{"id":1575,"date":"2011-09-01T15:37:40","date_gmt":"2011-09-01T18:37:40","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1575"},"modified":"2011-09-01T15:37:40","modified_gmt":"2011-09-01T18:37:40","slug":"o-absurdo-e-o-suicidio-uma-visao-em-albert-camus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1575","title":{"rendered":"O absurdo e o suic\u00eddio: uma vis\u00e3o em Albert Camus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Harley Carlos de Carvalho Lima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O s\u00e9culo XXI \u00e9 um s\u00e9culo em que as conturba\u00e7\u00f5es do cotidiano s\u00e3o bem evidentes, e \u00e9 neste contexto que o presente artigo se prop\u00f5e trabalhar. Muitas pessoas morrem por considerarem que a vida n\u00e3o merece ser vivida, j\u00e1 outras se deixam levar e se matam pelas ideias ou pelas ilus\u00f5es que lhes negam uma raz\u00e3o de viver. Nosso objetivo \u00e9 encontrar na obra <em>O Mito de S\u00edsifo<\/em>, de Albert Camus, as concep\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 problem\u00e1tica do absurdo e do suic\u00eddio na exist\u00eancia humana. Camus parte deste questionamento que tamb\u00e9m pode responder a quest\u00e3o fundamental da filosofia: \u201c&#8230; Julgar se a vida merece ou n\u00e3o ser vivida&#8230;\u201d (CAMUS, 1942, p.13). O fil\u00f3sofo observa que todo conhecimento verdadeiro \u00e9 imposs\u00edvel e que n\u00e3o conseguimos mais acompanhar as transforma\u00e7\u00f5es do mundo, porque ele se transforma nele pr\u00f3prio, onde observamos alguns aspectos inumanos nas horas de lucidez em gestos mec\u00e2nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>1 O Absurdo<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os gestos de levantar, bonde, quatro horas de escrit\u00f3rio ou de f\u00e1brica, refei\u00e7\u00e3o, bonde, quatro horas de trabalho, refei\u00e7\u00e3o, sono e segunda-feira, ter\u00e7a, quarta e quinta, sexta e s\u00e1bado no mesmo ritmo&#8230; CAMUS. (1942, citado por RAMOS, 2007).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para uma melhor compreens\u00e3o do absurdo \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma an\u00e1lise do pr\u00f3prio cotidiano. As loucuras do dia-a-dia, o corre-corre e a busca do sentido para as coisas e acontecimentos j\u00e1 s\u00e3o ind\u00edcios do absurdo. O homem cria uma rotina de vida, uma enfadonha monotomia e acaba deixando levar-se pelo absurdo, perdendo o sentido da sua exist\u00eancia. Exemplo disso \u00e9 quando o homem come\u00e7a a n\u00e3o dar mais import\u00e2ncia aos fatos e acontecimentos em seu trabalho, com os amigos, na fam\u00edlia&#8230;\u00a0 tudo se torna comum, rotineiro. Outro ponto que ilustra o absurdo \u00e9 o fato do homem j\u00e1 n\u00e3o conseguir mais dar conta dos acontecimentos e tudo lhe foge da percep\u00e7\u00e3o, e ele mesmo constata que o mundo n\u00e3o tem sentido nem raz\u00e3o, e que a vida \u00e9 absurda e fantasiosa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para Camus fica um questionamento essencial no desenvolver deste tema: \u201c O que \u00e9, com efeito, o homem absurdo? Aquele que sem o negar, nada faz pelo eterno. N\u00e3o que a nostalgia lhe seja estranha. Mas prefere-lhe a sua coragem e o seu racioc\u00ednio\u201d (CAMUS, 1942, p.85). \u00a0Seria ent\u00e3o o homem absurdo aquele que consegue valorizar o seu espa\u00e7o, que aprecia todo o seu contexto de vida, ou at\u00e9 mesmo aquele que busca uma vida desarraigada, e consegue valorizar tudo aquilo que tem? Sendo tamb\u00e9m um homem que n\u00e3o busca o que \u00e9 sup\u00e9rfluo ou at\u00e9 mesmo n\u00e3o ambiciona o ac\u00famulo de coisas e bens? Ou seria por outro lado para o homem absurdo dif\u00edcil pensar ou tentar compreender o sentido da vida, onde a mesma est\u00e1 entrela\u00e7ada com o tempo? Desde o nascer at\u00e9 os dias em que vive?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo a mitologia, o her\u00f3i S\u00edsifo foi condenado pelos deuses a realizar um trabalho in\u00fatil e sem esperan\u00e7a por toda a vida: empurrar sem descanso uma enorme pedra at\u00e9 o alto de uma montanha de onde ela rolaria encosta abaixo para que o her\u00f3i mitol\u00f3gico descesse em seguida at\u00e9 a encosta e empurrasse novamente o rochedo at\u00e9 o alto, e assim indefinidamente, numa repeti\u00e7\u00e3o mon\u00f3tona e intermin\u00e1vel atrav\u00e9s dos tempos. N\u00e3o tinha como objetivo a imortalidade, mas pelo contr\u00e1rio, o tempo e a multiplicidade, S\u00edsifo vai empenhar-se aplicando meios positivos, e ir\u00e1 deixar a qualidade pela quantidade, o eterno pelo temporal, a unidade pelo todo, multiplicando o que n\u00e3o pode unificar (MAIA, 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O absurdo no homem torna-se uma experi\u00eancia arriscada, em que seus objetivos para futuro n\u00e3o v\u00e3o sendo idealizados. Viver sem expectativas, sem ambi\u00e7\u00f5es para o futuro, n\u00e3o fazer da exist\u00eancia um tempo de profundas experi\u00eancias, mas deixar-se levar pela melancolia de um absurdo que n\u00e3o liberta e sim amarra, \u00e9 viver como S\u00edsifo no infort\u00fanio do dia a dia. H\u00e1 tamb\u00e9m modelos que ilustram a vida no absurdo, Camus apresenta como \u201c&#8230; modelos vivos: o amante no estilo de D. Juan, o actor, o aventureiro. O car\u00e1cter representativo dessa exist\u00eancia como fim absurdo \u00e9 esgotar bem a vida que se tem, em pap\u00e9is sempre variados: \u00e9 uma multiplicidade de almas num s\u00f3 corpo&#8230;\u201d (CAMUS, 1942, p. 181).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para Camus, o absurdo \u00e9 algo inexplic\u00e1vel, \u00e9 uma coisa que toma conta do homem e que passa a fazer parte da sua vida e ele nem percebe.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os deuses tinham condenado S\u00edsifo a rolar um rochedo incessantemente at\u00e9 o cimo de uma montanha, de onde a pedra ca\u00eda de novo por seu pr\u00f3prio peso. Eles tinham pensado, com as suas raz\u00f5es, que n\u00e3o existe puni\u00e7\u00e3o mais terr\u00edvel do que o trabalho in\u00fatil e sem esperan\u00e7a&#8230; (CAMUS, 1942, p.161).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Viver uma vida em que tudo \u00e9 sem esperan\u00e7a e in\u00fatil, como S\u00edsifo que \u00e9 condenado a repetir o mesmo esfor\u00e7o todos os dias, \u00e9 a maior prova do absurdo. Observa-se que neste mito acontece um confronto com a a\u00e7\u00e3o humana e a realidade. S\u00edsifo \u00e9 um personagem tomado pelo absurdo, n\u00e3o tem nem passado nem futuro, ele ser\u00e1 sempre o presente que se deixa levar pela mesma monotomia. \u201c Esse mito n\u00e3o \u00e9 apenas o Mito de S\u00edsifo, ele \u00e9 o mito decisivo. Compreend\u00ea-lo \u00e9 compreender\u00a0 a condi\u00e7\u00e3o humana e formular a quest\u00e3o decisiva: a quest\u00e3o do suic\u00eddio.\u201d (RAMOS, 2007, p. 2).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2 O Suic\u00eddio <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Seria um meio de sa\u00edda dessa monotomia de vida o homem abandonar-se no suic\u00eddio, buscando assim a liberdade?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por meio do suic\u00eddio o homem chegaria a uma falsa esperan\u00e7a de conseguir acabar com o absurdo. Para muitos, a morte \u00e9 a \u00fanica forma de fugir e sair do absurdo. Camus n\u00e3o nega que o suic\u00eddio seja um fen\u00f4meno social e o que importa \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o pensamento individual e o suic\u00eddio. Para Camus um gesto de suic\u00eddio acontece no sil\u00eancio do cora\u00e7\u00e3o. O homem deixa consumir-se pelas irracionalidades e faz matar-se. Com esse gesto percebe-se que o homem encontra-se fora da lucidez e que deixou consumir-se com os resultados do absurdo.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">&#8230; muitas pessoas morrem por considerarem que a vida n\u00e3o merece ser vivida. Outros vejo que se fazem paradoxalmente matar pelas ideias ou pelas ilus\u00f5es que lhes d\u00e3o uma raz\u00e3o de viver (o que se chama uma raz\u00e3o de viver \u00e9 ao mesmo tempo uma excelente raz\u00e3o de morrer). (CAMUS, 1942, p.14)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Achar que a vida n\u00e3o merece ser vivida e deixar corromper-se pelas ilus\u00f5es do absurdo, \u00e9 a forma em que o homem come\u00e7a a ser consumido pelo suic\u00eddio. \u00c9 importante enfatizar esse jogo que acaba sendo fatal na hist\u00f3ria da exist\u00eancia. A busca da felicidade, ou at\u00e9 mesmo uma sa\u00edda para a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas rotineiros, s\u00e3o grandes fatores nesse desenrolar de situa\u00e7\u00f5es que afirmam que o homem vive uma constante caminhada no tecer da exist\u00eancia, com isso muitos se entregam e se deixam ser\u00a0 vencidos pela ideia de que a vida n\u00e3o vale a pena ser vivida, ou at\u00e9 mesmo que n\u00e3o se d\u00e1 conta de viv\u00ea-la sem deixar-se entrar no absurdo rotineiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o se pode negar que h\u00e1 tamb\u00e9m v\u00e1rias formas que levam o homem ao suic\u00eddio, pode se ressaltar os fatores honrosos, como os suic\u00eddios onde o homem foi exposto de forma que feriu sua moral. Nesses casos como em outros, o que leva o homem a este ato \u00e9 um sentimento de esvaziamento com influ\u00eancias de uma vida absurda a deixar-se levar por um momento sem reflex\u00f5es numa crise incontrol\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na perspectiva do suic\u00eddio existem a consci\u00eancia e a esperan\u00e7a. Nisto diante deste mundo complexo e incompreens\u00edvel, diante da cotidianidade da vida, onde tudo acabar\u00e1 com a morte, surge a consci\u00eancia. A consci\u00eancia \u00e9 a busca pela nitidez. J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 esperan\u00e7a, trata-se de encontrar outros caminhos, outras sa\u00eddas. Diante do suic\u00eddio est\u00e1 o conflito, a ilus\u00e3o da liberdade. Com isso o homem quer\u00a0 suicidar-se como forma de alcan\u00e7ar a liberdade da rotina do cotidiano, a liberdade de uma vida marcada pela irracionalidade. Mas o grande problema \u00e9 o homem achar que com a morte acabaria assim o absurdo existencial.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, considerar que a vida n\u00e3o tem mais solu\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o conseguimos acompanhar os fatos e acontecimento ou at\u00e9 mesmo perdermos as esperan\u00e7as e aceitarmos viver no absurdo \u00e9 entregar-se ao estado mais triste da exist\u00eancia humana. Deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o que o homem em estado de absurdo n\u00e3o consegue enxergar os caminhos para um desvio desse estado, e na busca de uma mudan\u00e7a cai na ilus\u00e3o de que o suic\u00eddio \u00e9 o \u00fanico modo de conquistar a liberdade da vida rotineira. Como diz Camus, \u00e9 necess\u00e1rio criar consci\u00eancia e buscar uma liberdade, mas tem que ter o cuidado e aten\u00e7\u00e3o para n\u00e3o entrar na falsa esperan\u00e7a e deixar-se levar pelo suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Buscar valorizar e criar sonhos para o futuro \u00e9 uma forma de querer sair do absurdo, mas \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m criar coragem e buscar inova\u00e7\u00f5es e outros caminhos para as atividades do dia-a-dia, tento consci\u00eancia que o suic\u00eddio n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico caminho para viver livre de uma monotomia rotineira.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">CAMUS, Albert. <em>O Mito de S\u00edsifo<\/em>: ensaio sobre o absurdo. Tradu\u00e7\u00e3o por Urbano Tavares Rodrigues e Ana de Freitas. [Lisboa]: Edi\u00e7\u00e3o Livros do Brasil, 1942.\u00a0 244 p. T\u00edtulo original: <em>Le Mythe de Sisyphe<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Maia, Isabel. <em>A Revolta em Albert Camus<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.consciencia.org\/camusisabel2.shtml\">www.consciencia.org\/<strong>camusisabel<\/strong>2.shtml<\/a><em>. <\/em>Acesso em: 29 abr.2011<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ramos, Flamarion Caldeira. Absurdo e Revolta em Albert Camus<em>. Integra\u00e7\u00e3o<\/em>, n. 49, 2007. Dispon\u00edvel em: <a href=\"ftp:\/\/www.usjt.br\/pub\/revint\/177_49.pdf\">ftp:\/\/www.usjt.br\/pub\/revint\/177_49.pdf<\/a><em>. <\/em>Acesso em: 20 abr. 2011.<\/p>\n<div id=\"-chrome-auto-translate-plugin-dialog\" style=\"display:none;opacity:1!important;background:transparent!important;position:absolute!important;top:0;left:0;overflow:visible!important;z-index:999999!important;text-align:left!important;border-color:none!important;margin:0!important;padding:0!important;\">undefined<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Harley Carlos de Carvalho Lima Introdu\u00e7\u00e3o O s\u00e9culo XXI \u00e9 um s\u00e9culo em que as conturba\u00e7\u00f5es do cotidiano s\u00e3o bem evidentes, e \u00e9 neste contexto que o presente artigo se prop\u00f5e trabalhar. 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