{"id":2725,"date":"2018-10-30T07:48:25","date_gmt":"2018-10-30T10:48:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2725"},"modified":"2018-10-30T09:32:23","modified_gmt":"2018-10-30T12:32:23","slug":"idealimso-transcendental-de-kant-o-juizo-sintetico-a-priori","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2725","title":{"rendered":"IDEALISMO TRANSCENDENTAL DE KANT: O Ju\u00edzo sint\u00e9tico a priori"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Carlos Geovane Nunes Magri <a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post.php?post=2725&amp;action=edit#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>*<\/sup><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No que se refere ao ato de conhecer, este pode ser dado <em>a priori<\/em> e <em>a posteriori. <\/em>At\u00e9 Kant, a filosofia encontrava-se em um enorme debate entre Empiristas e Racionalistas, que questionavam qual a fonte do conhecimento: a experi\u00eancia ou o intelecto, puramente. Kant n\u00e3o duvidou da possibilidade de se chegar a um conhecimento; o esfor\u00e7o epistemol\u00f3gico empreendido por ele pretendeu sanar o antagonismo entre as posi\u00e7\u00f5es sobre a aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento. Nem empirismo brit\u00e2nico, tampouco o racionalismo continental: Kant busca mostrar que, apesar do conhecimento fundar-se na experi\u00eancia, a ela s\u00e3o impostas formas <em>a priori<\/em> do entendimento contidas na raz\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Em sua epistemologia, Kant parte de um m\u00e9todo reflexivo, ou seja, ele reflete sobre os conhecimentos racionais que o homem possui. A mudan\u00e7a que Kant prop\u00f5e \u2013 chamada Revolu\u00e7\u00e3o Copernicana \u2013 \u00e9 de que, ao contr\u00e1rio de a raz\u00e3o do sujeito cognoscente ter de se adequar ao objeto cognosc\u00edvel, deveriam os objetos ajustarem-se \u00e0 raz\u00e3o cognoscente: h\u00e1 uma passagem, em teoria do conhecimento, de uma hip\u00f3tese realista (conhecimento se modela sobre uma realidade dada) para uma idealista (o esp\u00edrito interv\u00e9m na elabora\u00e7\u00e3o do conhecimento). A inten\u00e7\u00e3o aqui almejada \u00e9 apresentar uma breve introdu\u00e7\u00e3o ao caminho epistemol\u00f3gico empreendido por Kant ao elaborar seu \u201cidealismo transcendental\u201d e compreender o ju\u00edzo criado pelo autor: sint\u00e9tico <em>a priori<\/em>. Para isso, analisar-se-\u00e1 a introdu\u00e7\u00e3o da obra \u201cCr\u00edtica a Raz\u00e3o Pura\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>1 TIPOS DE JU\u00cdZOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para que se compreenda o idealismo transcendental de Kant, importa precisar a no\u00e7\u00e3o dos ju\u00edzos sint\u00e9ticos e anal\u00edticos. \u201cUm ju\u00edzo consiste na conex\u00e3o de dois conceitos, dos quais um (A) cumpre a fun\u00e7\u00e3o de sujeito e o outro (B) cumpre a fun\u00e7\u00e3o de predicado\u201d (REALE; ANTISERI, 1990, p. 872). Assim, o tipo de ju\u00edzo \u00e9 o modo com o qual o conhecimento se relaciona com o objeto, carecendo ou n\u00e3o de uma experi\u00eancia comprovativa.<\/p>\n<p>No que se refere ao ato de conhecer, este pode ser dado <em>a priori<\/em> e <em>a posteriori. <\/em>Sobre o conhecimento <em>a priori<\/em>, de modo gen\u00e9rico, diz respeito toda proposi\u00e7\u00e3o universal e necess\u00e1ria, como afirma Kant: \u201cNecessidade e universalidade rigorosa s\u00e3o, portanto, seguras caracter\u00edsticas de um conhecimento a priori e tamb\u00e9m pertencem inseparavelmente uma \u00e0 outra\u201d (KANT, 1983, p. 24). O conhecimento <em>a priori<\/em> independe da experi\u00eancia, pois como \u00e9 um tipo de conhecimento universal e necess\u00e1rio, \u00e9 claro que a partir de uma experi\u00eancia, se n\u00e3o pela recorr\u00eancia de generaliza\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias, se incorreriam apenas em ju\u00edzos particulares e contingentes. Uma afirma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, cujo contr\u00e1rio \u00e9 imposs\u00edvel, s\u00f3 pode basear-se nas leis da raz\u00e3o; desse modo, \u00e9 claro ser a raz\u00e3o a \u00fanica capaz de gerar proposi\u00e7\u00f5es universais e necess\u00e1rias (PASCAL, 1990, p. 37).<\/p>\n<p>Os ju\u00edzos enunciados a partir do conhecimento <em>a priori<\/em> s\u00e3o denominados de ju\u00edzos anal\u00edticos, pois se limitam a elucidar determinado conceito a partir apenas daquilo que ele pr\u00f3prio enuncia; ou seja, analisa-se apenas o pr\u00f3prio conte\u00fado de tal conceito sem recorrer a qualquer tipo de experi\u00eancia. Tais ju\u00edzos, tamb\u00e9m denominados afirmativos, \u201cs\u00e3o, portanto, aqueles em que a conex\u00e3o do predicado com o sujeito for pensada por identidade\u201d (KANT, 1983, p. 27). Em outros termos, num ju\u00edzo anal\u00edtico, o que se enuncia a respeito de determinado sujeito est\u00e1 contido no pr\u00f3prio sujeito.<\/p>\n<p>Se por exemplo digo: todos os corpos s\u00e3o extensos, ent\u00e3o este \u00e9 um ju\u00edzo anal\u00edtico. De fato, n\u00e3o preciso ir al\u00e9m do conceito que ligo a corpo para encontrar a extens\u00e3o enquanto conexa com tal conceito, mas apenas desmembrar aquele conceito, quer dizer, tomar-me apenas consciente do m\u00faltiplo que sempre penso nele, para encontrar a\u00ed esse predicado; \u00e9, pois, um ju\u00edzo anal\u00edtico. (KANT, 1983, p. 27).<\/p>\n<p>A partir disto, compreende-se que para um ju\u00edzo anal\u00edtico, nada \u00e9 produzido de novo, nada ele acrescenta ao conceito primeiro; \u00e9 como se apenas desmembrasse-o para melhor compreend\u00ea-lo, para esclarec\u00ea-lo. Por isso concerne a Kant consider\u00e1-los tamb\u00e9m como ju\u00edzos de elucida\u00e7\u00e3o (KANT, 1983, p. 27): eles n\u00e3o ampliam o pr\u00f3prio conceito. Reside a\u00ed em defini-los por universais e necess\u00e1rios: se j\u00e1 est\u00e3o na pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o, na conceitua\u00e7\u00e3o, deve-se afirmar aquilo que ser\u00e1 sempre v\u00e1lido.<\/p>\n<p>Quanto ao conhecimento <em>a posteriori<\/em>, este n\u00e3o permite enuncia\u00e7\u00f5es universais e necess\u00e1rias; apenas permite enunciados contingentes e particulares. Isto, pois tal tipo de conhecimento est\u00e1 estritamente relacionado \u00e0 experi\u00eancia. A experi\u00eancia \u00e9 o que permite constatar que uma realidade particular \u00e9 dada desta ou daquela maneira, mas n\u00e3o afirma o porqu\u00ea de determinado objeto de conhecimento ser dado assim e n\u00e3o do contr\u00e1rio, por isso gera apenas proposi\u00e7\u00f5es contingentes. Do mesmo modo, est\u00e1 ligada a esta ou aquela realidade observada pela experi\u00eancia, ou seja, limita-se apenas aos casos constatados; por isso \u00e9 tamb\u00e9m particular, pois que fosse considerado universal uma proposi\u00e7\u00e3o que \u00e9 fruto da experi\u00eancia de alguns casos, dever-se-ia realizar uma generaliza\u00e7\u00e3o completamente arbitr\u00e1ria (PASCAL, 1990, p. 37).<\/p>\n<p>A partir de um conhecimento <em>a posteriori<\/em>, enunciam-se os ditos ju\u00edzos sint\u00e9ticos; estes, assim denominados, pois realizam, de certo modo, uma s\u00edntese entre o sujeito e o predicado. Tal tipo de ju\u00edzo procede exclusivamente de uma experi\u00eancia, o que permite ao sujeito cognoscente ampliar seu conhecimento acerca de algo, haja vista n\u00e3o se tratar de uma simples an\u00e1lise do sujeito a partir da qual se extra\u00edsse um predicado. Estes tipos de ju\u00edzos s\u00e3o aqueles em que a conex\u00e3o entre sujeito e predicado \u00e9 pensada sem identidade (KANT, 1983, p. 27). Por outras palavras, num ju\u00edzo sint\u00e9tico, o que se enuncia a respeito de determinado sujeito n\u00e3o est\u00e1 contido no pr\u00f3prio sujeito; o conhecimento prov\u00e9m da experi\u00eancia que o sujeito realiza \u2013 o objeto ganha novas caracter\u00edsticas n\u00e3o contidas no sujeito e outrora n\u00e3o conhecidas.<\/p>\n<p>Quando digo: todos os corpos s\u00e3o pesados, ent\u00e3o o predicado \u00e9 algo bem diverso daquilo que penso no mero conceito de um corpo em geral. O acr\u00e9scimo de um tal predicado fornece, portanto, um ju\u00edzo sint\u00e9tico. [&#8230;] Portanto, \u00e9 sobre a experi\u00eancia que se funda a possibilidade da s\u00edntese do predicado peso com o conceito corpo, pois embora na verdade um n\u00e3o esteja contido no outro ambos os conceitos se pertencem reciprocamente, se bem que de um modo apenas acidental, como partes de um todo, a saber, da experi\u00eancia, que \u00e9 ela mesma uma liga\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica das intui\u00e7\u00f5es. (KANT, 1983, p. 27-28).<\/p>\n<p>Portanto, os ju\u00edzos sint\u00e9ticos sempre dizem algo de novo do sujeito, que antes n\u00e3o estavam impl\u00edcitos neste; por isso concerne a Kant consider\u00e1-los tamb\u00e9m como ju\u00edzos de amplia\u00e7\u00e3o (KANT, 1983, p. 27). Resulta, assim, s\u00ea-los sempre ju\u00edzos particulares e contingentes, pois estar\u00e3o necessariamente atrelados a experi\u00eancias particulares. Poder-se-ia considerar como um exemplo de conhecimento elaborado a partir das experi\u00eancias, ou seja, sint\u00e9tico, o conhecimento cient\u00edfico. Todavia, este elabora proposi\u00e7\u00f5es universais e contingentes ao mundo da <em>physis<\/em>. Surge, ent\u00e3o, um questionamento: como pode a ci\u00eancia, baseando-se em experi\u00eancias, elaborar proposi\u00e7\u00f5es universais e necess\u00e1rias? \u00c9 buscando responder a este questionamento que Kant elabora um terceiro tipo de ju\u00edzo: o sint\u00e9tico <em>a priori<\/em>, ou seja, que parta da experi\u00eancia e que seja capaz de elaborar proposi\u00e7\u00f5es universais e necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2 O SINT\u00c9TICO <em>A PRIORI <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O ju\u00edzo sint\u00e9tico <em>a priori<\/em>, como atesta sua pr\u00f3pria nomenclatura, concilia as caracter\u00edsticas dos ju\u00edzos sint\u00e9ticos com a \u201caprioridade\u201d, ou seja, \u00e9 poss\u00edvel a elabora\u00e7\u00e3o de ju\u00edzos que ampliem o conhecimento do sujeito e que sejam universais e necess\u00e1rios, mesmo com a recorr\u00eancia de experi\u00eancias. Como supracitado, mesmo recorrendo ao uso de experi\u00eancias, ou seja, <em>a posteriori<\/em>, o conhecimento cient\u00edfico elabora proposi\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter universal e necess\u00e1rio, caracter\u00edsticas de um conhecimento <em>a priori<\/em>.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o kantiana tentou mostrar que a dicotomia Empirismo e Racionalismo requer uma Solu\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, j\u00e1 que &#8220;nem conceitos sem uma intui\u00e7\u00e3o<a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post.php?post=2725&amp;action=edit#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[1]<\/a> de certa maneira correspondente a eles nem intui\u00e7\u00e3o sem conceitos podem fornecer um conhecimento&#8221; (KANT, 1983, p. 57). Consequentemente, \u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nenhum conhecimento a priori sen\u00e3o unicamente com respeito a objetos de experi\u00eancia poss\u00edvel&#8221; (KANT, 1983, p. 98).<\/p>\n<p>Tais ju\u00edzos encontram-se nas proposi\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas, geom\u00e9tricas e f\u00edsicas. Para elucidar, a respeito da matem\u00e1tica, um exemplo: ao se considerar a opera\u00e7\u00e3o 7+5, de in\u00edcio, h\u00e1 de consider\u00e1-la como uma proposi\u00e7\u00e3o meramente anal\u00edtica. Por\u00e9m, segundo Kant (1983, p. 29), isso \u00e9 uma ilus\u00e3o que n\u00e3o se segue:<\/p>\n<p>Mas quando se observa que mais de perto, descobre-se que o conceito da soma de 7 e 5 nada mais cont\u00e9m que a uni\u00e3o de ambos os algarismos num \u00fanico, mediante o que n\u00e3o \u00e9 de maneira alguma pensado qual seja esse \u00fanico algarismo que re\u00fane ambos. O conceito de doze n\u00e3o \u00e9 absolutamente pensado pelo fato de eu apenas pensar aquela uni\u00e3o de sete mais cinco, e por mais que eu desmembre o meu conceito de uma tal poss\u00edvel soma, n\u00e3o encontrarei a\u00ed o conceito de doze.<\/p>\n<p>A partir desta afirma\u00e7\u00e3o em Kant, percebe-se que a soma 7 e 5 n\u00e3o \u00e9 anal\u00edtica, mas sint\u00e9tica: recorre-se aos dedos das m\u00e3os quando se conta \u2013 al\u00e9m do uso do \u00e1baco \u2013 ou seja, \u201c\u00e0 intui\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as a qual n\u00f3s vemos nascer (sinteticamente) o novo n\u00famero correspondente \u00e0 soma\u201d (REALE; ANTISERI, 1990, p. 873). Kant, assim demonstra a impossibilidade de derivar unicamente da experi\u00eancia ju\u00edzos necess\u00e1rios e universais; entretanto, negou o ceticismo de muitos, como o de Hume. Kant n\u00e3o duvidou sobre a possibilidade e a exist\u00eancia efetiva de conhecimentos verdadeiros. A Kant coube apenas mostrar como eram poss\u00edveis tais conhecimentos verdadeiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que Kant procura com sua teoria do conhecimento \u00e9 elaborar uma solu\u00e7\u00e3o ao embate que vigorava entre Empiristas e Racionalistas. O conhecimento n\u00e3o \u00e9 mais proveniente apenas da experi\u00eancia ou da raz\u00e3o, mas sim de uma coopera\u00e7\u00e3o entre ambas. A partir da an\u00e1lise dos tipos de ju\u00edzos, Kant procura mostrar que a aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento se d\u00e1 a partir de ju\u00edzos universais e necess\u00e1rios que, por\u00e9m, prov\u00eam da experi\u00eancia. O conhecimento matem\u00e1tico, geom\u00e9trico e f\u00edsico: todos s\u00e3o formulados a partir de ju\u00edzos sint\u00e9ticos <em>a priori<\/em>.<\/p>\n<p>O objeto de conhecimento, segundo Kant, \u00e9 pensado pelo entendimento e seus conceitos. Conhecer \u00e9 ligar pelos ju\u00edzos <em>a priori <\/em>da raz\u00e3o a multiplicidade sens\u00edvel. \u00c9 por isso que se considera Kant um racionalista cr\u00edtico: n\u00e3o \u00e9 dogm\u00e1tico, por que recusa \u00e0 raz\u00e3o humana o poder de conhecer um mundo intelig\u00edvel, feito de realidades transcendentes, abstidos de quaisquer experi\u00eancias. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 c\u00e9tico, pois permite a elabora\u00e7\u00e3o de afirma\u00e7\u00f5es universais e necess\u00e1rias a partir da experi\u00eancia sens\u00edvel.<\/p>\n<p>Com seu idealismo transcendental, Kant n\u00e3o duvida da exist\u00eancia das coisas fora do sujeito cognoscente; ele entende que as coisas s\u00f3 s\u00e3o conhecidas atrav\u00e9s das formas que lhes imp\u00f5e a faculdade de conhecer humana ap\u00f3s a intui\u00e7\u00e3o pelos sentidos.\u00a0 A Revolu\u00e7\u00e3o Copernicana promovida por Kant, que resulta na passagem de uma abordagem realista para uma idealista, n\u00e3o gera um idealismo ontol\u00f3gico, como em tantos outros autores, mas sim um idealismo gnosiol\u00f3gico, ou seja, concernente ao conhecimento das coisas, e n\u00e3o puramente \u00e0 sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>KANT, Immanuel. <em>Cr\u00edtica da raz\u00e3o pura<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Valerio Rocha e Udo Baldur Moosburger. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os Pensadores)<\/p>\n<p>PASCAL, Georges. <em>O pensamento de Kant<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Raimundo Vier. 3. ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 1990.<\/p>\n<p>REALE, Giovanni. ANTISERI, Dario. <em>Hist\u00f3ria da filosofia<\/em>: Do Humanismo a Kant. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1990. v. 2.<\/p>\n<p>SILVEIRA, Fernando Lang da. A teoria do conhecimento de Kant: o idealismo transcendental. <em>Caderno Brasileiro de Ensino de F\u00edsica<\/em>, Florian\u00f3polis, v. 19, n\u00famero especial, p. 28-51, jun. 2002.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post.php?post=2725&amp;action=edit#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">*<\/a> Graduando em Filosofia na Faculdade Dom Luciano Mendes<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/wp-admin\/post.php?post=2725&amp;action=edit#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[1]<\/a> Para Kant a \u00fanica forma de intui\u00e7\u00e3o era a intui\u00e7\u00e3o sens\u00edvel. &#8220;Intui\u00e7\u00e3o designa de uma maneira geral um modo de conhecimento imediato e direto que coloca no mesmo momento o esp\u00edrito em presen\u00e7a de seu objeto&#8221; (DUROZOI; ROUSSEL, apud SILVEIRA, 1993; p. 251).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Geovane Nunes Magri * &nbsp; INTRODU\u00c7\u00c3O &nbsp; No que se refere ao ato de conhecer, este pode ser dado a priori e a posteriori. 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