{"id":2174,"date":"2012-04-14T18:30:58","date_gmt":"2012-04-14T21:30:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2174"},"modified":"2012-04-14T18:30:58","modified_gmt":"2012-04-14T21:30:58","slug":"discussao-sobre-o-termo-politica-em-maquiavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2174","title":{"rendered":"Discuss\u00e3o sobre o termo pol\u00edtica em Maquiavel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Fabiano Alves de Assis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O presente artigo visa investigar o novo sentido que a tese de Maquiavel<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Maquiavel,%20Fabiano.docx#_ftn1\"><sup><\/sup><sup>[1]<\/sup><\/a> veio dar \u00e0 pol\u00edtica moderna. De modo anal\u00edtico e cr\u00edtico, vamos desenvolver nosso trabalho com a inten\u00e7\u00e3o de apontar as novidades trazidas por Maquiavel para o campo das ci\u00eancias pol\u00edticas e tra\u00e7ar um breve paralelo entre o que Maquiavel pensou e o que \u00e9 feito da pol\u00edtica atual. De modo sucinto, e passando brevemente pela pol\u00edtica grega, mais especificamente em Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles, desenvolveremos o tema da ci\u00eancia pol\u00edtica surgida a partir de Maquiavel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Da antiguidade \u00e0 modernidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Desde Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles, constata-se que a pol\u00edtica se dava na polis, girando em torno do bem comum. Para ser pol\u00edtico, a pessoa deveria ser bem dotada, virtuosa e instru\u00edda. Dizia-se tamb\u00e9m que para ser pol\u00edtico dever-se-ia ter certo grau de instru\u00e7\u00e3o de modo que a pessoa mais apta para governar seria o fil\u00f3sofo, surgindo a ideia do rei-fil\u00f3sofo. Podemos perceber em Plat\u00e3o que o bem coletivo, ou seja, a manuten\u00e7\u00e3o do Estado deve ser buscada pelos homens: \u201cPlat\u00e3o acha-a (justifica\u00e7\u00e3o da sociedade e do estado) na pr\u00f3pria natureza humana, porquanto cada homem precisa do aux\u00edlio material e moral dos outros\u201d (PADOVANI; CASTAGNOLA, 1961, p.68).\u00a0 E com Arist\u00f3teles, a \u00f3tica plat\u00f4nica de coletividade \u00e9 retomada. Para ele, a pol\u00edtica vem a ser uma \u201cdoutrina moral social\u201d (PADOVANI; CASTAGNOLA, 1961, p. 81).\u00a0\u00a0 \u201cA pol\u00edtica, contudo, \u00e9 distinta da moral, porquanto esta tem como objeto o indiv\u00edduo, aquela a coletividade. A \u00e9tica \u00e9 a doutrina moral individual, a pol\u00edtica \u00e9 a doutrina moral social.\u201d (PADOVANI; CASTAGNOLA, 1961, p. 81).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00a0J\u00e1 a partir de Maquiavel, h\u00e1 uma mudan\u00e7a de perspectiva para a pol\u00edtica, ela ser\u00e1 vista por outro \u00e2ngulo, deslocada para um novo campo reflexivo. O fil\u00f3sofo italiano nos ensina que outros modos de se fazer pol\u00edtica s\u00e3o poss\u00edveis e at\u00e9 mais rentosos para aquele que a esta atividade se dedica.\u00a0 Transfere-se o foco da pol\u00edtica do bem comum, ou da arte de governar para outro plano de reflex\u00e3o, mostrando-nos como os pol\u00edticos-governantes devem se comportar, a partir dos ideais que Maquiavel pensa para o pr\u00edncipe que deveria surgir em seu tempo e assumir o poder.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Maquiavel inovou o modo de fazer pol\u00edtica, mostrando que h\u00e1 uma disparidade no que a filosofia antiga falava sobre o tema e sobre o que de fato era o sistema com sua ci\u00eancia pol\u00edtica, mudando o paradigma iniciada na polis grega. A obra <em>O pr\u00edncipe<\/em>, nos deixa claro que o desejo do fil\u00f3sofo n\u00e3o \u00e9 o de fazer especula\u00e7\u00f5es sobre pol\u00edtica, mas sim criar um guia pr\u00e1tico, que a partir do empirismo ensina que, se preciso, o governante deve transgredir a moral para se manter no poder. Na verdade, ele firma um tratado sobre o modo de fazer pol\u00edtica. A democracia grega em sua matriz n\u00e3o ensina que pol\u00edtica deve ser feita a partir demagogia. Ensina que pol\u00edtica \u00e9 a arte de governar a polis \u2013 termo utilizado para designar a cidade grega, como vemos em Arist\u00f3teles e Plat\u00e3o. Maquiavel faz uma an\u00e1lise do que deu certo e dos modelos que n\u00e3o deram certos. Grande conhecedor de como funciona a psicologia humana no \u00e2mbito da pol\u00edtica, ego\u00edsta e ambiciosa, faz uma leitura realista do homem. Evidenciando que os fins justificam os meios surgindo assim o conceito \u201cmaquiav\u00e9lico\u201d. Maquiavel fala que se o povo est\u00e1 rebelde, cabe ao governante fazer alguns atos de crueldade para que o povo veja quem \u00e9 o governante, mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser cruel demais. \u201cO pr\u00edncipe deve saber servir-se da natureza do animal, deve entre eles tirar as qualidades da raposa (estrat\u00e9gia e esperteza) e do le\u00e3o (for\u00e7a, dom\u00ednio, coragem)\u201d. (MAQUIAVEL, 1983, p.73).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A partir da realidade em que vivia e experenciava, Maquiavel trabalha uma problem\u00e1tica: questiona como \u00e9 poss\u00edvel constituir um Estado.\u00a0 N\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o os valores transcendentais, tais como os valores \u00e9ticos, religiosos e espirituais trazendo a discuss\u00e3o para um campo pr\u00f3prio de discuss\u00e3o, criando seus pr\u00f3prio m\u00e9todos. Na verdade, Maquiavel n\u00e3o nega esses valores, mas sim afirma que esses valores devem ser subordinados ao estado. Ou contribuem para o bem do estado, ou ser\u00e3o subordinados a ele.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O fim \u00faltimo \u00e9 o estado, a que tudo deve ser subordinado, tanto os indiv\u00edduos como todos os valores, at\u00e9 os morais e religiosos. Indiv\u00edduos e valores devem servir unicamente como instrumentos de governo, e podem ser aniquilados pelo estado. (PADOVANI; CASTAGNOLA, 1961, p. 218).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 por isso que podemos observar que se necess\u00e1rio, o pr\u00edncipe poder\u00e1 transgredir a moral em favor de se manter no poder. Maquiavel v\u00ea no homem sua faceta pessimista: a partir da observa\u00e7\u00e3o do homem como ser ego\u00edsta e ambicioso. Desta forma, Maquiavel tra\u00e7a sua ci\u00eancia pol\u00edtica de forma utilitarista. E \u00e9 desta ci\u00eancia pol\u00edtica e percep\u00e7\u00e3o de Maquiavel que surge o dito popular \u201cos fins justificam os meios\u201d, pois segundo ele, se o fato de o pr\u00edncipe ter certas atitudes que pode vir a constranger o povo, se for em raz\u00e3o de manter um governo, se torna justific\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, dizer que a ci\u00eancia pol\u00edtica de Maquiavel \u00e9 imoral, se levado em considera\u00e7\u00e3o que a moral pode ser transgredida em raz\u00e3o do poder, torna-se ver\u00eddico. Mas mostra fielmente o proceder do homem em rela\u00e7\u00e3o ao poder.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O estado \u00e9 \u00e9tico, possui suas normas e conven\u00e7\u00f5es. E \u00e0 natureza do homem, a constitui\u00e7\u00e3o de um estado \u00e9 indispens\u00e1vel. E \u00e9 a partir da eticidade do Estado e da natureza racional do homem que se compreende a compara\u00e7\u00e3o deste com o le\u00e3o e com a raposa, ou seja, unir for\u00e7a com esperteza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>A pol\u00edtica nos dias de hoje<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Comparando o sistema pol\u00edtico maquiav\u00e9lico com a realidade hodierna, vemos que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudou muito. Muitos se assustam ao entrar em contato com o \u201cmaquiavelismo\u201d expresso na obra <em>O pr\u00edncipe<\/em>, mas o modo de governar hoje, a ast\u00facia dos candidatos e governantes, o jogo pol\u00edtico, as alian\u00e7as, o modo que o povo \u00e9 tratado, tudo isso parece ser uma implementa\u00e7\u00e3o do que pensou Maquiavel h\u00e1 s\u00e9culos atr\u00e1s. Fica evidente tal situa\u00e7\u00e3o nas conven\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias prom\u00edscuas nos per\u00edodos eleitorais e nos casos de corrup\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio do governo. Os ditadores Saddam Hussein no Iraque, Kadafi na L\u00edbia e Kim Jon-um, filho do ex-ditador norte coreano Kim Jong-il, s\u00e3o exemplos atuais de dom\u00ednio do poder tal como Maquiavel j\u00e1 observava na renascen\u00e7a. Tamb\u00e9m observamos o empenho para se manter no poder, sobretudo econ\u00f4mico, com a pol\u00edtica externa dos Estados Unidos. Observamos tamb\u00e9m a aplicabilidade nas pol\u00edticas externas e internas dos pa\u00edses: Venezuela com o presidente Hugo Chaves, Bol\u00edvia com o presidente Evo Morales, Cuba com o presidente Ra\u00fal Castro.\u00a0 Com isso, v\u00ea-se que o pensamento de Maquiavel \u00e9 v\u00e1lido e de fato ele fez uma \u201cfotografia\u201d de para onde caminhava a pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Maquiavel pode ser \u00e0s vezes criticado por sua ci\u00eancia politica, devido ao modo como exp\u00f5e os meios de que se deva valer os seres humanos para se manterem no poder e as maneiras para se adquirirem s\u00faditos. Mas ele \u00e9 realista ao tratar da ambi\u00e7\u00e3o e do ego\u00edsmo humano no tocante ao poder. Sua obra, quer agrade ou quer desagrade, tem seu m\u00e9rito por ser fruto de uma pesquisa, de um trabalho intenso e que revolucionou uma corrente de pensamento:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Resta examinar agora como deve um pr\u00edncipe comportar-se com os seus s\u00faditos e seus amigos. Como sei que muita gente j\u00e1 escreveu a respeito desta mat\u00e9ria, duvido que n\u00e3o seja considerado presun\u00e7oso proponho-me examin\u00e1-la tamb\u00e9m, tanto mais quanto, ao tratar deste assunto, n\u00e3o me afastarei grandemente dos princ\u00edpios estabelecidos pelos outros. Todavia, como \u00e9 meu intento escrever coisa \u00fatil para os que se interessarem, pareceu-me mais conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se possa imaginar. (MAQUIAVEL, 1983, p. 62).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A obra de Maquiavel vem a lume, em um momento em que as na\u00e7\u00f5es se organizavam politicamente. As pot\u00eancias europeias deixavam o sistema feudal e adotava o absolutismo, formando e constituindo os estados nacionais e centrando-os na pessoa do rei. \u201cO regime pol\u00edtico mais caracter\u00edstico da Idade Moderna foi a monarquia absoluta.<strong> <\/strong>Nele, os monarcas n\u00e3o tinham limites para o seu poder\u201d( RAMOS, s.d, p. 14). Sobretudo pela forma como eram governadas as na\u00e7\u00f5es que se constitu\u00edam centradas nesta perspectiva do reinado \u201cA frase atribu\u00edda a ele (Luis XIV), \u2018L\u2019 \u00c9tat c\u2019 est moi\u2019 (\u2018 o Estado sou eu\u2019)\u201d (RAMOS, s. d, p. ). Seu pensamento \u00e9 v\u00e1lido e muito eficaz para aquele momento. \u00c9 muito mais f\u00e1cil fazer o percurso pelo qual trilhou Maquiavel \u201cProcurar a verdade pelo efeito das coisas\u201d (MAQUIAVEL, 1983, p. 62), do que um esclarecimento de \u00e2mbito racional de \u201cmaquiar\u201d a realidade, o que consideramos ser uma perda para a humanidade. Discutir se o modo maquiav\u00e9lico de se fazer\u00a0 pol\u00edtica \u00e9 moral ou amoral n\u00e3o vem ao caso neste momento. Para o campo cient\u00edfico de investiga\u00e7\u00e3o e pesquisa do pensamento, vemos que sua teoria foi completamente nova, em vista do que j\u00e1 se havia pensado e produzido sobre o tema abordado na obra e neste artigo. E se sua teoria pode ser vista aplicada ainda hoje, \u00e9 sinal que o ser humano n\u00e3o deixou de ser ego\u00edsta e ambicioso. \u00c9 ainda mais um indicativo que sendo valorado pela atual sociedade ou n\u00e3o, seu m\u00e9todo traz algo de particular e eficaz, em raz\u00e3o de se v\u00ea-lo sendo utilizado ainda hoje. \u201cMaquiavel retratou a pol\u00edtica tal qual era e n\u00e3o como deveria ser. Foi o primeiro cientista pol\u00edtico da hist\u00f3ria e escritor que melhor descreveu a sua \u00e9poca.\u201d ( RAMOS, s.d, p. 28).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">MAQUIAVEL, Nicolau. <em>O Pr\u00edncipe: <\/em>Escritos Pol\u00edticos. Tradu\u00e7\u00e3o L\u00edvio Xavier. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1983.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">PADOVANI, H.; CASTAGNOLA, L. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia. <\/em>4. ed. S\u00e3o Paulo: Melhoramentos, 1961.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">RAMOS, Luciano. <em>Hist\u00f3ria Moderna e Contempor\u00e2nea. <\/em>S\u00e3o Paulo: Companhia editora nacional, s.d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">REALE, G.; ANTISERI, D. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia\u00a0<\/em>3: do humanismo a Descartes. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">______. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia\u00a0<\/em>4: de Spinoza a Kant. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2005.<\/p>\n<div><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Maquiavel,%20Fabiano.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> \u201c<em>Nicolau Machiavelli <\/em>nasceu em Floren\u00e7a em 1469. Foi secret\u00e1rio e historiador da rep\u00fablica florentina. Destitu\u00eddo e exilado, voltou ainda \u00e0 p\u00e1tria, chamado pelos amigos. Faleceu em 1527, obscuro e abandonado. Entre seus escritos t\u00eam particular interesse filos\u00f3fico <em>Il Pr\u00edncipe<\/em> e os <em>Discorsi sopra la prima deca di Tito Livio<\/em>.\u201d (PADOVANI, H; CASTAGNOLA, L. 1961, p. 218).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"-chrome-auto-translate-plugin-dialog\" style=\"opacity:1!important;background-image:initial!important;background-attachment:initial!important;background-origin:initial!important;background-clip:initial!important;background-color:transparent!important;position:absolute!important;top:0;left:0;overflow-x:visible!important;overflow-y:visible!important;z-index:999999!important;text-align:left!important;display:none;background-position:initial initial!important;background-repeat:initial initial!important;padding:0!important;margin:0!important;\">undefined<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabiano Alves de Assis O presente artigo visa investigar o novo sentido que a tese de Maquiavel[1] veio dar \u00e0 pol\u00edtica moderna. 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