{"id":2920,"date":"2025-09-09T10:47:04","date_gmt":"2025-09-09T13:47:04","guid":{"rendered":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2920"},"modified":"2025-12-09T20:38:33","modified_gmt":"2025-12-09T23:38:33","slug":"grandes-veredas-confissoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=2920","title":{"rendered":"GRANDES VEREDAS: CONFISS\u00d5ES"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>&nbsp;Santo Agostinho e Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Guilherme A. Dias<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Que eu vos conhe\u00e7a, \u00f3 Deus, como de V\u00f3s sou conhecido<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">(<em>Conf.<\/em> X, 1)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Deus \u00e9 quem me sabe<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">(Rosa, 2021, p. 278).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>Resumo<\/strong>: O presente artigo visa fazer uma compara\u00e7\u00e3o entre as <em>Confiss\u00f5es<\/em> de Agostinho de Hipona e <em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em> de Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa. A an\u00e1lise partir\u00e1 de pontos concordantes entre o relato confessional de Agostinho e o relato narrativo de Riobaldo. Embora diferentes no estilo, \u00e9poca e espa\u00e7o geogr\u00e1fico, tanto um quanto outro, diante da travessia da vida, se deparam com questionamento que s\u00e3o fundamentalmente humanos, tais como o mal, Deus e a mudan\u00e7a. O artigo n\u00e3o oferecer\u00e1 uma an\u00e1lise detalhada, mas partir\u00e1 de temas em comum nas duas obras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras-chave<\/strong>: Travessia; Mutabilidade; Deus e o Mal; Convers\u00e3o; Narrativa Confessional.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazer uma an\u00e1lise detalhada de qualquer obra \u00e9 tarefa que exige tempo e disposi\u00e7\u00e3o. Tratando-se de cl\u00e1ssicos de qualquer g\u00eanero, a tarefa torna-se ainda mais \u00e1rdua. Tratando-se de comparar <em>Confiss\u00f5es<\/em> com <em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>, o trabalho torna-se praticamente imposs\u00edvel de ser feito com a profundidade que mereceria. No presente artigo nos esfor\u00e7aremos por mostrar pontualmente alguns temas em comum entre essas duas obras t\u00e3o diversas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 com a idade consideravelmente avan\u00e7ada tanto Riobaldo, em <em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>, quanto Agostinho de Hipona, nas <em>Confiss\u00f5es<\/em>, fazem, em forma de di\u00e1logo, uma revis\u00e3o da pr\u00f3pria vida, desde a mocidade, afinal a \u201cmocidade \u00e9 tarefa para mais tarde se desmentir\u201d (Rosa, 2021, p. 27). Em <em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>, Riobaldo parece estar em di\u00e1logo, o que acontece, por\u00e9m, \u00e9 um mon\u00f3logo. Agostinho, da mesma forma, dialoga monologando com Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Pontos em comum est\u00e3o presentes nos relatos do fil\u00f3sofo patr\u00edstico dos primeiros s\u00e9culos da era crist\u00e3 e do ex-jagun\u00e7o do in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Ambas as hist\u00f3rias tratam da travessia, da experiencia humana da vida, suas incertezas, suas lutas, seus erros e convers\u00f5es, enfim, relatam as mudan\u00e7as vivenciadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a \u00e9 a beleza da vida: \u201cMire veja: o mais importante e bonito, do mundo \u00e9 isto: que as pessoas n\u00e3o est\u00e3o sempre iguais, ainda n\u00e3o foram terminadas \u2013 mas que elas v\u00e3o sempre mudando\u201d (Rosa, 2021, p. 26). Agostinho tamb\u00e9m reconhece a mutabilidade das pessoas, inclusive a pr\u00f3pria, quando diz que o fruto de suas pr\u00f3prias confiss\u00f5es \u00e9 \u201cver n\u00e3o o que fui, mas o que sou\u201d (<em>Conf. <\/em>X, 4) e afirma ainda estar aberto \u00e0s mudan\u00e7as: \u201cRevelarei, pois [&#8230;], n\u00e3o o que fui, mas o que <em>j\u00e1 <\/em>sou e o que <em>ainda<\/em> sou\u201d (<em>Conf.<\/em> X, 4, grifo nosso), demostra aqui uma evolu\u00e7\u00e3o: aquilo que j\u00e1 sou; mas est\u00e1 ainda aberto \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o: ainda sou.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os relatos, embora possam ser considerados um di\u00e1logo (Agostinho dialoga com Deus e Riobaldo com aquele senhor sobre quem pouco ou nada sabemos), o interlocutor jamais responde nem interfere na narrativa. Sabemos apenas de determinadas express\u00f5es, denunciadas pelos narradores, especialmente o riso. Agostinho v\u00ea um Deus que est\u00e1 sempre a rir de suas escolhas erradas e de sua soberba: \u201cQue fazia eu, quando me ria deles [dos santos], sen\u00e3o dar motivo a que V\u00f3s r\u00edsseis de mim?\u201d (<em>Conf. <\/em>III, 10); \u201cV\u00f3s r\u00edeis das nossas resolu\u00e7\u00f5es\u201d (<em>Conf.<\/em> VI, 14). Riobaldo, por sua vez, j\u00e1 no primeiro par\u00e1grafo, acusa tamb\u00e9m a risada de seu interlocutor: \u201cO senhor ri certas risadas&#8230;\u201d (Rosa, 2021, p. 13). &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois interlocutores, Deus e o senhor, tamb\u00e9m se assemelham em muitos pontos. O interlocutor de Riobaldo n\u00e3o \u00e9, evidentemente Deus, mas possui semelhan\u00e7as: n\u00e3o sabemos quase nada sobre ele, apenas sabemos que existe e acompanha o desenvolver da hist\u00f3ria. Perguntando quem \u00e9 Deus, na segunda parte de suas <em>Confiss\u00f5es<\/em>, Agostinho examina toda a cria\u00e7\u00e3o e n\u00e3o encontra nelas a resposta, apenas respondem \u201cfoi Ele quem nos criou\u201d (<em>Conf. <\/em>X, 6).<\/p>\n\n\n\n<p>Riobaldo possui algumas defini\u00e7\u00f5es de Deus: \u00e9 paci\u00eancia (Rosa, 2021, p. 21), \u00e9 o que vem sem ningu\u00e9m ver, que faz na lei do mansinho (Rosa, 2021, p. 27), que paga e repaga, cujos juros n\u00e3o obedecem medidas (Rosa, 2021, p. 141), enfim, \u00e9 alegria e coragem, bondade adiante (Rosa, 2021, p. 279). Para Agostinho, Deus \u00e9 a Verdade (<em>Conf. <\/em>X, 23), a Beleza (<em>Conf. <\/em>X, 34), a Justi\u00e7a (<em>Conf. <\/em>X, 43).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Riobaldo, Deus \u00e9, al\u00e9m de tudo, uma esp\u00e9cie de seguran\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Como n\u00e3o ter Deus?! Com Deus existindo, tudo d\u00e1 esperan\u00e7a: sempre um milagre \u00e9 poss\u00edvel, o mundo se resolve. Mas, se n\u00e3o tem Deus, h\u00e1-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida \u00e9 burra. \u00c9 o aberto perigo das grandes e pequenas horas, n\u00e3o se podendo facilitar \u2013 \u00e9 todos contra os acasos. Tendo Deus \u00e9 menos grave se descuidar um pouquinho, pois no fim d\u00e1 certo. Mas, se n\u00e3o tem Deus, ent\u00e3o, a gente n\u00e3o tem licen\u00e7a de coisa nenhuma! Porque existe dor. (Rosa, 2021, p. 59).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em Agostinho, Deus tamb\u00e9m representa a seguran\u00e7a da vida:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Olhei depois para as outras coisas e vi que vos deviam exist\u00eancia. Vi que tudo acaba em V\u00f3s, mas n\u00e3o como quem termina num espa\u00e7o material. V\u00f3s sois Aquele que tudo conserva na Verdade como se tudo sustiv\u00e9sseis na palma da m\u00e3o. Por isso todas as coisas s\u00e3o verdadeiras enquanto existem e n\u00e3o h\u00e1 falsidade sen\u00e3o quando se julga que existe aquilo que n\u00e3o existe.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconheci que cada coisa se adapta perfeitamente n\u00e3o s\u00f3 ao seu lugar, mas tamb\u00e9m chega a seu tempo. Reconheci que V\u00f3s \u2013 \u00fanico Ser Eterno \u2013 n\u00e3o come\u00e7astes a operar depois de \u00e9pocas incalcul\u00e1veis de tempo, porque todos estes espa\u00e7os de tempo passados ou futuros n\u00e3o teriam passado nem viriam, se V\u00f3s, na vossa imutabilidade, n\u00e3o ag\u00edsseis (<em>Conf. <\/em>VII, 15).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio de um Deus que \u00e9 bom, segue-se outra grande quest\u00e3o, que tem uma presen\u00e7a forte na reflex\u00e3o e no relato de Agostinho: o mal. Por se ver diante da dificuldade de explicar a origem do mal, concordou com o manique\u00edsmo, acreditando na substancialidade do mal: \u201cParecia-me mais justo crer que n\u00e3o tiv\u00e9sseis criado nenhum mal do que acreditar que proviesse de V\u00f3s [Deus] a sua natureza tal qual eu a imaginava. Com efeito, o mal aparecia \u00e0 minha ignor\u00e2ncia, n\u00e3o como subst\u00e2ncia, mas como subst\u00e2ncia corp\u00f3rea\u201d (<em>Conf.<\/em> V, 10). Ap\u00f3s sua convers\u00e3o, por\u00e9m, Agostinho compreender\u00e1 que o mal n\u00e3o possui subst\u00e2ncia, mas configura apenas uma falta do bem: \u201co mal \u00e9 apenas a priva\u00e7\u00e3o do bem, priva\u00e7\u00e3o cujo \u00faltimo termo \u00e9 o nada\u201d (<em>Conf. <\/em>III, 7).<\/p>\n\n\n\n<p>Riobaldo, com outras palavras, expressar\u00e1 a mesma convic\u00e7\u00e3o: \u201cO que n\u00e3o \u00e9 Deus, \u00e9 estado do dem\u00f4nio. Deus existe mesmo quando n\u00e3o h\u00e1. Mas o dem\u00f4nio n\u00e3o precisa de existir para haver\u201d (Rosa, 2021, p. 59).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao relembrar que furtara algumas peras e que as jogara aos porcos, Agostinho confessa que nada mais o impeliu a fazer isto sen\u00e3o o puro desejo de cometer o delito: \u201ctodo o nosso prazer consistia em praticarmos o que nos agradava, pelo fato do roubo se il\u00edcito [&#8230;]. n\u00e3o havendo outro motivo para a minha mal\u00edcia, sen\u00e3o a pr\u00f3pria mal\u00edcia. Era asquerosa e amei-a. Amei a minha morte\u201d (<em>Conf. <\/em>II, 4). Riobaldo divagando sobre como \u00e9 o inferno, afirma: \u201cl\u00e1 o prazer trivial de cada um \u00e9 judiar dos outros, bom atormentar\u201d (Rosa, 2021, p. 49). O amor pela mal\u00edcia, isto \u00e9 o inferno.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O arrependimento \u00e9, na vida do homem, uma dimens\u00e3o essencial, por isso, as duas obras aqui comparadas tamb\u00e9m passam por esse aspecto. \u00c9 certo que o caminhar humano \u00e9 composto tamb\u00e9m de trope\u00e7os e queda. Riobaldo tem essa certeza: \u201cTodo caminho \u00e9 resvaloso. Mas tamb\u00e9m, cair n\u00e3o prejudica demais \u2013 a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!\u201d (Rosa, 2021, p. 279). Se, na convic\u00e7\u00e3o de Riobaldo, o homem mesmo \u00e9 capaz de se levantar, na filosofia agostiniana, quem levanta o homem \u00e9 o pr\u00f3prio Deus: \u201cCaio miseravelmente, e V\u00f3s me levantais misericordiosamente, umas vezes sem sofrimento, porque resvalei suavemente; outras com dor, por ter ca\u00eddo desamparado no ch\u00e3o\u201d (<em>Conf. <\/em>X, 34).<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao tempo, pelo menos em sua passagem, n\u00e3o h\u00e1 muito o que concordar ou discordar: n\u00e3o duvidamos que \u201ctodo futuro est\u00e1 precedido por um passado (<em>Conf. <\/em>XI, 11), em outras palavras, \u201ctudo o que j\u00e1 foi, \u00e9 o come\u00e7o do que vai vir\u201d (Rosa, 2021, p. 278).<\/p>\n\n\n\n<p>Como todos os homens, h\u00e1 um determinado desejo de ir para um lugar ideal, fugir dos problemas. O local, geralmente inexistente, se apresenta \u00e0s vezes como um local real idealizado \u00e0s vezes como um local imagin\u00e1rio. Agostinho encarnou sua utopia em Roma, Riobaldo, sonhava com um lugar qualquer que lhe proporcionasse um pouco de paz.<\/p>\n\n\n\n<p>Agostinho, ao experimentar os dissabores com os alunos em Cartago, \u201cdesejava partir para uma cidade, na qual, segundo me asseguravam os informadores, nada acontecia de semelhante\u201d (<em>Conf. <\/em>V, 8), reconheceu, mais tarde, que \u201cem Cartago detestava uma mis\u00e9ria verdadeira, apetecia, em Roma, uma felicidade mentirosa\u201d (<em>Conf. <\/em>V, 8).<\/p>\n\n\n\n<p>Riobaldo deseja a paz, por\u00e9m, n\u00e3o sabe em que lugar a encontrar, apenas a deseja: \u201ceu queria poder sair depressa dali, para terras que n\u00e3o sei, aonde n\u00e3o houvesse sufoca\u00e7\u00e3o em incerteza, terras que n\u00e3o fossem aqueles campos tristonhos\u201d (Rosa, 2021, p. 349).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o que \u00e9 a vida, o viver? Para Agostinho, \u201cesta vida toda ela se chama tenta\u00e7\u00e3o\u201d (<em>Conf. <\/em>II, X, 32), por isso, \u201cviver \u00e9 muito perigoso\u201d (Rosa, 2021, p. 21). As inquieta\u00e7\u00f5es, tanto de Agostinho quanto de Riobaldo s\u00e3o tamb\u00e9m nossas pr\u00f3prias inquieta\u00e7\u00f5es diante da vida: Estamos todos numa mesma travessia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AGOSTINHO. <strong>Confiss\u00f5es. <\/strong>Petr\u00f3polis: Vozes, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>ROSA, Jo\u00e3o Guimar\u00e3es. <strong>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Companhia de Bolso, 2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Santo Agostinho e Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa Guilherme A. Dias Que eu vos conhe\u00e7a, \u00f3 Deus, como de V\u00f3s sou conhecido (Conf. X, 1) Deus \u00e9 quem me sabe (Rosa, 2021, p. 278). Resumo: O presente artigo visa fazer uma compara\u00e7\u00e3o entre as Confiss\u00f5es de Agostinho de Hipona e Grande Sert\u00e3o: Veredas de Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa. &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[581],"tags":[584,586,585,587,583],"class_list":{"0":"entry","1":"post","2":"publish","3":"author-admin","4":"post-2920","6":"format-standard","7":"category-guilherme-augusto-dias","8":"post_tag-confissoes","9":"post_tag-grande-sertao-veredas","10":"post_tag-joao-guimaraes-rosa","11":"post_tag-literatura-comparada","12":"post_tag-santo-agostinho"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2920"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2920\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2960,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2920\/revisions\/2960"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}