{"id":1593,"date":"2011-09-03T12:11:51","date_gmt":"2011-09-03T15:11:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1593"},"modified":"2011-09-03T12:11:51","modified_gmt":"2011-09-03T15:11:51","slug":"critica-de-levinas-a-ontologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1593","title":{"rendered":"Cr\u00edtica de Levinas \u00e0 ontologia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Jo\u00e3o Paulo Rodrigues Pereira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A proposta filos\u00f3fica da contemporaneidade \u00e9, sobretudo, uma tentativa de propor novos caminhos para a filosofia, uma vez que esta perdeu o seu sustent\u00e1culo que a impulsionou at\u00e9 a modernidade: a metaf\u00edsica. Por causa disto, os fil\u00f3sofos contempor\u00e2neos foram instigados a desbravar outros modos de pensar filosoficamente, como Heidegger com a ontologia e Levinas com a \u00e9tica como filosofia primeira.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nesta perspectiva, prop\u00f5e-se como escopo deste artigo explanar a cr\u00edtica que Levinas faz a ontologia Heideggeriana, sendo que este \u00e9 o ponto de partida para Levinas propor a \u00e9tica como filosofia primeira, ou seja, uma nova perspectiva para se pensar a filosofia na contemporaneidade. Mas antes, pretende-se demonstrar em sucintas palavras a ontologia de Heidegger, para assim, desenvolver com arg\u00facia a cr\u00edtica de Levinas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>A ontologia de Heidegger<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Heidegger (1889-1977), ao analisar a hist\u00f3ria da filosofia, percebe que todas as vezes que os fil\u00f3sofos tentaram falar do Ser, falaram do ente. Neste sentido, \u201cA anal\u00edtica existencial tem como primeiro efeito a supera\u00e7\u00e3o da entifica\u00e7\u00e3o do ser que era confundido com um ente determinado em cada \u00e9poca da metaf\u00edsica (id\u00e9ia, subst\u00e2ncia, <em>ipsum esse, cogito sum, <\/em>eu transcendental, saber absoluto, etc)\u201d (STEIN, 2008, p.287.). O Ser foi confundido com o ente, por conseguinte, houve o esquecimento do Ser na hist\u00f3ria da filosofia.<strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por isso, sua proposta ontol\u00f3gica \u00e9 pensar o Ser a partir de sua manifesta\u00e7\u00e3o, ou seja, na exist\u00eancia, propriamente no ser humano em quem o Ser se manifesta por excel\u00eancia (no <em>Dasein<\/em>). Conforme o pr\u00f3prio Heidegger afirma: \u201cA investiga\u00e7\u00e3o de uma ontologia fundamental deve come\u00e7ar pela an\u00e1lise do homem, enquanto est\u00e1 nele a quest\u00e3o do ser\u201d (HEIDEGGER, 1997, p. 315). Assim, o Ser que fora antes esquecido pela filosofia \u00e9 retomado por Heidegger, por meio da ontologia, sob novo vi\u00e9s: a pr\u00f3pria exist\u00eancia humana. Como mostra Levinas:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A ontologia, dita aut\u00eantica, coincide com a facticidade da exist\u00eancia temporal. Compreender o ser enquanto ser \u00e9 existir. (&#8230;) A ontologia n\u00e3o se realiza no triunfo do homem sobre a sua condi\u00e7\u00e3o, mas na pr\u00f3pria tens\u00e3o em que esta condi\u00e7\u00e3o se assume. (&#8230;) O homem inteiro \u00e9 ontologia. Sua obra cient\u00edfica, sua vida afetiva, a satisfa\u00e7\u00e3o de suas necessidades e seu trabalho, sua vida social e sua morte articulam, com um rigor que reserva a cada um destes momentos uma fun\u00e7\u00e3o determinada, a compreens\u00e3o do ser ou da verdade (LEVINAS, 1997, p. 22).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, Heidegger tr\u00e1s para a pr\u00f3pria exist\u00eancia humana a reflex\u00e3o sobre o Ser, propriamente, no <em>Dasein<\/em>, isto porque, a exist\u00eancia \u00e9 o que h\u00e1 de mais peculiar do homem, \u201c\u00e9 o homem, considerado em seu modo de ser, \u00e9 o <em>Dasein, <\/em>o ser a\u00ed, em que a\u00ed indica ao mesmo tempo seu ser de fato, seu encontrar-se no mundo sem ter-se colocado ali por conta pr\u00f3pria, \u00e9 o lugar em que se manifesta o ser\u201d (ROVIGHI, 1999, p.399).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>A cr\u00edtica de Levinas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Seguindo este vi\u00e9s, de analisar a hist\u00f3ria da filosofia, Levinas se contrap\u00f5e a Heidegger, afirmando que o esquecimento n\u00e3o foi o do Ser, mas o do outro. \u201cPara a tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica, (&#8230;) o Outro se reduz ao Mesmo\u201d (LEVINAS, 2008, p. 34). A causa deste esquecimento seria o pensamento totalizante da ontologia. Por isso, sua proposta filos\u00f3fica \u00e9 mostrar a \u00e9tica como ponto de partida para a filosofia, a \u00e9tica como filosofia primeira, ressaltando que a totalidade<a title=\"\" href=\"\/Blog\/Levinas,%20Joao%20Paulo%202.docx#_ftn1\"><sup><\/sup><sup>[1]<\/sup><\/a> aniquila a alteridade do outro. Para tanto, Levinas parte da cr\u00edtica \u00e0 ontologia, a qual ser\u00e1 tratada a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A principal cr\u00edtica \u00e0 ontologia \u00e9 que ela n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o o diferente, \u00e9 uma generaliza\u00e7\u00e3o, uma universaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 um pensamento totalizante, uma viol\u00eancia ao diferente. Neste sentido, viol\u00eancia seria: \u201caprisionar todos os entes, diferentes entre si, numa generaliza\u00e7\u00e3o que os condiciona e os condena a \u201cn\u00e3o poder deixar de ser\u201d, a \u201cn\u00e3o poder ser outro\u201d e a \u201cn\u00e3o poder ser diferente\u201d\u201d (COSTA, 2000, p.119). Deste modo, na ontologia n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para se pensar o outro enquanto outro, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para se pensar o diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201cA rela\u00e7\u00e3o com o ser, que actua como ontologia, consiste em neutralizar o ente para o compreender ou captar\u201d (LEVINAS, 2008, p. 33). Assim, a ontologia quer compreender o ente, mas sempre em fun\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o do ser; n\u00e3o avalia o ente enquanto. \u201cN\u00e3o \u00e9, portanto, uma rela\u00e7\u00e3o com o outro como tal, mas a redu\u00e7\u00e3o do outro ao mesmo\u201d (LEVINAS, 2008 p. 33). Isto porque a ontologia \u201cn\u00e3o \u00e9 um inocente tratado te\u00f3rico sobre os entes. \u00c9 a verbaliza\u00e7\u00e3o pura e neutra por meio da qual o ser puro constitui e governa o mundo como horizonte da compreens\u00e3o l\u00facida dos entes e de seus modos de ser\u201d (COSTA, 2000, p.97).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A ontologia, ent\u00e3o, pode ser considerada como a filosofia do poder: aniquila o diferente; n\u00e3o questiona a soberania do mesmo; o ente \u00e9 em vista do Ser e n\u00e3o de si mesmo. E, principalmente, \u00e9 um pensamento violento e motivador da guerra:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A viol\u00eancia ontol\u00f3gica da qual nada nem ningu\u00e9m fica de fora. A guerra destr\u00f3i a identidade e a possibilidade da alteridade de todos os que nela estiverem envolvidos. Na guerra se mostra a \u201cviol\u00eancia face ontol\u00f3gica do ser\u201d e \u00e9 esta face que \u00e9 decantada como totalidade na filosofia ocidental. A ontologia dirige as pessoas, lhes infunde um sentido e significado, as faz agir e desempenhar pap\u00e9is que n\u00e3o s\u00e3o os seus. Tra\u00e7a-lhes um destino, um porvir, um sentido e significado \u00faltimos que coincidem, em seu \u00faltimo horizonte, com a epop\u00e9ia do ser (COSTA, 2000, p. 97).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O pensamento totalizante engloba toda compreens\u00e3o dos entes dentro de um mesmo par\u00e2metro, isto faz com que a identidade do mesmo e a alteridade de outrem sejam destru\u00eddas; n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para manifestar a exterioridade, por isso, a ontologia \u00e9 um pensamento violento que proporciona a guerra. \u201cA face do ser que se mostra na guerra fixa-se no conceito de totalidade que domina a filosofia ocidental. Os indiv\u00edduos reduzem-se a\u00ed a portadores de formas que os comandam sem eles saberem\u201d(LEVINAS, 2008, p.8)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na rela\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica h\u00e1 uma tentativa de compreender, de capturar, de abarcar o ente. No entanto, para Levinas, esta tentativa \u00e9 fadada ao fracasso diante de outrem, uma vez que o outro \u201c\u00e9 um fundamental estranho, um antirreflexo do mesmo (&#8230;). Sua alteridade consiste fundamentalmente em permanecer ileso a toda representa\u00e7\u00e3o intelectual\u201d (SOUZA, 2009, p. 129). Assim, a totalidade ontol\u00f3gica se depara com um ser que n\u00e3o se manifesta enquanto fen\u00f4meno, sendo assim, o outro n\u00e3o pode ser absorvido, totalizado e representado pelo mesmo.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O encontro com outrem consiste no fato de que, apesar da extens\u00e3o da minha domina\u00e7\u00e3o sobre ele e de sua submiss\u00e3o, n\u00e3o o possuo. Ele n\u00e3o entra inteiramente na abertura do ser em que j\u00e1 me encontro como campo de minha liberdade. N\u00e3o \u00e9 a partir do ser em geral que ele vem ao meu encontro. Tudo que dele me vem a partir do ser em geral se oferece por certo a minha compreens\u00e3o e posse. Compreendo-o a partir de sua hist\u00f3ria, do seu meio, de seus h\u00e1bitos. O que nele escapa a minha compreens\u00e3o \u00e9 ele, (LEVINAS, 1997, p. 31).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Assim, o outro n\u00e3o pode ser objeto de compreens\u00e3o do eu, pois seu rosto n\u00e3o se faz fen\u00f4meno. O outro \u00e9 exterioridade, \u00e9 alteridade absoluta. Ele foge \u00e0 posse do meu poder.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, segundo Levinas, a ontologia \u00e9 um pensamento totalizante, uma forma de pensar violenta que causa a guerra. Nesta forma de pensar, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para se pensar o outro, uma vez que sua alteridade \u00e9 aniquilada pela generaliza\u00e7\u00e3o, ou seja, pela tentativa de compreender de abarcar todos os entes, mas sempre em vista da compreens\u00e3o do ser. No intuito de contrapor a ontologia e afirmar a \u00e9tica como filosofia primeira, Levinas mostra que o outro n\u00e3o pode ser compreendido, capturado como um fen\u00f4meno, pois o outro se revela como absolutamente outro<strong>. <\/strong>Assim, Levinas prop\u00f5e a \u00e9tica como filosofia primeira a partir da alteridade do outro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">COSTA, M\u00e1rcio L. <em>L\u00e9vinas<\/em>:<em> <\/em>uma introdu\u00e7\u00e3o<em>.<\/em> Petr\u00f3polis: Vozes, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">HEIDEGGER, Martin. O ser e tempo<em>. <\/em>In: VV. AA. <em>Os fil\u00f3sofos Atrav\u00e9s dos Textos:<\/em> de Plat\u00e3o a Sartre. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">LEVINAS, Emmanuel. <em>Entre n\u00f3s: <\/em>ensaio sobre a alteridade. Trad.\u00a0 Pergentino S.; Pivatto et al.\u00a0 Petr\u00f3polis: Vozes, 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">_______. <em>Totalidade e infinito.<\/em> Trad. Jos\u00e9 Pinto Ribeiro. 3. ed. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">ROVIGHI, Sofia, V. <em>Hist\u00f3ria da filosofia contempor\u00e2nea<\/em>: do s\u00e9culo XIX \u00e0 neoescol\u00e1stica. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">SOUZA, R. Timm de. In: PECORARO, Rossano. (Org.). <em>Os fil\u00f3sofos: <\/em>cl\u00e1ssicos da filosofia,<em> <\/em>de Ortega y Gasset a Vattimo. Petr\u00f3polis: Vozes, 2009. p. 126-144. Vol. III.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">STEIN, Ernildo. In: PECORARO, Rossano. (Org.). <em>Os fil\u00f3sofos<\/em>: cl\u00e1ssicos da filosofia, de Kant a Popper. Petr\u00f3polis: Vozes, 2008. p. 281-309.Vol. II.<\/p>\n<div><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a title=\"\" href=\"\/Blog\/Levinas,%20Joao%20Paulo%202.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> Totalidade \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica do mesmo, a s\u00edntese final das energias que integram o Outro a uma unidade s\u00f3lida: a hist\u00f3ria de uma viol\u00eancia. (SOUZA, 2009, p. 130).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Paulo Rodrigues Pereira \u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o A proposta filos\u00f3fica da contemporaneidade \u00e9, sobretudo, uma tentativa de propor novos caminhos para a filosofia, uma vez que esta perdeu o seu sustent\u00e1culo que a impulsionou at\u00e9 a modernidade: a metaf\u00edsica. 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