{"id":2402,"date":"2012-11-05T09:00:59","date_gmt":"2012-11-05T12:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2402"},"modified":"2012-11-05T09:00:59","modified_gmt":"2012-11-05T12:00:59","slug":"alem-do-homem-uma-possivel-leitura-antropologica-a-partir-do-zaratustra-nietzschiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2402","title":{"rendered":"Al\u00e9m-do-homem: uma poss\u00edvel leitura antropol\u00f3gica a partir do Zaratustra nietzschiano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><b>Harley Carlos de Carvalho Lima<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\"><i>O homem \u00e9 corda estendida entre o animal e o super-homem: uma corda sobre um abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar; perigoso olhar para tr\u00e1s&#8230; <\/i>(Nietzsche).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Dentro da filosofia de Friedrich Nietzsche, \u00e9 pertinente observarmos sua vis\u00e3o acerca do homem.\u00a0 Em sua obra <i>Assim falou Zaratustra,<\/i> o profeta fict\u00edcio criado por Nietzsche faz uma abordagem, de certa forma, antropol\u00f3gica. Ele \u201c[&#8230;] prefigura seus modos de ver o homem no canto intitulado <i>Das tr\u00eas metamorfoses <\/i>de seu<i> Zaratustra\u201d.<\/i> (NEPOMUCENO, 2011, p. 25). Em nosso artigo abordaremos esta prefigura\u00e7\u00e3o nietzschiana a respeito de uma possibilidade de se ter uma concep\u00e7\u00e3o de homem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Zaratustra, o profeta <i>alter ego<\/i> de Nietzsche, coloca o homem em tr\u00eas metamorfoses: o camelo, o le\u00e3o e a crian\u00e7a. A compara\u00e7\u00e3o com o camelo se refere ao intuito que o profeta tem de retratar o \u201c\u00faltimo homem\u201d, este \u201c[&#8230;] \u00e9 o idiota multitudin\u00e1rio incapaz de um pensamento pr\u00f3prio, reduzido \u00e0 obedi\u00eancia rotineira e \u00e0 \u2018moral de rebanho\u2019, \u00e9 o mais desprez\u00edvel que existe\u201d. (NEPOMUCENO, 2011, p. 26). A compara\u00e7\u00e3o com o camelo faz alus\u00e3o ao homem que est\u00e1 presente, adepto na moral tradicional, o homem que carrega o peso da tradi\u00e7\u00e3o, da moral do cristianismo sobre as costas, peso que o cristianismo com sua moral imp\u00f4s sobre o homem assim como a corcova do camelo. Esta figura\u00e7\u00e3o enquadra na moral do \u201ctu deves\u201d, que metaforicamente \u00e9 representado pelo grande drag\u00e3o. \u201cTu deves\u201d, assim se chama o grande drag\u00e3o (&#8230;). O \u201cTu deves\u201d est\u00e1 postado no seu caminho, como animal escamoso de \u00e1ureo fulgor; e em cada uma das suas escamas brilha em douradas letras: \u201cTu deves!\u201d. (NIETZSCHE, 2002, p.36).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">J\u00e1 o le\u00e3o, o profeta assemelha-o com o homem superior, o homem que \u00e9 forte e que sabe viver as aventuras e amea\u00e7as da exist\u00eancia. O homem da coragem, ousadia pessoal. O homem-le\u00e3o que Zaratustra menciona em sua transmuta\u00e7\u00e3o \u00e9 o homem regido pela \u00e9tica do \u201ceu quero\u201d, pela moral dos fortes, pela sua impetuidade em romper com v\u00ednculos. Aqui est\u00e1 a figura do homem iluminista, moderno, que cultiva a ideia de progresso. Dentro da filosofia de Nietzsche este homem moderno comparado com o le\u00e3o, \u00e9 o causador da morte de Deus. Como disse Zaratustra, Deus est\u00e1 morto e fomos n\u00f3s que o matamos e o enterramos nas catedrais. O ideal de liberdade, o querer sair da moral de rebanho fez com que a morte de Deus acontecesse. Existe ent\u00e3o uma decad\u00eancia da metaf\u00edsica, j\u00e1 n\u00e3o faz sentido que o homem moderno recorra a valores transcendentais, ele tem que encontrar em sua singularidade as respostas da sua exist\u00eancia, para a conquista do seu viver aut\u00eantico. O esp\u00edrito de le\u00e3o marcado pelo determinismo do \u201ceu quero\u201d consegue sair da moral do \u201ctu deves\u201d. E consegue encarar o seu presente projetando-se ao futuro que construir\u00e1 com suas pr\u00f3prias m\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por fim o profeta Zaratustra apresenta o Al\u00e9m-do-Homem<a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Harley.docx#_ftn1\"><sup><\/sup><sup>[1]<\/sup><\/a> (<i>\u00dcbermensch<\/i>), que dentro da metamorfose nietzschiana, \u00e9 comparado com a crian\u00e7a.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com este termo Nietzsche designa sua mensagem a respeito do homem novo que deve vir, que quebrar\u00e1 as cadeias e criar\u00e1 um sentido novo da terra. O homem deve inventar o homem novo, exatamente o super-homem, o homem que vai al\u00e9m do homem, um homem voltado as costas para as quimeras do \u201cc\u00e9u\u201d- voltar\u00e1 para a sanidade da terra, um homem cujos valores s\u00e3o sa\u00fade, a vontade forte, o amor, a embriaguez dionis\u00edaca e um novo orgulho. (REALE; ANTISERI, 2005, p. 14).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O profeta quer trazer \u00e0 mente humana uma nova \u00f3tica acerca do homem, uma nova possibilidade de se pensar o homem. E em seus escritos quer ensinar e mostrar que o homem deve ser superado, quer ensinar o homem a tornar-se o <i>\u00dcbermensch<\/i>. \u201cEu quero ensinar aos homens o sentido da sua exist\u00eancia, que \u00e9 o Super-homem, o rel\u00e2mpago que brota da sombria nuvem homem\u201d. (NIETZSCHE 2002, p. 31). \u00c9 o advento de uma nova figura na concep\u00e7\u00e3o de homem, desamarrada de todas as propostas ou ideologias morais que o \u201chomem\u201d carrega desde os tempos prim\u00f3rdios. Para Zaratustra \u00e9 necess\u00e1rio que haja essa terceira metamorfose do esp\u00edrito, para que se supere o esp\u00edrito de liberdade reativa e for\u00e7a que o le\u00e3o tem.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A palavra \u201cal\u00e9m-do-homem\u201d, como designa\u00e7\u00e3o do tipo mais altamente bem logrado, em oposi\u00e7\u00e3o ao homem \u201cmoderno\u201d, ao homem \u201cbom\u201d, aos crist\u00e3os e outros niilistas- uma palavra que da muito o que pensar-, foi, quase por toda parte, com total inoc\u00eancia, entendida no sentido daqueles valores cujo oposto foi apresentado na figura de Zaratustra: quer dizer, como tipo \u201cidealista\u201d de uma esp\u00e9cie superior de homem, meio \u201csanto\u201d, meio \u201cg\u00eanio\u201d (NIETZSCHE, 1983, p. 375)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O Al\u00e9m-do-homem n\u00e3o \u00e9 nada mais do que aquela transmuta\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito que d\u00e1 sentido ao devir humano, que valoriza o sentido da exist\u00eancia humana. Aquele da possibilidade do novo homem, homem que ama a vida, que realmente valoriza o seu ser, a sua \u201csa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para Nietzsche, o homem deve superar o \u201chomem\u201d que existe dentro de si, e ser um homem Al\u00e9m-do-homem, ser o sentido da terra, ser um ser de personalidade extraordin\u00e1ria e de atitude forte. O profeta nietzschiano deseja o nascimento do homem que tenha a capacidade de criar e recriar, o nascimento de um novo ser, que tenha sua morada no alto da montanha distante da moralidade crist\u00e3 e convencional, um homem de esp\u00edrito livre.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com a morte de Deus provocado pelo homem-le\u00e3o da modernidade, o foco se volta totalmente para o homem.\u00a0 \u00c9 certo que com essa morte o homem est\u00e1 livre para decidir-se sobre si mesmo. \u201cS\u00f3 agora torna o Grande Meio-Dia; agora torna-se senhor o homem superior (&#8230;) s\u00f3 agora vai dar \u00e0 luz a montanha do futuro humano. Deus morreu: agora n\u00f3s queremos que viva o [<i>\u00dcbermensch<\/i>]\u201d. (NIETZSCHE, 2002, p. 216).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nietzsche quer que o Al\u00e9m-do-homem seja aquele ser que esteja longe, desprendido da teologia, da moral religiosa. Tendo em vista que a liberdade est\u00e1 garantida, Deus morreu e nada mais nos prende, nada nos faz sermos iguais. J\u00e1 podemos ouvir a popula\u00e7\u00e3o que com seu desejo de igualdade clama e luta contra a ascens\u00e3o do Al\u00e9m-do-homem \u201cassim diz a popula\u00e7\u00e3o. &#8211; N\u00e3o h\u00e1 homens superiores; todos somos iguais perante Deus um homem n\u00e3o \u00e9 mais do que outro; todos somos iguais\u201d! (NIETZSCHE, 2002, p. 216-217). Com a morte de Deus, os valores crist\u00e3os, severamente criticados por Nietzsche, acabam e somos livres para recusa-los e substitui-los pelos nossos pr\u00f3prios valores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nota-se que criando este personagem, o fil\u00f3sofo projeta um homem que simplesmente supere o arqu\u00e9tipo de homem que conhecemos.\u00a0 Quer criar um homem que consiga superar o pessimismo crist\u00e3o e o progresso iluminista. O fil\u00f3sofo quer que o homem saia da mediocridade e tenha a ousadia de ser um homem al\u00e9m, n\u00e3o mais fadado pelo fato de ser o mesmo, de ser somente mais um em meio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 bom ressaltar que Nietzsche, criando o <i>\u00dcbermensch<\/i>, n\u00e3o est\u00e1 comparando-o ou igualando-o com o homem-superior. Ele quer que o Al\u00e9m-do-homem \u201cseja o futuro do homem que se tornou plenamente o que ele \u00e9\u201d. (LEFRANC, 2008 p. 256). O Al\u00e9m-do-homem de Nietzsche \u00e9 aquele que tem garra e vontade de poder para levar suas atitudes, seus pensamentos at\u00e9 o fim, que busca a transvalora\u00e7\u00e3o de todos valores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Este homem transvalorado, amante dos fatos e da vida \u00e9 aquele que enxerga as coisas dentro da \u00f3tica do \u201ceterno retorno\u201d, teoria que Nietzsche retoma da Gr\u00e9cia onde o mundo se aceita e vive uma eterna repeti\u00e7\u00e3o. Poder\u00edamos pensar nesta teoria de maneira que:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pensar o eterno retorno \u00e9 pensar que a afirma\u00e7\u00e3o do presente repercute infinitamente em eco no passado como no futuro, que \u00e9 imposs\u00edvel querer o instante presente sem querer de modo id\u00eantico uma infinidade de instantes passados e uma infinidade de instantes futuros. (LEFRANC, 2008,p.309).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nisto o Al\u00e9m-do-homem \u00e9 o \u00fanico \u201ccapaz de pensar o eterno retorno de todas as coisas com um j\u00fabilo e uma alegria n\u00e3o acess\u00edvel a nenhum ser simplesmente humano, demasiado humano\u201d. (LEFRANC, 2008, p. 310).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Dentro da teoria do eterno retorno, Nietzsche coloca a doutrina do amor <i>fati<\/i>, que para o mesmo \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o da eterna repeti\u00e7\u00e3o e da vida. \u201cO amor <i>fati<\/i> \u00e9 aceita\u00e7\u00e3o do eterno retorno, ao mesmo tempo, an\u00fancio do [<i>\u00dcbermensch<\/i>]\u201d. (REALE, 2005, p. 5). An\u00fancio do homem que \u00e9 capaz de romper com as antigas algemas da moral, do cristianismo, que \u00e9 capaz de criar um novo significado da terra, e novos valores para sua exist\u00eancia, um homem que tem como virtudes o bem-estar, a vontade de poder, o afeto e a embriaguez dionis\u00edaca.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, podemos dizer que o Al\u00e9m-do-homem que Nietzsche anuncia n\u00e3o \u00e9 um homem potencializado ao infinito, ao imagin\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 um homem elevado \u00e0 mil\u00e9sima pot\u00eancia. Nietzsche prop\u00f5e uma supera\u00e7\u00e3o do homem, deste homem que conhecemos at\u00e9 aqui. O mesmo em sua filosofia n\u00e3o quis criar um pensamento antropol\u00f3gico, nem mesmo criar ou substituir uma transcend\u00eancia divina por uma humana.\u00a0 A cria\u00e7\u00e3o do Al\u00e9m-do-homem \u00e9 para Nietzsche uma tentativa, uma necessidade de mostrar que o esp\u00edrito carece de uma metamorfose, carece de uma sa\u00edda do aprisionamento da moral, da teologia. Uma necessidade de o homem atravessar a perigosa travessia, o perigoso caminhar na corda estendida na possibilidade de sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>\u00a0<\/b>LEFRANC, Jean. <i>Compreender Nietzsche.<\/i> Petr\u00f3polis: Vozes, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">NEPOMUCENO, Bruno Aparecido. <i>Eis o homem: Uma tentativa de sistematiza\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica da filosofia de Friedrich Nietzsche.<\/i> Artigo n\u00e3o publicado (in\u00e9dito).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">NIETZSCHE, Friedrich. <i>Assim falou Zaratustra<\/i>. S\u00e3o Paulo: Martin Claret, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">______. <i>Ecce Homo<\/i>. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os pensadores)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <i>Hist\u00f3ria da filosofia:<\/i> <i>De Nietzsche \u00e0 escola de Frankfurt<\/i>. Tradu\u00e7\u00e3o de Ivo Storniolo. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2005. v. 6.<\/p>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<hr \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"\/Academico\/Blog\/Nietzsche,%20Harley.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> O termo super-homem segundo alguns comentadores n\u00e3o \u00e9 o melhor para traduzir o <i>\u00dcbermensch<\/i> de Nietzsche e sim Al\u00e9m-do-homem, por isso no nosso artigo preferimos este \u00e0 aquele.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Harley Carlos de Carvalho Lima O homem \u00e9 corda estendida entre o animal e o super-homem: uma corda sobre um abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar; perigoso olhar para tr\u00e1s&#8230; (Nietzsche). 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