{"id":2004,"date":"2011-11-29T21:17:07","date_gmt":"2011-11-30T00:17:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2004"},"modified":"2011-11-29T21:17:07","modified_gmt":"2011-11-30T00:17:07","slug":"a-linguagem-como-expressao-do-sentido-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2004","title":{"rendered":"A linguagem como express\u00e3o do sentido humano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Jos\u00e9 Maria Dias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No decorrer da hist\u00f3ria, a linguagem sempre foi um elemento primordial na vida do ser humano. Neste sentido, buscaremos entender um pouco sobre ela no pensamento de Gadamer. \u00c9 poss\u00edvel falar de linguagem sem mencionar o ser humano? \u00c9 o que pretendemos esclarecer no decorrer deste artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A defini\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica demonstra o homem como um ser vivo possuidor do <em>logos<\/em>, conforme definido por Arist\u00f3teles. Ele \u201c(&#8230;) classifica o homem como o ser vivo que possui \u201clogos\u201d (zo\u00f3n logikon) sendo essa defini\u00e7\u00e3o canonizada na tradi\u00e7\u00e3o Ocidental como a forma de que o homem \u00e9 o animal racional\u201d (RIBEIRO, 2011). \u00c9 a racionalidade que vai distinguir o homem de todos os outros animais, ela \u00e9 uma caracter\u00edstica que s\u00f3 os seres humanos possuem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A palavra <em>logos<\/em> vem do grego, refere-se \u00e0 raz\u00e3o ou pensamento, mas n\u00e3o fica presa s\u00f3 neste sentido, ela tamb\u00e9m significa linguagem. \u201c(&#8230;) j\u00e1 batida defini\u00e7\u00e3o do homem como animal racional, essa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 parcial e precisa ser retomada numa outra forma, pois a palavra grega logos em Arist\u00f3teles n\u00e3o significa apenas pensamento, mas, sobretudo linguagem\u201d (CARVALHO, 2002, p.431).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para Arist\u00f3teles, os animais t\u00eam capacidade de entendimento entre si, designando entre eles o que lhes causa prazer para que possam busc\u00e1-los e recusar aquilo que lhes causam dor. Esta foi a \u00fanica permiss\u00e3o concedida pela natureza aos animais. \u201cAos animais a natureza s\u00f3 lhes permitiu chegar at\u00e9 esse ponto\u201d (GADAMER, 2002. p. 173). S\u00f3 os homens gozam do logos, que \u00e9 dado pela natureza, para que entre eles possam existir as informa\u00e7\u00f5es sobre o que lhes s\u00e3o \u00fateis ou prejudiciais, justos ou injustos. E \u00e9 isto que se torna o homem como o \u00fanico animal que tem capacidade de pensar e falar. \u00c9 atrav\u00e9s dessa capacidade que ele consegue dominar seus instintos, seja qual for.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 a fala que d\u00e1 ao homem o poder de se tornar vis\u00edvel, aquilo que estava ausente, tornando poss\u00edvel do outro v\u00ea-lo. O homem tem capacidade de poder falar tudo o que passa pelo seu pensamento. Isto s\u00f3 \u00e9 permitido, porque ele \u00e9 o \u00fanico ser vivo dotado de linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para Gadamer, a linguagem n\u00e3o constitui um ponto central no pensamento filos\u00f3fico do Ocidente. No entanto, ele nos chama a aten\u00e7\u00e3o pelo fato da cria\u00e7\u00e3o que se deu no Antigo Testamento, em que o fato de Deus ter entregado o dom\u00ednio do mundo ao homem, dando-lhe o poder de nomear os seres como melhor lhe conviesse, mas isto n\u00e3o trouxe a liberdade para o pensamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem. \u201cMesmo assim, foi justamente a tradi\u00e7\u00e3o religiosa do Ocidente Crist\u00e3o que acabou paralisando de certo modo o pensamento sobre a linguagem\u201d (GADAMER, 2002. p. 174).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Foi o Iluminismo que trouxe de maneira renovada a pergunta sobre a origem da linguagem, neste momento deu-se um grande passo, porque a quest\u00e3o que nos remete a linguagem n\u00e3o \u00e9 mais respondida pela perspectiva da hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o, mas sim pela pr\u00f3pria natureza do homem. O que deu este poder ao homem foi a faculdade que existe nele de esclarece, levando-o ao regimento estrutural, ao qual podemos chamar de gram\u00e1tica, sintaxe e vocabul\u00e1rio da linguagem. \u201cA ci\u00eancia da linguagem, como qualquer outra pr\u00e9-hist\u00f3ria, representa a pr\u00e9-hist\u00f3ria do esp\u00edrito humano\u201d (GADAMER, 2002, p. 175). Com isso, o modo de pensar s\u00f3 vai dar sentido o fen\u00f4meno da linguagem, no mesmo campo de express\u00e3o eminente do qual \u00e9 permitido estudar a ess\u00eancia do homem e a sua evolu\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 com a filosofia que o fen\u00f4meno da linguagem chega a seu ponto mais importante. Para Gadamer n\u00f3s n\u00e3o podemos encarar a palavra \u201clogos\u201d s\u00f3 no sentido de pensamento e de linguagem, ela tamb\u00e9m tem outros significados.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A palavra <em>Logos <\/em>n\u00e3o significa apenas pensamento e linguagem, mas tamb\u00e9m conceito e lei. A cunhagem do conceito de <em>linguagem <\/em>pressup\u00f5e uma consci\u00eancia de linguagem. Mas isso \u00e9 apenas o resultado de um movimento reflexivo, no qual o sujeito pensante reflete a partir da realiza\u00e7\u00e3o inconsciente da linguagem, colocado a uma dist\u00e2ncia de si pr\u00f3prio. O verdadeiro enigma da linguagem, por\u00e9m, \u00e9 que isso jamais se deixa alcan\u00e7ar plenamente (GADAMER, 2002, p. 176).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas, todo o pensar a respeito da linguagem, de certa forma, j\u00e1 foi alcan\u00e7ado por ela, pois s\u00f3 nos \u00e9 permitido pensar dentro de uma linguagem, porque o nosso pensamento nela habita. \u201cA linguagem n\u00e3o \u00e9 um dos meios em que a consci\u00eancia se comunica com o mundo, ela n\u00e3o representa um terceiro instrumento ao lado do signo e da ferramenta\u201d (GADAMER, 2002, p. 176). Porque ela n\u00e3o \u00e9 nenhum instrumento e nenhuma ferramenta, pois, uma caracter\u00edstica do instrumento \u00e9 de ser dominado por n\u00f3s, e feito o servi\u00e7o abandonamos. Com a linguagem n\u00e3o \u00e9 assim.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Todo o conhecimento que existe em n\u00f3s mesmo e do mundo, sempre foram nos passados pela linguagem. \u201c\u00c9 aprendendo a falar que crescemos, conhecemos o mundo, conhecemos as pessoas e por fim conhecemos a n\u00f3s pr\u00f3prios\u201d (GADAMER, 2002, p. 176). Estamos t\u00e3o habituados e introduzidos na linguagem, da mesma forma que nos encontramos no mundo. Todos os nossos conhecimentos pessoais ou do mundo, j\u00e1 est\u00e3o precedidos pela interpreta\u00e7\u00e3o, proporcionada pela linguagem, a essa integra\u00e7\u00e3o com o mundo podemos chamar crescer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os indiv\u00edduos, quando falam, n\u00e3o t\u00eam uma consci\u00eancia verdadeira do que est\u00e3o falando, pois s\u00e3o raras as vezes que se encontra algu\u00e9m que tem consci\u00eancia da linguagem que est\u00e1 sendo expressa.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Quando temos em mente dizer algo e nos vem \u00e0 mem\u00f3ria uma palavra que nos faz hesitar, que soa estranha ou c\u00f4mica, nos perguntamos: \u201cPode-se dizer isso?\u201d Nesse momento, a linguagem que falamos torna-se consciente, por n\u00e3o fazer o que \u00e9 o seu pr\u00f3prio. E que \u00e9 o seu pr\u00f3prio? Creio que podemos distinguir tr\u00eas aspectos nessa quest\u00e3o (GADAMER, 2002, p. 178).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em primeiro lugar est\u00e1 o esquecimento essencial, que \u00e9 o de si mesmo, que adv\u00e9m da linguagem, e esta quando \u00e9 viva n\u00e3o tem consci\u00eancia de sua pr\u00f3pria estrutura, gram\u00e1tica, sintaxe, etc., isto \u00e9, de tudo aquilo que a ci\u00eancia da linguagem tematiza. Mas, o que fica em evid\u00eancia \u00e9 que, quanto mais vivo estiver o ato da linguagem, menos consci\u00eancia se ter\u00e1 dela. Assim, o esquecimento de si pr\u00f3prio da linguagem nos mostra que seu verdadeiro sentido \u00e9 que nela se diz o que constitui o mundo do comum, onde vivemos e onde se insere tamb\u00e9m a grande corrente da tradi\u00e7\u00e3o, que nos alcan\u00e7a por meio da literatura de l\u00edngua estrangeira, vivas ou mortas. O verdadeiro sentido da linguagem \u00e9 aquilo que adentramos quando a ouvimos: o dito (GADAMER, 2002).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No segundo momento, o que Gadamer percebe \u00e9 que falta um tra\u00e7o essencial no ser da linguagem, que \u00e9 a aus\u00eancia de um eu. Porque falar significa falar com algu\u00e9m, pois para que a palavra tenha significado, ela tem que ir ao encontro de algu\u00e9m. Sendo assim o falar n\u00e3o pertence ao eu, mas a esfera do n\u00f3s. A realidade do voc\u00e1bulo (falar) se encontra presente no di\u00e1logo. \u201cEm todo di\u00e1logo, porem, vige um esp\u00edrito, bom ou mau, esp\u00edrito de enrijecimento e paralisa\u00e7\u00e3o ou um esp\u00edrito de comunica\u00e7\u00e3o e interc\u00e2mbio fluente entre eu e tu\u201d (GADAMER, 2002, p. 179-180). O di\u00e1logo segundo Gadamer, tamb\u00e9m pode ser comparado a um jogo, pois este acontece quando o jogador o leva a s\u00e9rio, sem se considerar que \u00e9 apenas um jogador, mas que faz parte da estrutura do jogo, assim tamb\u00e9m acontece com o di\u00e1logo, pois \u00e9 na sua estrutura que se d\u00e1 a linguagem real.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O terceiro aspecto pode ser chamado de universalidade da linguagem. A linguagem n\u00e3o \u00e9 formada dentro de \u00e2mbito fechado, mas ela se torna oniabrangente (GADAMER, 2002). \u201cUma vez que o simples ter em mente j\u00e1 se refere a algo, n\u00e3o h\u00e1 nada que se subtraia fundamentalmente \u00e0 possibilidade de ser dito\u201d (GADAMER, 2002, p. 180). A oportunidade de falar avan\u00e7a sem deter-se por motivos da universalidade da raz\u00e3o, no entanto, todo o di\u00e1logo tem em si uma infinitude interna que j\u00e1 mais acaba. N\u00e3o podemos dizer que determinado di\u00e1logo terminou e que n\u00e3o existe mais nada a falar ou a ser dito, pois isto nos levaria a cometer um grande erro. \u201cO di\u00e1logo \u00e9 interrompido, seja porque os interlocutores consideram j\u00e1 ter dito o suficiente, seja por n\u00e3o terem mais nada a dizer. Toda a interrup\u00e7\u00e3o deste di\u00e1logo guarda, por sua vez, uma refer\u00eancia interna \u00e0 retomada do di\u00e1logo\u201d (GADAMER, 2002, p. 181).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tudo o que foi falado, a sua verdade n\u00e3o se encontra simplesmente em si mesmo, mas est\u00e1 presente naquilo que n\u00e3o foi dito. Todo o enunciado tem consigo mesmo uma motiva\u00e7\u00e3o e com tudo isto, o que nos \u00e9 falado nos d\u00e1 a permiss\u00e3o de fazer uma pergunta com raz\u00e3o. \u201c\u2018Por que dizes isso?\u2019 Um enunciado s\u00f3 consegue tornar-se compreens\u00edvel quando no dito compreende-se tamb\u00e9m o n\u00e3o dito. Sabemos isso sobretudo pelo o fen\u00f4meno da linguagem.\u201d (GADAMER, 2002, p. 181).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Quando se faz uma pergunta, que n\u00e3o temos a motiva\u00e7\u00e3o para tal, esta n\u00e3o tem como ser respondida. \u00c9 s\u00f3 atrav\u00e9s da hist\u00f3ria da motiva\u00e7\u00e3o em que se deu a pergunta, \u00e9 que vai surgir um \u00e2mbito, a partir do qual poder\u00e1 se d\u00e1 uma resposta. \u201cAssim, tanto no perguntar quanto no responder d\u00e1-se um di\u00e1logo infinito em cujo espa\u00e7o se d\u00e3o palavra e resposta\u201d (GADAMER, 2002, p. 181). Tudo aquilo que \u00e9 mencionado se encontra nesse espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Sendo assim, podemos perceber a import\u00e2ncia da linguagem na vida dos seres humanos. Ser\u00e1 que sem a linguagem, seria poss\u00edvel nos tonarmos humanos? A partir dos fatos que aqui foram relatados, podemos concluir que a linguagem \u00e9 o ponto central dos seres humanos, pois \u00e9 a partir da linguagem que os homens se fazem presen\u00e7a e possuem a capacidade de agirem no mundo e de interagirem entre si mesmos.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>CARVALHO, Helder Buenos Aires de. Em torno a H.-G. Gadamer. <em>S\u00edntese<\/em>, Belo Horizonte, v. 29, n. 95, p. 425-436, set.-dez. 2002.<\/p>\n<p>GADAMER, Hans-Georg. <em>Verdade e m\u00e9todo II<\/em>: complementos e \u00edndice. Tradu\u00e7\u00e3o de \u00canio Paulo Giachini. Petr\u00f3polis: Vozes, 2002.<\/p>\n<p>RIBEIRO, Edivaldo de Oliveira. <em>Homem e linguagem segundo Gadamer<\/em>. Dispon\u00edvel em: http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/2010\/11\/26\/homem-e-linguagem-segundo-gadamer\/. Acesso em: 10 set. 2011.<\/p>\n<div id=\"-chrome-auto-translate-plugin-dialog\" style=\"opacity:1!important;background-image:initial!important;background-attachment:initial!important;background-color:transparent!important;position:absolute!important;top:0;left:0;z-index:999999!important;text-align:left!important;display:none;background-position:initial initial!important;background-repeat:initial initial!important;margin:0!important;padding:0!important;\">\n<div style=\"max-width:300px!important;color:#121212!important;opacity:1!important;border:1px solid #363636!important;-webkit-border-radius:10px!important;background-color:#ffffff!important;font-size:16px!important;overflow:visible!important;background-image:0 color-stop(50%,#EEE), color-stop(100%,#FFF));z-index:999999!important;text-align:left!important;padding:8px!important;\"><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"position:absolute!important;z-index:-1!important;right:1px!important;top:-20px!important;cursor:pointer!important;-webkit-border-radius:20px;background-color:rgba(200,200,200,0.3)!important;margin:0!important;padding:3px 5px 0!important;\" src=\"http:\/\/www.google.com\/uds\/css\/small-logo.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Maria Dias No decorrer da hist\u00f3ria, a linguagem sempre foi um elemento primordial na vida do ser humano. 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