{"id":2417,"date":"2012-11-25T13:15:41","date_gmt":"2012-11-25T16:15:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2417"},"modified":"2012-11-25T13:15:41","modified_gmt":"2012-11-25T16:15:41","slug":"a-possibilidade-metafisica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2417","title":{"rendered":"A possibilidade metaf\u00edsica na filosofia de Descartes e Hume"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><b>Harley Carlos de Carvalho Lima<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 pertinente em nossos estudos tentarmos compreender se h\u00e1 uma possibilidade de um pensamento metaf\u00edsico na modernidade. Discutiremos a filosofia de dois grandes nomes deste per\u00edodo: Ren\u00e9 Descartes e David Hume. A proposta \u00e9 abordar, nesta discuss\u00e3o, a possibilidade de se ter uma metafisica no pensamento filos\u00f3fico da modernidade, fazendo uma contraposi\u00e7\u00e3o destes dois nomes da filosofia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No pensamento de Ren\u00e9 Descartes, a tentativa de se ter uma metaf\u00edsica parte da concep\u00e7\u00e3o de ideia. \u00c9 certo que, para Descartes, existem tr\u00eas tipos de ideias: as inatas, advent\u00edcias e fact\u00edcias. Com isso, fica vis\u00edvel que toda a filosofia cartesiana parte do pressuposto de ideia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com a descoberta do cogito (<i>Cogito, ergo sun<\/i>), que s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao m\u00e9todo formulado por Descartes, existe uma pretens\u00e3o de passar da certeza- das ideias- para a verdade. A descoberta do cogito n\u00e3o \u00e9 nada mais que uma filosofia voltada ao sujeito, voltada para a subjetividade. O \u201ceu\u201d para Descartes est\u00e1 no fato de eu mesmo ser uma subst\u00e2ncia que tenho por ess\u00eancia ou natureza o pensamento. \u00c9 o que podemos ver em seus escritos \u201c(&#8230;) ent\u00e3o, j\u00e1 sei com certeza que eu sou, (&#8230;) uma coisa que pensa. (&#8230;) uma coisa que d\u00favida, que concebe, que afirma, que nega, (&#8230;) que imagina tamb\u00e9m e que sente\u201d. (DESCARTES, 1999. p\u00e1g. 262). Neste pensamento filos\u00f3fico fica a aporia de como pensar Deus. Onde o que prevalece \u00e9 o sujeito cujo pensamento est\u00e1 voltado para a subjetividade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como vimos anteriormente, para Descartes existem em n\u00f3s tr\u00eas n\u00edveis de ideias. Mas aqui abordaremos as consideradas ideias inatas que, por sua vez, s\u00e3o claras e distintas. \u00c9 bom ressaltar que na metaf\u00edsica cartesiana a ideia de Deus \u00e9 considerada fonte das ideias e garantia da evid\u00eancia. \u00c9 Deus quem garante a veracidade e a exist\u00eancia das ideias que se pode conceber, podendo afirmar que as mesmas s\u00e3o claras e distintas, s\u00e3o verdadeiras. Mas, por outro lado, \u201c(&#8230;) Pode ser que existam (&#8230;) pessoas que achar\u00e3o melhor negar a exist\u00eancia de um Deus t\u00e3o poderoso a crer que todas as outras coisas [ideias] s\u00e3o duvidosas\u201d. (DESCARTES. 1999 p\u00e1g. 253).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Essa tentativa de falar de Deus nasce na Terceira Medita\u00e7\u00e3o da obra <i>Medita\u00e7\u00f5es Metafisicas<\/i> de Ren\u00e9 Descartes. Nesta obra, os seus escritos apontam para um paradoxo acerca da exist\u00eancia de Deus. Em um lado est\u00e1 a ideia de que nenhum poder \u201cconseguiria fazer com que eu n\u00e3o fosse nada enquanto eu pensar ser alguma coisa\u201d (PASCAL. 1999, p\u00e1g. 55). E do outro, todas as vezes que a ideia\/opini\u00e3o de Deus apresenta ao meu pensamento sou obrigado a confirmar que o mesmo existe, mesmo sendo ele um enganador.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Contudo, faz muito tempo que conservo em meu esp\u00edrito a opini\u00e3o de que existe um Deus que tudo pode e por quem fui criado e produzido tal como sou. Mas quem me poder\u00e1 garantir que esse Deus n\u00e3o haja feito com que n\u00e3o exista terra alguma, c\u00e9u algum, corpo extenso algum, figura alguma, (DESCARTES. 1999 p\u00e1g. 253).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O fil\u00f3sofo, para tentar comprovar a exist\u00eancia de Deus e resolver esta aporia existente em seu pensamento filos\u00f3fico, apoia-se na evid\u00eancia de que nada me pode fazer duvidar. E de que o mesmo (Deus) n\u00e3o \u00e9 um ser enganador. Em Descartes, a veracidade metaf\u00edsica \u00e9 toda fundamentada na raz\u00e3o. S\u00f3 concebo uma ideia de Deus e sei que o mesmo n\u00e3o \u00e9 um ser enganador pela raz\u00e3o, tendo em vista que o que em mim existe de obscuro e confuso \u00e9 gra\u00e7as \u00e0 nossa imperfei\u00e7\u00e3o. \u00c9 pertinente observarmos que na filosofia cartesiana \u00e9 imposs\u00edvel chegar a uma compreens\u00e3o de Deus, somente \u00e9 poss\u00edvel atingi-lo com o pensamento. O finito n\u00e3o poderia compreender o infinito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na tentativa de elaborar um pensamento metaf\u00edsico, Descartes aponta tr\u00eas provas, sendo que a 1\u00aa est\u00e1 no fato de existir em mim a ideia do perfeito. Toda ideia \u00e9 representa\u00e7\u00e3o de algo, por isso n\u00e3o pode ser considerada falsa. Existe, aqui, a inten\u00e7\u00e3o de responder a exist\u00eancia de Deus pela causalidade. Nesta teoria, o efeito deve estar contido na causa, \u201c(&#8230;) a realidade da causa deve estar contida ou superior \u00e0 do efeito (&#8230;)\u201d. (PASCAL. 1999. p\u00e1g. 62). Por eu ser uma subst\u00e2ncia infinita n\u00e3o posso ser a causa ou o efeito de uma subst\u00e2ncia infinita.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A segunda prova est\u00e1 na minha exist\u00eancia, na medida em que tenho a ideia de perfeito. Poder\u00edamos aqui questionar qual seria a causa de n\u00f3s mesmo (enquanto esp\u00edrito), mas fica a querela de como um esp\u00edrito criador perfeito n\u00e3o daria a ele mesmo a perfei\u00e7\u00e3o? \u201cUm esp\u00edrito que tem a ideia do perfeito poderia ter se criado sem dar a si mesmo todas as perfei\u00e7oes de que tem a ideia?\u201d. (PASCAL. 1999. p\u00e1g. 65). A ideia de perfeito que existe em mim s\u00f3 pode estar no fato de um ser mais perfeito que eu mesmo ter me criado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por fim, a terceira prova est\u00e1 na ess\u00eancia da ideia do perfeito. Esta prova n\u00e3o est\u00e1 interligada com a minha exist\u00eancia ou a exist\u00eancia de uma ideia em mim, mas esta fundamentada na ess\u00eancia de Deus. Se na ideia que tenho de Deus percebo que existe propriedades que concebo verdadeiras, saberei que as mesmas provem de sua ess\u00eancia. A exist\u00eancia de um ser soberano n\u00e3o pode aqui ser separada da sua ess\u00eancia. Se o ser soberano tem a perfei\u00e7\u00e3o na sua exist\u00eancia saberei, sem nenhuma d\u00favida, que esta mesma perfei\u00e7\u00e3o parte de sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A partir desta explana\u00e7\u00e3o da metaf\u00edsica cartesiana, observamos que Descartes, ao descobrir o <i>Cogito <\/i>com seu m\u00e9todo (d\u00favida hiperb\u00f3lica), depara com uma aporia em seu pensamento. A aposta no cogito, a aposta na realidade subjetiva, na metaf\u00edsica da subjetividade faz com que o seu pensamento n\u00e3o abra espa\u00e7o para a exist\u00eancia de Deus. Deus s\u00f3 existe pela formula\u00e7\u00e3o, ou pela minha concep\u00e7\u00e3o (ideia). Desta forma, Descartes admite a ideia de Deus como uma ideia inata, aquela ideia que j\u00e1 est\u00e1 contida em meu pensamento e que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio passar pelo m\u00e9todo da d\u00favida hiperb\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">De outro lado est\u00e1 David Hume, fil\u00f3sofo empirista considerado, por muitos, o maior c\u00e9tico da hist\u00f3ria da filosofia. O seu pensamento filos\u00f3fico est\u00e1 baseado na moral como entendimento, aprimoramento e costumes, estando sua filosofia fundamentada na experi\u00eancia sens\u00edvel. A metaf\u00edsica \u00e9, para ele, uma mera filosofia. Podemos dizer que a metaf\u00edsica, no pensamento de Hume, ultrapassa os limites da raz\u00e3o. A verdadeira metaf\u00edsica est\u00e1 no racioc\u00ednio exato e justo. S\u00f3 se \u00e9 permitido conceber a exist\u00eancia de um ser infinito e soberano atrav\u00e9s de um pensamento, um racioc\u00ednio exato, preciso e justo. Tendo em vista que este racioc\u00ednio exato e justo se pauta nos pensamentos, nas ideias e nas percep\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Este racioc\u00ednio da natureza humana que Hume aponta para uma verdadeira filosofia \u00e9 de onde prov\u00eam todas as ideias simples. Isto \u00e9 o que permite a rela\u00e7\u00e3o de criador e criatura. Evidenciando nesta rela\u00e7\u00e3o o fato da semelhan\u00e7a se encontra a justificativa pela compara\u00e7\u00e3o do belo-Deus. A ideia de beleza est\u00e1 ligada com a ideia de Deus. A rela\u00e7\u00e3o criador\/criatura passa pela contiguidade e, por fim, pelo processo de causa- efeito, pela experi\u00eancia. Aqui acontece, sem d\u00favida, o principio da associa\u00e7\u00e3o das ideias. \u00c9 pertinente ressaltar que, com o seu modo de pensar (empirismo), Hume descarta a possibilidade de se ter ideias inatas, pois as ideias que concebemos s\u00e3o provenientes das nossas impress\u00f5es, nossas experi\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 certo que Hume n\u00e3o tem interesse pela religi\u00e3o, pelo fato de, em seu pensamento, a religi\u00e3o n\u00e3o ter fundamento racional nem fundamento moral, tendo somente um fundamento instintivo. A religi\u00e3o surgiu do receio da morte, da preocupa\u00e7\u00e3o com uma exist\u00eancia futura. Na filosofia de Hume, o que podemos fazer \u00e9 apenas pensar como admiss\u00edvel a rela\u00e7\u00e3o com a intelig\u00eancia, no que diz respeito \u00e0 causa do universo. Mas dessa rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o se retira nada de correto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para discorrer de uma poss\u00edvel exist\u00eancia de Deus, Hume escreve a obra intitulada <i>Di\u00e1logos sobre a religi\u00e3o natural<\/i>. Nesta obra, o filosofo aponta para dois argumentos, sendo um <i>a posteriori<\/i> e um <i>apriori.<\/i><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Considere o mundo, contemple o todo e cada uma de suas partes, e voc\u00ea descobrir\u00e1 que \u00e9 somente uma grande m\u00e1quina, subdividida em um n\u00famero infinito de m\u00e1quinas menores, que por sua vez, se subdividem num grau que ultrapassa o que os sentidos e as faculdades humanas podem observar e explicar. (SMITH. 2006. p\u00e1g. 277).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Neste argumento <i>a posteriori<\/i> apresentado por Hume, podemos\u00a0 provar \u201c(&#8230;) ao mesmo tempo a exist\u00eancia de uma divindade e sua semelhan\u00e7a com a mente e intelig\u00eancia humana\u201d. (SMITH. 2006. p\u00e1g. 278). Deus aqui \u00e9 uma divindade semelhante \u00e0 mente humana. Com isso,<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">(&#8230;) uma vez que, portanto, os efeitos se assemelham entre si, somos levados a inferir, por todas as regras da analogia, que as causas tamb\u00e9m s\u00e3o semelhantes o que o Autor da natureza \u00e9 at\u00e9 certo grau semelhante \u00e0 mente humana, ainda que tenha faculdades muito mais externas, proporcionais \u00e0 grandeza da obra que executou. (SMITH. 2006. p\u00e1g. 277-278)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A exist\u00eancia deste mundo, em uma analogia com uma m\u00e1quina subdividida em um n\u00famero infinito de m\u00e1quinas, \u00e9 uma forma que Hume encontra para dizer que Deus, ou a concep\u00e7\u00e3o de Deus, est\u00e1 no mesmo patamar que o entendimento humano. E o que passa pelo entendimento humano \u00e9 fruto da experi\u00eancia. Smith (2006), afirma que somente a experi\u00eancia do sujeito pode indicar a veracidade ou a causa de qualquer fen\u00f4meno. \u201cO que quer que exista deve ter uma causa ou raz\u00e3o para sua exist\u00eancia, sendo absolutamente imposs\u00edvel para qualquer coisas produzir-se a si mesma ou ser a causa de sua pr\u00f3pria exist\u00eancia\u201d. (SMITH, 2006. p\u00e1g.190).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outro argumento que Hume usa \u00e9 o fato<i> a priori <\/i>\u201c(&#8230;) podemos provar a infinidade dos atributos divinos, (&#8230;). pois como pode um efeito, que, ou \u00e9 finito, ou, tanto quanto sabemos, pode ser assim, como pode esse efeito, digo, provar uma causa infinita?\u201d (SMITH. 2006 p\u00e1g.289). Neste argumento <i>a priori,<\/i> Hume volta a teoria do Des\u00edgnio que tem como ideia central a experi\u00eancia, que em nossa raz\u00e3o s\u00e3o bem evidentes e entendidas. E que n\u00e3o surgem por acaso, mas como resultado de um des\u00edgnio consciente da parte de um criador dotado de intelig\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tendo em vista que David Hume \u00e9 um pensador de atitudes agn\u00f3sticas, deparamos com a necessidade de se encontrar uma metaf\u00edsica baseada no nada. Uma metaf\u00edsica baseada no ceticismo, na experi\u00eancia. E, por fim, afirmarmos que exista um Deus. Em David Hume acontece a grande crise da metaf\u00edsica.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">(&#8230;) devemos, portanto, recorrer a um Ser necessariamente existente, que tem em si mesmo a raz\u00e3o de sua exist\u00eancia e que \u00e9 imposs\u00edvel supor que n\u00e3o exista sem uma manifesta contradi\u00e7\u00e3o. Consequentemente, existe esse Ser, isto \u00e9, existe um Deus. (SMITH. 2006. p\u00e1g. 290-291)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Portanto, ao contrapormos o pensamento destes dois celebres fil\u00f3sofos, percebemos que falar de metaf\u00edsica na modernidade \u00e9 bem dif\u00edcil, pelo fato de Ren\u00e9 Descartes apostar em uma metaf\u00edsica da subjetividade, n\u00e3o dando espa\u00e7o, em seu filosofar, para a exist\u00eancia de um Deus que, simplesmente, n\u00e3o esteja na ideia do sujeito. Por outro lado, Hume, com a impossibilidade de se ter uma metaf\u00edsica pelo fato de a ideia ter que provir da experi\u00eancia, nega, assim, uma metaf\u00edsica. Como formular a ideia de um ser soberano sendo que a ideia tem que passar pelo fato da experi\u00eancia? Em Hume a metaf\u00edsica esta em crise, \u00e9 pura ignor\u00e2ncia. Por isso aqui podemos concluir que na modernidade, observando o pensamento destes dois fil\u00f3sofos, \u00e9 imposs\u00edvel falar de uma metaf\u00edsica no sentido teol\u00f3gico e ontol\u00f3gico. \u00c9 imposs\u00edvel falar de uma metaf\u00edsica como na escol\u00e1stica, onde a metaf\u00edsica est\u00e1 voltada para u discurso teol\u00f3gico e ontol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>Refer\u00eancias <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">DESCARTES, Ren\u00e9. <i>Medita\u00e7\u00f5es Metafisicas.<\/i> S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1999. (Os pensadores)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">PASCAL, Georges. <i>Descartes.<\/i> S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">SMITH, Pl\u00ednio Junqueira. <i>Dez provas da exist\u00eancia de Deus<\/i>. S\u00e3o Paulo: Alameda, 2006.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Harley Carlos de Carvalho Lima Introdu\u00e7\u00e3o \u00c9 pertinente em nossos estudos tentarmos compreender se h\u00e1 uma possibilidade de um pensamento metaf\u00edsico na modernidade. Discutiremos a filosofia de dois grandes nomes deste per\u00edodo: Ren\u00e9 Descartes e David Hume. 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