{"id":2163,"date":"2012-04-10T14:01:59","date_gmt":"2012-04-10T17:01:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2163"},"modified":"2012-04-10T14:01:59","modified_gmt":"2012-04-10T17:01:59","slug":"a-experimentacao-como-um-caminho-para-a-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2163","title":{"rendered":"A experimenta\u00e7\u00e3o como um caminho para a verdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Daniel Fernandes Moreira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pelo pr\u00f3prio nome dado ao ser humano, <em>homo sapiens, <\/em>percebemos uma inclina\u00e7\u00e3o para um conhecimento verdadeiro<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftn1\"><strong><sup><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/sup><\/strong><\/a>, para uma sabedoria. O homem sente em si a necessidade de conhecer as coisas, de procurar o verdadeiro significado e a fun\u00e7\u00e3o que cada coisa que o circunda possui, buscando at\u00e9 mesmo o autoconhecimento. Por\u00e9m, nesta busca pelo conhecimento, muitas vezes o homem se v\u00ea preso ao erro, \u00e0 confus\u00e3o, enfim a um falso conhecimento. Devido a esse inc\u00f4modo, muitos fil\u00f3sofos se preocuparam com a quest\u00e3o do conhecimento e de m\u00e9todos para chegar a um conhecimento verdadeiro das coisas. Um exemplo cl\u00e1ssico foi Arist\u00f3teles, que buscava um argumento, um caminho racional para se conhecer e fugir de todo e qualquer tipo de fal\u00e1cia. Outro exemplo bastante significativo na modernidade foi Galileu Galilei.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O presente artigo tem como objetivo investigar sinteticamente o caminho que Galilei percorre para eliminar os poss\u00edveis erros no conhecimento, atrav\u00e9s do m\u00e9todo desenvolvido por ele e que denominamos m\u00e9todo cient\u00edfico, a liga\u00e7\u00e3o e a repercuss\u00e3o deste m\u00e9todo nas ci\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2 O des-velamento da realidade e o m\u00e9todo cient\u00edfico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Muitas vezes, para se chegar ao conhecimento de determinada situa\u00e7\u00e3o ou coisa, procuramos nos concentrar aos fatos que nos levam \u00e0quela determinada realidade, por\u00e9m, os fatos n\u00e3o s\u00e3o a realidade. Como dissemos, eles s\u00e3o fatos, e simplesmente isso, mesmo que tragam em si efetividade, por exemplo, quando observamos um objeto em cima de uma mesa e percebemos que ele saiu de um determinado local e foi para outro, os fatos nos apresentam que ele movimentou, por\u00e9m ele continuou est\u00e1tico, im\u00f3vel sobre a mesa uma vez que o movimento n\u00e3o foi do objeto e sim da mesa; n\u00e3o podemos negar que os fatos possuem sua import\u00e2ncia, pois se n\u00e3o houvessem nos avisado que estava acontecendo algo, algum movimento, n\u00e3o ter\u00edamos chegado ao verdadeiro conhecimento do acontecido.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por si mesmo eles [os fatos] n\u00e3o nos d\u00e3o a realidade, ao contr\u00e1rio, ocultam-na, isto \u00e9, nos prop\u00f5em o problema da realidade. Se n\u00e3o houvesse fatos n\u00e3o haveria problemas, n\u00e3o haveria enigma, n\u00e3o haveria nada oculto que fosse preciso des-ocultar, des-cobrir (&#8230;) al\u00e9theia (GASSET, 1989, p. 25-26).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, n\u00e3o podemos nos prender aos fatos, eles nos impulsionam na procura do conhecimento, mas \u00e9 preciso de outro momento para que encontremos o verdadeiro conhecimento, a verdade:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo esse princ\u00edpio, nenhuma afirma\u00e7\u00e3o sobre fen\u00f4menos naturais, que se pretenda cient\u00edfica, pode prescindir da verifica\u00e7\u00e3o de sua legitimidade atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno em determinadas circunst\u00e2ncias. (PESSANHA, 1987, p. IX),<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">ou seja, devemos \u201cexperimentar\u201d a realidade, reproduzi-la, criando assim uma forma \u00a0de demostrar a realidade atrav\u00e9s de experimentos. Desta forma temos um novo m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o: o chamado m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica criado por Galileu.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esse m\u00e9todo cient\u00edfico tamb\u00e9m pode ser chamado de hipot\u00e9tico-dedutivo, por se tratar de observar a realidade e experiment\u00e1-la, ou nas palavras do nosso fil\u00f3sofo, \u201csensatas experi\u00eancias\u201d e \u201cdemonstra\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias\u201d. Por \u201cexperi\u00eancias sensatas\u201d definimos como sendo \u201cexperi\u00eancias efetuadas mediante nossos sentidos, isto \u00e9, as observa\u00e7\u00f5es, especialmente as feitas pelos nossos olhos\u201d (REALE; ANTISERI, 2004, p. 217), livres de todo tipo de preconceito; por \u201cdemonstra\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias\u201d entendemos que sejam as \u201cargumenta\u00e7\u00f5es nas quais, partindo-se de uma hip\u00f3tese (&#8230;) se deduzem rigorosamente as consequ\u00eancias (&#8230;) que depois deveriam se dar na realidade\u201d (REALE; ANTISERI, 2004, p. 217), ou seja, criar, seja mentalmente, seja atrav\u00e9s de aparelhos, o acontecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com a cria\u00e7\u00e3o deste m\u00e9todo Galileu parece romper com o pensamento Aristot\u00e9lico, pois enquanto este afirmava que atrav\u00e9s de m\u00e9todos de averigua\u00e7\u00e3o de um argumento verdadeiro, poder\u00edamos chegar \u00e0 verdade, o conhecimento por completo da coisa. Para ilustrarmos melhor observemos o cl\u00e1ssico silogismo: \u201cTodo homem \u00e9 mortal e, uma vez que S\u00f3crates \u00e9 homem, ele ser\u00e1, portanto, mortal\u201d. Observemos que o silogismo apresentado parte do universal (todo homem \u00e9 mortal) para um particular (S\u00f3crates \u00e9 mortal) e, por assim ser \u00e9 chamado de racioc\u00ednio dedutivo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para Arist\u00f3teles o silogismo \u00e9 a pr\u00f3pria ess\u00eancia do racioc\u00ednio e ele o divide em duas classes: o silogismo e silogismo cient\u00edfico. Esse \u00faltimo, ao contr\u00e1rio do primeiro, que para ser verdadeiro basta que sua infer\u00eancia seja correta, necessita que tamb\u00e9m as premissas sejam verdadeiras. \u201cAl\u00e9m disso, devem ser \u2018primeiras\u2019, ou seja, n\u00e3o tendo necessidade por seu turno, de ulteriores demonstra\u00e7\u00f5es, mais conhecidas e anteriores, isto \u00e9, devem ser, por si mesmas, intelig\u00edveis&#8230;\u201d (REALE, 1990, P. 216), ou seja, elas devem ser conhecidas por si, sem precisar de outro silogismo para demonstr\u00e1-las. Mas como isso \u00e9 poss\u00edvel, como podemos saber que as premissas s\u00e3o verdadeiras? Arist\u00f3teles nos apresenta que elas podem assim serem consideradas por indu\u00e7\u00e3o<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftn2\"><sup><\/sup><sup>[2]<\/sup><\/a> ou por intui\u00e7\u00e3o<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftn3\"><sup><\/sup><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Galileu, por\u00e9m, afirma que \u00e9 necess\u00e1ria a experi\u00eancia, como ele pr\u00f3prio diz \u00e0 Fort\u00fanio Liceti: \u201cEntre as maneiras seguras para alcan\u00e7ar a verdade est\u00e1 o antepor a experi\u00eancia a qualquer discurso (&#8230;) [uma vez que] n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que uma sensata experi\u00eancia seja contr\u00e1ria ao verdadeiro\u201d (GALILEI, 2004, p. 225), mas isso n\u00e3o o faz ir contra o pensamento de Arist\u00f3teles totalmente, uma vez que seu racioc\u00ednio \u00e9 chamado de hipot\u00e9tico-dedutivo, ou seja, se mostra fiel ao racioc\u00ednio dedutivo, mas apresenta que esse racioc\u00ednio n\u00e3o basta para alcan\u00e7armos a verdade \u00e9 preciso averiguar se esse racioc\u00ednio pode ser considerado verdadeiro. Galileu parece apresentar isso, mesmo que de forma ir\u00f3nica na carta citada logo acima, pois,<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">se Arist\u00f3teles voltasse ao mundo, ele me receberia entre seus seguidores, por causa de minhas poucas contradi\u00e7\u00f5es (&#8230;) e quando Arist\u00f3teles visse as novidades descobertas atualmente no c\u00e9u, que ele afirmou ser inalter\u00e1vel e imut\u00e1vel, porque nenhuma altera\u00e7\u00e3o fora at\u00e9 ent\u00e3o vista, indubitavelmente, mudaria de opini\u00e3o, ele diria agora o contr\u00e1rio; pois bem se deduz que, enquanto nos diz que o c\u00e9u \u00e9 inalter\u00e1vel, \u00e9 porque n\u00e3o fora vista altera\u00e7\u00e3o, mas agora diria que \u00e9 alter\u00e1vel, porque a\u00ed se percebe altera\u00e7\u00f5es (GALILEI, 2OO4, p. 226).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Fazendo uma pequena compara\u00e7\u00e3o entre Arist\u00f3teles e Galileu, utilizando o silogismo j\u00e1 apresentado, a saber: \u201cTodo homem \u00e9 mortal e, uma vez que S\u00f3crates \u00e9 homem, ele ser\u00e1, portanto, mortal\u201d, poder\u00edamos observar que enquanto para Arist\u00f3teles este silogismo \u00e9 verdadeiro por si, Galileu diria que \u00e9 preciso S\u00f3crates morrer, ou ainda mais, que todos os homens morressem para comprovar que o racioc\u00ednio \u00e9 verdadeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Foi, portanto com esse m\u00e9todo novo, ou ent\u00e3o, aperfei\u00e7oado que o nosso fil\u00f3sofo torna poss\u00edvel toda a ci\u00eancia moderna principalmente no que diz respeito as que chamamos de ci\u00eancia natural.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3 A possibilidade de uma nova ci\u00eancia e o extremismo do m\u00e9todo cient\u00edfico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Toda a f\u00edsica moderna e a matem\u00e1tica que hoje conhecemos s\u00f3 foi poss\u00edvel depois que Galileu pensou e colocou em pratica aquilo que n\u00f3s chamamos de m\u00e9todo cient\u00edfico. Como podemos ver, nossa sociedade est\u00e1 marcada pela experimenta\u00e7\u00e3o aos moldes daquilo que disse o nosso fil\u00f3sofo e, para que isso seja comprovado observemos a necessidade de demonstrar a tudo que dizemos, fazemos ou pensamos para dar veracidade aos nossos argumentos. Mas nos atentemos de modo especial \u00e0 f\u00edsica moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao que hoje chamamos de f\u00edsica moderna<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftn4\"><sup><\/sup><sup>[4]<\/sup><\/a>, Galileu a chamava de \u201cci\u00eancia nova e encontrada por mim desde seus primeiros princ\u00edpios\u201d (GALILEI, 2004, p.227), e sem d\u00favidas ela s\u00f3 se tornou poss\u00edvel ap\u00f3s ele. Um grande exemplo disso \u00e9 a c\u00e9lebre <em>experi\u00eancia<\/em> na qual ele mostra que independente do peso de um objeto, a velocidade que atinge o ch\u00e3o \u00e9 a mesma, isto levando em considera\u00e7\u00e3o o v\u00e1cuo, e tantos outros experimentos realizados por ele.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por\u00e9m, este m\u00e9todo elevado a um dogma e como \u00fanica forma poss\u00edvel de se fazer ci\u00eancia traz grandes problemas como nos alerta Aaron Ridley:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">As ciladas s\u00f3 come\u00e7aram a tornar-se mais estritas quando o pr\u00f3prio modelo \u00e9 interpretado mais rigorosamente \u2013 de modo espec\u00edfico, quando \u00e9 considerado uma injun\u00e7\u00e3o para excluir n\u00e3o meramente o irrelevante, seja l\u00e1 o que isso possa ser, mas para excluir justamente os fatores que a ci\u00eancia natural exclui. (RIDLEY, 2008, p. 14).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O escritor apresenta esta quest\u00e3o tendo em vista que um dos requisitos para o verdadeiro funcionamento do m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e9, exatamente, excluir toda e qualquer subjetividade. Por\u00e9m para algumas ci\u00eancias modernas \u00e9 exatamente a subjetividade o principal objeto de estudo<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftn5\"><sup><\/sup><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas \u00e9 preciso levar em conta que o problema n\u00e3o se encontra no m\u00e9todo cient\u00edfico, mas sim no fato de o levarmos ao extremo, afirmando e dogmatizando que o verdadeiro conhecimento vem somente atrav\u00e9s dele. Nada pode resolver tudo, pois se assim fosse, n\u00e3o ter\u00edamos que nos preocupar com mais nada, uma vez que tudo j\u00e1 estaria resolvido e conhecido tal qual o \u00e9. Cabe \u00e0 ci\u00eancia natural a utiliza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo cient\u00edfico assim como outros m\u00e9todos foram inventados para o estudo e a investiga\u00e7\u00e3o em outras \u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>4 Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nossa sociedade deve muito a Galileu Galilei, principalmente no que diz respeito \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da f\u00edsica e toda a ci\u00eancia natural, pois, sem o m\u00e9todo cient\u00edfico seria imposs\u00edvel o surgimento da f\u00edsica moderna, enfim de toda sociedade moderna e contempor\u00e2nea que se apoia na experimenta\u00e7\u00e3o para comprovar e dar validade de seus argumentos. Porem, n\u00f3s n\u00e3o podemos universalizar o m\u00e9todo cient\u00edfico, o m\u00e9todo das \u201csensatas experi\u00eancias\u201d e \u201cdemonstra\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias\u201d, como sendo a \u00fanica forma de comprova\u00e7\u00e3o e de conhecimento verdadeiro, pois cada ci\u00eancia tem seu plano, seu caminho para encontrar os resultados esperados e procurados por ela. O m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e9 um grande avan\u00e7o e um dos mais importantes m\u00e9todos da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, entretanto n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">GALILEI, Galileu. Carta a Belis\u00e1rio Vinto. In: ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia:<\/em> do Humanismo a Descartes. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2004. p. 226-227. v. 3 T\u00edtulo Original: <em>Storia dela Filosofia \u2013 Volume II: Dall\u2019Umanesismo a Kant<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">______. Carta a Fort\u00fanio Liceti. In: ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia:<\/em> do Humanismo a Descartes. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2004. p. 225-226. v. 3 T\u00edtulo Original: <em>Storia dela Filosofia \u2013 Volume II: Dall\u2019Umanesismo a Kant<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">GASSET, Jose Ortega y. <em>Em torno A Galileu.<\/em> Petr\u00f3polis: Vozes, 1989. 191p. T\u00edtulo original: <em>En torno a Galileo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">PESSANHA, Jos\u00e9 Am\u00e9rico Motta. <em>Galileu:<\/em> vida e obra. In GALILEI, Galileu. <em>O ensaiador. <\/em>S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1987. p. VI-X. (Os pensadores).<strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia:<\/em> do Humanismo a Descartes. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2004. 321 p. v. 3. T\u00edtulo Original: <em>Storia dela Filosofia \u2013 Volume II: Dall\u2019Umanesismo a Kant.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia:<\/em> antiguidade e Idade M\u00e9dia. 3 ed. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1990. 683 p.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">RIDLEY, Aaron. <em>A filosofia da m\u00fasica: <\/em>tema e varia\u00e7\u00f5es. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Loyola, 2008.260p. T\u00edtulo Original: <em>The philosophy of music \u2013 Theme and variations<\/em>.<\/p>\n<div><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> Sempre que nos referirmos \u00e0 verdade estamos nos referindo a verdade no sentido grego, ou seja, como descobrimento, como desvelamento da realidade.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftnref2\">[2]<\/a> Forma de conhecimento apresentada por Arist\u00f3teles como abstrativa e que parte do particular.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftnref3\">[3]<\/a> \u00c9 a capita\u00e7\u00e3o pura dos princ\u00edpios primeiros mediante o intelecto.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftnref4\">[4]<\/a> Tamb\u00e9m conhecida como f\u00edsica newtoniana, j\u00e1 que o grande expoente da f\u00edsica moderna foi Issac Newton, que al\u00e9m de tudo experimentava, o que mostra a import\u00e2ncia do m\u00e9todo cient\u00edfico de Galileu Galilei para a F\u00edsica moderna.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Galileu,%20Daniel.docx#_ftnref5\">[5]<\/a> Como por exemplo, a recente filosofia da m\u00fasica apresentada por Ridley.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"-chrome-auto-translate-plugin-dialog\" style=\"opacity:1!important;background-image:initial!important;background-attachment:initial!important;background-origin:initial!important;background-clip:initial!important;background-color:transparent!important;position:absolute!important;top:0;left:0;overflow-x:visible!important;overflow-y:visible!important;z-index:999999!important;text-align:left!important;display:none;background-position:initial initial!important;background-repeat:initial initial!important;padding:0!important;margin:0!important;\">\n<div style=\"max-width:300px!important;color:#121212!important;opacity:1!important;border:1px solid #363636!important;-webkit-border-radius:10px!important;background-color:#ffffff!important;font-size:16px!important;padding:8px!important;overflow:visible!important;background-image:-webkit-gradient(linear,left top,right bottom,color-stop(0%,#FFF),color-stop(50%,#EEE),color-stop(100%,#FFF));z-index:999999!important;text-align:left!important;\"><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"position:absolute!important;z-index:-1!important;right:1px!important;top:-20px!important;cursor:pointer!important;-webkit-border-radius:20px;background-color:rgba(200,200,200,0.3)!important;padding:3px 5px 0!important;margin:0!important;\" src=\"http:\/\/www.google.com\/uds\/css\/small-logo.png\" alt=\"\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniel Fernandes Moreira 1 Introdu\u00e7\u00e3o Pelo pr\u00f3prio nome dado ao ser humano, homo sapiens, percebemos uma inclina\u00e7\u00e3o para um conhecimento verdadeiro[1], para uma sabedoria. 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