{"id":2608,"date":"2014-08-06T20:50:12","date_gmt":"2014-08-06T23:50:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=2608"},"modified":"2014-08-06T20:50:12","modified_gmt":"2014-08-06T23:50:12","slug":"alma-e-corpo-uma-compreensao-destas-duas-dimensoes-do-homem-em-descartes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2608","title":{"rendered":"ALMA E CORPO: uma compreens\u00e3o destas duas dimens\u00f5es do homem em Descartes\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:right;\">por Felipe Hector de Oliveira*<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>Resumo:<\/b> O presente artigo envolve a discuss\u00e3o do que se entende sobre a alma e o corpo. A partir da obra de Descartes, <i>o Discurso do M\u00e9todo<\/i>, pretende-se debater como se d\u00e1 a semelhan\u00e7a e a diferen\u00e7a entre o corpo e a alma. De in\u00edcio, ser\u00e1 exposto o que se entende por corpo e como ele \u00e9 organizado. Em seguida, ser\u00e1 exposto o que se entende por alma e tamb\u00e9m como \u00e9 a sua organiza\u00e7\u00e3o. E, por fim, ser\u00e1 analisado se \u00e9 poss\u00edvel haver uma rela\u00e7\u00e3o entre o corpo e a alma respeitando as suas diferen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No Per\u00edodo Cl\u00e1ssico da Filosofia, j\u00e1 se discutia sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a alma e o corpo. Plat\u00e3o via no corpo a fonte do mal, pois atrav\u00e9s dele o homem era impedido de elevar o seu conhecimento devido \u00e0s puls\u00f5es amorosas. E a alma era vista como princ\u00edpio de movimento para o conhecimento das coisas verdadeiras que se encontram no Mundo das Ideias. De tal modo que,\u00a0 ela sempre existiu antes de &#8220;cair&#8221; no corpo, o seu c\u00e1rcere. Para Arist\u00f3teles, a alma e o corpo coincidem de tal modo que um n\u00e3o sobrevive sem o outro. Assim, formam uma unidade substancial na qual a alma \u00e9 ato perfeito do corpo. Na modernidade, v\u00e1rios fil\u00f3sofos tamb\u00e9m discutiram sobre o corpo e a alma dentre eles Descartes o qual ser\u00e1 tomado como base deste estudo. Tendo em vista a import\u00e2ncia do tema proposto durante toda a hist\u00f3ria da filosofia, as an\u00e1lises deste trabalho ser\u00e1 decorrente das leituras de uma das obras fundamentais do autor que \u00e9<i> Discurso do M\u00e9todo<\/i>. O Objetivo \u00e9 analisar o que este autor entende sobre alma e corpo. Algumas quest\u00f5es podem ser levantadas: Como Descartes entende o funcionamento do corpo? Como ele entende a alma? \u00c9 poss\u00edvel haver uma rela\u00e7\u00e3o entre eles? Estes pontos ser\u00e3o discutidos ao longo deste trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>1 A natureza do corpo<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao analisar a natureza do corpo, Descartes n\u00e3o o considerava t\u00e3o positivamente. O corpo por si s\u00f3 n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es alguma para verificar, por meio dos \u00f3rg\u00e3os dos sentidos, se determinada coisa \u00e9 verdadeira. Ele depende da raz\u00e3o para poder ter seguran\u00e7a em afirmar a veracidade da coisa: \u201c[&#8230;] o sentido da vista n\u00e3o nos assegura menos a verdade de seus objetos do que os do olfato ou da audi\u00e7\u00e3o; ao passo que, nem nossa imagina\u00e7\u00e3o nem nossos sentidos poderiam jamais nos assegurar de coisa alguma, caso nosso entendimento n\u00e3o interviesse.\u201d (DESCARTES, 2002, p. 106). Quem apenas utiliza os sentidos, est\u00e1 sujeito ao engano mas, acompanhados da raz\u00e3o, nem sempre os sentidos o enganar\u00e3o. A imagina\u00e7\u00e3o por si s\u00f3 tamb\u00e9m engana, ela deve estar combinada com a raz\u00e3o para que se tenha plena certeza da verdade. Combinada com a raz\u00e3o as \u201c[&#8230;] imagina\u00e7\u00f5es quando [n\u00f3s estamos] adormecidos n\u00e3o nos devem, absolutamente, fazer duvidar da verdade dos pensamentos que temos quando despertos.\u201d (DESCARTES, 2002, p. 107). Como acontece com os sentidos, \u00e9 necess\u00e1rio fazer o uso do pensamento para que n\u00e3o se caia no erro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Descartes faz uma proposta para comprovar a inseguran\u00e7a e a falsidade que h\u00e1 na mat\u00e9ria. Se Deus, ao criar o homem tivesse lhe dado tudo o que existe em seu exterior e em seu interior, mas n\u00e3o tivesse lhe dado a racionalidade, \u201c[&#8230;] o que permite dizer que os animais sem raz\u00e3o [&#8230;] nos assemelham: sem que para isso eu possa encontrar nenhuma daquelas que, dependentes do pensamento, s\u00e3o as \u00fanicas que nos pertencem como homens; [&#8230;]\u201d (DESCARTES, 2002, p. 113). Desta forma, os homens s\u00e3o praticamente iguais aos animais se aqueles n\u00e3o puderem fazer o uso do pensamento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O corpo tem estrutura complexa, a sua organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 de tal forma que tudo possa ocorrer o mais perfeito poss\u00edvel. O sistema circulat\u00f3rio, por exemplo, \u00e9 organizado a suportar os v\u00e1rios graus de press\u00e3o. As veias arteriosas que se ligam com o cora\u00e7\u00e3o, s\u00e3o mais r\u00edgidas, pois a press\u00e3o existente neste ponto \u00e9 grande, o sangue passa por este lugar com muita for\u00e7a: \u201c[&#8230;] a dureza dos tecidos dos quais a veia arteriosa e a grande art\u00e9ria se comp\u00f5em, mostra suficientemente que o sangue bate contra elas com mais [for\u00e7a] do que contra as veias.\u201d (DESCARTES, 2002, p. 118). Se estas veias n\u00e3o fossem t\u00e3o resistentes, a press\u00e3o estour\u00e1-las-ia causando hemorragia. E as veias mais finas, que se encontram nas extremidades do corpo, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o resistentes quanto \u00e0s veias que se ligam ao cora\u00e7\u00e3o, pois a press\u00e3o que h\u00e1 nestas outras veias \u00e9 menor, n\u00e3o \u00e9 preciso de tanta resist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Devido a esta organiza\u00e7\u00e3o circulat\u00f3ria, e tamb\u00e9m respirat\u00f3ria, dos nervos, dos ossos, dos m\u00fasculos, o corpo \u00e9 comparado com uma m\u00e1quina. Tudo deve estar em seu devido lugar para que o funcionamento n\u00e3o seja comprometido. \u201c[&#8230;] considerar\u00e3o esse corpo como uma m\u00e1quina que, tendo sido feita pelas m\u00e3os de Deus, \u00e9 incomparavelmente melhor ordenada, e tem em si movimentos mais admir\u00e1veis do que todas as que possam ser inventadas pelos homens.\u201d (DESCARTES, 2002, p. 121). Esta superioridade do corpo \u00e0s coisas criadas pelo homem \u00e9 devida ao corpo ser criado por Deus, que \u00e9 perfeito, e nada que se \u00e9 criado pelo homem pode superar o que Ele criou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>2 A natureza da alma<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Quanto \u00e0 alma, Descartes chega \u00e0 conclus\u00e3o de que o pensamento \u00e9 a subst\u00e2ncia da alma e \u00e9 por meio do pensamento que ele acredita na sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Ele pode negar quase tudo, menos a sua exist\u00eancia, pois negaria tamb\u00e9m a sua capacidade raciocinativa. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar e n\u00e3o existir. Desta maneira, o pensamento n\u00e3o necessita de mais nada al\u00e9m dele mesmo: \u201cDisso reconheci que eu era uma subst\u00e2ncia cuja ess\u00eancia ou natureza \u00e9 somente pensar, e que, para ser, n\u00e3o tem necessidade de nenhum lugar nem depende de nenhuma coisa material.\u201d (DESCARTES, 2002, p. 102).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas de onde veio esta capacidade de pensar? N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conceber o pensamento do nada, deve haver algu\u00e9m que colocou em cada um a alma que tem aptid\u00e3o para raciocinar. Este algu\u00e9m tem que ser perfeito, nele n\u00e3o pode haver nada que leve ao erro: \u201cde modo que restava apenas que tivesse sido posta em mim por uma natureza que fosse verdadeiramente mais perfeita do que a minha [ou seja,] Deus.\u201d (DESCARTES, 2002, p. 103). Mas o erro ainda existe nos homens. Isto acontece porque o homem n\u00e3o \u00e9 apenas alma, como Deus \u00e9, \u00e9 composto tamb\u00e9m de corpo, por isto que \u00e9 comum cometer falhas, mesmo tendo uma alma que veio de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel tomar os animais e dizer que estes se assemelham \u00e0 alma humana. Para Descartes isto \u00e9 inadmiss\u00edvel. Os animais t\u00eam uma capacidade de memorizar, mas n\u00e3o podem raciocinar aquilo que est\u00e3o fazendo ou falando:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><i>[&#8230;] as pegas e os papagaios podem proferir palavras assim como n\u00f3s, e no entanto n\u00e3o podem falar como n\u00f3s, isto \u00e9, demonstrando que pensam aquilo que dizem; [&#8230;] E isso n\u00e3o demostra s\u00f3 que os animais possuem menos raz\u00e3o que os humanos, mas que n\u00e3o a possuem de fato. (DESCARTES, 2002, p. 122).<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os animais n\u00e3o possuem alma, pois alma e pensamento coincidem. Se eles possu\u00edssem alma, poderiam pensar at\u00e9 melhor do que os homens, coisa que ainda n\u00e3o aconteceu com nenhum animal e dificilmente ir\u00e1 acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A alma n\u00e3o est\u00e1 condenada \u00e0 morte. A partir do momento que ela surgiu, n\u00e3o h\u00e1 nada que tem o poder de aniquil\u00e1-la, sendo assim eterna:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><i>[&#8230;] nossa alma \u00e9 de uma natureza inteiramente independente do corpo e, por conseguinte, que n\u00e3o est\u00e1 absolutamente sujeita a morrer com ele; depois, dado que n\u00e3o se v\u00ea outras causas que a destrua, somos naturalmente levados a julgar, a partir disso, que ela \u00e9 imortal. (DESCARTES, 2002, p. 124).<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esta hip\u00f3tese deve-se ao fato de Descartes n\u00e3o ter visto nada que pudesse destruir a alma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>3 Rela\u00e7\u00e3o entre corpo e alma<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">De in\u00edcio, Descartes mostra a dificuldade que existe na compreens\u00e3o do corpo, sendo a da alma mais f\u00e1cil de se compreender. Devido \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de se fazer o uso da raz\u00e3o para que o corpo n\u00e3o seja confundido, \u00e9 muito dif\u00edcil conhecer o corpo, pois, por si s\u00f3, est\u00e1 sujeito ao engano e ao erro: \u201c[&#8230;] a alma [&#8230;] \u00e9 inteiramente distinta do corpo, e [&#8230;] \u00e9 mais f\u00e1cil conhecer [a alma] do que ele [o corpo]\u201d. (DESCARTES, 2002, p. 102). N\u00e3o h\u00e1 seguran\u00e7a ao afirmar qualquer coisa, o que parece ser neste momento, ao se aproximar do objeto pode ser algo totalmente diferente do que antes foi percebido. Neste ponto, parece n\u00e3o haver nenhuma rela\u00e7\u00e3o entre o corpo e a alma, tem-se uma dificuldade de entender o que seja o primeiro e uma facilidade para se entender o segundo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mais adiante, Descartes admite a uni\u00e3o existente entre o corpo e a alma. Esta uni\u00e3o n\u00e3o tira a particularidade do corpo, concebido como m\u00e1quina organizada, e nem da alma, concebida como pensamento, mas um complementa o outro. O pensamento d\u00e1 sentido ao funcionamento do corpo. Assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel haver significado no homem se faltar a alma ou o corpo:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><i>[&#8230;] n\u00e3o basta que esteja alojada no corpo humano, assim como um piloto em seu navio, a n\u00e3o ser talvez para mover seus membros, mas que \u00e9 necess\u00e1rio que esteja junta e unida a ele mais estreitamente, para ter, al\u00e9m disso, sentimentos e apetites semelhantes aos nossos, e assim compor um verdadeiro homem. (DESCARTES, 2002, p. 123-124).<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Estas duas subst\u00e2ncias existem uma na outra, isto n\u00e3o faz com que uma perca a sua subst\u00e2ncia e, muito menos, que surja uma terceira subst\u00e2ncia: \u201csendo a alma uma subst\u00e2ncia imaterial e completa, seu atributo essencial, mesmo quando unido a outro atributo essencial, n\u00e3o formar\u00e1 uma outra subst\u00e2ncia porque um atributo essencial exclui o outro.\u201d (ROCHA, 2006, p. 138). Deus quem uniu a alma e corpo, eles necessitam um do outro:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><i>[&#8230;] o corpo seria incompleto porque sendo apenas pot\u00eancia s\u00f3 existiria em virtude de sua forma substancial, a alma. A alma seria incompleta na medida em que sua parte racional, sendo pot\u00eancia, s\u00f3 \u00e9 ativada na opera\u00e7\u00e3o do conhecimento que, por sua vez, sup\u00f5e o corpo. (ROCHA, 2006, p. 140).<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pode-se colocar em quest\u00e3o sobre as paix\u00f5es. A paix\u00e3o est\u00e1 ligada com o sentimento da alma que pensa o objeto que causa o amor. Esta paix\u00e3o move o corpo para a realiza\u00e7\u00e3o desta vontade. Neste sentido, a alma e o corpo combinam-se, pois a alma funciona como impulso para o corpo ir em dire\u00e7\u00e3o ao seu amado. E a paix\u00e3o deixa o homem agitado, \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o que, por mais que ele controle, o direciona a mover-se ao outro: \u201c[&#8230;] por mais que teoricamente seja poss\u00edvel pensar em um amor exclusivamente racional, nos seres humanos, esse amor se manifesta como uma paix\u00e3o que movimenta o corpo e produz sinais de sua presen\u00e7a.\u201d (MURTA, 2006, p. 9).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outro sinal que prova a rela\u00e7\u00e3o entre o corpo e a alma se d\u00e1 com a gagueira. A pessoa, a partir do pensamento que tem, reage fisicamente: \u201cA gagueira \u00e9 apenas a confirma\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o de amor. A gagueira confirma o que o sujeito j\u00e1 havia manifestado. Pois, a manifesta\u00e7\u00e3o corporal em si \u00e9 apenas um sinal n\u00e3o interpret\u00e1vel. [&#8230;] A paix\u00e3o ou afeto se instala no corpo e responde do corpo [&#8230;].\u201d (MURTA, 2006, p. 10). A partir da aproxima\u00e7\u00e3o do outro, o corpo responde com a gagueira, com a timidez ou com a falta de palavras por exemplo. Assim \u201c[&#8230;] se por corporal n\u00f3s entendemos tudo aquilo que pertence ao corpo, ainda que seja de uma outra natureza, a alma tamb\u00e9m poder\u00e1 ser dita corporal, uma vez considerado que ela \u00e9 pr\u00f3pria a se unir ao corpo\u201d. (ANDRADE, 2010, p. 27).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>Conclus\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Descartes demonstra a superioridade da alma em rela\u00e7\u00e3o ao corpo, devido ao uso da raz\u00e3o, mas isto n\u00e3o significa que o corpo deva ser desprezado, pois, sem ele, a alma n\u00e3o teria motivo de existir, ela apenas tem sentido unida ao corpo. Esta uni\u00e3o entre o corpo e a alma tamb\u00e9m n\u00e3o tira a particularidade de cada um e nem forma outra subst\u00e2ncia a partir destas duas. Pensar o corpo como m\u00e1quina pode trazer um sentimento negativo, pois se tem a ideia de que pode ser descartado quando tiver algum defeito e trocado por outro novo, como as m\u00e1quinas que s\u00e3o utilizadas nas f\u00e1bricas. O homem passa a valer como um objeto qualquer que pode ser substitu\u00eddo a qualquer momento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">*estudante de filosofia da FAM<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">ANDRADE, Elo\u00edsa Benvenutti de. <i>Corpo e Consci\u00eancia<\/i>: Merleau-Ponty, cr\u00edtico de Descartes. 2010. 145 f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Filosofia) \u2013 Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias \u2013 UNESP, Mar\u00edlia 2010. Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/www.marilia.unesp.br\/Home\/Pos-Graduacao\/Filosofia\/Dissertacoes\/andrade_eb_me_mar.pdf&gt;. Acesso em: 15 abr. 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">DESCARTES, Ren\u00e9. <i>Discurso do M\u00e9todo<\/i>: para bem conduzir a pr\u00f3pria raz\u00e3o e procurar a verdade nas ci\u00eancias. Tradu\u00e7\u00e3o de Thereza Chistina Stummer. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">MURTA, Claudia. Um amor de corpo e alma. <i>AdVerbum<\/i>, Limeira, v. 1, n. 1, p. 4-11, jul.\/dez. de 2006. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.psicanaliseefilosofia.com.br\/adverbum\/Vol1_1\/um_ amor_de_corpo_e_alma.pdf&gt;. Acesso em: 15 abr. 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">ROCHA, Ethel Menezes. Observa\u00e7\u00f5es sobre a Sexta Medita\u00e7\u00e3o de Descartes. <i>Cad. Hist. Fil. Ci.<\/i>, Campinas, v. 16, n. 1, p. 127-144, jan.\/jun., 2006. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.cle.unica mp.br\/cadernos\/pdf\/Ethel%20Menezes%20Rocha%20161.pdf&gt;. Acesso em: 15 abr. 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Felipe Hector de Oliveira* Resumo: O presente artigo envolve a discuss\u00e3o do que se entende sobre a alma e o corpo. A partir da obra de Descartes, o Discurso do M\u00e9todo, pretende-se debater como se d\u00e1 a semelhan\u00e7a e a diferen\u00e7a entre o corpo e a alma. 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