{"id":2267,"date":"2012-08-09T22:25:48","date_gmt":"2012-08-10T01:25:48","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2267"},"modified":"2012-08-09T22:25:48","modified_gmt":"2012-08-10T01:25:48","slug":"fe-e-razao-no-pensamento-de-blaise-pascal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2267","title":{"rendered":"F\u00e9 e raz\u00e3o no pensamento de Blaise Pascal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Victor Hugo Silva<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em>\u201cA f\u00e9 e a raz\u00e3o s\u00e3o como que as duas asas pelas quais o esp\u00edrito humano se eleva para a contempla\u00e7\u00e3o da verdade (&#8230;)\u201d <\/em>(Jo\u00e3o Paulo II).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O homem frequentemente foi visto de uma forma paradoxal, dual. Ora \u00e9 visto somente pelo vi\u00e9s da alma, ora pelo vi\u00e9s corporal. Dentro desta imagem \u2013 a dual &#8211; encontra-se, tamb\u00e9m, o homem no paradigma epistemol\u00f3gico, ou seja, ora ele se apura pelo empirismo, no qual a primazia encontra-se no objeto, ou constitui-se pelo racionalismo, tendo por vez a soberania do sujeito. Sinteticamente, podemos afirmar que o homem \u00e9 unidade substancial ou constitui-se separadamente?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tais quest\u00f5es, elencadas acima, precederam o pensamento pascaliano e o ajudaram na formula\u00e7\u00e3o de seu pensamento antropol\u00f3gico. O quesito dualidade assume dentro de seu pensamento o principal caminho para se chegar \u00e0 compreens\u00e3o do que seja o homem e o que lhe compete ap\u00f3s descobrir sua situa\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Numa rela\u00e7\u00e3o estrita com o pensamento crist\u00e3o, Pascal ver\u00e1 o homem, tamb\u00e9m, de uma forma dual. Ele \u2013 o homem \u2013 est\u00e1 entre a grandeza e a mis\u00e9ria de seu ser, que Pascal chamar\u00e1 de contradi\u00e7\u00e3o. Devido ao pecado original, o homem deca\u00eddo n\u00e3o possui a plenitude ontol\u00f3gica, pois, esta se d\u00e1 na comunh\u00e3o com Deus. Devido \u00e0 desobedi\u00eancia \u2013 causa do pecado original \u2013 o homem afasta-se de Deus. A auto-sufici\u00eancia toma lugar do Ser que lhe constitui. No entanto, \u201co homem sente-se s\u00f3 e perdido, pois n\u00e3o mais percebe os vest\u00edgios do Criador\u201d (ZILLES, 1991, p.36). O homem j\u00e1 n\u00e3o pode compreender-se, pois afasta-se do criador, obtendo como resultado a perda do paradigma absoluto do seu auto-conhecer. Perdendo esta comunh\u00e3o com Deus, o homem se torna incapaz, por si mesmo de deliberar bem, ou seja, de agir justamente. \u201cO homem de Pascal encontra-se numa situa\u00e7\u00e3o que alguns int\u00e9rpretes caracterizam a luz da categoria do Tr\u00e1gico\u201d (VAZ, 1991, p.30).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nisto consistir-se-\u00e1 que \u201co homem n\u00e3o \u00e9 apenas <em>injusto<\/em>, pelos seus pensamentos e a\u00e7\u00f5es; a injusti\u00e7a, tornada constitutiva, aparece como aquilo que condiciona a sua pr\u00f3pria natureza, enquanto corrompida\u201d (LEOPOLDO, 2001, p.29). Portanto, aqui chegamos ao ponto central de nossa reflex\u00e3o: com o distanciamento do homem de Deus, ele reconhecer\u00e1 somente sua condi\u00e7\u00e3o de \u2018grandeza\u2019 (aparente), deixando de lado o reconhecimento de sua mis\u00e9ria. Pois, quando absolutizamos a raz\u00e3o, nos tornamos in\u00e1beis a perceber nossa situa\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel e isto nos impossibilita de pensar algo al\u00e9m que nos constitui. \u00c9 neste movimento que a raz\u00e3o decai, pois ela ter\u00e1 como auto-refletor, somente a si mesmo. Justamente, \u00e9 isto que Pascal est\u00e1 tentando resgatar em sua obra Pens\u00e9es ou Apologia da Religi\u00e3o Crist\u00e3, ou seja, mostrar o caminho de uma reta raz\u00e3o baseada nos par\u00e2metros da f\u00e9 e da religi\u00e3o crist\u00e3. Para isso, Pascal definiu o papel da raz\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A \u00faltima tentativa da raz\u00e3o [\u00e9 descobrir] que h\u00e1 uma infinidade de coisas que a ultrapassam. Revelar-se-\u00e1 fraca se n\u00e3o reconhecer isto. \u00c9 preciso saber duvidar aonde \u00e9 preciso, afirmar aonde \u00e9 preciso. Quem n\u00e3o faz assim n\u00e3o entende a for\u00e7a da raz\u00e3o (PASCAL, 1999, p. 55).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Contudo, excluindo a possibilidade acima, o homem ter\u00e1 ausente uma raz\u00e3o reta. Consequentemente impossibilitando-se de um conhecimento integral de si e perdendo o n\u00facleo central do conhecimento. Portanto, ainda na linha das consequ\u00eancias, a sabedoria divina deixa de ser alicerce do conhecimento humano para ser relativizada pelo pr\u00f3prio homem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pascal n\u00e3o \u00e9 somente um evidencialista, no qual diagnostica a situa\u00e7\u00e3o do homem mostrando a origem da ferida. Mas, aponta o rem\u00e9dio que ir\u00e1 curar a enfermidade. O rem\u00e9dio \u00e9 chamado: Jesus Cristo, que na plenitude dos tempos \u00e9 enviado pelo Pai para nos redimir. Jesus tem como papel a media\u00e7\u00e3o entre o homem e Deus.\u00a0 Jesus \u00e9 o princ\u00edpio da contradi\u00e7\u00e3o que levar\u00e1 o homem \u00e0 comunh\u00e3o com Deus. Sendo Deus, Jesus se faz homem, lembrando que Deus n\u00e3o esquece sua criatura. Todavia, Deus se encarna em nossa condi\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel para mostrar que \u2013 na compreens\u00e3o de Pascal \u2013 a grandeza (ratio) por si s\u00f3 n\u00e3o pode ser o fundamento do pensamento. Pascal n\u00e3o negar\u00e1 a raz\u00e3o inteiramente, mas mostrar\u00e1 que ela, agindo por si s\u00f3, \u00e9 fr\u00e1gil e debilitada.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">(&#8230;) Humilha-vos, raz\u00e3o impotente, calai-vos, natureza imbecil; aprendei que o homem ultrapassa infinitamente o homem, e ouvi do senhor a vossa condi\u00e7\u00e3o verdadeira, que ignorais. Escutai a Deus (PASCAL, 1999, p.60).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Jesus sendo o <em>logos<\/em> encarnado, o princ\u00edpio de nossa raz\u00e3o, vem nos mostrar que a situa\u00e7\u00e3o deca\u00edda em que o homem est\u00e1 pode ser recuperado atrav\u00e9s da comunh\u00e3o com Deus. Mas para isto, o reconhecimento da mesma condi\u00e7\u00e3o &#8211; da mis\u00e9ria &#8211; se torna fator fundamental para um re-colocamento da raz\u00e3o. Por conseguinte, a raz\u00e3o pela raz\u00e3o n\u00e3o conseguir\u00e1 assumir o processo de \u201creconhecimento da mis\u00e9ria\u201d. \u00c9 daqui que Pascal colocar\u00e1 um elemento fundante para ser o paradigma da convers\u00e3o: a f\u00e9<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Pascal,%20Victor.doc#_ftn1\"><sup><\/sup><sup>[1]<\/sup><\/a>. \u201cNo acontecimento de sua presen\u00e7a Deus atinge o homem na contradi\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia, e no acontecimento da gra\u00e7a de Cristo, o salto aventureiro da f\u00e9 (&#8230;)\u201d (ZILLES, 1991).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A f\u00e9 surgir\u00e1 como aparato da raz\u00e3o. O equil\u00edbrio entre f\u00e9 e raz\u00e3o, neste contexto, se torna central no pensamento pascaliano. Pela f\u00e9 \u2013 no exemplo de Jesus &#8211; a raz\u00e3o, que at\u00e9 ent\u00e3o estava na linha do <em>cogito subjetivista<\/em>, ter\u00e1 a oportunidade de reconhecer sua mis\u00e9ria. Reconhecendo-a, consequentemente transcender\u00e1 a si mesmo. Neste sentido, \u201ca f\u00e9 crist\u00e3 nos ensina apenas dois princ\u00edpios: a corrup\u00e7\u00e3o da natureza humana e a obra redentora de Jesus\u201d (REALE, 2007, p.118).<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como Cristo \u00e9 aquele que traz a gra\u00e7a redentora, conhecer a Deus pela media\u00e7\u00e3o do Cristo \u00e9 tamb\u00e9m reaproximarmo-nos de Deus, de quem est\u00e1vamos afastados pelo pecado. Esse conhecimento como reaproxima\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel pela media\u00e7\u00e3o cr\u00edstica, pois s\u00f3 Deus pode operar essa re-uni\u00e3o (LEOPOLDO, 2001, 36).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Destarte, a f\u00e9 \u00e9 possibilidade de o homem perfilhar sua mis\u00e9ria, mas n\u00e3o fruto de opera\u00e7\u00f5es racionais a la Descartes. No entanto, ela origina na sensibilidade do cora\u00e7\u00e3o que intui a necessidade de Deus. O cora\u00e7\u00e3o germinar\u00e1 o sentir por Deus e n\u00e3o a raz\u00e3o, pois \u201co cora\u00e7\u00e3o tem suas raz\u00f5es que a pr\u00f3pria raz\u00e3o desconhece\u201d (PASCAL, 1991, p.81). Ou seja, Deus ser\u00e1 sens\u00edvel ao cora\u00e7\u00e3o. \u201cEssa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual a f\u00e9 \u00e9 decisiva, pois \u00e9 ela que nos faz sentir Deus por via do cora\u00e7\u00e3o, desde que ele n\u00e3o esteja endurecido pelo afastamento de Deus, que nesse caso se manifesta pela recusa da f\u00e9\u201d (LEOPOLDO, 2001, p.43).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, depois deste breve caminho percorrido, em que abordamos um tema espec\u00edfico da antropologia pascaliana, perpassando primeiramente pela condi\u00e7\u00e3o humana depois do pecado original; posteriormente, como a raz\u00e3o recebe a influ\u00eancia desta condi\u00e7\u00e3o; e por fim a f\u00e9, juntamente com Jesus, como aceita\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o da obra redentora, no qual Jesus \u00e9 o \u00e1pice.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para o contexto contempor\u00e2neo, a proposta que Pascal fez \u00e9 relevante, pois, numa \u00e9poca onde a \u201cmorte de Deus\u201d trouxe em decorr\u00eancia \u201ca morte do homem\u201d perde-se qualquer referencial para o reconhecimento de sua mis\u00e9ria, tanto a partir de Deus como, tamb\u00e9m, do homem. Com efeito, o relativismo toma posse, sendo agora o fundamento que des-fundamenta qualquer tentativa que traga novamente uma unidade do homem, ou seja, a f\u00e9 que eleva o uso para uma reta raz\u00e3o, baseada nos valores crist\u00e3os. Pascal prop\u00f4s &#8211; como disse acima &#8211; uma cura para a doen\u00e7a da \u00e9poca<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Pascal,%20Victor.doc#_ftn2\"><sup><\/sup><sup>[2]<\/sup><\/a> que correspondia \u00e0s exig\u00eancias da mesma. Percebe-se que ainda \u00e9 relevante o pensamento pascaliano para nossa \u00e9poca. Mas n\u00e3o numa tentativa de filosofar aos moldes do s\u00e9culo XVI, mas extrair o que foi pensado na \u00e9poca para recoloc\u00e1-lo aos moldes de hoje juntamente com as exig\u00eancias que perpassam o nosso tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">LEOPOLDO, Franklin. <em>\u00a0<\/em>F\u00e9 e raz\u00e3o na Apologia da Religi\u00e3o de Pascal. <em>Cad. Hist. Fil. Ci<\/em>, Campinas, v. 11, n. 1, jan.-jun. 2001, p. 29-44.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">PASCAL, Blaise. <em>Pensamentos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Nova cultural, 1999 (os Pensadores).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>Hist\u00f3ria da filosofia: <\/em>do Humanismo a Kant<em>.<\/em> S\u00e3o Paulo: Paulus,2007.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">VAZ, H.C. Lima. <em>Antropologia filos\u00f3fica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1991. V.1.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">ZILLES, Urbano. <em>Filosofia da Religi\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1991.<\/p>\n<div style=\"text-align:justify;\"><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Pascal,%20Victor.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> O tema da f\u00e9 tratado neste artigo ter\u00e1 como caminho demonstrar que a raz\u00e3o pela raz\u00e3o nos far\u00e1 voltar ao estado de decad\u00eancia &#8211; origin\u00e1rio &#8211; do homem (como foi dito no in\u00edcio). No entanto, n\u00e3o abordarei a forma de transmiss\u00e3o da f\u00e9 &#8211; que se d\u00e1 pela religi\u00e3o crist\u00e3 -, n\u00e3o por ser um tema irrelevante, mas n\u00e3o \u00e9 objetivo do artigo fazer esta demonstra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Pascal,%20Victor.doc#_ftnref2\">[2]<\/a> Sabemos que Pascal viveu no per\u00edodo em que a ci\u00eancia moderna e a corrente racionalista predominavam o pensamento de sua \u00e9poca. Em decorr\u00eancia de sua convers\u00e3o, ele percebeu as consequ\u00eancias que os caminhos que a ci\u00eancia e a filosofia estavam tra\u00e7ando.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Victor Hugo Silva \u201cA f\u00e9 e a raz\u00e3o s\u00e3o como que as duas asas pelas quais o esp\u00edrito humano se eleva para a contempla\u00e7\u00e3o da verdade (&#8230;)\u201d (Jo\u00e3o Paulo II). O homem frequentemente foi visto de uma forma paradoxal, dual. 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