{"id":2676,"date":"2018-05-17T12:56:26","date_gmt":"2018-05-17T15:56:26","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2676"},"modified":"2018-05-17T13:00:10","modified_gmt":"2018-05-17T16:00:10","slug":"a-morte-e-o-morrer-em-montaigne-um-dialogo-com-o-estoicismo-e-o-epicurismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2676","title":{"rendered":"A MORTE E O MORRER EM MONTAIGNE: um di\u00e1logo com o estoicismo e o epicurismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Eudvanio Dias Soares<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">*<\/a><\/p>\n<p><strong>Resumo: <\/strong>Michel de Montaigne, no ensaio I, 20 <em>De como filosofar \u00e9 aprender a morrer, <\/em>faz uma an\u00e1lise da morte e do morrer, procurando respaldar-se nos argumentos de escolas helen\u00edsticas de forma livre e pretensiosa, uma marca do seu modo de escrever. O presente artigo visa mostrar uma an\u00e1lise acerca de como Montaigne faz livre uso do pensamento das escolas estoica e epicurista na formula\u00e7\u00e3o de suas ideias, sem preocupar-se com a teoria completa da escola, mas utilizando aquilo que lhe \u00e9 interessante e \u00fatil na formula\u00e7\u00e3o de seu pensamento. Vale ressaltar que este trabalho n\u00e3o prop\u00f5e esgotar as influ\u00eancias do pensamento montaigniano sobre a morte, mas frisar o que estas duas escolas em quest\u00e3o forneceram-lhe como fundamento para o mesmo pensamento sobre a morte.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave: <\/strong>Montaigne. Epicurismo. Estoicismo. Morte. Morrer.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es iniciais<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Michel de Montaigne \u00e9 um fil\u00f3sofo franc\u00eas do s\u00e9culo XVI conhecido especialmente pela produ\u00e7\u00e3o da obra <em>Ensaios. <\/em>Dentre os temas abordados em seus ensaios encontra-se a morte, para o qual dedicou exclusivamente alguns de seus textos.<\/p>\n<p>No presente artigo ser\u00e1 tomado o ensaio I, 20 <em>De como filosofar \u00e9 aprender a morrer <\/em>para uma an\u00e1lise acerca de como Montaigne faz livre uso do pensamento das escolas estoica e epicurista na formula\u00e7\u00e3o de suas ideias. Torna-se relevante tal an\u00e1lise para perceber como o autor faz uso dos conceitos antigos da filosofia sob uma nova \u00f3tica e perspectiva, tal que eles o sustentam no seu pensamento, que visa dar solu\u00e7\u00f5es a uma problem\u00e1tica de seu tempo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do ensaio I, 20 de Montaigne, para o desenvolvimento deste trabalho, ser\u00e3o tomados comentadores de sua obra, assim como obras de historiadores da filosofia que trazem o arcabou\u00e7o necess\u00e1rio para falar-se das escolas helen\u00edsticas.\u00a0 Vale ressaltar que n\u00e3o \u00e9 objetivo deste artigo pontuar todos os pontos de converg\u00eancia e diverg\u00eancia entre Montaigne e as escolas em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1 Di\u00e1logo com o estoicismo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Reto Luzius Fetz (2003, p. 215) afirma que Montaigne viveu um momento de ideal estoico para sua vida, mas logo percebeu ser este irrealiz\u00e1vel. Talvez por isso no ensaio <em>De como filosofar \u00e9 aprender a morrer<\/em> ele n\u00e3o tome o estoicismo como cerne de seu pensamento a respeito da morte. Todavia, alguns de seus pensamentos coincidem com os da escola helen\u00edstica em quest\u00e3o, assim como outros ir\u00e3o divergir.<\/p>\n<p>Enquanto o estoicismo prega que \u201ca felicidade n\u00e3o consiste no prazer ou no interesse individual, mas na exig\u00eancia do bem, ditada pela raz\u00e3o e que transcende o indiv\u00edduo,\u201d (HADOT, 2014, p.188) Montaigne segue a linha oposta e afirma que: \u201cDiga o que disserem, na pr\u00f3pria pr\u00e1tica da virtude o fim visado \u00e9 a vol\u00fapia.\u201d (MONTAIGNE, 1972, p. 48) \u00a0Se de um lado os estoicos v\u00e3o pautar a vida na fuga dos prazeres e busca do bem atrav\u00e9s do uso raz\u00e3o, de outro lado Montaigne defender\u00e1 que o uso da raz\u00e3o e da virtude busca na verdade o prazer.<\/p>\n<p>H\u00e1, entretanto um ponto crucial de converg\u00eancia entre o pensamento estoico e o ensaio de Montaigne. Ambos afirmam que a vida deve ser guiada conforme os des\u00edgnios da natureza. H\u00e1 nos estoicos uma indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a tudo, com exce\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o moral, uma indiferen\u00e7a que leva o sujeito a viver de acordo com o curso da natureza ou do destino, e, por isso, n\u00e3o temer a morte \u00e9 fundamental, j\u00e1 que ela \u00e9 natural a todo vivente. (HADOT, 2014, p. 196)<\/p>\n<p>A naturaliza\u00e7\u00e3o da morte que Montaigne prop\u00f5e n\u00e3o \u00e9 simplesmente ignorar o fato de a morte existir, mas sim de compreender que como n\u00e3o se pode dela escapar \u00e9 melhor que n\u00e3o se preocupe com ela, uma indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a ela, sem ignorar que ela existe e chegar\u00e1 a qualquer momento.<\/p>\n<p>\u201cNada pode escapar \u00e0s leis da natureza, mas apesar do determinismo do destino os seres humanos s\u00e3o livres e respons\u00e1veis. Se a vontade obedecer \u00e0 raz\u00e3o ela viver\u00e1 em harmonia com a natureza.\u201d (KENNY, 2008, p. 130) Esta vontade visa sempre o bem comum e nunca o particular, nunca o pr\u00f3prio desejo. A vontade aliada \u00e0 raz\u00e3o sempre conduzir\u00e1 o ser humano por um caminho que o afaste da pervers\u00e3o moral.<\/p>\n<p>Montaigne afirma: \u201cTiremos dela [da morte] o que tem de estranho; pratiquemo-la, habituemo-nos a ela, n\u00e3o pensemos noutra coisa; tenhamo-la a todo instante presente em nosso pensamento e sob todas as suas formas.\u201d (MONTAIGNE, 1972, p. 49) \u00c9 um processo de naturaliza\u00e7\u00e3o da morte, com a justificativa de que ela faz parte da natureza humana. E \u201cTodos os dias levam \u00e0 morte, s\u00f3 o \u00faltimo a alcan\u00e7a. Eis os s\u00e1bios conselhos que vos d\u00e1 a natureza, nossa m\u00e3e.\u201d (MONTAIGNE, 1972, p. 49) \u00c9 deste ideal de viver conforme o des\u00edgnio final da natureza que se pode presumir que ele se afasta do ideal moralista de vida estoica, mas quanto ao que rege e determina o fim da vida, estoicos e Montaigne convergem ao mesmo ponto.<\/p>\n<p>Reto Luzius Fetz (2003, p. 225) afirma que embora Montaigne professe a f\u00e9 cat\u00f3lica respeitosamente, n\u00e3o \u00e9 no solo crist\u00e3o que ele se baseia para justificar o n\u00e3o temor da morte, ou ainda o porqu\u00ea da morte n\u00e3o ser um mal. \u201cCom isso, a inst\u00e2ncia \u00e0 qual Montaigne dirige em primeiro lugar a sua confian\u00e7a torna-se uma outra, experimentada diretamente: o lugar do Deus transcendente \u00e9 tomado pela natureza imanente.\u201d (FETZ, 2003, p. 225)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2 Di\u00e1logo com o epicurismo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim como n\u00e3o se pode afirmar que Montaigne \u00e9 um estoico, da mesma forma n\u00e3o o pode fazer quanto \u00e0 doutrina epicurista. \u201cEle faz um uso muito livre dos autores helen\u00edsticos, tanto por aproxim\u00e1-los como por incorporar os conselhos morais de seus textos, descolando-os de sua ancoragem metaf\u00edsica.\u201d (ORIONE, 2012, p. 88) Um livre uso que pode ser justificado pelo seu objetivo final de sustentar o seu pensamento, e n\u00e3o a doutrina de onde eles prov\u00e9m.<\/p>\n<p>Entretanto podem-se elencar tr\u00eas caracter\u00edsticas comuns entre epicuristas e Montaigne: a primeira \u00e9 a busca pelo prazer racional; a segunda \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o da morte como parte da natureza; e por fim, a rela\u00e7\u00e3o alma e corpo. O prazer \u00e9 a meta da vida e de toda atitude. \u201cE se assim n\u00e3o fosse, as repelir\u00edamos de imediato, pois quem daria ouvido a algu\u00e9m que apontasse na pena e no sofrimento os objetivos da exist\u00eancia?\u201d (MONTAIGNE, 1972, p. 48) A exist\u00eancia para os epicuristas \u00e9 justificada pela busca de prazer para se sanar qualquer dor e sofrimento. A vida n\u00e3o se justifica na pena e no sofrimento, muito pelo contr\u00e1rio, se justifica na sua fuga.<\/p>\n<p>[&#8230;] O que importa, antes de tudo, \u00e9 libertar a \u201ccarne\u201d de seu sofrimento, o que lhe permite atingir o prazer. [&#8230;] na realidade, o indiv\u00edduo \u00e9 movido apenas pela procura de seu prazer e de seu interesse. No entanto o papel da filosofia consistir\u00e1 em saber procurar o prazer de maneira racional, isto \u00e9, em procurar o \u00fanico prazer verdadeiro, o puro prazer de existir. (HADOT, 2014, p. 171)<\/p>\n<p>Seria, pois, este prazer, n\u00e3o simplesmente o prazer banal proveniente do gozo sexual ou da gula insaci\u00e1vel, seria aquele que permitisse ao sujeito saci\u00e1-lo na medida certa e n\u00e3o mais sentir dor pela car\u00eancia de algo, [&#8230;] \u201cpois n\u00e3o h\u00e1 prazer conhecido cuja procura em si j\u00e1 n\u00e3o constitua uma satisfa\u00e7\u00e3o.\u201d (MONTAIGNE, 1972, p. 49) O prazer acontece enquanto sua necessidade \u00e9 saciada. Uma vez saciada n\u00e3o h\u00e1 mais prazer e o que excede a isso torna o homem infeliz.<\/p>\n<p>O prazer, para Montaigne, seria assim como para os epicuristas a raz\u00e3o de uma vida feliz. O ser humano estaria sempre em busca deste prazer, e s\u00f3 estaria pleno no momento em que ele fosse saciado. N\u00e3o seria uma busca desenfreada do prazer, mas na medida em que a dor e o sofrimento n\u00e3o existissem mais em virtude daquela car\u00eancia.<\/p>\n<p>O pensamento de viver segundo o des\u00edgnio da natureza e a no\u00e7\u00e3o de corpo e alma epicurista se complementam. Para eles \u201ca \u2018carne\u2019 n\u00e3o est\u00e1 separada da \u2018alma\u2019, se \u00e9 verdade que n\u00e3o h\u00e1 prazer ou sofrimento sem que se tenha consci\u00eancia e sem que o estado de consci\u00eancia se reproduza, por sua vez, na \u2018carne\u2019\u201d. (HADOT, 2014, p. 170-171) e este \u00e9 um des\u00edgnio natural do ser humano, faz parte de sua totalidade ser assim, o prazer \u00e9 ent\u00e3o reflexo de sua natureza. A totalidade corpo e alma querem e desejam o prazer.<\/p>\n<p>Como tudo o mais, a alma consiste em \u00e1tomos, diferentes dos outros \u00e1tomos, diferentes dos outros \u00e1tomos somente por serem menores e mais sutis; estes \u00e1tomos se dispersam no momento da morte e a alma deixa de perceber as coisas. (EPICURO<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[1]<\/a> apud KENNY, 2008, p. 126)<\/p>\n<p>A aceita\u00e7\u00e3o desta ideia da f\u00edsica epicurista por Montaigne fica subentendida, \u00e9 nas entrelinhas de sua fala que se percebe sua aproxima\u00e7\u00e3o deste conceito. \u201cE n\u00e3o \u00e9 somente a voz da raz\u00e3o que a isso nos conduz, pois por que temer\u00edamos perder uma coisa que, uma vez perdida, j\u00e1 n\u00e3o podemos lamentar?\u201d (MONTAIGNE, 1972, p. 53) Este n\u00e3o poder lamentar a morte quando ela chega deixa subentendido que o pensador n\u00e3o cr\u00ea numa consci\u00eancia extracorp\u00f3rea. Em nenhum momento ele se baseia numa ideia que transcenda ao corpo no p\u00f3s-morte, pelo contr\u00e1rio, demonstra que a vida s\u00f3 pode ser vivida no corpo, e por isso <em>sentir<\/em> se torna como uma prioridade.<\/p>\n<p>Epicuro, na <em>Carta a Meneceu<\/em> ir\u00e1 enfatizar este pensamento de que com a morte tudo se extingue, e nem mesmo a lamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. \u201cA morte nada \u00e9 para n\u00f3s, visto que nos bastamos a n\u00f3s mesmos; a morte nada \u00e9 e, quando a morte \u00e9, n\u00e3o existimos mais\u201d. (EPICURO<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[2]<\/a> apud HADOT, 2014, p. 178)<\/p>\n<p>Sustentado especialmente por este argumento, Montaigne afirma que uma vida completa n\u00e3o \u00e9 ditada pelos dias em que se viveu, mas sim pela forma como se viveu, ou, numa poss\u00edvel interpreta\u00e7\u00e3o, dos prazeres de que gozou. \u201cO razo\u00e1vel e o piedoso est\u00e1 em tomar como exemplo a humanidade de Jesus: ora, sua exist\u00eancia terrena findou-se aos trinta e tr\u00eas anos.\u201d (MONTAIGNE, 1972, p. 50) E, ainda assim, n\u00e3o se pode afirmar que Ele levou uma vida med\u00edocre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O livre uso que Montaigne faz dos pensamentos das escolas helen\u00edsticas mostra a sua facilidade em percorrer quaisquer caminhos na defesa de suas ideias, mesmo que estes caminhos sejam em diversos aspectos divergentes. Ora, epicuristas e estoicos se divergem nitidamente no que concerne ao modo de viver a vida. Enquanto para estes a moral e o banimento dos prazeres \u00e9 o fator preponderante, para aqueles \u00e9 justamente no prazer que se encontra a raz\u00e3o de viver.<\/p>\n<p>Fica evidente que Montaigne n\u00e3o quer ser classificado como pertencente a esta ou \u00e0quela escola, mas simplesmente quer depurar aquilo que elas possuem e que de certa forma o apraz. Aproximando estoicos de epicuristas ele mostra que em filosofia, mesmo em campos distintos pode haver converg\u00eancias, e derivar da\u00ed a sustenta\u00e7\u00e3o de um pensamento novo e justificado, sem que se tenha que defender toda a doutrina de onde origina a referida sustenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A morte n\u00e3o se torna descomplicada em Montaigne. Talvez nem seja este seu objetivo. Mas o descortinar da morte que ele prop\u00f5e passa pela sua aceita\u00e7\u00e3o por parte de cada um, que realizar\u00e1 em sua vida esta naturaliza\u00e7\u00e3o proposta. O uso do pronome \u201ceu\u201d em seu texto, assim como a \u00eanfase que ele d\u00e1 em estar preparado para a morte, parece mostrar que ele quer mais convencer a si mesmo desta ideia do que a qualquer outra pessoa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FETZ, Reto Luzius. Michel de Montaigne \u2013 Filosofia como busca por auto identidade. In: BLUM, Paul Richard (Org.). <em>Fil\u00f3sofos da Renascen\u00e7a.<\/em> Tradu\u00e7\u00e3o N\u00e9lio Schneider. S\u00e3o Leopoldo: Unisinos, 2003, p. 212-227.<\/p>\n<p>HADOT, Pierre. <em>O que \u00e9 a filosofia antiga?<\/em> Tradu\u00e7\u00e3o Dion Davi Macedo. 6. ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2014.<\/p>\n<p>KENNY, Anthony. <em>Uma nova hist\u00f3ria da filosofia ocidental. <\/em>Filosofia Antiga. Vol. I. Tradu\u00e7\u00e3o Carlos Alberto B\u00e1rbaro. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2008.<\/p>\n<p>MONTAIGNE, Michel de. <em>Ensaios I<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o S\u00e9rgio Milliet. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1972. (Os Pensadores)<\/p>\n<p>ORIONE, Eduino Jos\u00e9 de Macedo. <em>A medita\u00e7\u00e3o da morte em Montaigne. <\/em>2012. 151 f. Tese (Doutorado em Filosofia) \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo: S\u00e3o Paulo, 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/8\/8133\/tde-14092012-114446\/pt-br.php&gt; Acesso em: 14\/02\/2017.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">*<\/a> Bacharelando em Filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[1]<\/a> Carta a Her\u00f3doto, DL 10, 63-7<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[2]<\/a> Carta a Meneceu, \u00a7\u00a7 124-125 [Carta a Meneceu, in Di\u00f3genes La\u00e9rcio, op. cit., pp. 311-314.]; Balaud\u00e9, p. 192; Diano, p. 362.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eudvanio Dias Soares* Resumo: Michel de Montaigne, no ensaio I, 20 De como filosofar \u00e9 aprender a morrer, faz uma an\u00e1lise da morte e do morrer, procurando respaldar-se nos argumentos de escolas helen\u00edsticas de forma livre e pretensiosa, uma marca do seu modo de escrever. 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