{"id":2231,"date":"2012-06-12T21:53:16","date_gmt":"2012-06-13T00:53:16","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2231"},"modified":"2012-06-12T21:53:16","modified_gmt":"2012-06-13T00:53:16","slug":"justica-versus-retorica-na-filosofia-platonica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2231","title":{"rendered":"Justi\u00e7a versus ret\u00f3rica na filosofia plat\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Irineu Altair da Silva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os fil\u00f3sofos cl\u00e1ssicos sempre criticaram os sofistas pela forma como estes usavam a ret\u00f3rica: em benef\u00edcio pr\u00f3prio e consideram-se detentores da verdade. No livro <em>G\u00f3rgias<\/em>, Plat\u00e3o critica o posicionamento dos sofistas afirmando que a ret\u00f3rica, como eles a utilizavam, n\u00e3o poderia ser considerada uma ci\u00eancia, t\u00e3o pouco se utilizar da justi\u00e7a.\u00a0 Da\u00ed podem surgir alguns questionamentos: o que \u00e9 a justi\u00e7a para os fil\u00f3sofos cl\u00e1ssicos? Qual a relev\u00e2ncia da justi\u00e7a na argumenta\u00e7\u00e3o de Plat\u00e3o? O que \u00e9 a ret\u00f3rica? Qual o papel da filosofia para os sofistas? Para se entender melhor e responder a estas perguntas, faz-se necess\u00e1ria uma an\u00e1lise do conceito de justi\u00e7a para Plat\u00e3o e para os sofistas para assim se entender se h\u00e1 pertin\u00eancia em seus relatos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esta pesquisa analisa a formula\u00e7\u00e3o das argumenta\u00e7\u00f5es na ret\u00f3rica, n\u00e3o apenas quanto \u00e0 sua pertin\u00eancia, mas tamb\u00e9m quanto \u00e0s suas fundamenta\u00e7\u00f5es na raz\u00e3o e nos princ\u00edpios \u00e9ticos e justos, deixando de lado apenas as nossas pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es. Tem por objetivo analisar o conceito que Plat\u00e3o tem de justi\u00e7a, o qual se contrap\u00f5e \u00e0 persuas\u00e3o na ret\u00f3rica sofista. A persuas\u00e3o n\u00e3o pode ser fundamentada somente em cren\u00e7as, mas deve ser formulada baseando-se na justi\u00e7a e visando sempre o bem comum.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2 Conceitua\u00e7\u00e3o e contextualiza\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a entre os fil\u00f3sofos cl\u00e1ssicos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2.1 Dos pr\u00e9-socr\u00e1ticos a Plat\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Plat\u00e3o, no livro <em>G\u00f3rgias<\/em>, configura, entre outras, a problem\u00e1tica da justi\u00e7a para criticar a posi\u00e7\u00e3o dos sofistas no uso da ret\u00f3rica, os quais a entendiam como a arte de persuadir as pessoas. \u201cEntendo que a persuas\u00e3o em causa \u00e9 a que se realiza nos tribunais e em outras assembleias e que seu objecto \u00e9 o justo e o injusto\u201d. (PLAT\u00c3O, 1973, p.42).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas para falarmos sobre a justi\u00e7a \u00e9 necess\u00e1rio primeiro uma contextualiza\u00e7\u00e3o e uma conceitua\u00e7\u00e3o da palavra. Segundo Nicola Abbagnano, a justi\u00e7a pode ser entendida no geral como \u201ca ordem das rela\u00e7\u00f5es humanas o da conduta de quem se ajusta a essa ordem.\u201d (ABBAGNANO, 2007, p.604). Os primeiros fil\u00f3sofos naturalistas tinham uma concep\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a advinda da natureza. Segundo Lopes Junior:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A natureza seria a aplica\u00e7\u00e3o de uma medida de justi\u00e7a, de reparti\u00e7\u00e3o, de castigo pelo juiz, o tempo. A ideia que se constitui foi as de que as coisas da natureza se encontram submetidas a uma ordem de justi\u00e7a imanente, [&#8230;] uma justifica\u00e7\u00e3o da natureza do mundo. O mundo para esses fil\u00f3sofos do s\u00e9culo V se revela como <em>kosmos <\/em>\u2013 que em sua acep\u00e7\u00e3o significa ordem, harmonia e beleza \u2013 para dizer que havia uma natureza justa das coisas. (LOPES JUNIOR, 2006, p. 80).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esta forma de ordenamento c\u00f3smica do mundo mantinha uma rela\u00e7\u00e3o com a organiza\u00e7\u00e3o social do Estado jur\u00eddico que se dava em <em>p\u00f3lis<\/em>. Como a <em>p\u00f3lis<\/em> era constitu\u00edda de uma base predominantemente aristocr\u00e1tica, o conceito de justi\u00e7a era tamb\u00e9m elaborado segundo os interesses dos nobres.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O conceito de justi\u00e7a passou por v\u00e1rias etapas intermedi\u00e1rias at\u00e9 chegar \u00e0 ideia de igualdade e democracia. Assim, \u201co homem justo, no sentido concreto que ganhou no pensamento grego, seria aquele que obedece \u00e0 lei e guia suas a\u00e7\u00f5es de acordo com a orienta\u00e7\u00e3o dela.\u201d (LOPES JUNIOR, 2006, p. 81-82). E ainda: \u201ca justi\u00e7a enquanto excel\u00eancia moral diz respeito \u00e0quele que traduz em seu comportamento o ordenamento da cidade. O justo \u00e9 aquilo que a lei determina.\u201d (LOPES JUNIOR, 2006, p. 81-82).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2.2 A justi\u00e7a em Plat\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esta nova forma de conceitua\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a, baseada na igualdade e que gera a democracia foi adotada mais tarde por Plat\u00e3o, que, assim como os j\u00f4nicos, acreditava em algo que estaria no in\u00edcio de tudo como uma forma pura do justo e do ideal. J\u00e1 os sofistas rejeitavam esta ideia afirmando que \u201ca natureza humana est\u00e1 exposta a acidentes e ambiguidades t\u00edpicas do discurso da vida em sociedade.\u201d (LOPES JUNIOR, 2006, p. 83).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3\u00a0 Justi\u00e7a plat\u00f4nica x\u00a0 ret\u00f3rica sofista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3.1 Perspectiva plat\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em sua obra, Plat\u00e3o sempre utilizou a forma de di\u00e1logo para expor suas ideias. Ao escrever <em>G\u00f3rgias,<\/em> ele se expressa em um di\u00e1logo entre os personagens S\u00f3crates, G\u00f3rgias e seus disc\u00edpulos para falar sobre a ret\u00f3rica. Para Plat\u00e3o, a forma como os sofistas usavam a ret\u00f3rica em seus discursos n\u00e3o se baseava na justi\u00e7a, mas sim em cren\u00e7as.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">[&#8230;] qual \u00e9 destes dois tipos de persuas\u00e3o aquele que \u00e9 produzido pela ret\u00f3rica e nas outras assembleias, relativamente ao justo e ao injusto? Ser\u00e1 aquele donde nasce a cren\u00e7a sem a ci\u00eancia ou o que produz a ci\u00eancia? \u00ad\u2013 \u00c9 evidente, S\u00f3crates que \u00e9 aquele donde nasce a cren\u00e7a. \u2013 Deste modo, o orador, nos tribunais e nas outras assembleias, n\u00e3o instrui sobreo justo e o injusto, limita-se a fazer que os outros creiam. (PLAT\u00c3O, 1973, p. 44-45).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para combater a ideia dos sofistas de que a ret\u00f3rica, como eles a usavam, era o melhor jeito de o homem propor respostas sobre questionamentos do modo de agir e se comportar, MacIntyre afirma:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A ret\u00f3rica de <em>G\u00f3rgias <\/em>\u00e9 um tipo de manipula\u00e7\u00e3o n\u00e3o-racional, seu uso torna os cidad\u00e3os piores. O ret\u00f3rico tem de apelar para a sua audi\u00eancia; tem de conseguir sua aprova\u00e7\u00e3o para o que quer. Assim os lisonjear\u00e1 e jogar\u00e1 com suas esperan\u00e7as e temores, de modo a fortalecer sua irracionalidade. (MACINTYRE, 1991, p. 82).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Silva aponta-nos que a sof\u00edstica objetiva inicialmente tornar p\u00fablicos os ensinamentos formando homens s\u00e1bios, poderosos, virtuosos e felizes. E ainda:<em> <\/em>\u201cos sofistas fundaram o primado da apar\u00eancia, erigindo, no lugar da problematizadora filosofia, a facilitadora ret\u00f3rica. As terr\u00edveis consequ\u00eancias deste procedimento podem ser percebidas no exerc\u00edcio da pol\u00edtica por meio das t\u00e9cnicas de domina\u00e7\u00e3o operadas pelos discursos.\u201d (SILVA, 2004, p.321).<em><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os sofistas anunciavam um saber entendido no \u00e2mbito da filosofia, mas que n\u00e3o poderia ser considerado filos\u00f3fico. O que poderia ser considerado filos\u00f3fico era o embate acerca do ensino da arte pol\u00edtica. A ret\u00f3rica anuncia a figura do orador que luta para subjugar a massa de seus ouvintes, o que faz com que a \u00c1gora se torne n\u00e3o um lugar de discuss\u00e3o, mas um lugar de autoridade (SILVA, 2004, p.323).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para MacIntyre (1991, p.82), Plat\u00e3o considera que na vis\u00e3o de alguns sofistas a justi\u00e7a nada mais \u00e9 do que os fortes fazem dela e a ret\u00f3rica \u00e9 um tipo de manipula\u00e7\u00e3o n\u00e3o-racional e seu uso torna os cidad\u00e3os piores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3.2 Perspectiva dos sofistas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os sofistas se contrap\u00f5em \u00e0 ordem c\u00f3smica \u2013 sustentada por Plat\u00e3o e outros fil\u00f3sofos cl\u00e1ssicos da qual a justi\u00e7a \u00e9 uma express\u00e3o \u2013 afirmando que a natureza humana est\u00e1 exposta a acidentes e ambiguidades, e apresentam a ideia da justi\u00e7a como conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O pr\u00f3prio C\u00e1licles, no di\u00e1logo com S\u00f3crates no <em>G\u00f3rgias<\/em>, para tentar refutar a afirma\u00e7\u00e3o de que \u00e9 prefer\u00edvel sofrer injusti\u00e7a que comet\u00ea-la, afirma:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A pr\u00f3pria natureza, em minha opini\u00e3o, demonstra que \u00e9 justo que o melhor esteja acima do pior e o mais forte acima do mais fraco. Em muitos dom\u00ednios, n\u00e3o s\u00f3 entre os animais como entre as cidades e as ra\u00e7as dos homens, \u00e9 evidente que \u00e9 assim, que, na ordem da justi\u00e7a, o mais poderoso deve dominar sobre o mais fraco e gozar as vantagens de sua superioridade. (PLAT\u00c3O, 1973, p. 111).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tanto do ponto de vista plat\u00f4nico como do sofista, a justi\u00e7a tem sua concep\u00e7\u00e3o na natureza. Mas do ponto de vista plat\u00f4nico a natureza de cada coisa deve ser especificada de acordo com o bem na dire\u00e7\u00e3o do qual ela se move, de forma que sua natureza adequada requer refer\u00eancia \u00e0quele bem; j\u00e1 do ponto de vista dos sofistas, a natureza \u00e0 qual se refere \u00e9 como as coisas s\u00e3o independentemente e antes de toda avalia\u00e7\u00e3o. (MACINTYRE, 1991, p. 89).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>4 Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A discuss\u00e3o entre a forma de dialogar sugerida por Plat\u00e3o, baseada na justi\u00e7a que abrange a todos (o interesse comum a todos) e que se alcan\u00e7a no uso da filosofia e a posi\u00e7\u00e3o dos sofistas, os quais asseguram que a persuas\u00e3o exercida na ret\u00f3rica \u00e9 a forma mais correta de se alcan\u00e7ar os objetivos propostos, gera uma aporia que n\u00e3o traz um resultado definitivo, mas deixa muitas pistas para grandes reflex\u00f5es: a forma como a ret\u00f3rica tem sido exercida, tanto na \u00e9poca da filosofia cl\u00e1ssica como nos tempos atuais, tem sido embasada em conceitos de justi\u00e7a ou s\u00e3o elaboradas com o \u00fanico objetivo de fazer com que os outros creiam nos argumentos propostos?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os discursos que seduzem produzem uma esp\u00e9cie de deleite dizendo aquilo que se quer dizer de forma agrad\u00e1vel. Por isso n\u00e3o se pode condenar os sofistas pelo uso da ret\u00f3rica. O que se acentua \u00e9 que ela deve ser baseada em princ\u00edpios de justi\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>GOLDSCHMIDT, Victor. G\u00f3rgias, Primeiro Alcib\u00edades. In:______. <em>Di\u00e1logos de Plat\u00e3o<\/em>: estrutura e m\u00e9todo dial\u00e9tico. Tradu\u00e7\u00e3o Dion Davi Macedo. 5. ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2002, p. 287-304.<\/p>\n<p>JUSTI\u00c7A. In: ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicion\u00e1rio de Filosofia.<\/em> Tradu\u00e7\u00e3o Alfredo Bosi. 5. ed. rev. e atual. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 604.<\/p>\n<p>LOPES JUNIOR, Dalmir. O conceito de justi\u00e7a da Gr\u00e9cia cosmol\u00f3gica \u00e0 antropol\u00f3gica: Uma an\u00e1lise da concep\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a em Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles e a cr\u00edtica sof\u00edstica de Tras\u00edmaco, Prot\u00e1goras e C\u00e1licles. <em>Revista de direito do UNIFOA<\/em>,\u00a0 Volta Redonda, v. 1, p. 79-99, 2006.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.unifoa. edu.br\/revistadodireito\/106.pdf&gt;. Acesso em: 26 abr. 2012.<\/p>\n<p>MACINTYRE, Alasdair. <em>Justi\u00e7a de quem? Qual racionalidade? <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o Marcelo Pimenta Marques. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1991.<\/p>\n<p>PLAT\u00c3O. G\u00f3rgias. In:______. <em>G\u00f3rgias, O banquete, Fedro<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o Manoel O. Pulquerio, Maria Teresa S. Azevedo e Jos\u00e9 R. Ferreira. Lisboa \/ S\u00e3o Paulo: Verbo, 1973. p.17-192 <strong><\/strong><\/p>\n<p>SILVA, Markus Figueira da. Sedu\u00e7\u00e3o e persuas\u00e3o: os \u201cdeliciosos\u201d perigos da sof\u00edstica. <em>Cad. Cedes. <\/em>Campinas, v.24, n.64, p.321-328, set.\/dez. 2004. Dispon\u00edvel em: &lt;www.scielo.br\/pdf\/ccede\/v24n64\/22833.pdf<strong>&gt;. <\/strong>Acesso em: 26 abr. 2012.<strong> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irineu Altair da Silva \u00a0 1 Introdu\u00e7\u00e3o Os fil\u00f3sofos cl\u00e1ssicos sempre criticaram os sofistas pela forma como estes usavam a ret\u00f3rica: em benef\u00edcio pr\u00f3prio e consideram-se detentores da verdade. No livro G\u00f3rgias, Plat\u00e3o critica o posicionamento dos sofistas afirmando que a ret\u00f3rica, como eles a utilizavam, n\u00e3o poderia ser considerada uma ci\u00eancia, t\u00e3o pouco se &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[64,120],"tags":[362,428,538,459],"class_list":{"0":"entry","1":"post","2":"publish","3":"author-admin","4":"post-2231","6":"format-standard","7":"category-irineu-altair-da-silva","8":"category-platao","9":"post_tag-justica","10":"post_tag-persuasao","11":"post_tag-platao","12":"post_tag-retorica"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2231\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}