{"id":2642,"date":"2016-05-02T12:05:03","date_gmt":"2016-05-02T15:05:03","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2642"},"modified":"2016-05-02T12:05:03","modified_gmt":"2016-05-02T15:05:03","slug":"a-influencia-dos-deuses-na-cultura-e-nos-relacionamentos-dos-gregos-e-a-critica-de-xenofanes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2642","title":{"rendered":"A INFLU\u00caNCIA DOS DEUSES NA CULTURA E NOS RELACIONAMENTOS DOS GREGOS E A CR\u00cdTICA DE XEN\u00d3FANES"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Tiago Rafael Jer\u00f4nimo da Silva*<\/p>\n<p>Resumo: O presente artigo apresenta, de forma atenuada, a apresenta\u00e7\u00e3o do que seria a influ\u00eancia dos mitos na cultura e nos relacionamentos dos povos por meio da explica\u00e7\u00e3o de algumas hist\u00f3rias. Para falar de tal tema, primeiro ser\u00e1 exposto um pouco da miss\u00e3o recebida por Hes\u00edodo das musas: a de cantar os poemas das divindades. Depois explicaremos algumas hist\u00f3rias importantes para o contexto grego antigo. O artigo pretende tamb\u00e9m chamar a aten\u00e7\u00e3o para um ponto importante: a cr\u00edtica do antropomorfismo dos deuses, ou seja, criar deuses com estilos humanos. Para expor esta cr\u00edtica, apresentaremos um pouco do argumento do fil\u00f3sofo pr\u00e9-socr\u00e1tico Xen\u00f3fanes.<\/p>\n<p>Palavras-chave: Hes\u00edodo. Teogonia. Influ\u00eancias. Xen\u00f3fanes. Antropormofismo.<\/p>\n<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Um dos conceitos que mais foram discutidos dentro da Hist\u00f3ria da Filosofia e no estudo das antigas culturas \u00e9, sem d\u00favida alguma, a influ\u00eancia dos mitos. Para muitos pode ser intrigante a forma pela qual os antigos deuses ditavam o modo de vida dos povos antigos. Para os gregos, as divindades interferiam desde os fen\u00f4menos naturais at\u00e9 mesmo aos comportamentos humanos, al\u00e9m de servirem para justificar soberania e certas posi\u00e7\u00f5es e encargos exercidos por alguns na sociedade.<\/p>\n<p>Perguntar sobre o motivo de tamanha influ\u00eancia pode ser demasiado complexo. H\u00e1 muitos questionamentos acerca deste antigo conhecimento. Um deles \u00e9 se o mito realmente pode ser considerado uma forma de conhecimento ou mera fantasia. Houve fil\u00f3sofos, um deles, Xen\u00f3fanes (576-480 a.C.), que criticaram os deuses gregos contados por Homero e Hes\u00edodo, afirmando que era apenas um processo de antropomorfismo . E, se realmente assim eram, por que estes deuses tinham tanta influ\u00eancia sobre os gregos? Ser\u00e1 que os gregos realmente acreditavam em suas divindades e em suas hist\u00f3rias?<\/p>\n<p>Este artigo pretende demonstrar as influ\u00eancias dos deuses na cultura grega, atrav\u00e9s dos mitos de Hes\u00edodo, contando um pouco da identifica\u00e7\u00e3o deste povo com os mitos e mostrando explica\u00e7\u00f5es de certas rela\u00e7\u00f5es, que eram consideradas, reflexo dos relacionamentos divinos. E diante de atitudes divinas, muitas vezes parecidas com as humanas, questionar se aqueles s\u00e3o ou n\u00e3o realmente frutos de um processo de antropomorfiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>1. O MITO DE HES\u00cdODO<\/p>\n<p>Os gregos colocaram Homero e Hes\u00edodo como os dois grandes poetas de sua cultura. Os poemas da Il\u00edada e da Odisseia escritos por Homero, e a Teogonia de Hes\u00edodo buscavam contar o que acontecia antes do tempo, ou seja, no tempo primordial. A Teogonia de Hes\u00edodo conta, portanto, o nascimento, a origem, a g\u00eanese dos deuses.<\/p>\n<p>Os acontecimentos da Teogonia teriam sido contados a Hes\u00edodo, um simples campon\u00eas, pelas chamadas Musas, que eram filhas de Zeus e Mem\u00f3ria e portadoras de todas as verdades, as verdades do presente, do futuro e at\u00e9 das que existiram antes delas. As hist\u00f3rias dos deuses serviam para embasar determinadas situa\u00e7\u00f5es na vida grega, como a soberania dos reis, por exemplo. Tamb\u00e9m, para explicar as causas de fen\u00f4menos naturais ou mesmo o surgimento das coisas e do universo.<\/p>\n<p>Com efeito, Hes\u00edodo, no exerc\u00edcio da miss\u00e3o dada pelas Musas, consegue contemplar todas as faces do povo grego e n\u00e3o apenas da parcela de indiv\u00edduos que ele representava: os camponeses. \u201cMas Hes\u00edodo n\u00e3o nos p\u00f5e ante os olhos s\u00f3 a vida do campo como tal. Tamb\u00e9m nele descortinamos a a\u00e7\u00e3o da cultura nobre e do seu fermento espiritual- a poesia hom\u00e9rica- nas camadas mais profundas da na\u00e7\u00e3o\u201d (JAEGER, 1995, p. 86).<\/p>\n<p>Em Hes\u00edodo revela-se a segunda fonte da cultura: o valor do trabalho. O t\u00edtulo de Os trabalhos e os Dias, dado pela posterioridade ao poema r\u00fastico e did\u00e1tico de Hes\u00edodo, exprime isso perfeitamente. O hero\u00edsmo n\u00e3o se manifesta s\u00f3 nas lutas em campo aberto, entre os cavaleiros nobres s os seus advers\u00e1rios. Tamb\u00e9m a luta silenciosa e tenaz com os trabalhadores com a terra dura e com os elementos tem o seu hero\u00edsmo e exige disciplina, qualidades de valor eterno para a forma\u00e7\u00e3o do Homem. (JAEGER, 1995, p. 85).<\/p>\n<p>Grande parte das pessoas se identificava com os deuses de Hes\u00edodo e suas hist\u00f3rias; e encontravam nelas, o que acreditavam ser as explica\u00e7\u00f5es de muitas quest\u00f5es. Acreditavam que o destino estava regido pelos deuses. Alguns dos mitos eram demasiado apreciados pelos indiv\u00edduos porque buscavam explicar suas realidades. \u00c9 o que se entende a partir do trecho:<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m para o povo os mitos eram um assunto de interesse ilimitado, incitavam a uma afinidade de narra\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es e constitu\u00edam toda a Filosofia daqueles homens. Assim, na escolha inconsciente do assunto das sagas manifesta-se a orienta\u00e7\u00e3o espiritual pr\u00f3pria dos camponeses. Os preferidos s\u00e3o os mitos que exprimem a concep\u00e7\u00e3o da vida realista e pessimista daquela classe ou as causas das mis\u00e9rias e necessidades da vida social que os oprimem: o mito de Prometeu, no qual Hes\u00edodo encontra a solu\u00e7\u00e3o para o problema do cansa\u00e7o e dos sofrimentos da vida humana; a narra\u00e7\u00e3o das cinco idades do mundo, que explica a enorme dist\u00e2ncia entre a pr\u00f3pria exist\u00eancia e o mundo resplandecente de Homero, e reflete a eterna nostalgia do Homem por melhores tempos; o mito de Pandora, que \u00e9 alheio ao pensamento cavalheiresco e exprime a concep\u00e7\u00e3o triste e prosaica da mulher como fonte de todos os males (JAEGER, 1995, p. 89).<\/p>\n<p>Algumas das hist\u00f3rias contadas por Hes\u00edodo j\u00e1 eram conhecidas entre os gregos. Mas a sua import\u00e2ncia vem justamente do modo como ele as conta, de modo que elas passem a fazer parte do que \u00e9 a \u201cverdade\u201d para aquela sociedade.<\/p>\n<p>2. A IMPORT\u00c2NCIA DOS DEUSES NA CULTURA GREGA<\/p>\n<p>Havia, para cada uma das diferentes realidades da vida grega (a guerra, a fertilidade, o amor, o vinho, o mundo subterr\u00e2neo, o c\u00e9u, o oceano etc), uma divindade correspondente.<\/p>\n<p>Para exemplificar a influ\u00eancia dos deuses, basta analisar algumas realidades da Gr\u00e9cia antiga. A primeira an\u00e1lise que tomaremos seria a das constantes guerras que aconteciam entre as cidades. As batalhas eram uma realidade t\u00e3o pr\u00f3xima dos povos antigos que se tornaram cen\u00e1rios de importantes hist\u00f3rias mitol\u00f3gicas como a Guerra de Tr\u00f3ia, por exemplo, que conta a saga do grande Aquiles.<\/p>\n<p>Todavia, mediante a influ\u00eancia de tal realidade, havia um deus que era invocado para conseguir a vit\u00f3ria nas guerras, o chamado: Ares. Sendo assim, Ares era um deus de grande import\u00e2ncia para os povos antigos. J\u00e1 que o destino estava ligado \u00e0 vontade dos deuses, agradar ao deus da guerra era garantia de \u00eaxito e se assim n\u00e3o fosse, seria porque a divindade n\u00e3o havia se agradado do culto prestado.<\/p>\n<p>Outro fator importante de se analisar na Gr\u00e9cia \u00e9 a dificuldade da agricultura mediante infertilidade das terras. \u201cO seu solo \u00e9 formado de m\u00faltiplos vales estreitos e paisagens cortadas por montanhas. Quase n\u00e3o tem as vastas plan\u00edcies, f\u00e1ceis de cultivar, do norte da Europa, o que obriga a uma luta incessante com o solo para arrancar dele o que s\u00f3 assim ele consegue dar\u201d (JAEGER, 1995, p. 86).<\/p>\n<p>Assim entendido, a figura da deusa Dem\u00e9ter, a deusa da fertilidade, aquela que rege os tempos de plantio e colheita e as esta\u00e7\u00f5es do ano, \u00e9, tamb\u00e9m de extrema import\u00e2ncia para os gregos. O bom \u00eaxito da pr\u00e1tica agr\u00edcola estava justamente em agradar Dem\u00e9ter.<\/p>\n<p>Ela era respons\u00e1vel tamb\u00e9m pelo ciclo das esta\u00e7\u00f5es do ano. Esta import\u00e2ncia \u00e9 contada a partir do mito do rapto de Pers\u00e9fone, filha de Dem\u00e9ter, por Hades, o deus dos infernos.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do interm\u00e9dio de Afrodite e seu filho, Cupido, Hades se apaixona por Pers\u00e9fone e a rapta e a leva para o mundo subterr\u00e2neo. A tristeza de Dem\u00e9ter ao saber do acontecido faz com que ela entre em tamanha depress\u00e3o e se descuide da terra por v\u00e1rios meses. A deusa da fertilidade foi pedir a Zeus que interviesse na situa\u00e7\u00e3o e pedisse a Hades sua filha de volta. A solu\u00e7\u00e3o encontrada pelas divindades foi de que Pers\u00e9fone ficaria uma metade do ano com Hades e a outra com Dem\u00e9ter.<\/p>\n<p>Concluindo e interpretando a hist\u00f3ria, durante o tempo em que Dem\u00e9ter tem a filha junto de si ela est\u00e1 feliz e por isso a terra \u00e9 f\u00e9rtil. Quando Pers\u00e9fone volta para Hades, a m\u00e3e chora e fica deprimida, neste per\u00edodo de tempo, a terra \u00e9 inf\u00e9rtil.<\/p>\n<p>Os gregos buscavam tamb\u00e9m valorizar muito a beleza, o f\u00edsico e os prazeres da carne. Da\u00ed, deuses como Afrodite, Apolo e Dion\u00edsio que simbolizavam tais realidades. Da\u00ed tamb\u00e9m, as esculturas dos deuses que sempre buscavam mostrar o f\u00edsico dos deuses como um ideal de beleza.<\/p>\n<p>3. O ANTROPOMORFISMO<\/p>\n<p>Diante de tamanha influ\u00eancia dos mitos na cultura e na vida grega, alguns fil\u00f3sofos lan\u00e7aram um questionamento: Os deuses n\u00e3o s\u00e3o apenas uma representa\u00e7\u00e3o exagerada dos seres humanos? N\u00e3o seriam eles, apenas um processo de antropomorfiza\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Um dos grandes defensores desta ideia foi o fil\u00f3sofo pr\u00e9-socr\u00e1tico Xen\u00f3fanes (576-480 a.C.) que criticou duramente os deuses gregos afirmando n\u00e3o serem eles nada mais que representa\u00e7\u00f5es exageradas dos seres humanos em suas formas e atitudes.<\/p>\n<p>Para ele, as divindades que sentiam medo, raiva, cometiam atrocidades diversas, se relacionavam com humanos e cometiam adult\u00e9rio eram nada mais que uma forma do homem se representar. N\u00e3o havia nada de diferente nelas. E assim eram pelo simples fato de serem idealizadas e criadas pelos seres humanos de uma ou outra cultura.<\/p>\n<p>Agudamente, Xen\u00f3fanes objeta que se os animais tivessem m\u00e3os e pudessem fazer imagens de deuses, os fariam em forma de animal, assim como os et\u00edopes, que s\u00e3o negros e t\u00eam o nariz achatado, representam seus deuses negros e com o nariz achatado ou os tr\u00e1cios, que t\u00eam olhos azuis e cabelos ruivos representam seus deuses com tais caracter\u00edsticas (REALE; ANTISERI. 1990, p. 48).<\/p>\n<p>Segundo o fil\u00f3sofo, os deuses tamb\u00e9m deveriam ser eternos e, uma vez que nascem, n\u00e3o o s\u00e3o. Em outra passagem o fil\u00f3sofo afirma: \u201cMas os mortais acham que os deuses nascem, que t\u00eam roupas, vozes e vultos como eles. Homero e Hes\u00edodo atribuem aos deuses tudo aquilo que \u00e9 desonra e vergonha aos homens: roubar, cometer adult\u00e9rio, enganar-se mutuamente\u201d (REALE; ANTISERI. 1990, p. 48). Dessa forma, Xen\u00f3fanes critica n\u00e3o s\u00f3 aos deuses mas, tamb\u00e9m, aos poetas que contavam suas hist\u00f3rias: Homero e Hes\u00edodo.<\/p>\n<p>Na busca da arch\u00e9, o princ\u00edpio fundante de todas as coisas, Xen\u00f3fanes procurou desmistificar muitas das coisas que eram explicadas como interfer\u00eancia, gra\u00e7a ou castigo dos deuses. Em uma destas tentativas ele desmistifica a deusa \u00cdris, o arco \u00edris dizendo: \u201cAquela que chamamos \u00cdris, por\u00e9m, tamb\u00e9m ela \u00e9 uma nuvem, purp\u00farea, viol\u00e1cea, verde de se ver.\u201d (REALE; ANTISERI. 1990, p. 48).<\/p>\n<p>Portanto, a ideia dos deuses, como era concebida, recebia agora uma s\u00e9rie de cr\u00edticas quanto ao fato de eles n\u00e3o serem eternos, nem se diferenciarem dos seres humanos em suas virtudes, e muitas vezes cometerem os mesmos- ou at\u00e9 piores &#8211; erros que os homens e mulheres mortais.<\/p>\n<p>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/p>\n<p>Ao fim deste artigo, se houver retid\u00e3o em nosso pensamento, \u00e9 poss\u00edvel concluir que \u00e9 ineg\u00e1vel a influ\u00eancia dos deuses na forma de vida grega. Era a forma que eles tinham de explicar todas as quest\u00f5es existenciais antes do surgimento da Filosofia. De fato, a cr\u00edtica de Xen\u00f3fanes nos proporciona pensar em que valor poderiam ter tais divindades, mas mostra tamb\u00e9m que o fato de tais hist\u00f3rias terem certo teor fantasioso n\u00e3o diminui sua import\u00e2ncia para a forma\u00e7\u00e3o cultural da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>JEAGER, Werner. Paideia: A forma\u00e7\u00e3o do homem grego. Tradu\u00e7\u00e3o Artur M. Parreira. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1995<\/p>\n<p>REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. Hist\u00f3ria da Filosofia: Antiguidade e Idade M\u00e9dia. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1990. v.1 (Filosofia)<\/p>\n<p>NOTAS:<br \/>\n*Bacharelando em Filosofia- FAM<\/p>\n<p>\u00b9Entende-se antropomorfismo, segundo o dicion\u00e1rio b\u00e1sico de Filosofia de Hilton Japiass\u00fa e Danilo Marcondes, por: (do gr. anthropos: homem, e morph\u00e9: forma) Atitude de esp\u00edrito que consiste em conceber Deus \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a do homem e em atribuir-lhe modos de pensar, de sentir e de agir id\u00eanticos ou semelhantes aos modos humanos.<\/p>\n<p>\u00b2Xen\u00f3fanes segundo dicion\u00e1rio b\u00e1sico de Filosofia de Hilton Japiass\u00fa e Danilo Marcondes: (s\u00e9c.IV a.C.) Fil\u00f3sofo grego, nascido em C\u00f3lofon, Asia Menor, e fundador da escola ele\u00e1tica (de El\u00e9ia, Sul da It\u00e1lia), Xen\u00f3fanes, opondo-se aos pensadores j\u00f4nicos, afirmava a unidade e a imobilidade do Ser: as mudan\u00e7as n\u00e3o passam de apar\u00eancias. Ridicularizou os deuses mitol\u00f3gicos e zombou das honrarias conferidas aos atletas ol\u00edmpicos, porque &#8220;o nosso saber vale muito mais do que o vigor dos homens N\u00e3o \u00e9 justo preferir a for\u00e7a ao vigor do saber&#8221;. Para ele, a subst\u00e2ncia primitiva e fundamento de tudo \u00e9 a terra, &#8220;pois tudo sai da terra e volta \u00e0 terra&#8221;. Os pr\u00f3prios homens nascem da terra. E ao combater o antropomorfismo, essa doutrina que atribui a Deus uma forma humana, Xen\u00f3fanes defendeu a unidade de Deus que \u00e9 um e tudo, que se funde com o todo e a tudo governa com o pensamento (pante\u00edsmo que identifica Deus com o universo).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tiago Rafael Jer\u00f4nimo da Silva* Resumo: O presente artigo apresenta, de forma atenuada, a apresenta\u00e7\u00e3o do que seria a influ\u00eancia dos mitos na cultura e nos relacionamentos dos povos por meio da explica\u00e7\u00e3o de algumas hist\u00f3rias. 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