{"id":1980,"date":"2011-11-12T17:25:05","date_gmt":"2011-11-12T20:25:05","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=1980"},"modified":"2011-11-12T17:25:05","modified_gmt":"2011-11-12T20:25:05","slug":"o-problema-da-existencia-e-natureza-do-mal-nos-pensamentos-de-agostinho-schelling-e-ricoeur","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=1980","title":{"rendered":"O problema da exist\u00eancia e natureza do mal nos pensamentos de Agostinho, Schelling e Ricoeur"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Alex Cristiano dos Santos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Elder Alves Diniz<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Buscaremos, pelo presente artigo, apresentar uma conceitua\u00e7\u00e3o do mal perpassando pelos pensamentos filos\u00f3ficos de Agostinho, Schelling e Paul Ricoeur abrangendo, desta forma, parte do pensamento filos\u00f3fico sobre o mal, perpassando pelo pensamento medieval, com Agostinho, moderno, com Schelling e contempor\u00e2neo, com Ricoeur. Tentaremos iniciar um caminho que possa nos ajudar a responder sobre a exist\u00eancia do mal e sua natureza, tra\u00e7ando par\u00e2metros que nos permitam entender a rela\u00e7\u00e3o entre o mal, o bem e a liberdade humana e o processo de gera\u00e7\u00e3o do mal com a poss\u00edvel depend\u00eancia do mal para com a a\u00e7\u00e3o do homem no exerc\u00edcio de sua liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>O mal existe?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Quando pensamos no mal e em suas consequ\u00eancias tra\u00e7ando par\u00e2metros pela realidade que nos cerca fatalmente nos faremos \u00e0 seguinte pergunta: O mal existe? Se respondermos tal pergunta apenas observando a realidade em nossa volta, a viol\u00eancia, os crimes hediondos, a ganancia que leva um ser humano a explorar outro, fatalmente seriamos levados a responder: o mal existe e est\u00e1 a nossa volta. Mas \u00e9 preciso analisar melhor a quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo Agostinho o mal n\u00e3o existe, sendo o mal apenas a priva\u00e7\u00e3o do bem. Para Agostinho o bem \u00e9 o \u00fanico princ\u00edpio existente, sendo que sua suprema perfei\u00e7\u00e3o est\u00e1 em Deus, o Sumo Bem.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">&#8230; o mal \u00e9 a priva\u00e7\u00e3o ou defec\u00e7\u00e3o do bem, das perfei\u00e7\u00f5es constitutivas de toda e qualquer natureza, \u00e9 a aus\u00eancia de ser (&#8230;) Agostinho instaura o Bem como \u00fanico princ\u00edpio existente \u2013 Deus \u2013 e o mal como sua simples nega\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, o mal, na concep\u00e7\u00e3o agostiniana, n\u00e3o tem exist\u00eancia ontol\u00f3gica, n\u00e3o \u00e9, portanto, um princ\u00edpio de for\u00e7a antagonicamente equiparada ao bem&#8230; (COUTINHO, 2010)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A natureza do mal est\u00e1, no pr\u00f3prio homem, na sua liberdade. O homem corrompe-se e tende para o mal na medida em que, como afirma Agostinho, afasta-se do Bem, ou seja, de Deus (COUTINHO, 2010). O mal \u00e9, portanto, obra da liberdade do homem, seja ele sujeito ou objeto deste mal, n\u00e3o existindo por si s\u00f3, mas estando intrinsecamente ligada a liberdade do homem, que cria o mal quando se afasta do bem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A vis\u00e3o que Agostinho tem de mal \u00e9 a vis\u00e3o de um neo convertido que coloca na falta de moral uma das naturezas do mal, por\u00e9m n\u00e3o s\u00f3 na falta de moral, mas tamb\u00e9m na condi\u00e7\u00e3o que o homem, no exerc\u00edcio de sua liberdade, tem de se afastar de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para Agostinho o mal est\u00e1 em afastar-se de Deus que \u00e9 o Sumo Bem, pois quando o homem se priva do Bem ele comete o pecado que o torna mal. O homem tende naturalmente para o bem e o mal passa a existir a partir do momento em que o homem se corrompe afastando-se do bem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>A liberdade como causa do mal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Assim como para Agostinho, para Schelling o mal est\u00e1 na liberdade, mas diferente de Agostinho em que o mal \u00e9 a priva\u00e7\u00e3o do bem provocada pela livre escolha do homem, pelo afastamento de Deus, para Schelling a natureza do mal est\u00e1 na livre escolha do homem provocando a invers\u00e3o de sua natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A causa do mal est\u00e1 no livre arb\u00edtrio gozado pelo homem. Schelling parte do pecado original para explicar que o homem tendo a oportunidade de escolher entre o bem e o mal, escolheu o mal, provocando uma invers\u00e3o na sua natureza e essa invers\u00e3o o prejudicou a tal ponto que ele j\u00e1 n\u00e3o reconhece nada em seu interior que n\u00e3o seja ps\u00edquico tendo dificuldade de aceitar o que \u00e9 divino. (PUENTE, 2010)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para reverter o processo de corrup\u00e7\u00e3o do homem que, no exerc\u00edcio de seu livre arb\u00edtrio escolhe tender para o mal se faz necess\u00e1rio encontrar um mediador que seja capaz de fazer com que o homem compreenda a necessidade de refazer suas escolhas recuperando a unidade natural que tinha com Deus, ou seja, \u201capenas o pessoal pode curar o pessoal\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio que \u201cDeus se torne homem para que o homem retorne a Deus\u201d, o Sumo Bem. (PUENTE, 2010)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>O mal: conduta \u00e9tica corrompida ou realidade pr\u00e9-existente?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo Paul Ricoeur, a natureza do mal est\u00e1 na liberdade do homem. O mal se torna existente a partir da pr\u00e1tica do homem que o cria a partir de atitudes eticamente corrompidas. Portanto liberdade e mal s\u00e3o dois termos que se implicam mutuamente, sendo que o mal s\u00f3 passa a existir a partir da a\u00e7\u00e3o do homem fundada em sua liberdade.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">De fato, o mal \u00e9 cometido, mas tamb\u00e9m \u00e9 sofrido, sentido. Ainda que o ser humano n\u00e3o esteja na origem do mal, a verdade \u00e9 que \u00e9 quem o pratica; o mal se manifesta nos seus atos existenciais e, por isso mesmo, o mal \u00e9 obra da sua liberdade; confess\u00e1-lo implica assumir-se como sujeito ou como objeto do mal; consequentemente, a confiss\u00e3o do mal \u00e9 um pressuposto fundamental da consci\u00eancia da liberdade. (TAVARES, 2006)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, o mal n\u00e3o existe, nem preexiste, pelo menos por si s\u00f3. Sua exist\u00eancia est\u00e1 ligada a a\u00e7\u00e3o do homem enquanto ser livre que, na sua liberdade, se afasta do bem, conforme Agostinho ou age de maneira eticamente corrompida, conforme Ricoeur, gerando o mal.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Transitoriedade do mal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O homem que, na sua liberdade, afaste-se do bem criando o mal tamb\u00e9m \u00e9 capaz de fazer o caminho inverso, extinguindo o mal. Da mesma forma que a liberdade do homem permite que ele seja sujeito agente na gera\u00e7\u00e3o do mal, a liberdade humana tamb\u00e9m permite que o homem reverta tal condi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da \u201cpurifica\u00e7\u00e3o\u201d de suas a\u00e7\u00f5es. O processo de decair do ser humano, afastando-se do bem, atrav\u00e9s da corrup\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es pode ser, a qualquer momento, revertido pela liberdade humana, atrav\u00e9s do \u201cpurificar\u201d das a\u00e7\u00f5es humanas, voltando o homem a aproximar-se do bem, \u00fanica realidade existente e cujo \u00e1pice, segundo Agostinho, est\u00e1 em Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201cO homem que poude escolher o mal e cahir, poder\u00e1 escolher o bem e subir; A liberdade explica a transitoriedade do mal e a conseq\u00fcente perfectabilidade humana\u201d. (MELLO, 1935)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>O mal: obra do livre arb\u00edtrio humano pass\u00edvel de reversibilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o existe mal que n\u00e3o esteja intrinsecamente ligado ao agir humano que privasse do \u00fanico principio existente \u2013 o bem \u2013 bem este que encontra sua sublima\u00e7\u00e3o em Deus. (COUTINHO, 2010). O mal \u00e9, portanto, obra da liberdade humana, do exerc\u00edcio do livre arb\u00edtrio, seja o homem, em tal processo, sujeito ou objeto do mal. (TAVARES, 2006).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, conclu\u00edmos que, o mal, enquanto realidade independente da necessidade de outrem n\u00e3o existe. A natureza do mal est\u00e1 na liberdade do homem que se afasta do bem, agindo de maneira eticamente corrompida. (COUTINHO, 2010)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Todavia, o mesmo homem, que no exerc\u00edcio de sua liberdade, decai de part\u00edcipe do Bem Supremo que se encontra em Deus, abrindo m\u00e3o de bens superiores em prol de bens inferiores, amando desordenadamente os bens temporais, pode reverter o processo, afastando-se do mal criado por ele mesmo, na medida em que volta a se aproximar do bem, ou seja, de Deus. (COUTINHO, 2010; MELLO, 1935)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Concluindo o presente ensaio, deixamos em aberto alguns questionamentos: Se a origem do mal est\u00e1 no exerc\u00edcio da liberdade humana que pode tender para o bem \u2013 atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es moral e eticamente ilibadas, ou seja, atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es morais e \u00e9ticas \u2013 ou tender para o mal \u2013 atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es moral e eticamente corrompidas, ou seja, atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es imorais e anti\u00e9ticas \u2013 como consideraremos o homem que tender para uma postura neutra, nem moral nem imoral, mas amoral? A neutralidade deixa o homem mais pr\u00f3ximo do bem ou mais vulner\u00e1vel a corrup\u00e7\u00e3o? Estaria o homem, numa posi\u00e7\u00e3o de neutralidade, menos comprometido com a\u00e7\u00f5es pr\u00e9-determinadas que o conduzam para determinado fim, permitindo a ele uma maior clareza de vis\u00e3o, colocando-o na posi\u00e7\u00e3o de juiz de todas as coisas, inclusive da sua rela\u00e7\u00e3o com o Bem transcendente, ou seja, com Deus? Ou a posi\u00e7\u00e3o de juiz de todas as coisas cabe apenas ao Bem Supremo, ou seja, a Deus e cabe apenas ao homem, no exerc\u00edcio de seu livre arb\u00edtrio, escolher a qual caminho deve trilhar o caminho que conduz ao Bem Supremo ou o caminho que conduz a corrup\u00e7\u00e3o e ao mal?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Independentemente das respostas aos questionamentos levantados, conclu\u00edmos que, o mal est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 a\u00e7\u00e3o do homem, que o cria quando se afasta do bem. O mal n\u00e3o possui exist\u00eancia pr\u00f3pria, depende da livre a\u00e7\u00e3o humana. Assim como todas as coisas existentes no mundo, e o pr\u00f3prio mundo, o mal \u00e9 contingente, \u00e9 limitado. \u00c9 contingente porque pode vir a existir ou n\u00e3o. \u00c9 limitado porque, se existe, s\u00f3 existe na medida em que o homem o cria. Portanto, mais importante que preocuparmos com o mal em si, \u00e9 preciso que voltemos nossos olhares para as a\u00e7\u00f5es do homem que, no exerc\u00edcio de sua liberdade torna-se fonte emanadora do bem, quando busca aproximar-se cada vez mais dele, ou do mal, quando se afasta do bem se corrompendo atrav\u00e9s de suas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">COUTINHO, Gracielle Nascimento. O Livre-Arb\u00edtrio e o Problema do Mal em Santo Agostinho. Argumentos. s.l.: ano 2, n. 3, 2010. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.filosofia.ufc.br\/argumentos\/pdfs\/edicao_3\/16.pdf. Acesso em 01 out.2011.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">KIBUUKA, Brian. Simb\u00f3lica do mal. <em>Resenhas cl\u00e1ssicas. <\/em>s.n.t.: 2011. Dispon\u00edvel em: http:\/\/resenhasclassicas.wordpress.com\/2011\/01\/11\/simblica-do-mal\/. Acesso em 01 out. 2011<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">MELLO, Lydio Machado Bandeira. <em>O problema do mal.<\/em> S\u00e3o Paulo: Empreza Graphica da Revista dos Tribunaes, 1935. 218 p.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">PUENTE, Frenando Rey. A explica\u00e7\u00e3o do mal: concep\u00e7\u00e3o teos\u00f3fica do pecado original. <em>Sophia Perennis.<\/em> s.n.t.: 2010. Dispon\u00edvel em: http:\/\/sophia.bem-vindo.net\/tiki-index.php?page=Schelling+Mal. Acesso em 01 out. 2011<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">TAVARES, Manuel. Fundamentos metodol\u00f3gicos do pensamento antropol\u00f3gico e \u00e9tico de Paul Ricoeur: o problema do mal. Memorandum. Belo Horizonte: UFMG, 2006. p. 136-146. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.fafich.ufmg.br\/~memorandum\/a10\/tavares01.pdf. Acesso em 01 out.2011<\/p>\n<div id=\"-chrome-auto-translate-plugin-dialog\" style=\"opacity:1!important;background-image:initial!important;background-attachment:initial!important;background-color:transparent!important;position:absolute!important;top:0;left:0;z-index:999999!important;text-align:left!important;display:none;background-position:initial initial!important;background-repeat:initial initial!important;margin:0!important;padding:0!important;\">\n<div style=\"max-width:300px!important;color:#121212!important;opacity:1!important;border:1px solid #363636!important;-webkit-border-radius:10px!important;background-color:#ffffff!important;font-size:16px!important;overflow:visible!important;background-image:0 color-stop(50%,#EEE), color-stop(100%,#FFF));z-index:999999!important;text-align:left!important;padding:8px!important;\"><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"position:absolute!important;z-index:-1!important;right:1px!important;top:-20px!important;cursor:pointer!important;-webkit-border-radius:20px;background-color:rgba(200,200,200,0.3)!important;margin:0!important;padding:3px 5px 0!important;\" src=\"http:\/\/www.google.com\/uds\/css\/small-logo.png\" alt=\"\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alex Cristiano dos Santos Elder Alves Diniz \u00a0 Introdu\u00e7\u00e3o Buscaremos, pelo presente artigo, apresentar uma conceitua\u00e7\u00e3o do mal perpassando pelos pensamentos filos\u00f3ficos de Agostinho, Schelling e Paul Ricoeur abrangendo, desta forma, parte do pensamento filos\u00f3fico sobre o mal, perpassando pelo pensamento medieval, com Agostinho, moderno, com Schelling e contempor\u00e2neo, com Ricoeur. 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