{"id":593,"date":"2009-10-17T08:00:48","date_gmt":"2009-10-17T11:00:48","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=593"},"modified":"2009-10-17T08:00:48","modified_gmt":"2009-10-17T11:00:48","slug":"o-conceito-de-natureza-o-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=593","title":{"rendered":"O conceito de natureza: \u201cO tempo\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Daniel Aparecido dos Santos<br \/>\nGilmar Lopes da Silva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O fil\u00f3sofo Alfred North Whitehead (1861-1947) quer entabular uma investiga\u00e7\u00e3o dos tipos de entidades apresentadas ao conhecimento na apreens\u00e3o sens\u00edvel. Seu prop\u00f3sito \u00e9 investigar as modalidades de rela\u00e7\u00f5es que essas entidades de diferentes tipos podem guardar entre si. A classifica\u00e7\u00e3o das entidades naturais \u00e9 o prel\u00fadio da filosofia natural. Nesse princ\u00edpio \u00e9 apresentado\u00a0 \u201cO tempo\u201d, como um fato a saber, que algo est\u00e1 se passando; h\u00e1 uma ocorr\u00eancia a ser definida.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Whitehead oferece \u00e0 nossa apreens\u00e3o dois fatores, os quais ele denomina como: o \u201cdiscernimento\u201d e o \u201cdiscern\u00edvel\u201d. O discernido compreende aqueles elementos do fato geral discriminados com suas pr\u00f3prias peculiaridades individuais. As entidades percebidas em sua pr\u00f3pria individualidade e outras entidades apreendidas meramente como termos relacionais em outras defini\u00e7\u00f5es. O fato geral completo \u00e9 o discern\u00edvel e compreende o discernido. O discernido \u00e9 a natureza no seu todo tal como revelada naquela apreens\u00e3o sens\u00edvel, e estende-se para al\u00e9m da natureza e a compreende no seu todo, discriminada ou discernida em tal apreens\u00e3o sens\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os fatores da natureza dos quais possu\u00edmos apreens\u00e3o sens\u00edvel s\u00e3o conhecidos como: n\u00e3o abrangendo todos os fatores que, no conjunto, formam o todo complexo de entidades relacionadas compreendidas no fato geral ali apresentado para o discernimento. O car\u00e1ter inexaur\u00edvel pode ser descrito metaforicamente pela afirma\u00e7\u00e3o de que a natureza tal como percebida cont\u00e9m sempre uma borda desigual. H\u00e1 uma entidade conhecida, apenas enquanto espacialmente relacionada a alguma entidade discernida que designamos pela ideia pura e simples de \u201clugar\u201d. O conceito de lugar marca a revela\u00e7\u00e3o, na apreens\u00e3o sens\u00edvel, de entidades da natureza conhecidas meramente por suas rela\u00e7\u00f5es espaciais com entidades discernidas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O conceito de \u201cper\u00edodo de tempo\u201d marca a revela\u00e7\u00e3o, na apreens\u00e3o sens\u00edvel, de entidades da natureza conhecidas unicamente atrav\u00e9s das suas rela\u00e7\u00f5es temporais com entidades discernidas. Mas a separa\u00e7\u00e3o das ideias de tempo e espa\u00e7o foi adotada meramente em nome de uma simplicidade de exposi\u00e7\u00e3o, obtida atrav\u00e9s da conformidade com a linguagem corrente. E isso ele denomina como \u201cevento\u201d. Essa estrutura de eventos \u00e9 o complexo de eventos tais como relacionados pelas rela\u00e7\u00f5es de extens\u00e3o e cogredi\u00eancia. Um evento discernido \u00e9 conhecido enquanto \u00e9 relacionado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O germe do espa\u00e7o pode ser encontrado nas m\u00fatuas rela\u00e7\u00f5es dos eventos compreendidos no fato geral imediato que \u00e9 a natureza total e discern\u00edvel. Inclu\u00eddos no evento singular que \u00e9 a totalidade da natureza presente. As rela\u00e7\u00f5es de outros eventos, com essa totalidade da natureza, formam o tecido do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O fato geral \u00e9 a total ocorr\u00eancia simult\u00e2nea da natureza ora presente para apreens\u00e3o sens\u00edvel. Essa apreens\u00e3o sens\u00edvel apresenta, para um discernimento imediato, uma certa totalidade, que aqui denominamos uma \u201cdura\u00e7\u00e3o\u201d, que \u00e9 uma entidade natural e definida.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A natureza \u00e9 um processo. Tudo que se pode fazer \u00e9 empregar uma linguagem capaz de demonstr\u00e1-lo especulativamente.\u00a0 \u00c9 como expressar a rela\u00e7\u00e3o que esse fato da natureza guarda com os outros fatores. O fil\u00f3sofo A. Whitehead est\u00e1 de acordo com a doutrina de Bergson, embora ele emprega o termo\u00a0 do \u201ctempo\u201d para se referir ao fato fundamental que denomino a \u201cpassagem da natureza\u201d. Ela \u00e9 igualmente demonstrada pela transi\u00e7\u00e3o espacial e temporal. \u00c9 em virtude dessa passagem que a natureza est\u00e1 sempre em movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A apreens\u00e3o sens\u00edvel apresenta uma \u00fanica chance para o conhecimento algo exclusivamente destinado a ele. O termo da apreens\u00e3o sens\u00edvel \u00e9 \u00fanico em dois sentidos: \u00e9 \u00fanico para apreens\u00e3o sens\u00edvel de uma mente individual e \u00fanico para apreens\u00e3o sens\u00edvel de todas as mentes que atuam sob condi\u00e7\u00f5es naturais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Existem dois conceitos que Whitehead pretende distinguir, aos quais ele denomina simultaneidade e instantaneidade. A simultaneidade \u00e9 a propriedade de um grupo de elementos naturais que em algum sentido s\u00e3o componentes de uma dura\u00e7\u00e3o. Esta pode ser tanto a natureza como um todo presente quanto o fato imediato apresentado pela apreens\u00e3o sens\u00edvel. Uma dura\u00e7\u00e3o ret\u00e9m em si a passagem da natureza. Nela encontra-se antecedentes e conseq\u00fcentes que tamb\u00e9m s\u00e3o dura\u00e7\u00f5es que podem ser completos presentes especiosos de consci\u00eancias mais velozes. \u00c9 uma dura\u00e7\u00e3o que ret\u00e9m uma densidade temporal a simultaneidade, \u00e9 um fator \u00faltimo da natureza, imediato para apreens\u00e3o sens\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A instantaneidade \u00e9 um conceito l\u00f3gico complexo de um processo de pensamento por meio do qual se produzem entidades l\u00f3gicas em nome da simples express\u00e3o, no pensamento, de propriedades da natureza. Ela \u00e9 o conceito da natureza como um todo em um instante, onde um instante \u00e9 concebido\u00a0 como privado de qualquer extens\u00e3o temporal. Por exemplo, n\u00f3s pensamos sobre a distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria no espa\u00e7o em um instante. A . Whitehead usar\u00e1 o termo \u201cmomento\u201d para se referir\u00a0 \u00e0 \u201cnatureza como um todo em um instante\u201d. O que\u00a0 \u00e9 diretamente oferecido ao nosso conhecimento atrav\u00e9s da apreens\u00e3o sens\u00edvel \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">As dura\u00e7\u00f5es podem apresentar propriedade relacional bin\u00e1ria de se estenderem uma sobre a outra. Assim, a dura\u00e7\u00e3o que \u00e9 a natureza como um todo em determinado minuto e estende sobre a dura\u00e7\u00e3o que \u00e9 a natureza como um todo durante os trintas segundos daquele minuto. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o em que dois eventos limitados podem guardar entre si. Parece referir-se \u00e0 extens\u00e3o puramente temporal.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Whitehead ir\u00e1 adentrar-se a defini\u00e7\u00e3o de um momento de tempo. Ele considera um conjunto extra\u00eddo da mesma fam\u00edlia. A rela\u00e7\u00e3o entre todo e parte \u00e9 assim\u00e9trica, ou seja, que se <strong><em>A <\/em><\/strong>\u00e9 parte de <strong><em>B,<\/em><\/strong> <strong><em>B<\/em><\/strong> n\u00e3o ser\u00e1 parte de <strong><em>A<\/em><\/strong>. A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 transitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Existe uma s\u00e9rie ordenada de momentos a que nos referimos ao falar no tempo definido como s\u00e9rie. Cada elemento dela revela um estado instant\u00e2neo da natureza. Esse tempo serial \u00e9 resultado de um processo intelectual de abstra\u00e7\u00e3o. Esse tempo evidentemente n\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria passagem da natureza em si. Ele revela algumas das propriedades naturais que delas brotam. O estado da natureza \u201cem um momento\u201d evidentemente perdeu essa qualidade \u00faltima da passagem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O lapso de tempo \u00e9 uma quantidade serial mensur\u00e1vel. A teoria cient\u00edfica em sua totalidade depende desse pressuposto. Qualquer teoria do tempo que se mostre incapaz de fornecer uma s\u00e9rie mensur\u00e1vel condena a si mesma, como incapaz de dar conta do fato mais proeminente da experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Devemos inicialmente determinar se o tempo deve ser encontrado na natureza ou a natureza deve ser encontrada no tempo. H\u00e1 uma dificuldade de estabelecer o tempo como anterior \u00e0 natureza, e de que o tempo converte-se a um enigma metaf\u00edsico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A dissocia\u00e7\u00e3o entre o tempo e eventos revela, \u00e0 nossa investiga\u00e7\u00e3o imediata, que a tentativa de estabelecer o tempo como termo independente ao conhecimento \u00e9 semelhante ao esfor\u00e7o, por se encontrar subst\u00e2ncia em uma sombra. Ou seja, existe o tempo porque existem acontecimentos e, al\u00e9m dos acontecimentos, nada existe. Em certo sentido, o tempo se estende para al\u00e9m da natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No tema da apreens\u00e3o sens\u00edvel \u00e9 necess\u00e1rio termos aten\u00e7\u00e3o com o termo do tempo de modo que, o \u201ctempo\u201d aqui diz respeito \u00e0 mente, embora o tempo mensur\u00e1vel seja uma mera abstra\u00e7\u00e3o da natureza e a natureza esteja fechada \u00e0 mente. A apreens\u00e3o sens\u00edvel \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o da mente com a natureza. Estamos agora considerando a mente com o termo relacional da apreens\u00e3o sens\u00edvel. A respeito da mente, temos a apreens\u00e3o sens\u00edvel imediata e temos a mem\u00f3ria. A mente n\u00e3o possui uma apreens\u00e3o imparcial de todas essas dura\u00e7\u00f5es naturais. sua apreens\u00e3o compartilha da passagem da natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Poder\u00edamos admitir que, embora possamos imaginar que no processamento da apreens\u00e3o sens\u00edvel a mente poderia estar isenta de qualquer car\u00e1ter de passagem. Na verdade nossa experi\u00eancia de apreens\u00e3o sens\u00edvel revela nossas mentes como part\u00edcipes desse estilo. Por outro lado, o simples fato da mem\u00f3ria \u00e9 uma fuga \u00e0 transitoriedade, na mem\u00f3ria o passado se faz presente. Presente n\u00e3o enquanto sobrepondo-se \u00e0 sucess\u00e3o\u00a0 temporal da natureza, mas como um fato imediato para mente. A mem\u00f3ria \u00e9 um desengajamento da mente com respeito \u00e0 simples passagem da natureza, pois aquilo que passou para natureza n\u00e3o passou para mente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Entre mem\u00f3ria e o presente imediato e n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o n\u00edtida como convencionalmente se presume. H\u00e1 uma teoria intelectual do tempo como o gume de uma faca em movimento, a demonstrar um fato presente sem extens\u00e3o temporal. Teoria da qual se origina-se do conceito de uma exatid\u00e3o ideal da observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na apreens\u00e3o sens\u00edvel, existe uma passagem da mente, distingu\u00edvel, da passagem da natureza, estreitamente afim com ela. Se quisermos, essa afinidade da passagem da mente com a passagem da natureza resulta de ambas compartilharem algum car\u00e1ter ultimo da passagem que domina todo ser. Temos uma dedu\u00e7\u00e3o imediata de que a mente n\u00e3o est\u00e1 no tempo ou no espa\u00e7o no mesmo sentido em que os eventos da natureza est\u00e3o no tempo, mas que se encontra derivativamente no tempo e no espa\u00e7o em raz\u00e3o\u00a0 da afinidade peculiar de sua passagem, com da natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A mente encontra-se no tempo e no espa\u00e7o em seu sentido peculiar a si mesma. Temos a sensa\u00e7\u00e3o de que, em algum sentido, nossas mentes est\u00e3o aqui neste local e neste momento. Mas n\u00e3o \u00e9 exatamente no mesmo sentido em que os eventos da natureza, que s\u00e3o as exist\u00eancias de nossos c\u00e9rebros, t\u00eam suas posi\u00e7\u00f5es espaciais e temporais. A distin\u00e7\u00e3o fundamental \u00e9 a de que o imediatismo para apreens\u00e3o sens\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O \u201cmaterialismo\u201d foi denominado por Whitehead, a filosofia natural. Os materialistas eram n\u00e3o s\u00f3 os homens da ci\u00eancia, mas tamb\u00e9m os adeptos de todas as escolas filos\u00f3ficas. Os idealistas apenas se distinguiam dos materialistas filos\u00f3ficos na quest\u00e3o do alinhamento da natureza com respeito \u00e0 mente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na teoria materialista, o presente instant\u00e2neo \u00e9 o \u00fanico campo para a atividade criativa da natureza. O passado se foi e o futuro ainda n\u00e3o \u00e9. No entanto, o imediatismo da apreens\u00e3o \u00e9 o de um presente instant\u00e2neo, e esse presente \u00fanico \u00e9 o produto do passado e a promessa do futuro. N\u00e3o existe algo semelhante a ser encontrado na natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Uma dura\u00e7\u00e3o traz em seu seio um passado e um futuro; e as amplitudes temporais das dura\u00e7\u00f5es\u00a0 imediatas da apreens\u00e3o sens\u00edvel s\u00e3o altamente indeterminadas e dependentes do percipiente individual. Como conseq\u00fc\u00eancia, n\u00e3o existe fator algum na natureza que, para cada percipiente, seja preeminente e necessariamente o presente. A passagem da natureza n\u00e3o deixa nada entre o passado e o futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O passado e o futuro se encontram e se misturam no presente mal definido. A passagem da natureza simplesmente \u00e9 uma outra domina\u00e7\u00e3o da for\u00e7a criativa da exist\u00eancia, pois possui uma ampla margem de presente definido e instant\u00e2neo em cujo \u00e2mbito operar. Sua presen\u00e7a operativa, que no momento impulsiona a natureza adiante, deve ser procurada ao longo do todo, tanto no passado remoto, quanto na mais estreita amplitude de qualquer dura\u00e7\u00e3o do presente. E quem sabe num futuro n\u00e3o-realizado. Portanto, no futuro, que poderia ser, bem como no futuro efetivo que vir\u00e1 a ser. \u00c9 imposs\u00edvel meditar sobre o tempo e o mist\u00e9rio da passagem criativa da natureza sem uma avassaladora como\u00e7\u00e3o ante as limita\u00e7\u00f5es da intelig\u00eancia humana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fil\u00f3sofo Alfred North Whitehead (1861-1947) quer entabular uma investiga\u00e7\u00e3o dos tipos de entidades apresentadas ao conhecimento na apreens\u00e3o sens\u00edvel. Seu prop\u00f3sito \u00e9 investigar as modalidades de rela\u00e7\u00f5es que essas entidades de diferentes tipos podem guardar entre si. A classifica\u00e7\u00e3o das entidades naturais \u00e9 o prel\u00fadio da filosofia natural. 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