{"id":2658,"date":"2016-12-07T08:11:56","date_gmt":"2016-12-07T10:11:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2658"},"modified":"2016-12-07T08:12:52","modified_gmt":"2016-12-07T10:12:52","slug":"o-sentido-da-filosofia-em-actualidad-de-la-filosofia-de-theodor-w-adornocarlos-heitor-fideles-resumo-o-presente-artigo-busca-apresentar-qual-o-sentido-da-filosofia-para-theodor-w","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2658","title":{"rendered":"O SENTIDO DA FILOSOFIA EM \u201cACTUALIDAD DE LA FILOSOFIA\u201d DE THEODOR W. ADORNO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Carlos Heitor Fideles\u00b9<\/p>\n<p>Resumo: O presente artigo busca apresentar qual o sentido da filosofia para Theodor W. Adorno, a partir de seu texto \u201cActualidad de la filosofia\u201d. Para tanto, se torna necess\u00e1rio percorrer um caminho que passa pela compreens\u00e3o da filosofia contempor\u00e2nea para o autor e como ele acredita que ela deve se comportar, passando pela concep\u00e7\u00e3o adorniana de atualidade, para enfim compreendermos qual \u00e9 o real sentido da filosofia para o autor. Compreender esse sentido da filosofia no referido texto, permite perceber alguns elementos pontuais da filosofia adorniana, pois nesse texto se encontram alguns aspectos que marcar\u00e3o toda a produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica do autor.<\/p>\n<p>Palavras-chave: Adorno. Filosofia. Sentido. Atualidade. Interpreta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Considera\u00e7\u00f5es iniciais<\/p>\n<p>Theodor W. Adorno \u00e9 um dos maiores pensadores da chamada Escola de Frankfurt. Situado na tradi\u00e7\u00e3o alem\u00e3, Adorno \u00e9 herdeiro de um rico debate filos\u00f3fico, encontrando-se entre o c\u00edrculo de debates da chamada Teoria Cr\u00edtica. Dentre a produ\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo alem\u00e3o, se encontra o texto \u201cActualidad de la filosofia\u201d, que originalmente foi sua palestra inaugural como professor na Universidade de Frankfurt. Embora seja um dos textos iniciais de Adorno, nele, de certo modo, \u201cj\u00e1 est\u00e3o presentes, \u00e0quela \u00e9poca, elementos que compor\u00e3o o pensamento maduro do fil\u00f3sofo.\u201d (DUARTE, 1997, p. 66)<\/p>\n<p>Em \u201cActualidad de la filosofia\u201d Adorno busca fazer como que um balan\u00e7o da filosofia contempor\u00e2nea e, a partir da\u00ed, elucidar se a filosofia \u00e9 ou n\u00e3o atual. A atualidade da filosofia passa pela necessidade de ela ainda poder realizar algo. A exist\u00eancia de alguma coisa que possa ser realizada pela filosofia aponta para sua atualidade, mostrando que ela ainda n\u00e3o est\u00e1 ultrapassada.<\/p>\n<p>1. A ilus\u00e3o que a filosofia deve abandonar<\/p>\n<p>Adorno inicia seu texto mostrando que a filosofia contempor\u00e2nea deve se livrar de uma antiga pretens\u00e3o, com a qual outrora se principiava os projetos filos\u00f3ficos. Ele sentencia como deve se comportar aquele que, nos tempos contempor\u00e2neos, inicia-se no caminho da filosofia. Para ele<br \/>\nQuem hoje em dia escolhe o trabalho filos\u00f3fico como profiss\u00e3o, deve, de in\u00edcio, abandonar a ilus\u00e3o de que partiam antigamente os projetos filos\u00f3ficos: que \u00e9 poss\u00edvel, pela capacidade do pensamento, se apoderar da totalidade do real. Nenhuma raz\u00e3o legitimadora poderia se encontrar novamente em uma realidade, cuja ordem e conforma\u00e7\u00e3o sufoca qualquer pretens\u00e3o da raz\u00e3o; apenas polemicamente uma realidade se apresenta como total a quem procura conhec\u00ea-la, e apenas em vest\u00edgios e ru\u00ednas mant\u00e9m a esperan\u00e7a de que um dia venha a se tornar uma realidade correta e justa. (ADORNO, 1991, p. 71)<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma passagem extremamente importante no interior do referido texto, uma vez que nela Adorno indica tanto como a filosofia tem se apresentado, ou seja, incapaz de alcan\u00e7ar uma totalidade, uma vez que a totalidade do real n\u00e3o est\u00e1 de certo modo dispon\u00edvel a raz\u00e3o, e mostra tamb\u00e9m qual atitude deve ter aquele que escolhe o trabalho filos\u00f3fico como profiss\u00e3o diante desse panorama, ou seja, deve abandonar a ilus\u00e3o de que, pela capacidade do pensamento, se possa captar a totalidade do real. Essa passagem \u00e9 importante inclusive para se pensar como se comporta contemporaneamente a possibilidade da cr\u00edtica, lembrando que Adorno situa-se na discuss\u00e3o chamada Teoria Cr\u00edtica. Diante desse quadro percebe-se que \u201cA impossibilidade de exercer a cr\u00edtica como antes \u00e9 fruto de um desenvolvimento da objetividade, que leva a um descompasso entre os problemas filos\u00f3ficos e a possibilidade de serem respondidos.\u201d (DUR\u00c3O, 2005, p.27)<\/p>\n<p>A partir da postula\u00e7\u00e3o de que captar a totalidade do real atrav\u00e9s do pensamento trata-se apenas de uma ilus\u00e3o, Adorno passa a fazer um balan\u00e7o da filosofia contempor\u00e2nea e como ela enfrentou essa realidade. A crise do idealismo, segundo Adorno, atesta a crise ou decad\u00eancia da pretens\u00e3o de captar a totalidade do real, atrav\u00e9s da for\u00e7a do pensamento. Adorno diz que \u201ca ratio aut\u00f4noma \u2013 tese de todo sistema idealista \u2013 deveria ser capaz de desenvolver, a partir de si mesma, o conceito de realidade e de toda realidade. Esta tese se autodissolveu.\u201d (ADORNO, 1991, p. 72)<\/p>\n<p>Em sua an\u00e1lise da filosofia contempor\u00e2nea, Adorno percebe que, em busca de conseguir captar a totalidade do real pela for\u00e7a do pensamento, as diversas escolas filos\u00f3ficas estiveram distantes ora da realidade, ora da sistematiza\u00e7\u00e3o exigida pela filosofia. Adorno cita como exemplos desse fazer filos\u00f3fico o neokantismo da Escola de Marburg, que na busca por apreender a realidade atrav\u00e9s de categorias l\u00f3gicas, manteve-se fiel \u00e0 sistematiza\u00e7\u00e3o, todavia, para isso teve de abdicar-se do direito sobre essa realidade. Em contrapartida, a filosofia de vida de Simmel, que se mostrou uma filosofia psicol\u00f3gica e orientada irracionalmente, conservou-se em contato com o real, mas perdeu todo direito sobre a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Adorno faz tamb\u00e9m uma an\u00e1lise do projeto fenomenol\u00f3gico, com o qual Husserl, mesmo ap\u00f3s a decad\u00eancia do idealismo, deseja manter, com a ratio aut\u00f4noma, uma ordem do ser que n\u00e3o seja facultativo. Assim, o sistema de Husserl ainda permanece dependente da raz\u00e3o como inst\u00e2ncia legitimadora da rela\u00e7\u00e3o entre raz\u00e3o e realidade. Por\u00e9m, para Adorno, quanto a fenomenologia ainda pode-se dizer que \u201co saldo [&#8230;] \u00e9 positivo, uma vez que Husserl purificou o idealismo de seu \u201ca mais\u201d especulativo.\u201d (DUARTE, 1997, p. 67) Merece lugar especial a abordagem que Adorno faz da ontologia fundamental de Heidegger. Tal abordagem merece uma aten\u00e7\u00e3o peculiar, pois Adorno se situa como um cr\u00edtico da abordagem heideggeriana, n\u00e3o s\u00f3 no texto \u201cActualidad de la filosofia\u201d, mas ao longo de seu percurso intelectual. A cr\u00edtica adorniana a ontologia fundamental, procede do fato de que, tamb\u00e9m ela, se perdeu numa quest\u00e3o subjetiva, assim como a fenomenologia. Para Adorno, \u201cEm lugar da pergunta sobre as id\u00e9ias objetivas e sobre o ser objetivo, em Heidegger, pelo menos nos escritos publicados, surge o subjetivo; a exig\u00eancia da ontologia material se reduz \u00e0 esfera da subjetividade\u201d (ADORNO, 1991, p. 73) Para Adorno, n\u00e3o se pode pensar que a ideia de ser seja capaz de abarcar a realidade como um todo, visto que \u201cnem a plenitude do real, como totalidade, se deixa subordinar \u00e0 id\u00e9ia do ser\u201d (ADORNO, 1991, p. 71)<\/p>\n<p>Ainda no escopo do balan\u00e7o cr\u00edtico da filosofia contempor\u00e2nea realizado por Adorno, deve-se dizer do C\u00edrculo de Viena e sua tentativa de afastar-se da filosofia, desdobrando-a em ci\u00eancias particulares. Todavia, Adorno reconhece que alguns dos problemas fundamentais da Escola de Viena mostram o quanto ela ainda permanece pr\u00f3xima da filosofia. As ci\u00eancias particulares pretendidas pelo C\u00edrculo de Viena, que se apoiam na possibilidade da empiria, alimentam uma pretens\u00e3o de superioridade diante da filosofia. Por\u00e9m, ainda diante dessa pretensa superioridade pretendida por essas ci\u00eancias, Adorno acredita que<br \/>\na filosofia [n\u00e3o] deva desistir outra vez do contato com as ci\u00eancias particulares ou afrouxar essa liga\u00e7\u00e3o que, por fim, voltou a conquistar e que se coloca entre os resultados mais afortunados da mais recente hist\u00f3ria da filosofia. Ao contr\u00e1rio. A filosofia s\u00f3 poder\u00e1 conseguir plenitude material e concre\u00e7\u00e3o dos problemas a partir do estado contempor\u00e2neo das ci\u00eancias particulares. Por sua vez a filosofia n\u00e3o poderia elevar-se acima das ci\u00eancias particulares para tomar delas os resultados como algo pronto e meditar sobre eles a uma dist\u00e2ncia mais segura. Os problemas filos\u00f3ficos se encontram continuamente, e, em certo sentido, indissoluvelmente encerrados nas quest\u00f5es mais definidas das ci\u00eancias particulares. (ADORNO, 1991, p. 75)<\/p>\n<p>Assim, ele percebe que a fim de alcan\u00e7ar a concretude material dos problemas que se apresentam frente a ela, a filosofia n\u00e3o pode abdicar do contato com essas ci\u00eancias particulares. O debate filos\u00f3fico contempor\u00e2neo n\u00e3o pode abandonar o di\u00e1logo com as ci\u00eancias particulares. Nesse processo do di\u00e1logo entre a filosofia e as ci\u00eancias particulares, Adorno acredita que \u00e9 importante definir a especificidade de cada uma. Enquanto as ci\u00eancias particulares aceita seus resultados como insol\u00faveis, a filosofia v\u00ea em seus resultados um algo a ser decifrado, ou seja, \u201ca id\u00e9ia da ci\u00eancia \u00e9 investiga\u00e7\u00e3o, a da filosofia interpreta\u00e7\u00e3o.\u201d (ADORNO, 1991, p.75)<\/p>\n<p>2. Uma filosofia interpretativa<\/p>\n<p>A partir da an\u00e1lise da hist\u00f3ria da filosofia contempor\u00e2nea feita por Adorno, se pode compreender de modo mais claro o que ele postula com o termo \u201catualidade da filosofia\u201d. Como dito, a atualidade da filosofia tem rela\u00e7\u00e3o com o fato de haver ainda uma tarefa que ela possa realizar. Um problema semelhante \u00e9 colocado por Adorno na introdu\u00e7\u00e3o de sua Dial\u00e9tica Negativa, quando ele afirma que \u201ca filosofia, que um dia pareceu ultrapassada, mant\u00e9m-se viva porque se perdeu o instante de sua realiza\u00e7\u00e3o.\u201d (ADORNO, 2009, p. 11) Desse modo, o manter-se viva da Dial\u00e9tica Negativa se liga muito ao ser atual da \u201cActualidad de la filosofia\u201d, pois ambos os casos dependem do fato de a filosofia n\u00e3o ter se tornado desprez\u00edvel, mas ainda possuir uma tarefa que possa realizar.<\/p>\n<p>Assim, percebe-se que, em Adorno, tratar da atualidade da filosofia depende da possibilidade de se responder ao problema de<br \/>\nSe, depois do fracasso dos \u00faltimos grandes esfor\u00e7os, existe ainda alguma adequa\u00e7\u00e3o entre as quest\u00f5es filos\u00f3ficas e a possibilidade de respostas: se realmente o resultado da hist\u00f3ria do problema mais recente n\u00e3o \u00e9 a impossibilidade, por princ\u00edpio, de resposta para as quest\u00f5es filos\u00f3ficas cardeais. (ADORNO, 1991, p. 75)<\/p>\n<p>A partir dessa formula\u00e7\u00e3o, pode-se postular o que venha a ser a filosofia para o autor. Para ele a filosofia deve ser interpretativa, pois sua especificidade \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o. Ele acredita que interpretar n\u00e3o \u00e9 simplesmente buscar um sentido oculto, que j\u00e1 est\u00e1 pronto e dado por tr\u00e1s da quest\u00e3o. A verdadeira intepreta\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica n\u00e3o pode aceitar um sentido que j\u00e1 esteja pronto. Na concep\u00e7\u00e3o adorniana, interpretar verdadeiramente \u00e9 construir constela\u00e7\u00f5es ou realizar ordena\u00e7\u00e3o. Assim, a filosofia deve se valer dos diferentes elementos que disp\u00f5e, colocando-os em diferentes posi\u00e7\u00f5es na busca por construir uma figura ordenada. Desse modo, \u00e9 tarefa da filosofia \u201cinterpretar uma realidade carente de inten\u00e7\u00f5es, mediante a capacidade de constru\u00e7\u00e3o de figuras, de imagens a partir dos elementos isolados da realidade\u201d (ADORNO, 1991, p. 76). Ou seja, a filosofia deve conseguir interpretar a realidade em que se situa. Para realizar sua tarefa interpretativa, a filosofia deve ser capaz de compreender as categorias pelas quais a filosofia operou anteriormente, n\u00e3o se detendo nelas, visto que isso seria anacr\u00f4nico, mas ao mesmo tempo, a filosofia n\u00e3o pode se distanciar dessas categorias, uma vez que, se assim procedesse, ela se auto abandonaria, ou seja, deixaria seus elementos b\u00e1sicos que a comp\u00f5e como filosofia. Compreender as categorias com as quais a filosofia operou ao longo da hist\u00f3ria oferece elementos para a filosofia interpretativa buscar construir constela\u00e7\u00e3o. Assim, a filosofia mant\u00eam-se nessa tens\u00e3o, entre n\u00e3o se afastar das categorias com as quais ela operou, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se ocupando com os problemas que a filosofia buscou inutilmente resolver na busca por apreender a totalidade do real. Aqueles que abandonam essa tens\u00e3o, acabam por auto abandonarem a filosofia.<\/p>\n<p>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/p>\n<p>Ao termo desse trabalho nota-se a import\u00e2ncia e relev\u00e2ncia do pensamento adorniano para o cen\u00e1rio filos\u00f3fico. Ao tratar da atualidade da filosofia, Adorno busca muito mais do que dizer que a filosofia tenha ou n\u00e3o espa\u00e7o nos tempos contempor\u00e2neos. O interesse \u00e9 muito maior em mostrar o que significa filosofar ap\u00f3s o fracasso dos projetos filos\u00f3ficos que n\u00e3o obtiveram sucesso na busca por apreender a totalidade do real. Diante disso, a necessidade de uma filosofia interpretativa, capaz de entender a realidade em que se situa, que n\u00e3o ignore as ci\u00eancias particulares, mas com elas mantenha um di\u00e1logo, sendo capaz de propor quest\u00f5es que possam ser respondidas pela filosofia, promovendo a adequa\u00e7\u00e3o entre a quest\u00e3o proposta e a possibilidade de resposta.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p>Adorno, Theodor W. Actualidad de la filosofia. Tradu\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Luis Arantegui Tamayo. Barcelona: Paid\u00f3s, 1991.<\/p>\n<p>______. Dial\u00e9tica Negativa. Tradu\u00e7\u00e3o Marco Ant\u00f4nio Casanova. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.<\/p>\n<p>DUR\u00c3O, Fabio Akcelrud. Muta\u00e7\u00f5es na pr\u00e1tica da cr\u00edtica. In: Phil\u00f3sophos. Goi\u00e1s, v.10, n,1, p. 23-43, jan.\/jun. 2005.<\/p>\n<p>DUARTE, Rodrigo. Adornos: nove ensaios sobre o fil\u00f3sofo frankfurtiano. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1997.<\/p>\n<p>NOTAS<br \/>\n\u00b9 Graduando em Filosofia na FAM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Heitor Fideles\u00b9 Resumo: O presente artigo busca apresentar qual o sentido da filosofia para Theodor W. Adorno, a partir de seu texto \u201cActualidad de la filosofia\u201d. 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