{"id":1859,"date":"2011-11-02T10:44:21","date_gmt":"2011-11-02T13:44:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1859"},"modified":"2011-11-02T10:44:21","modified_gmt":"2011-11-02T13:44:21","slug":"uma-transvaloracao-dos-valores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1859","title":{"rendered":"Uma transvalora\u00e7\u00e3o dos valores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Alessandro Ferreira de Andrade Blanck<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Desde a filosofia de S\u00f3crates at\u00e9 os nossos dias, percebemos que muito se fala de moral. Segundo Nietzsche, por\u00e9m, as pessoas n\u00e3o sabem muito bem o que \u00e9 verdadeiramente \u201cmoral\u201d e chegam a confundi-la com o bem e mal. Para buscar compreender a quest\u00e3o, colocamos tamb\u00e9m n\u00f3s a pergunta: qual a origem da moral? O que \u00e9 a moral? Ela \u00e9 mut\u00e1vel? Ela \u00e9 \u00fanica ou existem v\u00e1rias \u201cmorais\u201d? Qual a sua hist\u00f3ria? O ressentimento seria criador de uma moral? Qual a sua import\u00e2ncia para a vida do ser humano?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nietzsche constata que tudo que recebera de conceito sobre a moral advinha de leis, tradi\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o podiam garantir a veracidade do conceito de moral. Portanto, o fil\u00f3sofo alem\u00e3o constr\u00f3i sua filosofia baseada numa cr\u00edtica \u00e0 moral, aos valores que foram impostos pela sociedade. A obra \u201cGenealogia da Moral: Uma Pol\u00eamica\u201d realiza uma cr\u00edtica radical ao conceito que recebera de moral<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. O filosofo diz: \u201cn\u00e3o vejo ningu\u00e9m que tenha ousado fazer uma cr\u00edtica dos ju\u00edzos de valores morais [&#8230;]. At\u00e9 o momento ningu\u00e9m examinou o valor da mais famosa das medicinas chamada moral: [&#8230;]. Esse \u00e9 justamente nosso projeto\u201d <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nietzsche critica em primeiro lugar a pessoa de S\u00f3crates juntamente com toda a tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica que n\u00e3o se preocupou em questionar o conceito de moral. Pelo contr\u00e1rio, acreditam cegamente nessa moral. \u201cNa qualidade de toda tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica, S\u00f3crates \u00e9 ao mesmo tempo repugnante e fascinante\u201d. <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Como se n\u00e3o bastasse uma cr\u00edtica a toda a tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica, estende-a tamb\u00e9m \u00e0 metaf\u00edsica que transporta suas respostas para um plano que est\u00e1 para al\u00e9m da realidade. \u201cO fim da f\u00e1bula, anunciando o z\u00eanite da humanidade sem \u201c\u00eddolo\u201d, ensinada por \u201cZaratustra\u201d. Este \u00eddolo de um \u201cmundo verdadeiro\u201d \u00e9 o prot\u00f3tipo da metaf\u00edsica, necessariamente dualista, venerando um al\u00e9m imagin\u00e1rio, batizado de \u201co ser\u201d, \u201cDeus\u201d ou \u201ca coisa em si\u201d\u201d. <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Com essa cr\u00edtica \u00e0 metaf\u00edsica prop\u00f5e ao ser humano que ele seja o seu criador, seja respons\u00e1vel por criar um mundo mais aut\u00eantico e sem f\u00e1bulas, sem projetar sua vida para algo que esteja fora dessa realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O fil\u00f3sofo chega \u00e0 conclus\u00e3o de que a moral \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o que busca atender \u00e0s necessidades e interesses pessoais.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A moral surge como um aglomerado de normas para controlar o comportamento do grupo humano em que est\u00e1 inserida por interm\u00e9dio de valores que foram constru\u00eddos pelo que, muitas vezes, conhecemos como <em>costumes<\/em> e <em>tradi\u00e7\u00e3o<\/em> (de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o, os valores s\u00e3o passados de pais a filhos sem maiores questionamentos e, quando tais valores n\u00e3o correspondem mais aos valores impostos pela sociedade, a\u00ed ent\u00e3o certos \u201ccostumes\u201d s\u00e3o colocados abaixo) (SOUSA, 2009, p.14).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao analisarmos a hist\u00f3ria do cristianismo podemos perceber que, muitas vezes, a moral \u201cesteve a servi\u00e7o do grupo dos que, tamb\u00e9m em grupo ou como ditadores, manipulam esse grupo maior que \u00e9 a humanidade\u201d. <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Nietzsche constata que a moral \u00e9 relativa, mut\u00e1vel levando em conta o meio no qual esteja inserida, com seus fortes e fracos. Por isso deseja que os homens n\u00e3o se submetam aos valores morais que s\u00e3o tidos como bem e mal. <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00a0Segundo Sousa (2009), a hist\u00f3ria da moral n\u00e3o passou de formas de controle do pensamento e das a\u00e7\u00f5es humanas atrav\u00e9s das institui\u00e7\u00f5es. Ao perceber que as institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o as principais respons\u00e1veis por transmitir a moral, Nietzsche afirma que essa moral est\u00e1 muito distante de ser aquilo que deveria ser. E prop\u00f5e que se viva de uma forma diferente: com mais intensidade, autenticidade e sem proje\u00e7\u00f5es para uma vida futura. Isto seria viver de forma mesquinha esperando que essa for\u00e7a de viver viesse das classes dominantes ou das institui\u00e7\u00f5es. <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A grande proposta do nosso autor \u00e9 que aconte\u00e7a uma transvalora\u00e7\u00e3o de todos os valores que foram recebidos e negados, proibidos. A moral consiste na \u201ctransvalora\u00e7\u00e3o de todos os valores, em um desprender-se de todos os valores morais, e um confiar e dizer Sim a tudo o que at\u00e9 aqui foi proibido,desprezado, maldito\u201d<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>. Visto que n\u00e3o se pode confiar nos conceitos recebidos de moral, pois s\u00e3o impostos, transvalora\u00e7\u00e3o \u00e9 questionamento dos valores transmitidos como absolutos. \u00c9 fazer uma releitura mais aprofundada, tirar a vis\u00e3o sagrada do ser humano. \u201cSuspeitando do valor da moral, a genealogia pretende desvalorizar os valores prevalentes at\u00e9 ent\u00e3o\u201d <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. Transvalora\u00e7\u00e3o \u00e9 rompimento com o homem ideal pela tradi\u00e7\u00e3o para que se tenha o homem real, este que n\u00e3o segue e sofre as consequ\u00eancias de n\u00e3o aderir aos valores impostos, isto \u00e9, n\u00e3o ter medo de ser tachado como imoral por n\u00e3o segui-los, visto que o conceito que se tem de \u201cbem e mal\u201d varia de pessoa para outra.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00a0Num segundo momento, o autor preocupa-se em fazer uma cr\u00edtica ao cristianismo, \u00e0 igreja, aos padres que, em seu ponto de vista, se valeram de argumentos e outras coisas mais para se criar um pensamento fraco, limitado e coercitivo. \u201cOs sacerdotes querem exatamente a degenera\u00e7\u00e3o do todo, da humanidade: por isso conservam o que degenera. A este pre\u00e7o eles a dominam&#8230; Que sentido t\u00eam aqueles conceitos mentirosos, os conceitos auxiliares de moral, \u201calma\u201d, \u201cesp\u00edrito\u201d, \u201clivre-arb\u00edtrio\u201d, \u201cDeus\u201d se n\u00e3o o de arruinar fisiologicamente a humanidade?&#8230;\u201d. <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Segundo Nietzsche, quando se retira o olhar do corpo e se preocupa com a \u201csalva\u00e7\u00e3o da alma\u201d , isso \u00e9 uma ru\u00edna do ser humano, pois o tira do cento de sua vida, inibe-o na realiza\u00e7\u00e3o de si como pessoa, o que Nietzsche chama de \u201caus\u00eancia de si\u201d <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>\u00b7. N\u00e3o nos resta d\u00favida de que as diversas aplica\u00e7\u00f5es e exig\u00eancias da moral s\u00e3o na realidade uma forma de n\u00e3o deixar surgir a verdade sobre o lament\u00e1vel oposto disso, isto \u00e9, que a humanidade esteve nas m\u00e3os dos sacerdotes.<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> A\u00a0 proposta do fil\u00f3sofo \u00e9 que se fa\u00e7a um retorno no tempo e de apresentar que jamais houve \u201cA Moral\u201d, uma moral objetiva, absoluta. O que existem s\u00e3o \u201cpequenas morais\u201d, particulares, a partir de interesses. Destas, o cristianismo representa o seu apogeu<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>. A moral n\u00e3o tem Deus como origem ou esp\u00edrito, mas os homens e, mais profundamente ainda, suas vontades e instintos<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo Machado (1999), Nietzsche testifica que a sociedade, enquanto poderosos e institui\u00e7\u00f5es, \u00e9 a principal respons\u00e1vel por criar os valores para toda a humanidade, mas sempre julgando se s\u00e3o ou n\u00e3o nocivos a si mesma<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>. Os valores de morais, segundo Nietzsche, s\u00e3o criados, em um primeiro momento, pelos nobres, poderosos, superiores em posi\u00e7\u00e3o e pensamento em oposto a tudo que se tem como baixo, vulgar plebeu, e sempre tendo como base seus pr\u00f3prios interesses. <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> Devido aos nobres se considerarem os superiores e por causa da dist\u00e2ncia de posi\u00e7\u00e3o e pensamento, \u201ctomaram para si o direito de criar valores, cunhar nomes para os valores: que lhes importava a utilidade.\u201d <a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> Mas o cristianismo, em segundo momento, inverte isso, fazendo nascer de si o esp\u00edrito do ressentimento, e n\u00e3o, como se cr\u00ea, do esp\u00edrito, a grande revolta contra a domina\u00e7\u00e3o dos valores nobres<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a>.\u00a0 N\u00e3o s\u00e3o mais os nobres que criam a moral, mas os pobres, os fracos. Na obra \u201cGenealogia da Moral\u201d, s\u00e3o apresentados tr\u00eas argumentos para esse tipo de niilismo: o ressentimento, a m\u00e1 consci\u00eancia e o ideal asc\u00e9tico.<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00a0A respeito do ressentimento podemos dizer que \u00e9 um termo t\u00e9cnico para designar a for\u00e7a dos fracos contra os fortes. Contribui para a cria\u00e7\u00e3o de uma nova moral, moral do ressentimento, esta que se volta, pensa, favorece os fracos, e n\u00e3o os fortes, os poderosos. Este termo serve de cr\u00edtica geneal\u00f3gica<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a>. Por ele, prop\u00f5e-se ao ser humano um voltar-se para si e se servir de for\u00e7as para combater o poder dos melhores que se imp\u00f5em. O fracassado tem consci\u00eancia do que \u00e9, por\u00e9m n\u00e3o possui for\u00e7a suficiente para se alegrar, o que incorre um desprezo de si, cansa, desgosta, despreza a si mesmo<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn21\"><sup>[21]<\/sup><\/a>. Por isso, o cristianismo \u00e9 acusado, por Nietzsche, de alimentar uma ideia fraca no ser humano e consequentemente um ressentimento contra os valores aristocratas<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn22\"><sup>[22]<\/sup><\/a>. Visto que todos os seres humanos sempre desejam, querem e que os sacerdotes os alimentam com uma ideia fraca, isso acaba gerando seu aniquilamento, faze-nos pequenos, impede-nos de pensar, induze-nos a querer o nada<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftn23\"><sup>[23]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Vimos, pois, em primeiro lugar, que a obra \u201cGenealogia da Moral\u201d \u00e9 uma cr\u00edtica feita a toda a tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica, \u00e0 metaf\u00edsica e ao cristianismo. Estes teriam forjado um conceito de moral que atendesse aos interesses e desejos das maiorias. E em segundo lugar, que a moral, para Nietzsche, n\u00e3o adv\u00e9m de leis ou institui\u00e7\u00f5es. Mas de um questionar o conceito de moral que fora recebido at\u00e9 ent\u00e3o pela tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica, pala metaf\u00edsica e pelo cristianismo, fazer uma releitura no que fora passado de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o como indubit\u00e1vel, isso engendraria uma moral que proporcionar\u00e1 ao ser humano viver de forma mais aut\u00eantica, intensa, espont\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">CAMUS, S\u00e9bastien et al. <strong>100 obras-chave de filosofia<\/strong>. Trad. L\u00facia Mathilde Endlich Orth. Petr\u00f3polis: Vozes, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">LEFRANC, Jean. <strong>Compreender Nietzsche<\/strong>. Trad.Lucia M. Endlich Orth. Petr\u00f3polis: vozes, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">MACHADO, Roberto Cabral de Melo. <strong>Nietzsche e a verdade<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. <strong>Ecce Homo<\/strong>: como algu\u00e9m se torna o que \u00e9. Trad. Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">______. <strong>Genealogia da moral<\/strong>: uma pol\u00eamica. Trad. Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: companhia das letras, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">SOUSA, Mauro Araujo de. <strong>Nietzsche<\/strong>: viver intensamente tornar-se o que se \u00e9. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2009. (Cole\u00e7\u00e3o Filosofia em quest\u00e3o).<\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Genealogia de moral<\/strong>. pref\u00e1cio, \u00a7 2.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref2\">[2]<\/a> MACHADO, Roberto. <strong>Nietzsche e a verdade<\/strong>. p. 59.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref3\">[3]<\/a> CAMUS, S\u00e9bastien et al. <strong>100 obras-chave de filosofia<\/strong>. p. 20.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref4\">[4]<\/a> CAMUS, S\u00e9bastien et al. <strong>100 obras-chave de filosofia<\/strong>. p. 21.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref5\">[5]<\/a> SOUSA, Mauro. <strong>Nietzsche<\/strong>. p. 14.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref6\">[6]<\/a> SOUSA, Mauro. <strong>Nietzsche<\/strong>. p. 15.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref7\">[7]<\/a> SOUSA, Mauro. <strong>Nietzsche<\/strong>. p. 16.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref8\">[8]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Ecce Homo<\/strong>. \u201cAurora\u201d, \u00a7 1.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref9\">[9]<\/a> MACHADO, Roberto. <strong>Nietzsche e a verdade<\/strong>. p. 69.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref10\">[10]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Ecce Homo<\/strong>. \u201cAurora\u201d, \u00a7 2.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref11\">[11]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Ecce Homo<\/strong>. \u201cAurora\u201d, \u00a7 2.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref12\">[12]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Ecce Homo<\/strong>. \u201cAurora\u201d, \u00a7 2.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref13\">[13]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Genealogia de moral<\/strong>. I \u00a7 6.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref14\">[14]<\/a> CAMUS, S\u00e9bastien&#8230; [et al]. <strong>100 obras-chave de filosofia<\/strong>. p. 106.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref15\">[15]<\/a> MACHADO, Roberto. <strong>Nietzsche e a verdade<\/strong>. p. 63<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref16\">[16]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Genealogia de moral<\/strong>. I, \u00a7 2.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref17\">[17]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Genealogia de moral<\/strong>. I, \u00a7 2.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref18\">[18]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Ecce Homo<\/strong>. \u201cGenealogia da moral\u201d, \u00a7 1.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref19\">[19]<\/a> NIETZSCHE, Friedrich. <strong>Ecce Homo<\/strong>. \u201cGenealogia da moral\u201d, \u00a7 1.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref20\">[20]<\/a> LEFRANC, Jean. <strong>Compreender Nietzsche<\/strong>. p. 155<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref21\">[21]<\/a> LEFRANC, Jean. <strong>Compreender Nietzsche<\/strong>. p. 155<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref22\">[22]<\/a> LEFRANC, Jean. <strong>Compreender Nietzsche<\/strong>. p. 146<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Alessandro.docx#_ftnref23\">[23]<\/a> LEFRANC, Jean. <strong>Compreender Nietzsche<\/strong>. p. 146<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"-chrome-auto-translate-plugin-dialog\" style=\"display:none;opacity:1!important;background:transparent!important;position:absolute!important;top:0;left:0;overflow:visible!important;z-index:999999!important;text-align:left!important;border-color:none!important;margin:0!important;padding:0!important;\">\n<div style=\"max-width:300px!important;color:#121212!important;opacity:1!important;border:1px solid #363636!important;-webkit-border-radius:10px!important;background-color:#ffffff!important;font-size:16px!important;overflow:visible!important;background-image:0 color-stop(50%,#EEE), color-stop(100%,#FFF));z-index:999999!important;text-align:left!important;padding:8px!important;\"><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"position:absolute!important;z-index:-1!important;right:1px!important;top:-20px!important;cursor:pointer!important;-webkit-border-radius:20px;background-color:rgba(200,200,200,0.3)!important;margin:0!important;padding:3px 5px 0!important;\" src=\"http:\/\/www.google.com\/uds\/css\/small-logo.png\" alt=\"\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alessandro Ferreira de Andrade Blanck Desde a filosofia de S\u00f3crates at\u00e9 os nossos dias, percebemos que muito se fala de moral. Segundo Nietzsche, por\u00e9m, as pessoas n\u00e3o sabem muito bem o que \u00e9 verdadeiramente \u201cmoral\u201d e chegam a confundi-la com o bem e mal. 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