \u201cO homem n\u00e3o \u00e9 mais que um cani\u00e7o, o mais d\u00e9bil da natureza; mas \u00e9 um cani\u00e7o que pensa\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>. E juntamente com a mis\u00e9ria v\u00eam todos os tormentos, as afli\u00e7\u00f5es, os sofrimentos batendo a fundo no cora\u00e7\u00e3o do ser humano, e o ser\u00e1 necess\u00e1rio descansar e acalmar seu \u00edntimo e procurar algo que o tire do t\u00e9dio. \u201cA presente mis\u00e9ria produz nele um tormento de nostalgia pela sua passada grandeza, e este tormento o incita o instinto de uma verdade superior, a aspira\u00e7\u00e3o de um bem que somente pode satisfaz\u00ea-lo\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para que o t\u00e9dio n\u00e3o se torne uma profunda solid\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que o homem procure algo para n\u00e3o se angustiar cada vez mais, e \u00e9 a\u00ed que entra o divertimento para livr\u00e1-lo do tormento, lev\u00e1-lo \u00e0 felicidade, mas que acaba conduzindo-lhe a outro caminho. \u201cA \u00fanica coisa que nos consola das nossas mis\u00e9rias \u00e9 o divertimento e, no entanto, essa \u00e9 a maior das nossas mis\u00e9rias\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. O divertimento afasta o homem de si mesmo, da morte e o impede de ver suas limita\u00e7\u00f5es e suas mis\u00e9rias. \u201cN\u00e3o tendo conseguido curar a morte, a mis\u00e9ria, a ignor\u00e2ncia, os homens lembraram-se, para ser felizes, de n\u00e3o pensar nisso tudo\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>. Por outro lado, o divertimento livrar o ser humano de um t\u00e9dio, de uma depress\u00e3o, de uma ang\u00fastia, de uma n\u00e1usea, pois logo que come\u00e7a a pensar na sua condi\u00e7\u00e3o humana limitada e tamb\u00e9m miser\u00e1vel causa um profundo desgosto. \u201cMas tirai o divertimento e os vereis consumir-se de desgosto; sentem ent\u00e3o o seu nada, sem conhec\u00ea-lo\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>. Por isso, o ser humano est\u00e1 constantemente buscando o divertimento para fugir da sua mis\u00e9ria, pois deixa de pensar em suas quest\u00f5es latentes, tentando tornar-se demasiadamente feliz e buscar uma forma de esperar e suportar a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201c\u00c9 mais f\u00e1cil suportar a morte, quando n\u00e3o se pensa nela, do que pensar na morte sem perigo\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>. O divertimento tem for\u00e7a suficiente de conduzir um homem de um estado de tristeza, abatimento e mis\u00e9ria a um estado de felicidade. Dentro da vis\u00e3o pascaliana, a condi\u00e7\u00e3o humana est\u00e1 marcada por uma mis\u00e9ria ontol\u00f3gica. E essa \u00e9 a verdadeira condi\u00e7\u00e3o do ser humano; condi\u00e7\u00e3o que lhe torna capaz de saber com certeza e o faz ignorar o absoluto. Embora este tenha perdido um ente querido e se encontre num estado deprimente, enquanto ele estiver no divertimento ser\u00e1 feliz, pois \u201csem divertimento n\u00e3o h\u00e1 alegria, com divertimento n\u00e3o h\u00e1 tristeza\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>. Mas ele estar\u00e1 vivendo uma pseudo-felicidade e n\u00e3o uma felicidade plena, que n\u00e3o carece de nada mais, pois para Pascal a felicidade plena n\u00e3o se d\u00e1 nesta vida, mas somente em Deus, s\u00f3 ser\u00e1 plenamente feliz com a morte do corpo, onde se estar\u00e1 definitivamente com Deus. \u201cE Pascal bem sabia que s\u00f3 haveria paz quando o corpo fosse destru\u00eddo\u201d. <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com base no que foi apresentado, surgem alguns questionamentos: o que \u00e9 o homem na natureza? E Pascal responde que o ser humano \u00e9 um \u201c(&#8230;) nada com rela\u00e7\u00e3o ao infinito e um tudo em rela\u00e7\u00e3o ao nada (&#8230;)\u201d <a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>. Se o homem n\u00e3o se deparasse primeiro com a vaidade, e sim com o divertimento, o que aconteceria? Ele n\u00e3o conheceria sua mis\u00e9ria, n\u00e3o se tornaria grandioso e n\u00e3o saberia onde encontrar felicidade absoluta. \u00c9 poss\u00edvel ao homem conhecer? Sim, mas o que conhece n\u00e3o lhe \u00e9 satisfat\u00f3rio, sempre falta algo amais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Testifica-se, assim, que tanto a vaidade como o divertimento tem grande import\u00e2ncia na vida do ser humano: a vaidade por envaidecer o seu cora\u00e7\u00e3o com a possibilidade de conhecer e conduzi-lo \u00e0 mis\u00e9ria, que consequentemente o reconduzir\u00e1 \u00e0 grandeza, que \u00e9 o reconhecer a sua pr\u00f3pria mis\u00e9ria; o divertimento resgata-o do t\u00e9dio, da ang\u00fastia, da tristeza, da depress\u00e3o, do sofrimento, dos tormentos e o fortalece para suportar sua morte e esperar o seu encontro definitivo com Deus, quando ent\u00e3o ser\u00e1 feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">FIGUEIREDO, Jackson de. <em>Pascal e a inquieta\u00e7\u00e3o moderna. <\/em>Rio de Janeiro: Annuario do Brasil. 1912. (Cole\u00e7\u00e3o Eduardo Prado).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">PASCAL, Bleise. <em>Pensamentos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Milliet. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">SCIACCA, Michele Federico. <em>Pascal.<\/em> Tradu\u00e7\u00e3o de F. F. Ruiz Cuevas. Barcelona: Luis Miracle. 1955.<\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> PASCAL, Blaise. <em>Pensamentos<\/em>. II. 72. p.59<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref2\">[2]<\/a> FIGUEIREDO, Jackson de.p.59<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref3\">[3]<\/a> PASCAL, Blaise.<em> Pensamentos<\/em>. II. 72. p.55<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref4\">[4]<\/a> PASCAL, Blaise. <em>Pensamentos<\/em>. II. 72. p.56<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref5\">[5]<\/a> PASCAL, Blaise. <em>Pensamentos.<\/em> II. 72. p.56<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref6\">[6]<\/a> PASCAL, Blaise. <em>Pensamentos<\/em>. II. 72. p.57<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref7\">[7]<\/a> SCIACCA. M. F. p.182. (\u201cEl hombre es grande porque se reconoce desgraciado\u201d).<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref8\">[8]<\/a> SCIACCA. M. F. p.182. (\u201cEl hombre no es m\u00e1s que una ca\u00f1a, la m\u00e1s d\u00e9bil de la naturaleza; pero es una ca\u00f1a que piensa\u201d).<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref9\">[9]<\/a> SCIACCA. M. F. p.183. (\u201cla presente miseria le produce el tormento de la nostalgia por su pasada grandeza; y este tormento le enciende el instinto de una Verdad superior, la aspiraci\u00f3n a un bien que s\u00f3lo puede satisfacerlo\u201d).<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref10\">[10]<\/a> PASCAL, Blaise. <em>Pensamentos<\/em>. II. 171. p.84<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref11\">[11]<\/a> PASCAL, Blaise.<em> Pensamentos<\/em>. II. 168. p.83<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref12\">[12]<\/a> PASCAL, Blaise.<em> Pensamentos<\/em>. II. 164. p.83<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref13\">[13]<\/a> PASCAL, Blaise.<em> Pensamentos<\/em>. II. 166. p.83<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref14\">[14]<\/a> PASCAL, Blaise.<em> Pensamentos<\/em>. II. 139. p. 78<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref15\">[15]<\/a> FIGUEIREDO, Jackson de. p. 61(Trecho de uma carta de Pascal)<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Pascal,%20Alessandro.doc#_ftnref16\">[16]<\/a> PASCAL, Blaise.<em> Pensamentos<\/em>. II. 72. p. 56<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alessandro Ferreira de Andrade Blanck H\u00e1 tempos o homem vem procurando conhecer a totalidade das coisas, e atrav\u00e9s destas buscas surgem alguns questionamentos tais como: poder\u00e1 o homem conhecer todas as coisas? Poder\u00e1 o homem ser perfeitamente feliz? N\u00e3o estar\u00e1 buscando apenas por vaidade? Por que busca o divertimento? 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