{"id":2651,"date":"2016-06-01T15:47:11","date_gmt":"2016-06-01T18:47:11","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2651"},"modified":"2016-06-01T15:47:11","modified_gmt":"2016-06-01T18:47:11","slug":"a-doutrina-das-ideias-de-platao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2651","title":{"rendered":"A DOUTRINA DAS IDEIAS DE PLAT\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Emanuel Tadeu Dias Teixeira*<\/p>\n<p>Resumo: O presente artigo tem por objetivo discorrer sobre a doutrina das ideias do pensamento de Plat\u00e3o, relatando suas principais caracter\u00edsticas come\u00e7ando pela origem da segunda navega\u00e7\u00e3o que possibilitou o surgimento de tal teoria. Depois a explica\u00e7\u00e3o do mundo das ideias, tamb\u00e9m chamado de Hiperur\u00e2nio, onde essas est\u00e3o situadas de forma hier\u00e1rquica e por fim, a defini\u00e7\u00e3o plat\u00f4nica de ideia e tamb\u00e9m sua origem a partir do principio superior chamado de Uno nas doutrinas n\u00e3o escritas. Ser\u00e1 dada \u00eanfase apenas ao mundo intelig\u00edvel onde habitam as ideias. O texto desse trabalho acad\u00eamico foi escrito de forma dissertativa com cita\u00e7\u00f5es que ajudam a confirmar a tese proposta e esclarecer o pensamento acerca do assunto abordado.<\/p>\n<p>Palavras-chave: Intelig\u00edvel. Hiperur\u00e2nio. Defini\u00e7\u00e3o. Hierarquia. Origem.<\/p>\n<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Plat\u00e3o foi um grande fil\u00f3sofo da Gr\u00e9cia antiga e seu pensamento teve grande influ\u00eancia sobre os posteriores pensadores. Uma de suas maiores contribui\u00e7\u00f5es foi a cria\u00e7\u00e3o do mundo das Ideias que mostrou uma vis\u00e3o que difere das anteriores, \u00e0s quais buscavam a origem do universo no cosmo sens\u00edvel. Na verdade era mais uma cosmologia do que propriamente filosofia.<\/p>\n<p>Plat\u00e3o, com sua descoberta, criou o mundo intelig\u00edvel, uma realidade que est\u00e1 al\u00e9m da f\u00edsica e da qual se origina tudo que est\u00e1 no sens\u00edvel, sendo este c\u00f3pia daquele. Essa realidade imaterial \u00e9 causa da material e consiste na verdadeira ess\u00eancia que existe \u201cpor si e em si\u201d. Essa conquista foi sem d\u00favida alguma um grande avan\u00e7o para a metaf\u00edsica.<\/p>\n<p>O presente artigo explicar\u00e1 em que consiste a doutrina das Ideias de Plat\u00e3o, come\u00e7ando pelo descobrimento da segunda navega\u00e7\u00e3o que permitiu afirmar a exist\u00eancia de uma realidade metaf\u00edsica, passando pelas provas que levaram o referido fil\u00f3sofo grego \u00e0 evid\u00eancia do supraf\u00edsico e suas influ\u00eancias. Depois, ser\u00e1 feita a explica\u00e7\u00e3o do mundo das Ideias ou Hiperur\u00e2nio a partir de sua constitui\u00e7\u00e3o e da defini\u00e7\u00e3o plat\u00f4nica de Ideia, pois, para Plat\u00e3o, ela tem uma diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a nossa defini\u00e7\u00e3o hodierna.<\/p>\n<p>Prosseguir\u00e1 o trabalho com a explica\u00e7\u00e3o da forma que \u00e9 estruturado o mundo das Ideias e como acontece a g\u00eanese das mesmas.<\/p>\n<p>O objetivo principal desse trabalho \u00e9 entender a referida teoria plat\u00f4nica e mostrar a import\u00e2ncia dela para o pensamento filos\u00f3fico. Para isso, foi utilizado o modo dissertativo com cita\u00e7\u00f5es que enriquecem o artigo.<\/p>\n<p>1. Segunda Navega\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Uma das grandes descobertas de Plat\u00e3o que deu uma enorme contribui\u00e7\u00e3o para a metaf\u00edsica foi a descoberta de uma realidade superior ao mundo sens\u00edvel, uma dimens\u00e3o que est\u00e1 al\u00e9m da f\u00edsica. Antes com os fil\u00f3sofos da physis, o princ\u00edpio origin\u00e1rio era pensado apenas como um elemento sens\u00edvel, f\u00edsico como \u00e9 o caso de Tales de Mileto, que atribui ao elemento \u201c\u00e1gua\u201d a arch\u00e9 universal do cosmo. Plat\u00e3o com seu pensamento deu um longo avan\u00e7o apontando as verdadeiras causas desse mundo como algo al\u00e9m do que se pensava antes, isto \u00e9, al\u00e9m do sens\u00edvel. A essa descoberta o fil\u00f3sofo grego deu o nome de segunda navega\u00e7\u00e3o. Essa compara\u00e7\u00e3o \u00e9 referente aos h\u00e1bitos mar\u00edtimos; a primeira navega\u00e7\u00e3o se refere ao sens\u00edvel como, por exemplo, o vento que sopra as velas do barco. Quando esses cessam, faz se necess\u00e1rio recorrer \u00e0 for\u00e7a atrav\u00e9s dos remos que simbolizam a liberta\u00e7\u00e3o dos sentidos para um racioc\u00ednio puro que ir\u00e1 captar o que \u00e9 pr\u00f3prio do intelecto e da mente.<\/p>\n<p>Para chegar \u00e0 conclus\u00e3o do mundo intelig\u00edvel, Plat\u00e3o percebeu duas coisas. A primeira \u00e9 que para se falar de uma ideia era necess\u00e1rio explicar o porqu\u00ea, um exemplo \u00e9 o do belo. Para explicar a origem deste \u00e9 necess\u00e1rio recorrer a elementos da f\u00edsica, tais como, cor, figura e outros. Sendo assim, ele pensou que devia haver uma ideia, em si, que \u00e9 a causa verdadeira de todas as outras. No caso do exemplo, que \u00e9 o fundamento de toda a ideia do que \u00e9 belo e da qual as outras participam, essa ideia que, por isso, deve ser intelig\u00edvel e uma forma pura.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou a enunciar nenhuma novidade, mas apenas a repetir o que, em outras ocasi\u00f5es como na pesquisa passada, tenho me fatigado de dizer. Tentarei mostrar-te a esp\u00e9cie de causa que descobri. Volto a uma teoria que j\u00e1 muitas vezes discuti e por ela come\u00e7o: suponho que h\u00e1 um belo, um bom, e um grande em si, e do mesmo modo as demais coisas. [&#8230;] Para mim \u00e9 evidente: quando al\u00e9m do belo em si, existe um outro belo, este \u00e9 belo porque participa daquele apenas por isso e nenhuma outra causa. (PLAT\u00c3O, F\u00e9don, 100b-c.).<\/p>\n<p>O segundo argumento para se chegar ao mundo suprassens\u00edvel \u00e9 referente ao mestre de Plat\u00e3o. S\u00f3crates est\u00e1 preso, n\u00e3o por causa de seu corpo que se locomoveu para o c\u00e1rcere, n\u00e3o \u00e9 de ordem mec\u00e2nica e material sua pris\u00e3o, mas de ordem superior, referente a um valor espiritual e moral. \u00c9 devido \u00e0 obedi\u00eancia tanto das leis como dos ju\u00edzes de Atenas que ele se direcionou para o lugar onde se encontrava cativo.<\/p>\n<p>Depois de descobrir o que est\u00e1 al\u00e9m da f\u00edsica, Plat\u00e3o criou o mundo das ideias que foi a jun\u00e7\u00e3o do pensamento de Her\u00e1clito de \u00c9feso com o de Parm\u00eanides. O primeiro afirmava que tudo estava sujeito ao devir, isto \u00e9, Panta Rhei, que significa que tudo flui, move e est\u00e1 em constante mudan\u00e7a. O segundo, que pertencia \u00e0 escola ele\u00e1tica, afirma o contr\u00e1rio do seu anterior. Ele disse que o ser \u00e9 eterno, imut\u00e1vel e infinito, n\u00e3o estando sujeito a mudan\u00e7as. Plat\u00e3o, com sua teoria do suprassens\u00edvel, une os dois pensamentos e forma o mundo sens\u00edvel, sujeito \u00e0 mudan\u00e7a e o intelig\u00edvel, imut\u00e1vel. \u201cA distin\u00e7\u00e3o entre dois planos de ser, o sens\u00edvel e o intelig\u00edvel, superava definitivamente a ant\u00edtese entre Her\u00e1clito e Parm\u00eanides\u201d (REALE; ANTISERI, 2012, p. 138).<\/p>\n<p>2. O Mundo das Ideias ou Hiperur\u00e2nio<\/p>\n<p>Como foi dito, Plat\u00e3o divide a realidade em duas: o mundo sens\u00edvel e o intelig\u00edvel. O primeiro \u00e9 o qual se habita atualmente e \u00e9 acess\u00edvel pelos sentidos; ao contr\u00e1rio, o segundo s\u00f3 \u00e9 acessado pelo intelecto, o que exige mais esfor\u00e7o do sujeito cognoscente.<\/p>\n<p>O primeiro passo para se entender o mundo das Ideias, ou seja, o mundo intelig\u00edvel, \u00e9 a partir de sua pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o. O suprassens\u00edvel ou Hiperur\u00e2nio , termo que \u00e9 utilizado no Fedro, \u00e9 constitu\u00eddo por um conjunto de Ideias que s\u00e3o a verdadeira causa de todas as coisas e que est\u00e3o dispostas de forma hier\u00e1rquica na sua organiza\u00e7\u00e3o. Para compreender ent\u00e3o o referido mundo, faz-se necess\u00e1rio entender o que Plat\u00e3o inferia sobre o termo ideia, j\u00e1 que atualmente a defini\u00e7\u00e3o dessa palavra \u00e9 vista de forma distinta da sua.<\/p>\n<p>2.1. Defini\u00e7\u00e3o plat\u00f4nica de Ideia<\/p>\n<p>No pensamento plat\u00f4nico, as ideias s\u00e3o pensadas de forma diferente do modelo que s\u00e3o definidas na modernidade. Para o referido fil\u00f3sofo grego as Ideias s\u00e3o uma realidade intelig\u00edvel, causas de natureza n\u00e3o f\u00edsicas. Elas representam, pois, entidades, subst\u00e2ncias, o verdadeiro ser, sendo, por isso, as ess\u00eancias das coisas, pois fazem com que cada uma seja aquilo que \u00e9 tornando-se, ent\u00e3o, o modelo permanente de cada coisa. A tradu\u00e7\u00e3o mais correta para Ideia seria a de \u201cforma\u201d, pois ela constitui o verdadeiro ser. \u201cPlat\u00e3o (&#8230;) com \u2018Ideia\u2019 entendia em certo sentido, algo que constitui o objeto espec\u00edfico do pensamento, ou seja, aquilo a que o pensamento se dirige de modo puro, sem o que o pensamento n\u00e3o seria pensamento\u201d (REALE; ANTISERI, 2007, p. 139).<\/p>\n<p>Uma express\u00e3o plat\u00f4nica \u00edmpar para explicar as Ideias \u00e9 \u201cem si e por si\u201d. Essa express\u00e3o significa que as Ideias s\u00e3o est\u00e1veis, n\u00e3o relativas, se refere ao car\u00e1ter absoluto delas. Afirmar isso \u00e9 dizer que elas se imp\u00f5em ao homem de modo absoluto, n\u00e3o dependendo de sua percep\u00e7\u00e3o e sendo mais verdadeiras do que o pr\u00f3prio indiv\u00edduo. No pensamento plat\u00f4nico existe, por exemplo, o belo por si mesmo, o bem em si mesmo, o justo em si mesmo e as realidades sens\u00edveis participam da Ideia de belo, bondade e justi\u00e7a.<\/p>\n<p>As ideias habitam o Hiperur\u00e2nio e por isso s\u00e3o dotadas de caracter\u00edsticas que as impossibilitam de qualquer rela\u00e7\u00e3o com o f\u00edsico como \u00e9 afirmado na obra Fedro (1973, 247-c, p. 322), \u201cEsse lugar supraceleste (&#8230;). Eis como ele \u00e9: o Ser realmente existente, que n\u00e3o tem forma, nem cor, nem se pode tocar, e vis\u00edvel apenas ao piloto da alma, a intelig\u00eancia, aquele que \u00e9 objeto do verdadeiro saber, \u00e9 esse que habita tal lugar\u201d. Desse modo, essa realidade imut\u00e1vel e verdadeira s\u00f3 pode ser alcan\u00e7ada pelo esfor\u00e7o intelectual em um processo de ascese do conhecimento chamado ci\u00eancia da dial\u00e9tica que ajuda o homem a se elevar das imagens (Eikones) at\u00e9 as Formas ou Ideias (Noetas superiores) num processo ascendente que vai do sens\u00edvel para o suprassens\u00edvel.<\/p>\n<p>2.2. Estrutura\u00e7\u00e3o do Mundo das Ideias<\/p>\n<p>Como j\u00e1 fora dito, o mundo intelig\u00edvel \u00e9 composto por in\u00fameras ideias, a saber: ideias de valores est\u00e9ticos, morais, realidades corp\u00f3reas e outras. Elas s\u00e3o imut\u00e1veis e causas de toda realidade sens\u00edvel. Est\u00e3o dispostas de forma hier\u00e1rquica no mundo eterno, das ideias inferiores at\u00e9 a Ideia que ocupa o v\u00e9rtice da hierarquia. A Ideia que ocupa o topo \u00e9 a de Bem, esse que \u00e9 princ\u00edpio supremo e condiciona todas as outras Ideias, as tornam cognosc\u00edveis, faz a mente capaz de conhecer e produz o ser e a subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>(&#8230;) uma vez que j\u00e1 me ouviste afirmar com frequ\u00eancia que a ideia do bem \u00e9 a mais elevada das ci\u00eancias, e que para ela \u00e9 que a justi\u00e7a e as outras virtudes se tornam \u00fateis e valiosas. E agora j\u00e1 calculas mais ou menos que \u00e9 isso que vou dizer, e, al\u00e9m disso, que n\u00e3o conhec\u00eassemos suficientemente essa ideia. (PLAT\u00c3O, Rep\u00fablica, VI, 505a).<\/p>\n<p>Plat\u00e3o em sua obra A Rep\u00fablica faz uma analogia para explicar como a Ideia de Bem age em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras ideias. Ele compara o Bem ao sol. Assim, como no mundo vis\u00edvel o astro rei com sua luz clareia os objetos da vis\u00e3o e os fazem vis\u00edveis para o sujeito enxerg\u00e1-los, a Ideia de Bem com a verdade torna o mundo intelig\u00edvel cognosc\u00edvel e o esp\u00edrito inteligente para o sujeito conhecer os objetos do conhecimento. O Bem \u00e9 ent\u00e3o \u201ca causa do saber e da verdade, na medida em que est\u00e1 \u00e9 conhecida\u201d (PLAT\u00c3O, Rep\u00fablica, VI, 509a).<\/p>\n<p>Se na Rep\u00fablica Plat\u00e3o chama o princ\u00edpio supremo de Bem, nas doutrinas n\u00e3o escritas \u00e9 nomeado de Uno. A diferen\u00e7a est\u00e1 no fato de o Uno sintetizar o Bem e este ser um aspecto funcional daquele. Abaixo do Uno encontra-se a D\u00edade, que \u00e9 um princ\u00edpio origin\u00e1rio de ordem inferior podendo ser chamado tamb\u00e9m de dualidade indefinida ou princ\u00edpio indeterminado e ilimitado.<\/p>\n<p>2.3. Origem das Ideias<\/p>\n<p>As Ideias, apesar de serem causa de tudo que existe no mundo sens\u00edvel, tem sua origem na Ideia superior. O nascimento delas acontece a partir da colabora\u00e7\u00e3o do Um e da D\u00edade. O processo acontece da seguinte forma: o Um usando do Bem, que \u00e9 seu aspecto funcional, age sobre a D\u00edade (multiplicidade ilimitada) como princ\u00edpio limitante e determinante (princ\u00edpio formal). O resultado dessa a\u00e7\u00e3o \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o da Ideia (Eidos), ou melhor, de todas as Ideias. \u201ccada uma e todas as Ideias surgem como resultado de uma &#8220;mistura&#8221; dos dois princ\u00edpios (delimita\u00e7\u00e3o de um ilimitado)\u201d (REALE; ANTISERI, 2007, p. 142).<\/p>\n<p>CONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p>Observando a doutrina plat\u00f4nica das Ideias, percebe-se com clareza a densidade do pensamento de Plat\u00e3o. Analisando a realidade que o cercava, ele percebeu que a causa do sens\u00edvel provavelmente deveria ser algo que n\u00e3o fosse f\u00edsico, mas que tinha maior valor, o verdadeiro ser que, sendo intelig\u00edvel, gera tudo que se tem nesse mundo. A dial\u00e9tica foi usada, ent\u00e3o, para se partir de uma realidade ef\u00eamera para contemplar a eterna, o fundamento do vis\u00edvel, o absoluto atrav\u00e9s e unicamente pelo intelecto. As Ideias s\u00e3o, pois, seres que existem por si pr\u00f3prios e que d\u00e3o exist\u00eancia a outras realidades por participa\u00e7\u00e3o. O Bem \u00e9 a Ideia Principal na Rep\u00fablica e, o Uno, nas doutrinas n\u00e3o escritas e este usando daquele e agindo sobre a D\u00edade forma as Ideias. O pensamento plat\u00f4nico constitui um vasto campo a ser aprofundado devido a sua contribui\u00e7\u00e3o t\u00e3o relevante para a filosofia.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>ABBAGNANO, Nicola. Dicion\u00e1rio de Filosofia. Tradu\u00e7\u00e3o Alfredo Bosi. 5. ed. rev. ampl. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2007. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/ charlezine.com.br\/wp-content\/&#8230;\/Dicionario-de-Filosofia-Nicola-ABBAGNANO.pdf&gt;Acesso em: 18 de maio 2016.<\/p>\n<p>PLAT\u00c3O. A Rep\u00fablica. Tradu\u00e7\u00e3o Maria Helena da Rocha Pereira. 7. ed. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 1949.<\/p>\n<p>______. F\u00e9don. Tradu\u00e7\u00e3o Jorge Paleikat e Jo\u00e3o Cruz Costa. Os Pensadores. Porto Alegre: Abril Cultural, 1972.<\/p>\n<p>______. Fedro. Tradu\u00e7\u00e3o Manuel de Oliveira Pulqu\u00e9rio et al. Lisboa-S\u00e3o Paulo: Verbo, 1973.<\/p>\n<p>REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. Hist\u00f3ria da Filosofia: Antiguidade e Idade M\u00e9dia. 3.ed. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007.<\/p>\n<p>NOTAS:<\/p>\n<p>* Bacharelando em Filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana- FAM.<br \/>\n1 Hiperur\u00e2nio: A regi\u00e3o &#8220;al\u00e9m do c\u00e9u&#8221;, na qual, segundo o mito encontrado em Fedro (247 ss.), residem as subst\u00e2ncias imut\u00e1veis que s\u00e3o objetos da ci\u00eancia. Trata-se de uma regi\u00e3o n\u00e3o espacial, j\u00e1 que, para os antigos, o c\u00e9u encerrava todo o espa\u00e7o e al\u00e9m do c\u00e9u n\u00e3o haveria espa\u00e7o. (Abbagnano, 1998, p.500)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emanuel Tadeu Dias Teixeira* Resumo: O presente artigo tem por objetivo discorrer sobre a doutrina das ideias do pensamento de Plat\u00e3o, relatando suas principais caracter\u00edsticas come\u00e7ando pela origem da segunda navega\u00e7\u00e3o que possibilitou o surgimento de tal teoria. 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