{"id":2710,"date":"2018-09-27T17:33:30","date_gmt":"2018-09-27T20:33:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2710"},"modified":"2018-10-17T10:47:45","modified_gmt":"2018-10-17T13:47:45","slug":"a-pieta-de-aleijadinho-e-mestre-piranga-quatros-maos-e-uma-obra-singular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2710","title":{"rendered":"A PIET\u00c1 DE ALEIJADINHO E MESTRE PIRANGA: quatros m\u00e3os e uma obra singular"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Emanuel Tadeu Dias Teixeira<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">*<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Resumo:<\/strong> O presente trabalho tem como objetivo central entender o papel da representa\u00e7\u00e3o do sagrado atrav\u00e9s da arte a partir da imagem da <em>Piet\u00e1 <\/em>de Aleijadinho e Mestre Piranga. Para tal intento ser\u00e1 utilizada parte da obra <em>O livro das senten\u00e7as <\/em>de S\u00e3o Boaventura, um fragmento da <em>Suma Teol\u00f3gica<\/em> de Santo Tom\u00e1s de Aquino e duas obras de Mircea Eliade, a saber, <em>Imagens e S\u00edmbolos <\/em>e <em>O Sagrado e o Profano<\/em>. Este trabalho est\u00e1 dividido em duas partes principais: na primeira, h\u00e1 uma abordagem sobre o surgimento da figura da <em>Piet\u00e1<\/em> e acerca da escultura de mesmo nome atribu\u00edda a Aleijadinho e ao Mestre Piranga presente na cidade de Rio Espera situada no interior de Minas Gerais. J\u00e1 na segunda parte, h\u00e1 uma reflex\u00e3o sobre a arte a servi\u00e7o do sagrado e o valor do s\u00edmbolo para o ser humano.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Palavras-chave: <\/strong>Est\u00e9tica. F\u00e9. Arte. Sagrado. S\u00edmbolo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O ser humano desde muito tempo busca contato com o transcendente. Desde as sociedades mais antigas que se possui conhecimento at\u00e9 a sociedade contempor\u00e2nea, o elemento religioso parece ser intr\u00ednseco ao homem. Represent\u00e1-lo, ent\u00e3o, a partir do que comp\u00f5e o cosmos significa muito mais que tentar presentific\u00e1-lo no sens\u00edvel, mas mostra uma necessidade humana de trazer para perto de si o objeto de sua f\u00e9.<\/p>\n<p>O presente trabalho tem como objetivo central entender o papel da representa\u00e7\u00e3o do sagrado atrav\u00e9s da arte a partir da imagem da <em>Piet\u00e1 <\/em>de Aleijadinho e Mestre Piranga que se encontra na cidade de Rio Espera, no interior de Minas Gerias. Para cumprir tal objetivo, ser\u00e1 utilizado neste artigo, parte da obra <em>O livro das senten\u00e7as <\/em>de S\u00e3o Boaventura, um fragmento da <em>Suma Teol\u00f3gica<\/em> de Santo Tom\u00e1s de Aquino e duas obras de Mircea Eliade, a saber, <em>Imagens e S\u00edmbolos <\/em>e <em>O Sagrado e o Profano.<\/em><\/p>\n<p>Buscando um melhor aprofundamento no objetivo proposto, este trabalho foi dividido em duas partes principais. Na primeira h\u00e1 uma abordagem sobre o surgimento da figura da <em>Piet\u00e1<\/em> e acerca da escultura de mesmo nome atribu\u00edda a Aleijadinho e ao Mestre Piranga presente em Rio Espera. Na segunda parte, h\u00e1 uma reflex\u00e3o sobre a arte a servi\u00e7o do sagrado e o valor do s\u00edmbolo para o ser humano.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>1 A PIET\u00c1<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1.1 Surgimento da figura da <em>Piet\u00e1<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A imagem da <em>Piet\u00e1<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong>[1]<\/strong><\/a>,<\/em> conhecida no Brasil como Nossa Senhora da Piedade, representa a dor de Maria a qual ap\u00f3s assistir a crucifica\u00e7\u00e3o e morte de seu filho em uma cruz (cf. Jo 19, 25-27), recebe em seus bra\u00e7os o corpo sem vida do mesmo. Cabe salientar que n\u00e3o consta no relato b\u00edblico tal cena, mas tal devo\u00e7\u00e3o \u00e0s dores de Maria foi difundida devido aos Servitas e os Passionistas, ambas congrega\u00e7\u00f5es religiosas da Igreja Cat\u00f3lica. Posteriormente, o Papa Pio VII introduziu na liturgia da Igreja, a celebra\u00e7\u00e3o das dores de Maria<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[2]<\/a>. Se realmente Maria recebeu seu filho Jesus no colo ou n\u00e3o, isto n\u00e3o ser\u00e1 aprofundado, pois a tradi\u00e7\u00e3o popular fez tal cena n\u00e3o ser esquecida, mas ser lembrada com piedade e devo\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de diversas imagens, desde pinturas e esculturas at\u00e9 teatros e filmes.<\/p>\n<p>A cena contemplada \u00e9 triste e desperta compaix\u00e3o de quem a v\u00ea, remete a uma m\u00e3e que recebe em seus bra\u00e7os, o corpo ferido e j\u00e1 sem vida de seu filho. A partir de tal imagem, v\u00e1rios artistas esculpiram e pintaram quadros retratando a referida cena, uma das obras mais conhecidas \u00e9 <em>La Piet\u00e1 <\/em>de Michelangelo que se encontra na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1.2 A <em>Piet\u00e1 <\/em>de Aleijadinho e Mestre Piranga<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A obra art\u00edstica refer\u00eancia principal deste trabalho \u00e9 a chamada <em>Piet\u00e1<\/em> de Aleijadinho<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[3]<\/a> que se encontra na cidade de Rio Espera no interior de Minas Gerais. Tal imagem recebeu este nome, provavelmente em alus\u00e3o a famosa<em> Piet\u00e1 <\/em>de Michel\u00e2ngelo, pois do mesmo modo que o escultor da renascen\u00e7a tem sua <em>Piet\u00e1<\/em>, o mestre do barroco<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[4]<\/a> tem a sua. Na figura abaixo est\u00e1 a referida imagem de Rio Espera, a <em>Piet\u00e1<\/em> de Aleijadinho:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 1 \u2013 Piet\u00e1 de Aleijadinho<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2712 aligncenter\" src=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-1-206x300.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-1-206x300.jpg 206w, https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-1.jpg 702w\" sizes=\"auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px\" \/><\/a>Fonte: Ronaldo Oliveira<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Algumas pol\u00eamicas j\u00e1 foram levantadas sobre a veracidade da obra como sendo atribu\u00edda a Aleijadinho. H\u00e1 neste caso, opini\u00f5es consonantes e tamb\u00e9m divergentes. Afinal, a <em>Piet\u00e1<\/em>, presente em Rio Espera, \u00e9 da autoria do mestre do barroco ou n\u00e3o? Tal resposta fica para outra pesquisa, pois n\u00e3o \u00e9 o intuito deste trabalho buscar provas sobre a autoria da obra como sendo de Aleijadinho, mas entender o papel da representa\u00e7\u00e3o do sagrado atrav\u00e9s da arte, essencialmente a partir da imagem da <em>Piet\u00e1<\/em> presente em Rio Espera.<\/p>\n<p>Supondo que seja uma escultura do mestre do barroco, a data prov\u00e1vel da produ\u00e7\u00e3o da <em>Piet\u00e1<\/em> \u00e9 entre 1791 a 1792 que foi justamente o per\u00edodo em que Ant\u00f4nio Francisco Lisboa residiu em Rio Espera. Tal informa\u00e7\u00e3o \u00e9 ver\u00eddica e comprovada a partir de alguns recibos e livros de despesas da Ordem de S\u00e3o Francisco da cidade de Ouro Preto, os quais o mestre assinou enquanto estava no ent\u00e3o Arraial Espera, onde esculpiu o ret\u00e1bulo do altar-mor da Igreja de S\u00e3o Francisco de Assis de Ouro Preto. Nas palavras do historiador C\u00f4nego Raimundo Trindade (1951, p. 378):<\/p>\n<p>Ao que informam alguns recibos do Aleijadinho, principalmente os de 29 de janeiro e 2 de outubro de 1792, \u00easse ret\u00e1bulo [do altar-mor da Igreja de S\u00e3o Francisco] foi trabalhado em parte no antigo povoado, hoje cidade, do Rio Espera. Transportado para Vila Rica no ano mencionado, dois anos depois em 1794, estava conclu\u00eddo e assentado<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Na mesma obra, o C\u00f4nego Raimundo Trindade transcreveu alguns dos recibos de Aleijadinho feito enquanto ele ainda estava em Rio Espera. Entre esses, nas palavras do mestre do barroco (1792 apud TRINDADE, 1951, p. 380): \u201cR.\u00ba do \u00c7indico daOrdem 3.\u00aa de S. Francisco deV.\u00aa Rica porm\u00e3o do S.<sup>r<\/sup> Ten.<sup>te<\/sup> Francisco Dom.<sup>os<\/sup> deCarvalho \u00c7ento e Croato oytavas deouro aConta do Altar Mor q estou fazendo eporverdade fa\u00e7o este dem.\u00aa Letra eSinal hoje Espera 29 deJanr\u00ba de 1792a<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[6]<\/a>\u201d. Depois, Ant\u00f4nio Lisboa escreve confirmando o recebimento do pagamento do trabalho realizado: \u201cRe\u00e7ebi do Cindico daOrdem 3r\u00aa de S. Fran.<sup>co<\/sup> Cento eSincoenta oytavas aConta do Retabolo epoverdade fa\u00e7o este dem.\u00aa letra eSinal hoje Espera 10 de Julho de 1792<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[7]<\/a>\u201d (LISBOA, 1792 apud TRINDADE, 1951, p. 381).<\/p>\n<p>Desse modo, a partir de tais informa\u00e7\u00f5es, dizer que Aleijadinho esteve em Rio Espera \u00e9 claramente incontest\u00e1vel, entretanto afirmar que a imagem da <em>Piet\u00e1<\/em> seja de sua autoria, isto \u00e9 algo que pode ser questionado e ainda permanece aberta tal discuss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>1.2.1 Uma obra a quatro m\u00e3os<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma obra a quatro m\u00e3os? Tal fato curioso de que a <em>Piet\u00e1<\/em> de Rio Espera foi esculpida a quatro m\u00e3os, isto \u00e9, por dois artistas, veio a partir do restaurador, colecionador e antiqu\u00e1rio Jos\u00e9 Efig\u00eanio Pinto Coelho, o qual atrav\u00e9s de uma per\u00edcia na escultura de madeira que estava no ateli\u00ea de Virg\u00ednia de Carriero para restauro, identificou os tra\u00e7os dos dois mestres, a saber: Aleijadinho e do Mestre Piranga<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[8]<\/a>, comprovando assim o trabalho em conjunto (CARRIERO, 2013).<\/p>\n<p>Na \u00e9poca da descoberta, o jornal <em>Estado de Minas<\/em> publicou uma not\u00edcia sobre tal ocorrido. Nas palavras do jornalista:<\/p>\n<p>Uma descoberta movimentou a cidade de Rio Espera na \u00faltima semana. A imagem de Nossa Senhora da Piedade, que integra o acervo da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, foi uma realiza\u00e7\u00e3o de dois artistas muito especiais: Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho e Mestre Piranga. A revela\u00e7\u00e3o foi feita pelo restaurador Jos\u00e9 Efig\u00eanio Pinto Coelho. Ele encontrou na escultura de madeira os tra\u00e7os dos mestres (WERNECK, 2005, p. 25).<\/p>\n<p>Tal fato \u00e9 bastante curioso, pois como dois grandes mestres do per\u00edodo barroco teriam se encontrado em Rio Espera e esculpidos uma imagem juntos? Que Aleijadinho esteve na mencionada cidade j\u00e1 \u00e9 comprovado, mas que o Mestre Piranga tamb\u00e9m passou por l\u00e1 \u00e9 um fato instigante. Disso pode surgir uma constata\u00e7\u00e3o: talvez sejam as caracter\u00edsticas do Mestre Piranga presentes na obra <em>Piet\u00e1 <\/em>que fazem dela distanciar-se das outras esculturas de Aleijadinho e causar incerteza sobre a autoria deste na referida obra. Entretanto, tal afirma\u00e7\u00e3o permanece no n\u00edvel da especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dois grandes nomes do barroco em uma s\u00f3 obra: ser\u00e1 poss\u00edvel? Se for verdade, que preciosidade os rioesperenses possuem em seu munic\u00edpio. Diante de tal hip\u00f3tese e do acervo hist\u00f3rico pesquisado para fins deste trabalho, conclui-se que essa \u00e9 mais uma informa\u00e7\u00e3o que ainda permanece envolta sob o v\u00e9u do mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Sobre a imagem da <em>Piet\u00e1<\/em>, ela representa Maria com seu Filho Jesus Cristo no colo ap\u00f3s ser descido da cruz. A escultura mede 96 cm e foi esculpida em cedro. Segundo Carriero (2013): \u201cEla n\u00e3o\u00a0usa\u00a0coroa, ostentando apenas uma aur\u00e9ola em torno de sua cabe\u00e7a e seu olhar demonstra simultaneamente ang\u00fastia e tristeza\u201d.<\/p>\n<p>Em uma reportagem feita pela Tv <em>Uni BH<\/em> na \u00e9poca da descoberta do poss\u00edvel envolvimento entre Aleijadinho e mestre Piranga na confec\u00e7\u00e3o da <em>Piet\u00e1<\/em>, a restauradora Virginia Carriero apresentou os tra\u00e7os que s\u00e3o t\u00edpicos de Aleijadinho presentes na obra da <em>Piet\u00e1<\/em>, s\u00e3o eles: os olhos amendoados de Maria, o bigode encostando-se \u00e0 barba e a barba enroladinha de Jesus. Nesta mesma reportagem h\u00e1 uma fala do restaurador Jos\u00e9 Efig\u00eanio Pinto Coelho que diz que ap\u00f3s pesquisas e os conhecimentos de Maur\u00edcio Meireles, concluiu que imagem foi feita a quatro m\u00e3os, sendo a parte inferior esculpida por Mestre Piranga. O referido restaurador afirma que o mestre do barroco fez v\u00e1rias imagens estando em Rio Espera e foi nesta estadia que ocorreu o encontro dele com o Mestre Piranga, que nas palavras de Coelho \u00e9 \u201c[&#8230;] um outro mist\u00e9rio em Minas Gerais. Desconhecido, n\u00e3o tem nome. [&#8230;] Um cara que tem um estilema marcante, forte. Ele iguala-se aos grandes escultores da \u00e9poca [&#8230;]\u201d.<\/p>\n<p>Ao ser, indagada pelo autor deste trabalho, sobre qual foi o sentimento ao restaurar a <em>Piet\u00e1 <\/em>de Aleijadinho, Virginia Carriero disse:<\/p>\n<p>Restaurar a imagem de Nossa Senhora da Piedade, foi para mim muito gratificante! Enquanto estava restaurando, vinha sempre em minha mem\u00f3ria que o Mestre Aleijadinho estava muito inspirado no dia que criou a imagem e tamb\u00e9m deve ter lhe custado muito sofrimento devido a sua estranha doen\u00e7a<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>Devido seu valor religioso, hist\u00f3rico e cultural, a imagem da <em>Piet\u00e1 <\/em>foi tombada como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico cultural de Rio Espera em 15 de abril de 2003 como consta no livro de Tombo n\u00ba 1, do Conselho Municipal do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Cultural de Rio Espera, \u00e0s fls. 01 v.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2 A ARTE E O SAGRADO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A arte a servi\u00e7o do sagrado possui uma vasta e riqu\u00edssima hist\u00f3ria repleta de muito conte\u00fado e que revela a abertura humana em busca de algo que est\u00e1 para al\u00e9m do aqui e agora, o transcendente. Possuir uma imagem de algum santo ou santa em seu lar, parece aproximar o sagrado para si e \u00e9 comum tendo em vista o ser humano, um ser naturalmente simb\u00f3lico como ser\u00e1 notado no decorrer das linhas deste trabalho. Nas palavras de Tommaso<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[10]<\/a> (2001 apud JALUSKA; JUNQUEIRA, 2015, p. 290):<\/p>\n<p>A necessidade de ter diante de si um \u00edcone decorre do car\u00e1ter concreto do sentimento religioso que muitas vezes n\u00e3o se satisfaz apenas com a contempla\u00e7\u00e3o espiritual e que busca se aproximar do Divino imediatamente. Isso se explica por o homem ter um corpo e uma alma. A venera\u00e7\u00e3o dos santos \u00edcones se baseia n\u00e3o apenas na natureza dos sujeitos representados, mas tamb\u00e9m sobre a f\u00e9 nessa presen\u00e7a plenificada pela gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas antes de adentrar em tal reflex\u00e3o aprofundar-se-\u00e1, a partir de agora, sobre a arte a servi\u00e7o da religi\u00e3o. A arte religiosa surgiu na idade antiga n\u00e3o com finalidade de aprecia\u00e7\u00f5es, mas com car\u00e1ter exclusivamente pr\u00e1tico. Segundo Jaluska e Junqueira (2015, p. 282), o objetivo principal da arte religiosa era o de culto aos deuses, servir em celebra\u00e7\u00f5es ou decora\u00e7\u00e3o de pal\u00e1cios e t\u00famulos. Sendo assim, a beleza das obras n\u00e3o importava, mas apenas o cumprimento de seu objetivo pr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Com o cristianismo, a arte ganhou uma nova t\u00f4nica, continuava a ser instrumento, mas como meio educativo, ou seja, a arte come\u00e7a a ser usada para levar os fi\u00e9is a compreenderem a sua f\u00e9. Entretanto, vale destacar que inicialmente, os primeiros crist\u00e3os tiveram receio em representar o divino de forma art\u00edstica, isto devido \u00e0 influ\u00eancia judaica que, baseada na tradi\u00e7\u00e3o veterotestament\u00e1ria, proibia o uso de imagens: \u201cN\u00e3o far\u00e1s para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe l\u00e1 em cima, nos c\u00e9us, ou embaixo na terra, ou nas \u00e1guas que est\u00e3o debaixo da terra\u201d (Ex 20,4). Sobre tal quest\u00e3o, houve muitas pol\u00eamicas, desde os primeiros Padres da Igreja e persistem at\u00e9 a atualidade entre cat\u00f3licos e protestantes. O que est\u00e1 por tr\u00e1s de tal problema \u00e9 o risco de idolatria, ou seja, prestar culto a \u00eddolos que, no caso, seria uma imagem pintada ou esculpida ao inv\u00e9s de cultuar aquilo que \u00e9 a verdadeira divindade. \u00c9 justamente desta discuss\u00e3o que surge o movimento no s\u00e9culo VIII chamado de Iconoclasta, o qual contesta \u00e0 venera\u00e7\u00e3o de \u00edcones, devido a considerar a representa\u00e7\u00e3o de Deus um modo de idolatria, uma vez que descaracteriza a f\u00e9 atrav\u00e9s de realidades que s\u00e3o por demais sens\u00edveis (GROULIER, 2007, p. 10). Diante de tal discuss\u00e3o, S\u00e3o Boaventura, um franciscano de origem Toscana, bispo, te\u00f3logo e fil\u00f3sofo escol\u00e1stico al\u00e9m de ex\u00edmio doutor da Igreja Cat\u00f3lica, ser\u00e1 o condutor a partir de agora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.1 S\u00e3o Boaventura: defesa da arte como representa\u00e7\u00e3o do Sagrado<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Rosa, Mores e Mirapalheta (2007, p. 245) o objetivo de Boaventura em sua obra <em>O livro das senten\u00e7as <\/em>\u00e9: \u201c[&#8230;] justificar as imagens religiosas diante do perigo da idolatria, perigo este que voltava a crescer no s\u00e9culo XIII, gra\u00e7as ao vigoroso desenvolvimento da arte do final do medievo. Para tal, ele retoma a tese da imagem enquanto \u2018B\u00edblia dos iletrados\u2019\u201d. Tal ideia da imagem como a B\u00edblia dos que n\u00e3o sabem ler ser\u00e1 desenvolvida nas linhas deste t\u00f3pico a partir do pensamento do Doutor Ser\u00e1fico<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>S\u00e3o Boaventura diz que: \u201cDeve-se dizer que a introdu\u00e7\u00e3o de imagens na Igreja n\u00e3o se deu sem um motivo racional\u201d e acrescenta: \u201cForam, de fato, introduzidas por um motivo tr\u00edplice, a saber: a incultura do simples, a tibieza dos afetos e a labilidade da mem\u00f3ria\u201d (2007, p. 48). E sobre estes tr\u00eas motivos, discorre o Doutor ser\u00e1fico.<\/p>\n<p>A inser\u00e7\u00e3o de imagens devido \u00e0 incultura do simples reside no fato de que como n\u00e3o podiam ler as escrituras<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[12]<\/a>, os simples podiam atrav\u00e9s das pinturas e esculturas baseadas nas Escrituras, ler os mist\u00e9rios da f\u00e9. Percebe aqui o papel pedag\u00f3gico que possu\u00eda a arte, uma vez que atrav\u00e9s dessa, os fi\u00e9is analfabetos podiam aprender sobre sua f\u00e9 e serem catequizados. Sobre isso aborda Matos<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[13]<\/a> (2014 apud JALUSKA; JUNQUEIRA, 2015, p. 288-289):<\/p>\n<p>[..] havia o problema de como catequizar essas pessoas que n\u00e3o tinham instru\u00e7\u00e3o para entender a Palavra. Nesse sentido, a necessidade de representar artisticamente temas e alus\u00f5es b\u00edblicas era considerada fundamental, pois servia para a educa\u00e7\u00e3o desses considerados incultos.<\/p>\n<p>Sobre tal situa\u00e7\u00e3o, a fala do papa Greg\u00f3rio de Magno \u00e9 profunda e revela exatamente o pensamento que Boaventura quer expressar. Nas palavras do pont\u00edfice: \u201ca pintura pode fazer pelos analfabetos o que a escrita faz pelos que sabem ler<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[14]<\/a>\u201d (GOMBRICH<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[15]<\/a>, 2012, p. 135 apud JALUSKA; JUNQUEIRA, 2015, p. 289).<\/p>\n<p>O segundo aspecto da introdu\u00e7\u00e3o de imagens na Igreja \u00e9 devido \u00e0 tibieza dos afetos, ou seja, a fragilidade deste aspecto humano. S\u00e3o Boaventura argumenta que os \u201c[&#8230;] nossos afetos s\u00e3o incitados mais pelo que se v\u00ea do que pelo que se ouve\u201d (2007, p. 48). Desse modo, ao ver uma pintura ou imagem dos atos de Cristo, por exemplo, o ser humano que talvez pelo sentido da audi\u00e7\u00e3o \u2013 o ouvido \u2013 n\u00e3o conseguiu sentir-se incitado \u00e0 devo\u00e7\u00e3o de praticar os atos que o Cristo praticou, pelos olhos corp\u00f3reos sentir-se-\u00e1 impelido a imitar o que v\u00ea atrav\u00e9s de seu sentido visual (BOAVENTURA, 2007, p. 48). Nas palavras de Costa e Passo<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[16]<\/a> (2010 apud JALUSKA; JUNQUEIRA, 2015, p. 289):<\/p>\n<p>O grande contingente de analfabetos que teria dificuldades quanto \u00e0 compreens\u00e3o de conte\u00fados presentes nas mensagens transmitidas oralmente poderia se beneficiar dos est\u00edmulos visuais. A igreja entendeu tamb\u00e9m que a mensagem visual gozava de maior e mais r\u00e1pida fixa\u00e7\u00e3o do que a mensagem oral.<\/p>\n<p>O terceiro aspecto relacionado ao ingresso de imagens na Igreja \u00e9 segundo Boaventura devido \u00e0 labilidade da mem\u00f3ria. O Doutor ser\u00e1fico argumenta que: \u201c[&#8230;] o que s\u00f3 se ouve mais facilmente cai no esquecimento do que o que se v\u00ea\u201d e acrescenta \u201cDe fato, frequentemente se verifica em muitos o que comumente se diz: entra por um ouvido e sai pelo outro\u201d (2007, p. 49). A mem\u00f3ria humana \u00e9 inst\u00e1vel, pois o registro que acontece das situa\u00e7\u00f5es se faz a n\u00edvel inconsciente, desse modo, nem sempre aquilo que o sujeito queria que fosse lembrado corresponde ao que de fato \u00e9. Muitas vezes \u00e9 registrado traumas ao inv\u00e9s de momentos alegres e bons, por exemplo. S\u00e3o Boaventura argumenta ainda que:<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, nem sempre temos ao nosso alcance quem nos fa\u00e7a lembrar verbalmente dos benef\u00edcios recebidos. Por isso, gra\u00e7as a uma disposi\u00e7\u00e3o de Deus, aconteceu de se fazerem imagens, sobretudo nas igrejas, para que, vendo-as, recordemos os benef\u00edcios dispensados a n\u00f3s e as obras virtuosas dos santos (BOAVENTURA, 2007, p. 49).<\/p>\n<p>Sobre isso, discorre Rosa, Mores e Mirapalheta (2007, p. 246):<\/p>\n<p>Aqui encontramos um elemento importante da pr\u00f3pria doutrina da Igreja e fruto de muitos debates. A dignidade, a venera\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 e n\u00e3o \u00e9 por causa da imagem, mas reside no que a imagem pretende representar. A imagem \u00e9 apenas um sinal vis\u00edvel do que \u00e9 bem maior e que transcende o sens\u00edvel. Por\u00e9m, \u00e9 uma forma de deixar-se tocar, contemplar, lembrar, trazer \u00e0 mem\u00f3ria, estes, que por sua virtude hoje, suscitam louvor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>2.1.1 O Sagrado e o s\u00edmbolo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cita\u00e7\u00e3o que encerra o t\u00f3pico anterior pontua um elemento que \u00e9 de grande valor, a dignidade da representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 na imagem, mas no que ela pretende representar. A imagem \u00e9, pois, uma forma de lembrar-se de algo. Ao olhar para ela, o indiv\u00edduo remete-se aquilo que ela representa. Ao contemplar a imagem de um santo, por exemplo, o crist\u00e3o refletir\u00e1 sobre algu\u00e9m que foi humano como ele, mas que em sua vida viveu de forma santificada assim como ele tamb\u00e9m \u00e9 chamado a viver. Nas palavras de Aquino ao falar sobre o motivo da Igreja dispor-se de imagens: \u201c[&#8230;] para que por meio de imagens desse tipo se grave e se fortale\u00e7a nas mentes dos homens a f\u00e9 na excel\u00eancia dos anjos e dos santos\u201d (2007, p. 52).<\/p>\n<p>A imagem \u00e9 um sinal vis\u00edvel de um bem muito maior que a ultrapassa. Entretanto, consiste numa forma de fazer presente, toc\u00e1vel, algo que escapa ao humano. Na contemporaneidade, um grande pensador chamado Mircea Eliade refletiu bastante e profundamente em rela\u00e7\u00e3o a tal quest\u00e3o, sobre os s\u00edmbolos na linguagem humana e a manifesta\u00e7\u00e3o do Sagrado. Em uma de suas obras intitulada <em>Imagens e S\u00edmbolos: Ensaio sobre o simbolismo m\u00e1gico-religioso<\/em>, o autor, argumentando sobre a perenidade das imagens, afirma que:<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio utilizar as descobertas da psicologia profunda ou a t\u00e9cnica surrealista da escrita autom\u00e1tica para provar a sobreviv\u00eancia subconsciente, no homem moderno, de uma mitologia abundante e, na nossa opini\u00e3o, de um valor espiritual superior \u00e0 sua vida \u201cconsciente\u201d. N\u00e3o precisamos dos poetas ou das psiques em crise para confirmar a atualidade e a for\u00e7a das Imagens e dos S\u00edmbolos. A mais p\u00e1lida das exist\u00eancias est\u00e1 repleta de s\u00edmbolos, o homem mais \u201crealista\u201d vive de imagens (ELIADE, 1991, p. 12).<\/p>\n<p>Eliade afirma que o ser humano \u00e9 um ser simb\u00f3lico. N\u00e3o \u00e9 preciso a psicologia profunda ou a t\u00e9cnica surrealista da escrita autom\u00e1tica ou os poetas e as psiques em crise para comprovar que o ser humano \u00e9 um ser simb\u00f3lico, desde a mais simples at\u00e9 a mais complexa mente. O humano vive de imagens. Sendo assim, representar o sagrado atrav\u00e9s da arte \u00e9 um ato natural do ser humano.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 outra quest\u00e3o destacada por Eliade em uma de suas obras chamada <em>O Sagrado e o Profano<\/em>. No referido livro, o autor discorre em uma parte sobre quando o sagrado se manifesta. Para isso, Eliade usa o termo <em>hierofania<\/em> que quer dizer que <em>algo de sagrado se nos revela <\/em>(ELIADE, 2008, p. 17). Ou seja, o autor coloca que \u00e9 poss\u00edvel ao ser humano conhecer o sagrado, pois este se manifesta neste mundo, o sagrado se manifesta no profano.<\/p>\n<p>Eliade diz que \u201c[&#8230;] a hist\u00f3ria das religi\u00f5es \u2013 desde as mais primitivas \u00e0s mais elaboradas \u2013 \u00e9 constitu\u00edda por n\u00fameros consider\u00e1veis de hierofanias, pelas manifesta\u00e7\u00f5es das realidades sagradas\u201d (2008, p. 17). Desde a <em>hierofania<\/em> mais simples como, por exemplo, a manifesta\u00e7\u00e3o do sagrado em uma pedra ou \u00e1rvore at\u00e9 a mais complexa como, para os crist\u00e3os, a encarna\u00e7\u00e3o de Deus em Jesus Cristo, o ser humano encontra-se diante de um mist\u00e9rio, a manifesta\u00e7\u00e3o de algo que vai al\u00e9m de si mesmo e do mundo a partir de elementos do mundo \u201cnatural\u201d, \u201cprofano\u201d (ELIADE, 2008, p. 17). A\u00ed est\u00e1 o grande paradoxo da <em>hierofania<\/em>, segundo Eliade (2008, p. 18), pois um objeto qualquer deste mundo manifestando o sagrado torna-se outra coisa, embora ainda seja o mesmo, pois est\u00e1 a participar do meio c\u00f3smico envolvente. Por exemplo, o cedro usado para esculpir a imagem da <em>Piet\u00e1<\/em> presente em Rio Espera, antes era uma \u00e1rvore qualquer. A partir da escultura feita pelo artista, \u00e0 imagem ganha um novo sentido, torna-se sagrada, agora os seres humanos ao olharem para ela v\u00e3o remeter a algo que n\u00e3o est\u00e1 ali na imagem, mas a transcende, vai para al\u00e9m daquela representa\u00e7\u00e3o, mesmo que ela ainda seja um tronco de madeira esculpido em forma de uma mulher com um filho morto no colo. Um exemplo parecido \u00e9 dado por S\u00e3o Boaventura (2007, p. 49):<\/p>\n<p>Assim, uma vez que a imagem do Cristo foi introduzida para representar aquele que foi crucificado por n\u00f3s e n\u00e3o se apresenta a n\u00f3s por si mesma, mas por ele, toda rever\u00eancia que se mostra a ela \u00e9 dirigida a Cristo. E \u00e9 por essa raz\u00e3o que se deve render \u00e0 imagem de Cristo um culto de latria [&#8230;].<\/p>\n<p>Desse modo, reverenciar a imagem \u00e9 na verdade reverenciar aquele ou aquela a que o objeto remete. Sobre o culto de latria presente na cita\u00e7\u00e3o, cabe esclarecer que h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre as imagens de Cristo e dos santos. As imagens dos santos s\u00e3o, como j\u00e1 discorrido no trabalho, para fortalecer na mente dos homens a f\u00e9 e excel\u00eancia dos anjos e santos. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem do Cristo deve-se uma adora\u00e7\u00e3o de latria, pois assim como o Cristo deve ser adorado com uma adora\u00e7\u00e3o de latria, consequentemente sua imagem deve assim ser adorada. Tal reflex\u00e3o de Santo Tom\u00e1s de Aquino \u00e9 baseada em Arist\u00f3teles, pois para este, h\u00e1 um duplo movimento da alma em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem, um em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria imagem \u2013 a coisa \u2013 e outro a imagem enquanto imagem de algo diverso. Sendo assim, enquanto coisa, tal como um peda\u00e7o de madeira ou de pedra, por exemplo, n\u00e3o se deve rever\u00eancia \u00e0 imagem do Cristo, mas enquanto se trate de uma imagem de Cristo, deve-se rever\u00eancia \u00e0 imagem do Cristo do mesmo modo que ao pr\u00f3prio Cristo (AQUINO, 2007, p. 54).<\/p>\n<p>Apesar de o enfoque maior ter sido no pensamento de S\u00e3o Boaventura durante este trabalho, Santo Tom\u00e1s de Aquino oferece uma grande contribui\u00e7\u00e3o sobre a quest\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o do sagrado como foi destacado. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o veterotestament\u00e1ria que pro\u00edbe fazer imagens, por exemplo, o doutor ang\u00e9lico afirma que n\u00e3o se pro\u00edbe naquele mandamento fazer escultura ou simulacro, mas que se fa\u00e7a com o fim de adora\u00e7\u00e3o. E como j\u00e1 foi destacado, o mesmo movimento dirigido \u00e0 imagem \u00e9 tamb\u00e9m \u00e0 coisa, desse modo, se se pro\u00edbe a imagem, consequentemente pro\u00edbe a adora\u00e7\u00e3o da coisa da qual a imagem remete (AQUINO, 2007, p. 54-55).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A partir deste trabalho, nota-se que o campo da arte \u00e9 de grande abrang\u00eancia, grande tamb\u00e9m o \u00e9 o da arte religiosa. Uma imagem como a da <em>Piet\u00e1 <\/em>atribu\u00edda \u00e0 autoria de Aleijadinho e Mestre Piranga tem muito mais valor do que se imagina. Seu valor n\u00e3o reside apenas em quem a esculpiu, mas no que ela manifesta, uma realidade que a transcende assim como o faz com os humanos e todo o mundo c\u00f3smico. Contempl\u00e1-la \u00e9 admirar-se da beleza dos tra\u00e7os f\u00edsicos, mas tamb\u00e9m reverenciar \u00e0s pessoas que ela traz consigo simbolicamente representadas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>O sagrado se manifesta, acontece, pois a <em>hierofania<\/em> que quer dizer que algo de sagrado \u00e9 revelado ao humano usando aqui das palavras de Eliade. Devido a isto juntamente com a ideia do ser humano ser um ser altamente simb\u00f3lico desde o mais simples a mais complexa mente aliado aos tr\u00eas argumentos de S\u00e3o Boaventura para justificar a produ\u00e7\u00e3o e uso das imagens religiosas, ou seja, a incultura do simples, a tibieza dos afetos e a labilidade da mem\u00f3ria, torna-se justo e natural ao humano fazer uso da arte para representar sua f\u00e9, presentificar o transcendente.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A arte tem um grande poder de proporcionar experi\u00eancias variadas a quem se encontra \u00e0 sua contempla\u00e7\u00e3o. Uma imagem como a da <em>Piet\u00e1 <\/em>atribu\u00edda \u00e0 autoria de Aleijadinho e Mestre Piranga posicionada na peanha localizada no centro da parede de fundo do presbit\u00e9rio da Igreja Matriz de Rio Espera, por exemplo, produz diversas experi\u00eancias est\u00e9ticas. Em um restaurador ou apreciador de arte, admirar\u00e1 a riqueza da obra a partir dos detalhes, dos artistas que a fizeram, do seu valor cultural. J\u00e1 para os fi\u00e9is rioesperenses como para tantos outros, a <em>Piet\u00e1 <\/em>tem valor n\u00e3o apenas por sua condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, mas tamb\u00e9m por que representa algo que est\u00e1 para al\u00e9m dela mesma, a singela imagem remete a Maria, m\u00e3e de Jesus em seu momento de dor e traz desse modo conforto e alento para tantos que assim como ela sofrem neste mundo. Como \u00e9 not\u00e1vel, embora o objeto seja o mesmo, a experi\u00eancia est\u00e9tica \u00e9 diversa. A arte revela ao humano um sentido que est\u00e1 para al\u00e9m do pr\u00f3prio humano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BAZIN, Germain. O Aleijadinho e a escultura barroca no Brasil. 2. ed. rev. e ampl. Tradu\u00e7\u00e3o Mariza Murray. Rio de Janeiro: Record, [19&#8211;].<\/p>\n<p>B\u00cdBLIA. Portugu\u00eas. B\u00edblia de Jerusal\u00e9m: nova edi\u00e7\u00e3o, rev. e ampl. GORGULHO, Gilberto da Silva; STORNIOLO, Ivo; ANDERSON, Ana Flora (Coord). Tradu\u00e7\u00e3o Euclides Martins Balancin et al. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2002.<\/p>\n<p>CARRIERO, Virg\u00ednia. Piet\u00e1. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/atelierdearteerestaurao.blogspot.com.br\/2013\/08\/nossa-senhora-da-piedade-de-rio-espera.html&gt;. Acesso em: Acesso em: 16 ago. 2017.<\/p>\n<p>ELIADE, Mircea. Imagens e S\u00edmbolos: Ensaio sobre o simbolismo m\u00e1gico-religioso. Tradu\u00e7\u00e3o Sonia Cristina Tamer. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1991.<\/p>\n<p>______. O Sagrado e o Profano: a ess\u00eancia das religi\u00f5es. 2. ed. Tradu\u00e7\u00e3o Rog\u00e9rio Fernandes. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2008. (T\u00f3picos)<\/p>\n<p>JALUSKA, Taciane Terezinha; JUNQUEIRA, S\u00e9rgio Rog\u00e9rio Azevedo. A arte a servi\u00e7o do sagrado. Paralellus, Recife, v. 6, n. 12, p. 279-294, jan.\/jun. 2015. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.unicap.br\/ojs\/index.php\/paralellus\/article\/view\/539&gt;. Acesso em: 30 ago. 2017.<\/p>\n<p>LICHTENSTEIN, Jacqueline (Org.). A Pintura: A teologia da imagem e o estatuto da pintura. Vol. 2. Tradu\u00e7\u00e3o Magn\u00f3lia Costa (Coord.). S\u00e3o Paulo: Ed. 34, 2004.<\/p>\n<p>MISSAL COTIDIANO. Missal Cotidiano: Missal da Assembleia Crist\u00e3. Tradu\u00e7\u00e3o Frei Alberto Beckh\u00e4user et al. 11. ed. rev. e atual. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2012.<\/p>\n<p>NEVES, Thiago Dias. Mestre Piranga. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.piranga.com.br\/mestre_piranga\/index.htm&gt;. Acesso em: 28 ago. 2017.<\/p>\n<p>PIET\u00c1 DE ALEIJADINHO (Foto de Ronaldo Oliveira). Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/mapio.net\/pic\/p-80960072\/ &gt;. Acesso em: 04 ago. 2017.<\/p>\n<p>RIO ESPERA &#8211; RECUPERA\u00c7\u00c3O DA PIET\u00c1 &#8211; OBRA DO MESTRE ALEIJADINHO. Belo Horizonte: TV Uni BH. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xuTwAJQxB1U&gt;. Acesso em: 30 ago. 2017. (5 min).<\/p>\n<p>TRINDADE, C\u00f4nego Raimundo.\u00a0S\u00e3o Francisco de Assis de Ouro Preto: cr\u00f4nica narrada pelos documentos da ordem. Rio de Janeiro: A Noite, 1951. (Publica\u00e7\u00f5es da Diretoria do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional &#8211; DPHAN).<\/p>\n<p>WERNECK, Gustavo. Arte Barroca a quatro m\u00e3os. Estado de Minas, Belo Horizonte, 02 de ago. 2005. Patrim\u00f4nio, p. 25.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ANEXOS:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 2 \u2013 Presbit\u00e9rio da igreja matriz de Rio Espera onde est\u00e1 a peanha com a imagem da Piet\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"background-color: #bfe6ff; color: #b00134;\"><a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2713 aligncenter\" src=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-2-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-2.jpg 1033w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/span>Fonte: foto do autor<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 3 \u2013 Foto do exterior da igreja matriz de Rio Espera.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-3.jpg\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2714 aligncenter\" src=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-3-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-3-300x191.jpg 300w, https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-3-768x488.jpg 768w, https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FIGURA-3.jpg 1017w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: foto do autor<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: #bfe6ff; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0%; background-position-y: 0%; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-bottom-left-radius: 2px; border-bottom-right-radius: 2px; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; border-top-left-radius: 2px; border-top-right-radius: 2px; box-shadow: 0px 0px 0px 1px #bfe6ff; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px 2px 0px 2px; margin: 0px -2px 0px -2px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">*<\/a> Bacharelando em Filosofia pela Faculdade Dom Luciano Mendes (FDLM).<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[1]<\/a> <em style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; font-size: 14px; font-style: italic; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #444444;\">Piet\u00e1<\/em> \u00e9 uma express\u00e3o italiana e significa Piedade em portugu\u00eas. Tal t\u00edtulo parece ter ganhado destaque provavelmente devido a famosa<em style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; font-size: 14px; font-style: italic; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #444444;\"> Piet\u00e1 <\/em>de Michel\u00e2ngelo que se encontra na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[2]<\/a> Informa\u00e7\u00f5es obtidas atrav\u00e9s do <em style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; font-size: 14px; font-style: italic; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #444444;\">Missal Cotidiano,<\/em> p. 1739, 2012.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[3]<\/a> Aleijadinho \u00e9 um importante artista brasileiro do per\u00edodo colonial que exerceu seu talento em diversas \u00e1reas: arquitetura, escultura e ornamenta\u00e7\u00e3o. Nasceu provavelmente em 1738, filho do arquiteto portugu\u00eas Manoel Francisco Lisboa e de uma de suas escravas africanas. Inicia-se na arquitetura no atelier de seu pai. Como entalhador, aprendeu no atelier de Jos\u00e9 Coelho de Noronha. Sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u00e9 bastante vasta. Esculpiu para in\u00fameras Igrejas de Minas Gerais, desde imagens de santos at\u00e9 altares. Em 1777, Aleijadinho foi atacado pela doen\u00e7a que o faria receber tal nome. Faleceu em 18 de novembro de 1814, com 84 anos (BAZIN, p. 107-135).<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[4]<\/a> A partir de agora, todas as vezes que aparecer neste trabalho a express\u00e3o mestre do barroco, o leitor saber\u00e1 que se refere a Aleijadinho.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[5]<\/a> A cita\u00e7\u00e3o est\u00e1 de acordo com a obra da qual foi tirada.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[6]<\/a> Idem.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[7]<\/a> Idem.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[8]<\/a> Mestre Piranga \u00e9 um escultor da regi\u00e3o do Vale do Piranga \u2013 por isso tal nome \u2013 do qual se possui poucas informa\u00e7\u00f5es. O t\u00edtulo de Mestre pode indicar a fun\u00e7\u00e3o que exercia. Segundo Neves\u00a0em seu site sobre o Mestre Piranga: \u201cAs pe\u00e7as que lhes s\u00e3o atribu\u00eddas possuem estilemas acentuados, como os ombros exageradamente largos, planejamentos talhados de forma sum\u00e1ria em sulcos profundos e movimentos circulares nas mangas e na altura dos joelhos, os olhos grandes e esbugalhados, que chamam a aten\u00e7\u00e3o, s\u00e3o a assinatura do escultor\u201d.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[9]<\/a> Fala da restauradora Virginia Carriero concedida a esta pesquisa ap\u00f3s contato do autor deste trabalho. Desse modo, tal coment\u00e1rio \u00e9 exclusividade deste artigo. Mariana, 09 de nov. 2017.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[10]<\/a> TOMMASO, Wilma Steagall de. Arte sacra do oriente. In: MARIANI, Ceci Baptista; VILHENA, Maria \u00c2ngela. Teologia e arte: Express\u00f5es de transcend\u00eancia, caminhos de renova\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2011. p. 71-84.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[11]<\/a> Devido ser grande contemplativo e m\u00edstico, S\u00e3o Boaventura recebeu o t\u00edtulo de Doutor ser\u00e1fico (2012, p. 1680). A partir de agora, todas as vezes que aparecer neste trabalho tal express\u00e3o, o leitor saber\u00e1 que se refere a S\u00e3o Boaventura.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[12]<\/a> Lembra-se aqui que no per\u00edodo medieval, s\u00f3 o clero tinha acesso a Sagrada Escritura. Ademais, o povo de forma geral era analfabeto o que os impossibilitava de ter um contato com a B\u00edblia.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[13]<\/a> MATOS, Alderi Souza. Vis\u00f5es de Jesus Cristo: teologia e arte atrav\u00e9s da<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\">hist\u00f3ria. Centro Presbiteriano de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Andrew Jumper. Instituto Presbiteriano Mackenzie. Dispon\u00edvel em:&lt;http:\/\/www.mackenzie.com.br\/712 0.html&gt;. Acesso em: 02 out. 2014. p. 3<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[14]<\/a> A cita\u00e7\u00e3o est\u00e1 de acordo com a obra da qual foi tirada.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[15]<\/a> GOMBRICH, Ernst Hans. A Hist\u00f3ria da Arte. Rio de Janeiro: LTC: 2012.<\/p>\n<p style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #444444; font-family: &amp;quot; merriweather&amp;quot;,georgia,serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; vertical-align: baseline; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px; padding: 0px; margin: 0px 0px 20px 0px; border: 0px none #444444;\"><a style=\"background-attachment: scroll; background-clip: border-box; background-color: transparent; background-image: none; background-origin: padding-box; background-position-x: 0px; background-position-y: 0px; background-repeat: repeat; background-size: auto; border-image-outset: 0; border-image-repeat: stretch; border-image-slice: 100%; border-image-source: none; border-image-width: 1; box-sizing: border-box; color: #d35400; cursor: pointer; font-size: 14px; outline-color: invert; outline-style: none; outline-width: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none #d35400;\" href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post-new.php#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[16]<\/a> COSTA, Mozart Alberto Bonazzi da; PASSOS, Maria Jos\u00e9 Spiteri Tavolaro. Imagin\u00e1ria religiosa brasileira: em busca de uma arqueologia da beleza. In: MARIANI, Ceci Baptista; VILHENA, Maria \u00c2ngela. Teologia e arte: Express\u00f5es de transcend\u00eancia, caminhos de renova\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2011. p. 127.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emanuel Tadeu Dias Teixeira* \u00a0Resumo: O presente trabalho tem como objetivo central entender o papel da representa\u00e7\u00e3o do sagrado atrav\u00e9s da arte a partir da imagem da Piet\u00e1 de Aleijadinho e Mestre Piranga. Para tal intento ser\u00e1 utilizada parte da obra O livro das senten\u00e7as de S\u00e3o Boaventura, um fragmento da Suma Teol\u00f3gica de Santo &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[545,32,111],"tags":[],"class_list":{"0":"entry","1":"post","2":"publish","3":"author-admin","4":"post-2710","6":"format-standard","7":"category-emanuel","8":"category-estetica-filosofos","9":"category-mircea-eliade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2710"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2720,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2710\/revisions\/2720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}