{"id":1810,"date":"2011-10-06T15:29:34","date_gmt":"2011-10-06T18:29:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1810"},"modified":"2011-10-06T15:29:34","modified_gmt":"2011-10-06T18:29:34","slug":"psicologia-imanencia-e-transcendencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1810","title":{"rendered":"Psicologia, iman\u00eancia e transcend\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Prof. Ms. Pe Jos\u00e9 Carlos dos Santos*<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>1 Estado da quest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O percurso hermen\u00eautico, proposto por este simp\u00f3sio, tem por objetivo nos auxiliar no desafiante prop\u00f3sito de estabelecer uma compreens\u00e3o, justa, do humano. Para tanto, servimo-nos das diversas contribui\u00e7\u00f5es que ao longo dos tempos foram formuladas pela filosofia e pela teologia, aqui t\u00e3o brilhantemente apresentadas pelos muitos especialistas em ambos os saberes. Com efeito, a Arquidiocese de Mariana \u00e9 reconhecida, em contexto nacional, pela seriedade com que se dedica, ao longo dos s\u00e9culos, no ensino e na pesquisa em filosofia e em teologia. Na atualidade, o ensino e a pesquisa se enriquecem com a constitui\u00e7\u00e3o da Faculdade Dom Luciano, e com o crescente empenho e rearticula\u00e7\u00e3o do Instituto de Teologia S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pe\u00e7o-lhes, humildemente, a permiss\u00e3o de dirigir-lhes uma reflex\u00e3o num contexto diverso deste que at\u00e9 ent\u00e3o predomina em nosso simp\u00f3sio. No espa\u00e7o que me foi concedido procurarei orientar o discurso antropol\u00f3gico para o campo da psicologia. Com efeito, sendo uma ci\u00eancia que tematiza o humano, uma \u201cci\u00eancia humana\u201d, deve ser dito que a psicologia tem as suas ra\u00edzes imersas em uma vis\u00e3o antropol\u00f3gica, ora impl\u00edcita, ora expl\u00edcita (RAVAGLIOLI, 1992, p. 47.). A meu ver, a antropologia subjacente \u00e0s diferentes psicologias n\u00e3o \u00e9 algo de import\u00e2ncia secund\u00e1ria. Muito pelo contr\u00e1rio. Significa dizer que as diferentes teorias compreensivas ou hermen\u00eauticas da personalidade humana est\u00e3o ancoradas em diferentes compreens\u00f5es do humano. Estas antropologias, ent\u00e3o, poder\u00e3o representar o humano de modo consistente e integrado, ou poder\u00e3o estar eivadas de reducionismos ou de falseamento de nossa realidade, em sua riqueza e complexidade: \u201cUma neutralidade filos\u00f3fico-antropol\u00f3gica da parte das ci\u00eancias humanas \u00e9 \u00a0um mito insustent\u00e1vel e n\u00e3o conduz a uma adequada compreens\u00e3o da realidade estudada; uma psicologia sem pressupostos n\u00e3o existe\u201d<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Psicologia,%20Pe%20J%20Carlos.docx#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Enquanto ci\u00eancia do psiquismo (Goclenius, s\u00e9c. XVI), a psicologia \u00e9 ainda recente, est\u00e1 evoluindo rapidamente, j\u00e1 tendo constitu\u00eddo diferentes escolas, n\u00e3o somente diversas, mas muitas vezes opostas entre si. A cientificidade \u00e9, ao mesmo tempo, riqueza e desafio para a psicologia. Adota o modelo epistemol\u00f3gico das ci\u00eancias emp\u00edrico-formais, buscando construir t\u00e9cnicas aptas para investigar o psiquismo enquanto estrutura constitutiva do humano, investigando-o experimentalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Um r\u00e1pido olhar \u00e0s diferentes vertentes da psicologia nos faz perceber que sua hist\u00f3ria nos conduz \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica, onde encontram origem muitos de seus conceitos. A diversidade de m\u00e9todos e modelos, a maior aproxima\u00e7\u00e3o de uma ou outra matriz filos\u00f3fica, faz com que se constituam \u201cpsicologias\u201d, pelos motivos anteriormente expostos. A t\u00edtulo de exemplo, de um lado temos a psicologia existencial, que se constr\u00f3i a partir da corrente filos\u00f3fica de mesmo nome; e temos a neuropsicologia, pr\u00f3xima da neurofisiologia. Ambas apresentam grande diversidade, por exemplo, da psican\u00e1lise (VAZ, 1991, p. 190).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mantendo-nos no \u00e2mbito do estudo da personalidade, enumeram-se mais de trinta diferentes teorias, cujas imposta\u00e7\u00f5es de base oscilam de uma perspectiva tendencialmente materialista (B. F. Skinner) a tend\u00eancias que envolvem fen\u00f4menos de natureza m\u00edstica ou religiosa (C. G. Jung). Compreens\u00f5es de cunho pessimista (S. Freud), a formula\u00e7\u00f5es que veem o humano de modo acentuadamente otimista (C. Rogers). Enquanto h\u00e1 autores que acentuam o p\u00f3lo das emo\u00e7\u00f5es e do inconsciente (S. Freud), h\u00e1 autores que acentuam o p\u00f3lo da raz\u00e3o e do dinamismo consciente (L. Kohlberg, Piaget).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Houve estudiosos que se dedicaram a construir uma vis\u00e3o de conjunto, panor\u00e2mica, das principais correntes psicol\u00f3gicas contempor\u00e2neas. Um esquema, que julgo \u00fatil, agrupa as diferentes teorias em tr\u00eas grandes modelos te\u00f3ricos gerais (MADDI, 1996): do conflito, da auto realiza\u00e7\u00e3o, comportamental, da consist\u00eancia.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2 Modelo do conflito<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para a concep\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica subjacente (MADDI, 1996, p. 27) o indiv\u00edduo \u00e9 um ser em tens\u00e3o permanente e, portanto, est\u00e1 incessantemente em conflito entre gratificar seus instintos ou aceitar as exig\u00eancias do mundo exterior.<strong> <\/strong>O conte\u00fado do conflito se deve ao contraste entre a natureza passional e instintiva do homem e as exig\u00eancias de adapta\u00e7\u00e3o ao entorno social. Nesta perspectiva, a vida seria pautada por um certo tipo de \u201cacordo\u201d, de \u201carranjo\u201d que, no melhor dos casos, realizaria um certo equil\u00edbrio entre as for\u00e7as em conflito; no pior dos casos haveria a tentativa de recusar ou suprimir uma das duas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3 Modelo da auto-realiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Este modelo (MADDI, 1996, p.100), diferentemente do anterior, concebe a personalidade humana como movida por uma \u00fanica grande for\u00e7a evolutiva. O homem tem, como inata, uma potencialidade para o bem, e sua exist\u00eancia \u00e9 vista como tendo \u00eaxito quando marcada por uma express\u00e3o progressiva desta for\u00e7a \u00fanica. Nesta \u00f3tica n\u00e3o se prev\u00ea conflitualidade alguma no processo de matura\u00e7\u00e3o. Isto aconteceria, por exemplo, caso o indiv\u00edduo n\u00e3o seja <em>aceito sem condi\u00e7\u00f5es ou se veja obstaculizado no desenvolvimento de seu eu real<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Psicologia,%20Pe%20J%20Carlos.docx#_ftn2\"><sup><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em>. Este conceito de maturidade pressup\u00f5e, portanto, uma vis\u00e3o antropol\u00f3gica anticonflitual, decididamente otimista.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>4 Modelo comportamental<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O modelo<strong> <\/strong>comportamental<strong> <\/strong>considera o comportamento n\u00e3o como qualidade nossa, mas como efeito determinado pela influ\u00eancia ambiental, caindo no determinismo. O fundamento da mudan\u00e7a \u00e9 o controle ou a manipula\u00e7\u00e3o do ambiente externo. N\u00e3o h\u00e1, propriamente, conflito, mas adequa\u00e7\u00e3o ao ambiente externo. Nega a presen\u00e7a do inconsciente e n\u00e3o se interessa pelos conflitos inconscientes do passado.\u00a0 Quanto \u00e0 maturidade, interessa-se pela modelagem do indiv\u00edduo, que \u00e9 orientado para uma meta concreta e espec\u00edfica, definida por um agente externo. A aprendizagem n\u00e3o vai al\u00e9m da complac\u00eancia e n\u00e3o se interessa por uma motiva\u00e7\u00e3o axiol\u00f3gica e teleol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>5 Modelo da consist\u00eancia <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Este modelo (MADDI, 1996, p. 174) merece um pouco mais de nossa aten\u00e7\u00e3o. Sua concep\u00e7\u00e3o central identifica na busca da harmonia, integra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o-contradi\u00e7\u00e3o, a for\u00e7a motivacional caracter\u00edstica do sujeito humano (RAVAGLIOLI, 1992, p. 52)<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Psicologia,%20Pe%20J%20Carlos.docx#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Uma vers\u00e3o modificada, desta teoria, constru\u00edda de forma interdisciplinar, recebeu o nome de teoria da autotransced\u00eancia na consist\u00eancia (RULLA, 1986). Esta teoria foi constru\u00edda em virtude da insatisfa\u00e7\u00e3o, de diversos pesquisadores, com a antropologia subjacente \u00e0s demais teorias, que apresentam uma s\u00e9rie de dificuldades para a compreens\u00e3o da vida crist\u00e3 e de seu dinamismo. Constata-se, por exemplo, que nenhuma das teorias leva em considera\u00e7\u00e3o os valores religiosos; ainda mais, acentuam dinamismos antropol\u00f3gicos marcadamente egoc\u00eantricos, como a auto realiza\u00e7\u00e3o (ou a auto atualiza\u00e7\u00e3o), que est\u00e3o claramente em contraste com a antropologia crist\u00e3, que coloca o acento da vida humana na autotransced\u00eancia, direcionada para valores que N\u00e3o se restringem \u00e0queles meramente naturais. Tais valores t\u00eam sua origem na revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo a teoria da auto transcend\u00eancia na consist\u00eancia, os elementos ps\u00edquicos ou for\u00e7as motivacionais que agem em cada um de n\u00f3s podem nos dispor a receber mais ou menos favoravelmente a a\u00e7\u00e3o de Deus. Como afirma Manenti (1987, p. 11), supondo que todas as outras condi\u00e7\u00f5es sejam iguais, \u00e9 mais eficaz a pessoa, crist\u00e3o leigo ou consagrado, que n\u00e3o tenha bloqueios ps\u00edquicos em compara\u00e7\u00e3o com a pessoa que lhes sofre condicionamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para esta teoria, a vida \u00e9 concebida como uma tens\u00e3o para a transcend\u00eancia de si mesmo. A op\u00e7\u00e3o pela voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 feita em rela\u00e7\u00e3o a aquilo que a pessoa \u00e9 ou como a pessoa v\u00ea a si mesma, mas em rela\u00e7\u00e3o com aquilo em que a pessoa desejaria se tornar, \u00e0quilo que desejaria idealmente ser, com o aux\u00edlio de Deus. A realiza\u00e7\u00e3o de si mesmo \u00e9 vista como um efeito, um produto colateral da auto transcend\u00eancia, e n\u00e3o como algo que se deve buscar diretamente. A voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 se edifica sobre a supera\u00e7\u00e3o do eu, dado que ela convida a orientar-se por valores transcendentes (MANENTI, 1987, p. 11).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outra afirma\u00e7\u00e3o fundamental desta teoria est\u00e1 na necessidade de se construir um <em>ideal<\/em> objetivo e livre. Este ideal, a partir do processo de internaliza\u00e7\u00e3o, passar\u00e1 a fazer parte da estrutura ps\u00edquica do sujeito. Uma vez internalizado, o eu-ideal se tornar\u00e1 capaz de colocar toda a estrutura ps\u00edquica em movimento, produzindo a energia necess\u00e1ria para mover o sujeito na dire\u00e7\u00e3o dos valores pelos quais deseja viver. Enquanto objetivos e livres, os valores auto transcendentes ser\u00e3o vividos como um fim em si mesmos, e n\u00e3o simplesmente para satisfazer as pr\u00f3prias necessidades, sobretudo aquelas inconscientes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nesta compreens\u00e3o de nosso funcionamento mental, a auto transcend\u00eancia se torna um dinamismo que ir\u00e1 envolver a personalidade como um todo, e ao longo de todo o ciclo vital. Com efeito, e como assinalamos anteriormente, \u00e9 fundamental perceber que existem, entranhadas em cada um de n\u00f3s, resist\u00eancias \u2013 inconsist\u00eancias \u2013 que impedem a realiza\u00e7\u00e3o plena dos ideais vocacionais. Tais inconsist\u00eancias s\u00e3o frequentemente subconscientes, situando-se fora do campo de compreens\u00e3o do sujeito. \u00a0Assim, h\u00e1 bloqueios no crescimento humano e espiritual sem que haja m\u00e1 vontade da parte da pessoa. E tais bloqueios, uma vez presentes, podem mostrar-se resistentes at\u00e9 mesmo a esfor\u00e7os heroicos no sentido da orienta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vida na dire\u00e7\u00e3o da viv\u00eancia dos valores auto transcendentes. \u00c9 a situa\u00e7\u00e3o em que a liberdade objetiva pode tornar-se significativamente reduzida em compara\u00e7\u00e3o com a liberdade essencial.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>6 Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como o tempo de que disponho se esgota, apresento de modo sucinto as ideias que considero mais importantes:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:30px;\">1) H\u00e1 um grande n\u00famero de teorias da personalidade. Todas t\u00eam uma compreens\u00e3o antropol\u00f3gica subjacente. Tais teorias, em sua quase totalidade, reduzem a compreens\u00e3o do homem ao campo da iman\u00eancia. Nenhuma delas considera os valores religiosos, que s\u00e3o a caracter\u00edstica fundamental da voca\u00e7\u00e3o \u00e0 vida crist\u00e3 (RULLA, IMODA, RIDICK, 1995, p. 2-3.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:30px;\">2) O objetivo da vida humana \u00e9 a transcend\u00eancia de si mesmo. Ser humano quer dizer ser orientado para algo que \u00e9 superior e al\u00e9m de n\u00f3s mesmos. Algo ou Algu\u00e9m, um significado a realizar ou um outro ser a encontrar ou a amar. Existir quer dizer \u201cperder-se\u201d (FRANKL, 1990, p. 12-13).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:30px;\">3) A auto realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 efeito, resultado, consequ\u00eancia da auto transcend\u00eancia. Quanto mais a vida se orienta pelos valores auto transcendentes internalizados, tanto mais a realiza\u00e7\u00e3o de si \u00e9 alcan\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:30px;\">4) A capacidade de internalizar os valores vocacionais \u00e9 bloqueada em modo mais ou menos grave pelas inconsist\u00eancias psicol\u00f3gicas pessoais (RULLA, 1986, p.314ss.). \u00c9 a situa\u00e7\u00e3o em que, mesmo querendo seguir os valores vocacionais, a pessoa se sente movida por for\u00e7as contr\u00e1rias aos valores proclamados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:30px;\">5) As inconsist\u00eancias psicol\u00f3gicas favorecem a busca de valores n\u00e3o-objetivos e nem livres. A pessoa inconsistente n\u00e3o \u00e9 destitu\u00edda de valores, mas com facilidade os interpreta em modo subjetivo. Em lugar de modificar o pr\u00f3prio comportamento, a pessoa distorce a compreens\u00e3o dos valores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Concluindo, apesar da rapidez desta exposi\u00e7\u00e3o percebe-se a amplitude e complexidade do tema em quest\u00e3o. Espero que tenha sido suficiente para agu\u00e7ar nossa curiosidade e desejo de maior compreens\u00e3o. Grato.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">FRANKL, Victor. <strong>Psicoterapia para todos<\/strong>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">FRANKL, Victor. <strong>The Will to Meaning<\/strong>. New York: The World Publishing Co., 1969, p. 31-49.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">MADDI, Salvatore R. <strong>Personality Theories<\/strong>: a comparative analysis. Pacific Grove: Brooks\/cole, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">MANENTI, Alessandro. <strong>Vocazione, Psicologia e Grazia<\/strong>: prospettive di integrazione. Bologna: EDB, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">RAVAGLIOLI, Alessandro M. <strong>Psicologia<\/strong>: Manuali di Base. Casale Monferrato: PIEMME, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">RULLA, L. M.; IMODA, S.J.; RIDICK, J. <strong>Psychological Structure and Vocation<\/strong>. Roma: Editrice Pontificia Universit\u00e0 Gregoriana, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">RULLA, Luigi Maria. <strong>Antropology of the christian Vocation<\/strong>: Interdisciplinary Bases. Rome: Gregorian University Press, 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">VAZ, Henrique. <strong>Antropologia Filos\u00f3fica I<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1991.<\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p>(*) Texto apresentado no XII Simp\u00f3sio Filos\u00f3fico-Teol\u00f3gico da FAM, Mariana &#8211; MG, out 2011<\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Psicologia,%20Pe%20J%20Carlos.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> \u201cUna neutralit\u00e0 filosofico-antropologica da parte dele scienze umane \u00e8 un mito insostenibile e non conduce ad un\u2019adeguata comprensione della realt\u00e0 studiata; una psicologia senza pressuposti non esiste\u201d. (RULLA, IMODA, RIDICK, 1981, p. 21)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Psicologia,%20Pe%20J%20Carlos.docx#_ftnref2\">[2]<\/a> Esta vis\u00e3o \u00e9 presente na compreens\u00e3o rogeriana da personalidade.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Psicologia,%20Pe%20J%20Carlos.docx#_ftnref3\">[3]<\/a> Muitos s\u00e3o os autores situados nesta corrente: S. R. Maddi, R. P. Abelson, D. W. Fiske, G. A. Kelly, etc.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prof. Ms. Pe Jos\u00e9 Carlos dos Santos* 1 Estado da quest\u00e3o O percurso hermen\u00eautico, proposto por este simp\u00f3sio, tem por objetivo nos auxiliar no desafiante prop\u00f3sito de estabelecer uma compreens\u00e3o, justa, do humano. 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