{"id":2010,"date":"2011-11-29T21:24:12","date_gmt":"2011-11-30T00:24:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2010"},"modified":"2011-11-29T21:24:12","modified_gmt":"2011-11-30T00:24:12","slug":"adorno-e-a-critica-a-razao-iluminista-a-anticultura-da-industria-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2010","title":{"rendered":"Adorno e a cr\u00edtica \u00e0 raz\u00e3o iluminista: a \u00abanticultura\u00bb da ind\u00fastria cultural"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>F\u00e1bio Avelar Salmen<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Um dos aspectos do pensamento de Adorno<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Adorno,%20Fabio.docx#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> abordado de forma cr\u00edtica e objetiva na obra <em>Dial\u00e9tica do Esclarecimento<\/em> refere-se \u00e0 ind\u00fastria cultural<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Adorno,%20Fabio.docx#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> contempor\u00e2nea, respons\u00e1vel pelo empobrecimento e ideologiza\u00e7\u00e3o da cultura, deturpando seu significado essencial como elemento de caracteriza\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es e valores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo Raba\u00e7a (2004, p. 16-18), a origem da dial\u00e9tica do esclarecimento \u00e9 encontrada na nega\u00e7\u00e3o do mito pela raz\u00e3o, sendo o interesse pelo conhecimento a consequ\u00eancia do sentimento de medo das for\u00e7as da natureza e da viol\u00eancia social. Considera o autor que a dial\u00e9tica do esclarecimento, entretanto, implica em consequ\u00eancias para o ser humano, porquanto, traduzindo a convers\u00e3o da natureza em objetividade, ele aumenta seu dom\u00ednio sobre ela, mas dela tamb\u00e9m se aliena de forma crescente. Na sociedade industrial avan\u00e7ada, o indiv\u00edduo se torna sup\u00e9rfluo. O sistema administrativo e a cultura de massas convergem na uniformiza\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o e da linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O progresso da raz\u00e3o apresenta-se, portanto, como um paradoxo na hist\u00f3ria da humanidade, enquanto tomado na perspectiva de progresso inevit\u00e1vel e desej\u00e1vel para o desenvolvimento humano, mas contraposto ao que nos permitimos chamar de perda de identidade das pessoas. R\u00fcdiger (2004) escreve que tal progresso \u00e9 \u201cgerador de um avan\u00e7o que n\u00e3o pode ser separado da cria\u00e7\u00e3o de novas sujei\u00e7\u00f5es e depend\u00eancias, respons\u00e1veis pelo aparecimento de sintomas regressivos na cultura e de uma silenciosa coisifica\u00e7\u00e3o da humanidade\u201d (R\u00dcDIGER, 2004, p.21).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Reale e Antiseri (2006, p. 472) encontram na cr\u00edtica \u00e0 raz\u00e3o instrumental a motiva\u00e7\u00e3o principal para a composi\u00e7\u00e3o da <em>Dial\u00e9tica.<\/em> Segundo esses autores, esse tipo de raz\u00e3o, preterindo a fun\u00e7\u00e3o de expor o fracasso da sociedade capitalista, incorpora a determina\u00e7\u00e3o por atingir fins desejados e controlados, de forma a \u201cracionalizar o mundo para torn\u00e1-lo manipul\u00e1vel e subjug\u00e1vel por parte do homem\u201d. De forma coerente com tal vis\u00e3o, a ind\u00fastria cultural, constitu\u00edda pelos variados e amplos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, como a televis\u00e3o, o r\u00e1dio e a publicidade, dentre outros, transforma-se em meio de imposi\u00e7\u00e3o de \u201cvalores e modelos de comportamento, cria necessidades e estabelece a linguagem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A cr\u00edtica de Adorno e Horkheimer (1985, p. 37-39) ao esclarecimento vigente aponta para seu car\u00e1ter totalit\u00e1rio, comparando-o a outros sistemas e identificando sua inverdade na antecipa\u00e7\u00e3o do que deve ser decidido. O pensar \u00e9 ent\u00e3o preterido em sua ess\u00eancia e torna-se v\u00edtima de reifica\u00e7\u00e3o em um processo autom\u00e1tico e aut\u00f4nomo que implica a subordina\u00e7\u00e3o obediente da raz\u00e3o ao imediatamente dado, descaracterizando o primado do conhecimento em favor de sua restri\u00e7\u00e3o a um car\u00e1ter repetitivo e carente de criatividade. Assim, configura-se a regress\u00e3o do esclarecimento \u00e0 mitologia, que refletia a repeti\u00e7\u00e3o c\u00edclica dos eventos naturais.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O pre\u00e7o da domina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 meramente a aliena\u00e7\u00e3o dos homens com rela\u00e7\u00e3o aos objetos dominados; com a coisifica\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito, as pr\u00f3prias rela\u00e7\u00f5es dos homens foram enfeiti\u00e7adas, inclusive as rela\u00e7\u00f5es de cada indiv\u00edduo consigo mesmo [&#8230;] O animismo havia dotado a coisa de uma alma, o industrialismo coisifica as almas. O aparelho econ\u00f4mico, antes mesmo do planejamento total, j\u00e1 prov\u00ea espontaneamente as mercadorias dos valores que decidem sobre o comportamento dos homens. [&#8230;] As in\u00fameras ag\u00eancias da produ\u00e7\u00e3o em massa e da cultura por ela criada servem para inculcar no indiv\u00edduo os comportamentos normalizados como os \u00fanicos naturais, decentes, racionais. De agora em diante, ele s\u00f3 se determina como coisa, como elemento estat\u00edstico [&#8230;] (ADORNO; HORKHEIMER, 1985, p. 40).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A ind\u00fastria cultural configura-se como o elemento de transforma\u00e7\u00e3o da realidade, privando o sujeito de sua prerrogativa fundamental de protagonista de sua constru\u00e7\u00e3o. No dizer de Duarte (1997, p. 57), a realidade constitu\u00edda encontra suas ra\u00edzes em uma \u201cexplora\u00e7\u00e3o pulsional dos indiv\u00edduos\u201d, de maneira que as op\u00e7\u00f5es de divers\u00e3o e lazer que a ind\u00fastria cultural lhes oferece veicula a falsa impress\u00e3o de satisfa\u00e7\u00e3o da demanda de seus desejos, trazendo, concomitantemente, lucros a seus agentes e refor\u00e7o ao conte\u00fado ideol\u00f3gico do sistema dominante.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">V\u00e1rios aspectos do processo de massifica\u00e7\u00e3o aplicado pela ind\u00fastria cultural s\u00e3o abordados por Adorno e Horkheimer (1985, p. 117-119), revelando o tr\u00e1gico enfraquecimento do senso cr\u00edtico dos indiv\u00edduos diante do que lhes \u00e9 apresentado. Por exemplo, a velocidade da apresenta\u00e7\u00e3o dos filmes \u00e9 tal que impedem a atividade intelectual do telespectador, caso n\u00e3o se disponha a perder os pr\u00f3ximos fatos da sequ\u00eancia. Tamb\u00e9m a inutilidade do novo \u00e9 apontada, pois d\u00e1 lugar \u00e0 imita\u00e7\u00e3o e \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o, como em can\u00e7\u00f5es de sucesso ou novelas que ressurgem ciclicamente, cujo conte\u00fado s\u00f3 varia na apar\u00eancia e, n\u00e3o obstante, encontram eco na aceita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico alienado de sua capacidade de percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A letargia da qual \u00e9 acometido o pensar encontra espa\u00e7o na divers\u00e3o, cujo prop\u00f3sito seria o de oferecer um escape ao trabalho mecanizado, como que restabelecendo for\u00e7as para a rotina que desmotiva. Os autores, entretanto, registram (1985, p. 128) a impossibilidade desse alcance, uma vez que as pr\u00f3prias op\u00e7\u00f5es de entretenimento tamb\u00e9m pressup\u00f5em a aceita\u00e7\u00e3o passiva do conte\u00fado, estipulando a n\u00e3o necessidade de pensamento pr\u00f3prio e de racioc\u00ednio l\u00f3gico. Assim, o prop\u00f3sito de divertir transforma-se em instrumento que serve aos interesses da ind\u00fastria cultural:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na medida em que os filmes de anima\u00e7\u00e3o fazem mais do que habituar os sentidos ao novo ritmo, eles inculcam em todas as cabe\u00e7as a antiga verdade de que a condi\u00e7\u00e3o de vida nesta sociedade \u00e9 o desgaste cont\u00ednuo, o esmagamento de toda resist\u00eancia individual. Assim como o Pato Donald nos <em>cartoons<\/em>, assim tamb\u00e9m os desgra\u00e7ados na vida real recebem a sua sova para que os espectadores possam se acostumar com a que eles pr\u00f3prios recebem. [&#8230;]<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Cada espet\u00e1culo da ind\u00fastria cultural vem mais uma vez aplicar e demonstrar de maneira inequ\u00edvoca a ren\u00fancia permanente que a civiliza\u00e7\u00e3o imp\u00f5e \u00e0s pessoas. [&#8230;]<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tanto t\u00e9cnica como economicamente, a publicidade e a ind\u00fastria cultural se confundem. [&#8230;] L\u00e1 como c\u00e1, sob o imperativo da efic\u00e1cia, a t\u00e9cnica converte-se em psicot\u00e9cnica, em procedimento de manipula\u00e7\u00e3o das pessoas. [&#8230;]<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas a liberdade de escolha da ideologia, que reflete sempre a coer\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, revela-se em todos os setores como a liberdade de escolher o que \u00e9 sempre a mesma coisa. (ADORNO; HORKHEIMER, 1985, 130-156).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Um contraponto interessante \u00e0 cr\u00edtica feita \u00e0 ind\u00fastria cultural \u00e9 colocado por R\u00fcdiger (2004, p. 210), quando sugere que \u201cos mecanismos de sujei\u00e7\u00e3o capitalistas n\u00e3o se baseiam na for\u00e7a nem na ideologia, mas na produ\u00e7\u00e3o de prazer com o consumo de bens e servi\u00e7os\u201d.\u00a0 De acordo com este autor, a submiss\u00e3o dos indiv\u00edduos acontece porque assim alcan\u00e7am satisfa\u00e7\u00e3o. Sem discutirmos o m\u00e9rito da quest\u00e3o ideol\u00f3gica, entendemos tal <em>op\u00e7\u00e3o<\/em> pela satisfa\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada como um tipo de aliena\u00e7\u00e3o da realidade, enquanto entendida como condi\u00e7\u00e3o de esclarecimento amadurecido.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o obstante algumas d\u00e9cadas j\u00e1 tenham transcorrido desde a produ\u00e7\u00e3o de <em>Dial\u00e9tica e Esclarecimento<\/em>, o horizonte delineado pela obra, que aponta para o enfraquecimento da raz\u00e3o cr\u00edtica das pessoas, permanece, a nosso ver, tristemente atual e preocupante, crescentemente alimentada pela domina\u00e7\u00e3o do homem pelo pr\u00f3prio homem. Entretanto, entendemos ser necess\u00e1rio crer em um resgate da esperan\u00e7a quanto \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da realidade social, haja vista o permanente hist\u00f3rico esfor\u00e7o filos\u00f3fico, a exemplo de Adorno e Horkheimer, para multiplica\u00e7\u00e3o do estado de esclarecimento e a n\u00e3o raras vezes latente demanda do homem para conferir maior sentido \u00e0 sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. <em>Dial\u00e9tica do Esclarecimento: <\/em>fragmentos filos\u00f3ficos. Tradu\u00e7\u00e3o de Guido Ant\u00f4nio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.<\/p>\n<p>COTRIM, Gilberto. <em>Fundamentos da filosofia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2000.<\/p>\n<p>DUARTE, Rodrigo. <em>Adorno<\/em>: nove ensaios sobre o fil\u00f3sofo frankfurtiano. Belo Horizonte: UFMG, 1997.<\/p>\n<p>RABA\u00c7A, S\u00edlvio Roberto. <em>Variantes cr\u00edticas<\/em>: a dial\u00e9tica do esclarecimento e o legado da escola de Frankfurt. S\u00e3o Paulo: Annablume, 2004. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/books.google.com\/books?id=dTJOAZmrbfIC&amp;pg=PA13&amp;dq=dial%C3%A9tica+esclarecimento+cr%C3%ADtica&amp;hl=pt-BR&amp;ei=-rVTTrr7Iei20AHx9_DtBQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CCoQ6AEwAA#v=onepage&amp;q=dial%C3%A9tica%20esclarecimento%20cr%C3%ADtica&amp;f=false\">http:\/\/books.google.com\/books?id=dTJOAZmrbfIC&amp;pg=PA13&amp;dq=dial%C3%A9tica+esclarecimento+cr%C3%ADtica&amp;hl=pt-BR&amp;ei=-rVTTrr7Iei20AHx9_DtBQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CCoQ6AEwAA#v=onepage&amp;q=dial%C3%A9tica%20esclarecimento%20cr%C3%ADtica&amp;f=false<\/a>&gt;. Acesso em: 23 ago. 2011.<\/p>\n<p>REALE, G., ANTISERI, D. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia<\/em>: de Nietzsche \u00e0 escola de Frankfurt, v. 6.<em> <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Ivo Storniolo. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2006. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.4shared.com\/get\/Tla71tg7\/Histria_da_Filosofia_-_Volume_.html\">http:\/\/www.4shared.com\/get\/Tla71tg7\/Histria_da_Filosofia_-_Volume_.html<\/a>&gt;. Acesso em: 27 out. 2011.<\/p>\n<p>R\u00dcDIGER, Francisco. <em>Theodor Adorno e a cr\u00edtica \u00e0 ind\u00fastria cultural<\/em>: comunica\u00e7\u00e3o e teoria cr\u00edtica da sociedade. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/books.google.com.br\/books?id=zVxj_5HYXaAC&amp;pg=PA134&amp;dq=compreender+adorno&amp;hl=pt-BR&amp;ei=7ZKpTuHXA8TcgQft8PAO&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=10&amp;ved=0CFoQ6AEwCQ#v=onepage&amp;q=compreender%20adorno&amp;f=false\">http:\/\/books.google.com.br\/books?id=zVxj_5HYXaAC&amp;pg=PA134&amp;dq=compreender+adorno&amp;hl=pt-BR&amp;ei=7ZKpTuHXA8TcgQft8PAO&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=10&amp;ved=0CFoQ6AEwCQ#v=onepage&amp;q=compreender%20adorno&amp;f=false<\/a>. Acesso em: 27 out. 2011.<\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Adorno,%20Fabio.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> Theodor Wiesengrund Adorno (1903-1969) nasceu em Frankfurt, Alemanha. Considerado um dos expoentes da chamada Escola de Frankfurt, escreveu, em conjunto com Max Horkheimer, <em>A dial\u00e9tica do esclarecimento<\/em>, uma de suas principais obras, em que faz a cr\u00edtica da raz\u00e3o iluminista e do processo de massifica\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Adorno,%20Fabio.docx#_ftnref2\">[2]<\/a> Ind\u00fastria cultural \u00e9 um termo difundido por Adorno e Horkheimer para designar a ind\u00fastria da divers\u00e3o vulgar. Por meio desta e da divers\u00e3o seriam obtidas a homogeneiza\u00e7\u00e3o de comportamentos (COTRIM, 2000, p. 225).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"-chrome-auto-translate-plugin-dialog\" style=\"opacity:1!important;background-image:initial!important;background-attachment:initial!important;background-color:transparent!important;position:absolute!important;top:0;left:0;z-index:999999!important;text-align:left!important;display:none;background-position:initial initial!important;background-repeat:initial initial!important;margin:0!important;padding:0!important;\">\n<div style=\"max-width:300px!important;color:#121212!important;opacity:1!important;border:1px solid #363636!important;-webkit-border-radius:10px!important;background-color:#ffffff!important;font-size:16px!important;overflow:visible!important;background-image:0 color-stop(50%,#EEE), color-stop(100%,#FFF));z-index:999999!important;text-align:left!important;padding:8px!important;\">\u00a0<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"position:absolute!important;z-index:-1!important;right:1px!important;top:-20px!important;cursor:pointer!important;-webkit-border-radius:20px;background-color:rgba(200,200,200,0.3)!important;margin:0!important;padding:3px 5px 0!important;\" src=\"http:\/\/www.google.com\/uds\/css\/small-logo.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1bio Avelar Salmen Um dos aspectos do pensamento de Adorno[1] abordado de forma cr\u00edtica e objetiva na obra Dial\u00e9tica do Esclarecimento refere-se \u00e0 ind\u00fastria cultural[2] contempor\u00e2nea, respons\u00e1vel pelo empobrecimento e ideologiza\u00e7\u00e3o da cultura, deturpando seu significado essencial como elemento de caracteriza\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es e valores. 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