{"id":2691,"date":"2018-06-11T08:14:58","date_gmt":"2018-06-11T11:14:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2691"},"modified":"2018-06-11T08:14:58","modified_gmt":"2018-06-11T11:14:58","slug":"o-problema-do-mal-em-gregorio-de-nissa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2691","title":{"rendered":"O PROBLEMA DO MAL, EM GREG\u00d3RIO DE NISSA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Jos\u00e9 M\u00e1rio Santana Barbosa<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">*<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resumo: <\/strong>Objetiva-se, por meio deste presente estudo, compreender melhor o pensamento de Greg\u00f3rio de Nissa a respeito do problema do mal. Dessa maneira, analisar-se-\u00e1 a conjuntura hist\u00f3rico-filos\u00f3fica em que o autor est\u00e1 inserido, isto \u00e9, a filosofia praticada pelos \u201cpadres capad\u00f3cios\u201d, quais sejam, Greg\u00f3rio Nazianzeno, Bas\u00edlio e Greg\u00f3rio de Nissa, a partir de seus principais pensamentos. Ap\u00f3s essa an\u00e1lise, adentraremos no ponto central do trabalho, isto \u00e9, a vis\u00e3o de Greg\u00f3rio de Nissa sobre o problema do mal em algumas de suas caracter\u00edsticas, tais como sua origem e suas consequ\u00eancias. Al\u00e9m disso, buscar-se-\u00e1 uma breve atualiza\u00e7\u00e3o desse tema em dois fil\u00f3sofos posteriores a Greg\u00f3rio (Agostinho e Tom\u00e1s de Aquino), a fim de mostrar as consequ\u00eancias que o pensamento do bispo de Nissa trouxe para a Igreja e para a filosofia crist\u00e3 medieval.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave: <\/strong>Mal. Pecado. Padres. Medieval. Deus.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos problemas filos\u00f3ficos que ao longo dos anos tomou mais espa\u00e7o no pensamento humano (e o faz at\u00e9 hoje) \u00e9 o \u201cproblema do mal\u201d. De fato, como entender a origem de algo que \u00e9 t\u00e3o nocivo ao homem e que, mesmo assim, convive com ele, indissociavelmente? Mais do que isso, como acreditar na presen\u00e7a de uma divindade, tal como o Deus proposto pelo cristianismo, que, ao mesmo tempo em que \u00e9 miseric\u00f3rdia e compaix\u00e3o, permite que seus filhos sofram em suas vidas?<\/p>\n<p>\u00c9 nesse sentido que trabalharam muitos dos fil\u00f3sofos crist\u00e3os, dentre eles S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nissa, um dos \u201cpadres capad\u00f3cios\u201d que exerceu uma importante influ\u00eancia em todo o pensamento crist\u00e3o que o sucedeu. Portanto, o objetivo desse trabalho \u00e9, a partir da obra do autor e de comentadores de seu pensamento, entender melhor a origem do mal e as suas consequ\u00eancias para o homem, no ponto de vista de Greg\u00f3rio de Nissa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1 <strong>OS PADRES CAPAD\u00d3CIOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O contexto em que se insere o pensamento dos padres capad\u00f3cios \u00e9 bastante peculiar. A Igreja acabava de se reunir no Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia (325), que fixou um credo para os fi\u00e9is, estabelecendo uma doutrina \u201cfixa\u201d. A partir de ent\u00e3o, n\u00e3o se viu mais na filosofia crist\u00e3 opini\u00f5es t\u00e3o antag\u00f4nicas como as que precederam esse evento, uma vez que, aquele que desejasse ter seu pensamento associado ao cristianismo, deveria concordar com um n\u00famero m\u00ednimo de dogmas e cren\u00e7as, dos quais n\u00e3o se poderia mais duvidar, sob pena de excomunh\u00e3o (an\u00e1tema).<\/p>\n<p>Estritamente ligado \u00e0 filosofia grega, o pensamento crist\u00e3o surgiu nos primeiros s\u00e9culos ap\u00f3s a morte de Cristo utilizando uma grande parte da tradi\u00e7\u00e3o hel\u00eanica em suas obras, o que iria refletir tamb\u00e9m nas obras dos padres gregos e, mais especificamente em nosso caso, nos padres capad\u00f3cios. Nesse sentido, grande influ\u00eancia, sem d\u00favidas, exerceu o pensamento de Plat\u00e3o, ainda que apare\u00e7am diversas interpreta\u00e7\u00f5es do mesmo, refutando-o ou mesmo atualizando-o.<\/p>\n<p>O primeiro padre capad\u00f3cio que muito influenciou o pensamento de sua \u00e9poca foi Greg\u00f3rio Nazianzeno (329-340). Grande defensor e propagador do dogma crist\u00e3o da Trindade, isto \u00e9, da exist\u00eancia de um s\u00f3 Deus, mas em tr\u00eas distintas pessoas (Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo), Greg\u00f3rio busca em suas obras defender a f\u00e9 crist\u00e3 da tend\u00eancia existente pela busca apenas pelo uso da raz\u00e3o, excluindo completamente o sentido \u201cmetaf\u00edsico\u201d da filosofia. Esse pensamento decorria da influ\u00eancia do arianismo que, em sua \u00e9poca, especialmente na pessoa de Eun\u00f4mio, tinha muita for\u00e7a. Para o autor, o verdadeiro conhecimento passa sim pelo uso da raz\u00e3o, mas ele s\u00f3 \u00e9 completo com o aux\u00edlio das Sagradas Escrituras, uma vez que, nelas, Deus nos d\u00e1 a conhecer alguns de seus aspectos (j\u00e1 que, sozinhos, nunca poderemos conhec\u00ea-lo perfeitamente).<\/p>\n<p>Outro grande pensador da \u00e9poca foi Bas\u00edlio (330-379). Seu pensamento \u00e9 marcado pela busca por uma valoriza\u00e7\u00e3o da cultura hel\u00eanica, exortando os crist\u00e3os a tirarem o maior proveito poss\u00edvel das coisas boas nela existentes. Al\u00e9m disso, o autor discorda da ideia plat\u00f4nica, para quem o mundo deveria ser criado a partir de uma mat\u00e9ria \u201cn\u00e3o-criada\u201d e primitiva.<\/p>\n<p>Irm\u00e3o de Bas\u00edlio, Greg\u00f3rio de Nissa (335-394) \u00e9 considerado, dos tr\u00eas autores citados, o mais fil\u00f3sofo, por seu apre\u00e7o ao uso da raz\u00e3o, ainda que sempre associada \u00e0 f\u00e9. Bispo de Nissa, Greg\u00f3rio foi casado com Teos\u00e9bia e teve filhos, de quem pouco se sabe. Para Greg\u00f3rio, o <em>logos <\/em>\u00e9 a fonte da verdadeira filosofia. Al\u00e9m de sua exposi\u00e7\u00e3o a respeito do problema do mal, como iremos tratar mais \u00e0 frente, Greg\u00f3rio dedicou importantes p\u00e1ginas de sua obra a outros temas filos\u00f3ficos importantes. Para ele, o homem \u00e9 o v\u00ednculo, o \u201cmeio termo\u201d entre os mundos vis\u00edvel (este que podemos perceber) e invis\u00edvel (isto \u00e9, o mundo espiritual, eterno). Daqui, surge a ideia de alma e corpo que, para o autor, foram criados simultaneamente por Deus. Essa diferencia\u00e7\u00e3o por si s\u00f3 sugere a exist\u00eancia de um Deus, uma vez que, por meio das coisas que podemos conhecer (Deus permite ser conhecido por sua cria\u00e7\u00e3o), chegamos mais pr\u00f3ximos do conhecimento da realidade espiritual em que estamos mergulhados.<\/p>\n<p>Temos um verbo (logos), isto \u00e9, uma express\u00e3o racional de nosso pensamento (nous). Por conseguinte, Deus deve ser concebido primeiramente como um Pensamento supremo, que gera um Verbo em que esse pensamento se exprime. Como se trata de um Verbo divino, n\u00e3o se deve conceb\u00ea-lo inst\u00e1vel e passageiro como o nosso, mas eternamente subsistente e vivendo uma vida pr\u00f3pria. J\u00e1 que vive, o Verbo tamb\u00e9m \u00e9 dotado de vontade e, como \u00e9 divina, essa vontade \u00e9, ao mesmo tempo, onipotente e totalmente boa. (GILSON, 1995, p. 70)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>2 GREG\u00d3RIO DE NISSA E O MAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez que ocupou um destaque muito especial em toda a obra de Greg\u00f3rio de Nissa, o problema do mal \u00e9 o ponto central desse estudo. De fato, para os padres capad\u00f3cios e, entre eles, Greg\u00f3rio, o mal \u00e9 causado unicamente pelo homem, em decorr\u00eancia de seu livre arb\u00edtrio. \u201cCapaz de decidir pelo bem ou pelo mal, o homem escolheu o mal. [&#8230;] \u00c9 nesse sentido que se pode dizer que, de certa maneira, o homem tornou-se o criador e o demiurgo do mal\u201d (GILSON, 1995, p. 71).<\/p>\n<p>Trata-se aqui, especialmente do mal em seus sentidos \u201cmetaf\u00edsico\u201d e \u201cmoral\u201d. Desde os prim\u00f3rdios da atividade filos\u00f3fica o homem tem se questionado a respeito do mal nesse aspecto, ou seja, em linhas gerais, a sua participa\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o e nas consequ\u00eancias do mal. Nas mais diversas culturas, esse \u00e9 um tema que ganha grande import\u00e2ncia e alcance.<\/p>\n<p>O mal \u00e9 o produto das a\u00e7\u00f5es humanas, e a injusti\u00e7a e a opress\u00e3o se convertem em seus expoentes radicais. Surge assim o problema da \u201cmaldade\u201d como atributo humano, e \u00e0s vezes, tamb\u00e9m divino. E com ele a consci\u00eancia do pecado e da culpa e o anseio de justi\u00e7a e perd\u00e3o como sua contrapartida. O mal moral tem rela\u00e7\u00e3o direta com o problema do sentido da vida e enseja consequ\u00eancias imediatas para a \u00e9tica, a religi\u00e3o e a filosofia da hist\u00f3ria. (ESTRADA, 2004, p. 13)<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o da Igreja, Deus criou o homem \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a. Para Greg\u00f3rio, \u00e0 medida em que o homem peca, ele se torna \u201csujo\u201d, \u201cirreconhec\u00edvel\u201d, e se afasta dos projetos de Deus para sua vida. Sem o pecado original, o ser humano se reproduziria tal qual os esp\u00edritos celestes. A consequ\u00eancia desse erro \u00e9 a morte, tida aqui, como o caminho necess\u00e1rio para que o homem retorne \u00c0quele que o criou.<\/p>\n<p>Nesse sentido adquire grande import\u00e2ncia a ideia de salva\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s afastar-se dos planos de seu Criador, o homem sente falta dessa \u201crealidade espiritual\u201d e busca recuperar a semelhan\u00e7a com ele, atrav\u00e9s do caminho da f\u00e9 e da caridade (amor). Todo o sofrimento e mal-estar decorrentes do vazio dessa separa\u00e7\u00e3o levam a um grande desejo do homem de reencontrar a Deus, e \u00e9 isso que leva-o ao caminho da perfei\u00e7\u00e3o, deixando as \u201ctrevas\u201d, para caminhar na \u201cluz\u201d.<\/p>\n<p>Com efeito, do mesmo modo que, gra\u00e7as aos princ\u00edpios luminosos de que \u00e9 constitu\u00eddo, o olho participa da luz e, em virtude desse poder inato, atrai para si aquilo que tem a mesma natureza, assim tamb\u00e9m uma certa afinidade com o divino foi misturada \u00e0 natureza humana para lhe inspirar, por meio dessa correspond\u00eancia, o desejo de se aproximar do que lhe \u00e9 aparentado (<em>Discurso catequ\u00e9tico)<\/em>. (GREG\u00d3RIO DE NISSA apud LELOUP, 2003, p. 180)<\/p>\n<p>Daqui infere-se a necessidade de ordenarmos nossos desejos, amando aquilo que realmente \u201c\u00e9\u201d, ou seja, Deus. Isso s\u00f3 ocorre \u00e0 medida em que o homem entra em si mesmo, conhecendo-se e questionando-se. S\u00f3 ent\u00e3o ele pode trilhar o caminho que o leva ao Outro, ao conhecimento de Deus: \u201c[&#8230;] o homem ter\u00e1 de avan\u00e7ar al\u00e9m da <em>gnosis<\/em> e alcan\u00e7ar a <em>agape<\/em>\u201d (LELOUP, 2003, p. 189)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3 <strong>O MAL EM TOM\u00c1S DE AQUINO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s Greg\u00f3rio de Nissa, a Igreja continuou a pensar a respeito do problema do mal em muitos de seus fil\u00f3sofos. Certamente, os dois que mais se destacaram nesse sentido foram Agostinho e Tom\u00e1s de Aquino. O primeiro, preocupado em eliminar de vez o manique\u00edsmo existente em seu tempo \u2013 que defendia a exist\u00eancia de um princ\u00edpio criador para o bem e um para o mal \u2013, \u00e9 enf\u00e1tico ao declarar que o mal (especialmente o mal moral) presente no mundo \u00e9 causa exclusiva do homem, atrav\u00e9s de seu pecado.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa linha que Tom\u00e1s de Aquino caminha, retomando e atualizando o pecado como \u201ccontrariedade \u00e0 lei de Deus\u201d. Assim, Deus d\u00e1 ao homem a possibilidade de acolher o seu dom (em Jesus Cristo, pelo Esp\u00edrito), ou n\u00e3o. Tudo depende de sua escolha. Quando o homem se distancia do projeto de Deus em seu pecado, perde a comunh\u00e3o com Ele e causa desordens em seu meio que n\u00e3o podem, de maneira alguma, serem atribu\u00eddas ao Criador.<\/p>\n<p>Como foi dito, duas coisas concorrem para a raz\u00e3o de pecado: o ato volunt\u00e1rio e a desordem que lhe adv\u00e9m de seu afastamento da lei divina. Destas duas coisas, uma se refere ao que peca, o qual tem em vista realizar em tal mat\u00e9ria tal ato volunt\u00e1rio. [&#8230;] \u00c9 por isso que a distin\u00e7\u00e3o dos pecados se faz da parte dos atos volunt\u00e1rios, mais do que da parte da desordem existente no pecado. (TOM\u00c1S DE AQUINO, Suma Teol\u00f3gica, v.4, q. 72, a.1)<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Tom\u00e1s analisa outros itens a respeito do mal, dentre os quais: a gravidade dos pecados, suas causas (interior, exterior, ignor\u00e2ncia&#8230;), sua ess\u00eancia, a a\u00e7\u00e3o do diabo (que eliminaria por completo a ideia da liberdade), o pecado original e a distin\u00e7\u00e3o entre pecado capital e pecado venial.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse breve estudo, fica claro que a compreens\u00e3o de Greg\u00f3rio de Nissa a respeito do problema do mal segue estritamente aquilo que a Igreja \u201cp\u00f3s-conciliar\u201d acreditava e que, posteriormente seria confirmado pela obra de outros autores, como Agostinho e Tom\u00e1s de Aquino. O mal, presente em todos os espa\u00e7os em que h\u00e1 presen\u00e7a do homem, n\u00e3o \u00e9 causado de maneira nenhuma pela a\u00e7\u00e3o de Deus (ou mesmo atrav\u00e9s da influ\u00eancia de um princ\u00edpio do mal, como se acreditou por bastante tempo).<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, o mal \u00e9 causado t\u00e3o somente pelo afastamento do homem do projeto que Deus escolheu para ele, isto \u00e9, a partir do pecado. Uma vez que se distanciou de Deus, o homem sofre as consequ\u00eancias de sua escolha, de onde lhe vem o sofrimento e a ang\u00fastia. Tudo isso deve fomentar no homem um desejo sincero de retornar ao \u201cconv\u00edvio\u201d com seu Criador e \u00e9 esse caminho de salva\u00e7\u00e3o que o homem deve trilhar, buscando a recupera\u00e7\u00e3o de sua semelhan\u00e7a para com Deus.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>ESTRADA, Juan Antonio. <em>A imposs\u00edvel teodiceia<\/em>: a crise da f\u00e9 em Deus e o problema do mal<em>.<\/em> Tradu\u00e7\u00e3o de Jonas Pereira dos Santos. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2004.<\/p>\n<p>GILSON, Etienne. <em>A filosofia na idade m\u00e9dia. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Brand\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1995.<\/p>\n<p>LELOUP, Jean-Yves. <em>Introdu\u00e7\u00e3o aos \u201cverdadeiros fil\u00f3sofos\u201d<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Guilherme Jo\u00e3o de Freitas Teixeira. Petr\u00f3polis: Vozes, 2003.<\/p>\n<p>TOM\u00c1S DE AQUINO. <em>Suma Teol\u00f3gica<\/em>. Edi\u00e7\u00e3o de Joaquim Pereira. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2005.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">*<\/a> Bacharelando em Filosofia pela FAM.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 M\u00e1rio Santana Barbosa* &nbsp; Resumo: Objetiva-se, por meio deste presente estudo, compreender melhor o pensamento de Greg\u00f3rio de Nissa a respeito do problema do mal. 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