{"id":2603,"date":"2014-08-02T18:45:19","date_gmt":"2014-08-02T21:45:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2603"},"modified":"2014-08-02T18:45:19","modified_gmt":"2014-08-02T21:45:19","slug":"consideracoes-acerca-da-antropologia-plotiniana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2603","title":{"rendered":"Considera\u00e7\u00f5es acerca da antropologia plotiniana"},"content":{"rendered":"<p>Por J\u00fanior C\u00e9sar de Sousa*<\/p>\n<p><b>Resumo:\u00a0<\/b> O presente artigo tem como objetivo uma abordagem panor\u00e2mica da concep\u00e7\u00e3o plotinina acerca da antropologia, a partir do m\u00e9todo dedutivo da process\u00e3o hipost\u00e1tica do Uno. Tal concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o se trata de uma abordagem sistem\u00e1tica de alguma \u00c9neada, mas de aspectos pin\u00e7ados de sua filosofia, que se convergem principalmente na process\u00e3o do cosmos f\u00edsico e na descida da alma aos corpos. A vis\u00e3o de Plotino, de certa maneira semelhante a de Plat\u00e3o, v\u00ea o corpo como hospede da alma, mas a alma tem em si a potencialidade de dom\u00ednio sobre o corpo, podendo ascender dialeticamente em dire\u00e7\u00e3o ao Uno, visto que a felicidade plena consiste na felicidade verdadeira, e esta, provem \u00fanica e exclusivamente do Uno.<\/p>\n<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Com a Alma encerra-se a tr\u00edplice process\u00e3o plotiniana, culminando depois dela, a origem do cosmo f\u00edsico, o mundo sens\u00edvel. Depois de uma sequ\u00eancia processual do mundo Intelig\u00edvel, Plotino chega ao cosmos material, no qual habita o homem, que por sua vez est\u00e1 intimamente ligado a uma alma particular, que lhe concede o dinamismo(1) da vida. Plotino tamb\u00e9m afirma que h\u00e1 uma hierarquia de almas, a come\u00e7ar da grande Alma, que procede do transbordamento hipost\u00e1tico do <i>Nous, <\/i>e posteriormente \u00e0s que dela procedem: a alma do mundo, da qual procede o cosmos f\u00edsico e por fim, as almas particulares(2), que animam e regem os diferentes corpos.<\/p>\n<p>Neste \u00e2mbito, o cosmos f\u00edsico seria associado \u00e0quela \u00faltima dissipa\u00e7\u00e3o de luz proveniente do Uno, isto \u00e9, a analogia dos c\u00edrculos conc\u00eantricos, da qual v\u00e1rios c\u00edrculos de luz s\u00e3o irradiados do centro, que \u00e9 o Uno(3). A primeira irradia\u00e7\u00e3o luminosa \u00e9 aquela que atribu\u00edmos a primeira process\u00e3o(4), do Uno \u00e0 Intelig\u00eancia (<i>nous<\/i>), seguindo a process\u00e3o da Intelig\u00eancia \u00e0 Alma e por fim, a irradia\u00e7\u00e3o mais fraca, onde praticamente cessa-se a luz, emergindo-se numa escurid\u00e3o. Esta analogia dos c\u00edrculos conc\u00eantricos nos sugere que no est\u00e1gio \u00faltimo onde a luz quase se extingue, situa-se o mundo f\u00edsico.<\/p>\n<p>Com efeito, a materialidade sens\u00edvel \u00e9 resultante deste enfraquecimento potencial em rela\u00e7\u00e3o ao Uno, assim como menciona Giovanni Reale: \u201cA mat\u00e9ria sens\u00edvel torna-se, assim, esgotamento total e, portanto, <i>priva\u00e7\u00e3o extrema da pot\u00eancia do Uno e, por conseguinte, do pr\u00f3prio Uno ou, em outros termos, priva\u00e7\u00e3o do Bem<\/i> [&#8230;] <i>Nesse sentido, ela torna-se mal<\/i> [&#8230;] [compreendida assim] como <i>falta e priva\u00e7\u00e3o do positivo<\/i>!\u2019\u201d (1994, p. 487)<\/p>\n<p><b>1 Caracter\u00edsticas da mat\u00e9ria intelig\u00edvel e da mat\u00e9ria sens\u00edvel<\/b><\/p>\n<p>Faz-se necess\u00e1rio estabelecer as diferen\u00e7as entre a mat\u00e9ria intelig\u00edvel e a mat\u00e9ria sens\u00edvel, uma vez o que deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 propriamente o substantivo mat\u00e9ria, mas sim, no adjetivo que o caracteriza. (idem, p. 486). \u00c0 semelhan\u00e7a de Plat\u00e3o, Plotino caracteriza a mat\u00e9ria Intelig\u00edvel como sendo simples, imut\u00e1vel e eterna, enquanto a mat\u00e9ria sens\u00edvel revela-se de natureza oposta, sendo composta, sujeita ao devir (temporalidade) e ef\u00eamera (corrupt\u00edvel), por conseguinte, imperfeito.<\/p>\n<p>Uma vez que a alma do mundo \u00e9 uma pot\u00eancia enfraquecida, n\u00e3o consegue for\u00e7a suficiente para elevar-se \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o da Alma que a processualizou e, ent\u00e3o, gera o mundo f\u00edsico, sendo a alma do mundo respons\u00e1vel pelo ordenamento dos seres sens\u00edveis (compostos de mat\u00e9ria \u2013 sens\u00edvel \u2013 e forma \u2013 dada pela alma, sendo esta superior ao corpo), tentando potencializar este mundo com todos os seus seres, mas de forma especial, a alma humana, dando a esta a possibilidade de voltar-se para o cosmos intelig\u00edvel, ao campo luminoso processualizados dos c\u00edrculos conc\u00eantricos.<\/p>\n<p><b>2. O Homem: origem e natureza\u00a0<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o conseguimos compreender o cosmo f\u00edsico sem algo ou algu\u00e9m que o submetesse. Necessariamente, esta\u00a0 fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser de um ser inanimado, mas de um ser que fosse superior a ele (enquanto racionalidade) e que contivesse aspectos comuns a este (materialidade).\u00a0 Plotino, ent\u00e3o, seguir\u00e1 com sua filosofia da descida da alma aos corpos.\u00a0 Reale frisa que:<\/p>\n<p>o corpo nasce da uni\u00e3o da forma com mat\u00e9ria, e \u00e9 o resultado da <i>qualidade unida \u00e0 mat\u00e9ria.<\/i> Em particular, Plotino especifica que a \u201ccorporeidade\u201d enquanto tal \u00e9 forma, \u00e9 logos, \u00e9 raz\u00e3o seminal produtiva, que gera o corpo concreto em uni\u00e3o com a mat\u00e9ria. [&#8230;] O corpo \u00e9 portanto, em \u00faltima an\u00e1lise, uma cria\u00e7\u00e3o da forma. (1994, p. 495)<\/p>\n<p>Mas como se d\u00e1 esta uni\u00e3o com o corpo? Espontaneamente, necessariamente ou involuntariamente? \u00c9 o que vamos ver, a seguir.<\/p>\n<p><b>2.1 A descida da alma aos corpos<\/b><\/p>\n<p>Se considerarmos o homem apenas como uma alma particular, poderemos afirmar que ele j\u00e1 preexistia a corporalidade, estando interligada \u00e0 grande Alma. Como argumenta Plotino:<\/p>\n<p>N\u00f3s! Quem somos \u201cn\u00f3s\u201d! [&#8230;] est\u00e1vamos l\u00e1 em cima: \u00e9ramos outros homens, individualmente determinados e tamb\u00e9m Deuses [&#8230;] alma puras, como o Esp\u00edrito juntamente com o Ser, inteiras, partes da realidade espiritual sem confins e sem cis\u00f5es, mas pertencentes ao todo; tanto \u00e9 verdade que at\u00e9 hoje n\u00e3o estamos separados dele. Hoje, por\u00e9m, \u00e0quele <i>Homem do Esp\u00edrito <\/i>acrescentou-se, infelizmente, um homem bem diferente, desejoso de exist\u00eancia [&#8230;] e eis que ent\u00e3o nos tornamos esses nosso \u201c<i>conjunto de dois\u201d<\/i> e n\u00e3o somos mais o que \u00e9ramos antes. Mais ainda, \u00e0s vezes, somos exclusivamente o segundo homem que se acrescentou, quando aquele primitivo Homem \u00e9 inerte ou ainda, de algum modo, encontra-se distante. (<i>\u00c9neadas, <\/i>VI, 4,14)<\/p>\n<p>Percebe-se que a Alma individual j\u00e1 preexiste e \u00e9 associada a um corpo em virtude da pr\u00f3pria process\u00e3o, da qual a Alma do mundo gera todos os seres particulares, inclusive o ser humano; nota-se a\u00ed que as almas se associam aos corpos em virtude da ordena\u00e7\u00e3o e governo (administra\u00e7\u00e3o) das realidades sens\u00edveis, potencializando-as. Estas duas atividades, ordenar e governar o que \u00e9 inferior, constituem-se nas atividades principais das almas quando associadas a um corpo. Por\u00e9m, se considerarmos a veracidade desta argumenta\u00e7\u00e3o plotiniana, poderemos facilmente notar que a descida das almas nos corpos \u00e9 involunt\u00e1ria, uma vez que n\u00e3o \u00e9 um ato de escolha das almas, mas algo h\u00e1 salvaguardar a ordena\u00e7\u00e3o do cosmos sens\u00edvel e, notar-se-\u00e1 que ent\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma necessidade administrativa.<\/p>\n<p>A alma \u00e9 intimamente relacionada ao corpo que habita, sendo, no entanto, superior a este. Ela \u00e9 respons\u00e1vel pelas sensa\u00e7\u00f5es, pelas percep\u00e7\u00f5es e pelo conhecimento. [&#8230;] a Alma comanda ou constitui-se como guia do corpo. O corpo que obedece a alma consegue se harmonizar como os elementos mais elevados da realidade e aproxima-se de um estado de uni\u00e3o com esta realidade plena. Por outro lado, a Alma quando dominada pelo corpo, perde sua unidade por dispersar-se entre as coisas f\u00edsicas individuais, que dominam sua aten\u00e7\u00e3o. (COLLINSON, 2004, p. 50)<\/p>\n<p>O grande problema desta descida consiste justamente no fato de que, tendo descido aos corpos, as almas se excederam no cuidado com este, em outras palavras, se acomodaram a estarem nos corpos, amando a realidade sens\u00edvel mais que a intelig\u00edvel. Esquecendo a esta \u00faltima, voltaram-se para as coisas exteriores(5) e esqueceram de si mesmas, desejando, com efeito, serem independentes e aqu\u00e9m do pr\u00f3prio ser ou seja, dispersaram-se. \u00a0 A origem do mal que as tomou foi a vontade pr\u00f3pria, foi a entrada na esfera da alteridade e o desejo de pertencerem a si mesmas. Elas conceberam um prazer nessa liberdade, e se permitiram mover-se por si mesmas. [&#8230;] afastando-se cada vez mais [de seu princ\u00edpio], acabaram por perder at\u00e9 mesmo a lembran\u00e7a de sua origem. [&#8230;] ca\u00edram na autodeprecia\u00e7\u00e3o. (cf. <i>\u00c9neadas<\/i>, V, 1,1),<\/p>\n<p>Esta atitude de grande afei\u00e7\u00e3o ao corpo e aos deleites das paix\u00f5es corporais (idem, I, 6, 5) constitui o que denomina-se culpa(6). Al\u00e9m deste tipo de culpa, Plotino tamb\u00e9m nos fala sobre uma culpa relacionada \u00e0 pr\u00f3pria descida, visto que consiste numa experi\u00eancia dolorosa. Quando, ent\u00e3o, o ser humano padece algum mal, o corpo f\u00edsico \u00e9 quem sofre, visto que \u00e9 corrupt\u00edvel (perec\u00edvel), sendo assim, a alma \u00e9 impass\u00edvel ao padecimento. Contudo, vale ressaltar que para Plotino o homem \u00e9 essencialmente alma, e alma dotada da faculdade racional (cf. <i>En\u00e9adas <\/i>V 4, 2)<i> <\/i>, que se serve do corpo f\u00edsico, e por conseguinte, \u00e9 capaz de dominando as paix\u00f5es, regressar a trancendentalidade, via ascese.<\/p>\n<p><b>3<i> <\/i>O fim \u00faltimo do homem: teleologia plotiniana<\/b><\/p>\n<p>A teleologia plotiniana conduz o homem \u00e0 felicidade, n\u00e3o mundana, mas eterna. Esta vis\u00e3o \u00e9tica perpassa a dimens\u00e3o da liberdade, e esta constitui-se em voltar-se para o Uno (o Bem e o Belo) (cf.\u00a0 I, 6, 7). Optar pela felicidade plena \u00e9 optar pelo desejo de retorno ao Intelig\u00edvel. S\u00f3 \u00e9 verdadeiramente livre quem opta por este caminho. E uma alma que se permitiu amar mais a realidade objetiva do que a realidade sublime s\u00f3 conseguir\u00e1 ascender ao inef\u00e1vel abandonando as preocupa\u00e7\u00f5es e paix\u00f5es terrenas, atendo-se a ascese (purifica\u00e7\u00e3o) espiritual via dial\u00e9tica e a m\u00edstica (uni\u00e3o m\u00edstica com o Uno(7)), num caminho process\u00e3o inversa de retorno ao Absoluto.<\/p>\n<p>O corpo e alma, no homem, representam uma unidade, a qual pode ser \u201csimplificada\u201d ainda mais, no sentido espiritual, interiorizando-se, recolhendo-se no mais rec\u00f4ndito de si. A unifica\u00e7\u00e3o interior preludia a experi\u00eancia da assemelha\u00e7\u00e3o ao Uno. Em outras palavras, a busca do esp\u00edrito humano converte-se em posse do Uno, fim \u00faltimo de todos os anelos. (ULLMANN, 2008, p. 135)<\/p>\n<p>Em outras palavras, voltando-se para si mesma, sua dignidade, ou seja, contemplando sua fei\u00e7\u00e3o intelig\u00edvel, a alma \u00e9 capaz de ascender at\u00e9 o plano superior, a Grande Alma. O caminho, Plotino enfatiza, \u00e9 o caminho da interioridade(8), do desapego (despojamento) de si e das paix\u00f5es, eliminando tudo aquilo que \u00e9 obst\u00e1culo para o \u201creencontro\u201d consigo e, posteriormente com o pr\u00f3prio Uno, processo este, de convers\u00e3o, que pode chegar ao ponto m\u00e1ximo da contempla\u00e7\u00e3o, o \u00eaxtase (cf. <i>En\u00e9adas<\/i>, I, 6, 7).<\/p>\n<p><b>4 Considera\u00e7\u00f5es finais<\/b><\/p>\n<p>Ao descer aos corpos as almas acabam turvando-se devido \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o pela realidade sens\u00edvel, a qual a deveria governar e subjugar, mas acaba sendo dominada pela corporeidade. Assim, a alma se afasta do principio origin\u00e1rio. Mas, sendo dotada da faculdade da raz\u00e3o, a alma \u00e9 capaz de voltar-se para si mesma, interiorizando e deste modo, ascender a trancendentalidade e a contempla\u00e7\u00e3o do Uno, tornando-se pela experi\u00eancia m\u00edstica, \u201cuna com ele\u201d. Contemplando-se, a alma v\u00ea-se sublime e ascende dialeticamente ao Uno, num movimento ascendente da process\u00e3o plotiniana.<\/p>\n<p><b>Notas<\/b><\/p>\n<p>* o autor \u00e9 graduado em matem\u00e1tica e aludo de filosofia da FAM<\/p>\n<p>1. A alma particular est\u00e1 associada a grande Alma, n\u00e3o havendo separa\u00e7\u00e3o, mas apenas distin\u00e7\u00e3o. A alma \u00e9 que concede o principio b\u00e1sico da vida (enquanto <i>dzoe<\/i>), animando assim a materialidade corp\u00f3rea.<\/p>\n<p>2. Salvaguardando a multiplicidade.<\/p>\n<p>3.Do qual h\u00e1 dois atos distintos, o primeiro corresponde aquilo que carcteriza o Uno enquanto Uno , Imut\u00e1vel, e, segundo, a emana\u00e7\u00e3o do Ser que atualiza todas.<\/p>\n<p>4. A process\u00e3o se refere a atividade hipost\u00e1tica, na qual o que \u00e9 procedido, volta-se em contempla\u00e7\u00e3o ao procedente, e num segundo momento, voltando-se para sim, processa algo distinto de si, mas de certa maneira interligado a si. UNO &gt; NOUS &gt; ALMA &gt; COSMOS F\u00cdSICO<\/p>\n<p>5. S\u00e3o seduzidas por estas realidades exteriores, embora as coisas exteriores de certa forma participam a beleza intelig\u00edvel, pois refletem a beleza do sublime. O fato consiste em se apegar mais a estas do que a Beleza e ao Belo em si mesmo.<\/p>\n<p>6. Talvez n\u00e3o seja o melhor termo para ser utilizado, uma vez que como j\u00e1 dito, a descida das almas aos corpos constitui num ato involunt\u00e1rio.<\/p>\n<p>7. Experimentada algumas vezes pelo pr\u00f3prio Plotino nas men\u00e7\u00f5es aos seus \u00eaxtases. O \u00eaxtase por sua vez, \u00e9 a plenitude, onde a alma se sente uma com o Uno.<\/p>\n<p>8. Olho interior.<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias\u00a0<\/b><\/p>\n<p>COLLINSON, Dian\u00e9. Plotino. In: _____. <i>50 grandes fil\u00f3sofos<\/i>. Tradu\u00e7\u00e3o Maur\u00edcio Waldman e Bia Costa. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2004. p. 49-52<\/p>\n<p>PLOTINO. Tratados das En\u00e9adas. Trad. Am\u00e9rico Sommerman. S\u00e3o Paulo: Polar Editorial, 2007.<\/p>\n<p>REALE, Giovanni. <i>Hist\u00f3ria da Filosofia Antiga: As escolas da Era Imperial<\/i>. Tradu\u00e7\u00e3o Marcelo Perine e Henrique Cl\u00e1udio de Lima Vaz\u00a0 . S\u00e3o Paulo: Loyola, 1994. [vol. IV]<\/p>\n<p>ULLMANN, Reinholdo Aloysio. Plotino: um estudo das En\u00e9adas. 2 ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por J\u00fanior C\u00e9sar de Sousa* Resumo:\u00a0 O presente artigo tem como objetivo uma abordagem panor\u00e2mica da concep\u00e7\u00e3o plotinina acerca da antropologia, a partir do m\u00e9todo dedutivo da process\u00e3o hipost\u00e1tica do Uno. 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