{"id":611,"date":"2009-10-24T08:36:06","date_gmt":"2009-10-24T11:36:06","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=611"},"modified":"2009-10-24T08:36:06","modified_gmt":"2009-10-24T11:36:06","slug":"o-pensamento-fraco-como-caracteristica-emblematica-da-pos-modernidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=611","title":{"rendered":"O \u201cpensamento fraco\u201d como caracter\u00edstica emblem\u00e1tica da p\u00f3s-modernidade"},"content":{"rendered":"<p><!--CTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.01 Transitional\/\/E--><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Tiago da Silva Gomes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pretende-se com este artigo identificar os passos seguidos pelo fil\u00f3sofo italiano Gianni Vattimo (1936- ) para a afirma\u00e7\u00e3o do \u201cpensamento fraco\u201d como caracter\u00edstica emblem\u00e1tica da p\u00f3s-modernidade, conforme apresentado por ele no cap\u00edtulo X (\u201cNiilismo e p\u00f3s-modernidade em filosofia\u201d) de sua obra <em>O fim da modernidade<\/em>. Vattimo \u00e9 considerado um dos expoentes da \u201cfraqueza do ser\u201d e sua interpreta\u00e7\u00e3o de Heidegger e de Nietzsche ganha cada vez mais espa\u00e7o na comunidade filos\u00f3fica internacional que se ocupa com a quest\u00e3o da \u201cp\u00f3s-modernidade\u201d. Suas obras principais s\u00e3o: <em>O fim da modernidade<\/em>, <em>O pensamento d\u00e9bil<\/em>; <em>Para al\u00e9m do sujeito: Nietzsche, Heidegger e a hermen\u00eautica<\/em> e <em>As aventuras da diferen\u00e7a, pensar depois de Nietzsche e Heidegger.<\/em><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Vattimo afirma que o discurso sobre o p\u00f3s-moderno deve ser dirigido por um termo introduzido por Heidegger, o de <em>Verwindung <\/em>(distor\u00e7\u00e3o, <em>rimettersi<\/em>). Heidegger usa essa palavra para indicar algo an\u00e1logo \u00e0 <em>\u00dcberwindung<\/em> (supera\u00e7\u00e3o), mas a palavra <em>Verwindung<\/em> se distinguir\u00e1 por n\u00e3o possuir nada da <em>Aufhebung<\/em> (suprassun\u00e7\u00e3o)<em> <\/em>dial\u00e9tica e nem de uma tend\u00eancia de exclusividade do novo em contrapartida ao velho. \u201cOra, \u00e9 precisamente a diferen\u00e7a entre <em>Verwindung <\/em>e <em>\u00dcberwindung<\/em> que nos pode ajudar a definir o \u2018p\u00f3s\u2019 do p\u00f3s-moderno em termos filos\u00f3ficos\u201d (VATTIMO, 1985: 169).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo Teixeira (2006: 211-2), o termo heideggeriano tenta descrever a postura do pensamento ultrametaf\u00edsico em rela\u00e7\u00e3o com a tradi\u00e7\u00e3o que nos transmite a metaf\u00edsica. Embora Nietzsche n\u00e3o utilize esta palavra, <em>Verwindung<\/em>, ele \u00e9 o primeiro fil\u00f3sofo a desenvolver um discurso nesses termos. Nesse sentido pode-se dizer que, com Nietzsche, nasce a p\u00f3s-modernidade filos\u00f3fica. Em \u201c<em>Humano<\/em>, <em>demasiado humano\u201d<\/em>, Nietzsche enfoca a possibilidade de sair da modernidade, n\u00e3o como supera\u00e7\u00e3o, no sentido de criar novos conceitos, ou seja, de substituir a novidade envelhecida por novas, seguindo o esp\u00edrito inst\u00e1vel daquela, mas somente por meio da <em>radicaliza\u00e7\u00e3o<\/em> das pr\u00f3prias tend\u00eancias que constituem a modernidade \u00e9 que se sair\u00e1 dela. \u00c9 \u201csuperando\u201d a pr\u00f3pria supera\u00e7\u00e3o, o \u201cultrapassamento\u201d, j\u00e1 que ela \u00e9 uma categoria tipicamente moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Se a modernidade se define como a \u00e9poca da supera\u00e7\u00e3o, da novidade que envelhece e \u00e9 logo substitu\u00edda por uma novidade mais nova, num movimento irrefre\u00e1vel que desencoraja qualquer criatividade, ao mesmo tempo que a requer e a imp\u00f5e como \u00fanica fonte de vida, se assim \u00e9, ent\u00e3o n\u00e3o se poder\u00e1 sair da modernidade pensando-se super\u00e1-la.<\/em> (VATTIMO, 1985: 171)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Essa <em>radicaliza\u00e7\u00e3o <\/em>que Nietzsche prop\u00f5e, ocorrer\u00e1 atrav\u00e9s de uma redu\u00e7\u00e3o <em>qu\u00edmica <\/em>dos valores superiores da civiliza\u00e7\u00e3o aos elementos que a comp\u00f5e. Contudo, essa an\u00e1lise qu\u00edmica leva \u00e0 conclus\u00e3o de que a pr\u00f3pria verdade \u00e9 um valor que tamb\u00e9m se dissolve, pois ela como tal, \u00e9 pr\u00f3pria de \u00e9pocas em que a seguran\u00e7a do homem \u00e9 questionada, o que n\u00e3o mais ocorreria na sociedade atual. Com a dissolu\u00e7\u00e3o do conceito de verdade, a verdade primeira que era Deus tamb\u00e9m se dissolve, e, portanto, <em>Deus est\u00e1 morto<\/em>. (TEIXEIRA, 2006: 212). Na interpreta\u00e7\u00e3o de Vattimo:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>\u00c9 com esta conclus\u00e3o niilista que se sai de fato da modernidade, segundo Nietzsche.\u00a0 Pois a no\u00e7\u00e3o de verdade n\u00e3o mais subsiste e o fundamento n\u00e3o mais funciona, dado que n\u00e3o h\u00e1 fundamento algum para crer no fundamento, isto \u00e9, no fato de que o pensamento deva \u201cfundar\u201d: n\u00e3o se sair\u00e1 da modernidade mediante uma supera\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, que seria um\u00a0 passo ainda de todo interno \u00e0 pr\u00f3pria modernidade. Fica claro, assim, que se deve buscar um caminho diferente<\/em>. (VATTIMO, 1985: 173)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 nesse momento que se d\u00e1 o nascimento da p\u00f3s-modernidade na filosofia e surge o conceito nietzschiano do eterno retorno do igual, isto \u00e9, o fim da \u00e9poca da supera\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 mais a exig\u00eancia de se pensar o ser sob o signo do <em>novum<\/em>, que era produto da supera\u00e7\u00e3o da modernidade (TEIXEIRA, 2006: 212). Este evento que se pode chamar do nascimento da p\u00f3s-modernidade parte da <em>morte de Deus <\/em>anunciada no aforisma 125 da <em>Gaia ci\u00eancia, <\/em>de Nietzsche, no qual ele diz: \u201cDeus est\u00e1 morto! Deus continua morto! E n\u00f3s o matamos!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio remontar \u00e0 ideia de fundamento, pois ela se revela totalmente dissolvida e vazia de conte\u00fado, j\u00e1 que se diz como algo t\u00e3o abstrato e fora da realidade. Essa independ\u00eancia de qualquer fundamento na obra <em>Humano, demasiado humano<\/em> \u00e9 chamada de \u201cfilosofia da manh\u00e3\u201d, \u00e9 aquela que tem o pensamento n\u00e3o mais orientado com base na origem ou no fundamento, mas na proximidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>Esse pensamento da proximidade tamb\u00e9m poderia ser definido como um pensamento do erro; ou melhor ainda, da \u201cerr\u00e2ncia\u201d, para ressaltar que n\u00e3o se trata de pensar o n\u00e3o-verdadeiro, mas de encarar o devir das constru\u00e7\u00f5es \u201cfalsas\u201d da metaf\u00edsica, da moral, da religi\u00e3o, da arte, todo esse tecido de erronias que constituem a riqueza ou, mais simplesmente, o ser da realidade.<\/em> (VATTIMO, 1985: 176)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Vattimo afirma estar mais uma vez diante de um esfor\u00e7o para pensar a sa\u00edda da metaf\u00edsica numa forma n\u00e3o ligada \u00e0 supera\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, mas em decorr\u00eancia da radicaliza\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise qu\u00edmica, viver plenamente a experi\u00eancia da necessidade do erro, de viv\u00ea-lo com uma atitude diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na segunda parte do texto supracitado, Vattimo diz que a <em>Verwindung<\/em> se d\u00e1 ao se permanecer com vest\u00edgios da metaf\u00edsica como de uma doen\u00e7a ou como de uma dor, da qual deve-se resignar. Essa resigna\u00e7\u00e3o, dada a tais significados, deve levar em considera\u00e7\u00e3o um outro significado que \u00e9 o de distor\u00e7\u00e3o e que se pode l\u00ea-lo no significado da convalescen\u00e7a-resigna\u00e7\u00e3o: \u201cn\u00e3o se aceita a metaf\u00edsica pura e simplesmente, como ningu\u00e9m se d\u00e1 sem reservas ao <em>Ge-Stell <\/em>(\u00e9poca da imposi\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica) como sistema da imposi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica; pode-se viver a metaf\u00edsica e o <em>Ge-Stell <\/em>como uma chance, como a possibilidade de uma mudan\u00e7a [&#8230;]\u201d(VATTIMO, 1985: 180). Descobrir que \u00e9 poss\u00edvel encontrar sentido para uma reflex\u00e3o p\u00f3s-moderna sem menosprezar fatores passados, isto \u00e9, repensar a partir deles.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O fil\u00f3sofo italiano afirma que tanto Heidegger quanto Nietzsche pensam que o fim da filosofia, em sua forma de metaf\u00edsica, traz como \u201cobjeto\u201d as err\u00e2ncias desta, rememoradas numa atitude de \u201csupera\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 a no\u00e7\u00e3o de rememora\u00e7\u00e3o da obra de Heidegger atribu\u00eddo ao pensamento p\u00f3s-metaf\u00edsico como retomada ou repensamento, que o aproxima de Nietzsche da \u201cfilosofia da manh\u00e3\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A \u201creviravolta\u201d do pensamento de Heidegger n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a passagem de um plano totalizante do homem ao do ser, mas tamb\u00e9m em afirmar que o esquecimento deste, que constitui a metaf\u00edsica, n\u00e3o pode ser pensado como um erro humano, ou seja, de sua livre vontade. Enquanto a metaf\u00edsica n\u00e3o \u00e9 apenas um destino do qual pode-se somente superar; tamb\u00e9m o esquecimento do ser est\u00e1 contido na pr\u00f3pria g\u00eanese do ser. \u201cO ser nunca se pode dar todo em presen\u00e7a\u201d (VATTIMO, 1985: 181). Por isso, a rememora\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser entendida como apreens\u00e3o do ser como da forma de um objeto dado, mas como n\u00e3o mais presente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:90px;\"><em>O ser se d\u00e1 aqui na forma do Geschick (o conjunto do envio ou destino) e da <\/em>Ueberlieferung <em>(a transmiss\u00e3o). Nos termos de Nietzsche, o pensamento n\u00e3o remonta \u00e0 origem para dela se apropriar; ele apenas torna a percorrer os caminhos da err\u00e2ncia, que \u00e9 a \u00fanica riqueza, o \u00fanico ser, que nos \u00e9 dado.<\/em> (VATTIMO, 1985: 82)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Vattimo v\u00ea uma aproxima\u00e7\u00e3o do itiner\u00e1rio da reflex\u00e3o de Heidegger com o de Nietzsche em que o efeito niilista da autodissolu\u00e7\u00e3o da no\u00e7\u00e3o de verdade e da de fundamento, deste, tem seu paralelo na \u201cdescoberta\u201d heideggeriana do car\u00e1ter \u201cepocal\u201d do ser. Tamb\u00e9m para Heidegger, o ser n\u00e3o pode mais funcionar como fundamento, nem para as coisas, nem para o pensamento. Heidegger, para se desvencilhar definitivamente da metaf\u00edsica, afirma que se deve abandonar o ser como fundamento. N\u00e3o h\u00e1 mais fundamento, mas aberturas hist\u00f3ricas. \u201cO ser nada mais \u00e9 que a transmiss\u00e3o das aberturas hist\u00f3rico-destinais que constituem, para cada humanidade hist\u00f3rica, a sua espec\u00edfica possibilidade de acesso ao mundo\u201d (VATTIMO, 1985: 184).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tendo como refer\u00eancia \u00e0s bases de Nietzsche e Heidegger, Vattimo vai explicar, na terceira parte do texto, tr\u00eas caracteriza\u00e7\u00f5es do pensamento p\u00f3s-moderno. Primeiramente, \u00e9 um pensamento da <em>frui\u00e7\u00e3o<\/em>, pelo fato de que a rememora\u00e7\u00e3o (<em>Andenken<\/em>) n\u00e3o remete a nenhum fundamento (<em>Grund<\/em>), restando somente o uso e o gozo daquilo que \u00e9 imediato ao homem, e tendo como conseq\u00fc\u00eancia, quest\u00f5es \u00e9ticas ainda pendentes. \u00c9 um pensamento da <em>contamina\u00e7\u00e3o<\/em>, ao passo que se abre a possibilidade de se exercer a empresa hermen\u00eautica, n\u00e3o apenas para o passado, para a transmiss\u00e3o-recep\u00e7\u00e3o dos aspectos epocais do ser, mas tamb\u00e9m para uma <em>contamina\u00e7\u00e3o <\/em>em rela\u00e7\u00e3o aos m\u00faltiplos conte\u00fados do saber contempor\u00e2neo, da ci\u00eancia e da t\u00e9cnica e \u00e0s artes, fragmentando assim a verdade fundacional, forte, metaf\u00edsica, em v\u00e1rias outras verdades \u201cfracas\u201d, regionais e, portanto restritas. E por \u00faltimo, \u00e9 um pensamento da superficialidade do mundo organizado pela t\u00e9cnica, isto \u00e9, o <em>Ge-Stell, <\/em>em que a metaf\u00edsica se consuma em sua forma mais desenvolvida e em que a ontologia se torna efetivamente hermen\u00eautica e onde as no\u00e7\u00f5es de realidade e de verdade-fundamento perdem peso. (TEIXEIRA, 2006: 212).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 nessa situa\u00e7\u00e3o, segundo Vattimo, que se deve tratar de uma <em>ontologia fraca <\/em>como \u00fanica possibilidade de sair da metaf\u00edsica e pode ser que nisso resida, para o pensamento p\u00f3s-moderno, a chance de um novo, fracamente novo, come\u00e7o (VATTIMO, 1985: 184-190). Essa ontologia fraca consiste, em suma, em pensar o ser dentro da debilidade do pensamento, contextualizando-o como acontecimento hist\u00f3rico e nada mais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Vattimo, a partir dos paradoxos nietzscheano e heideggeriano, mostra que, partindo-se de uma ontologia fraca, \u00e9 poss\u00edvel uma hermen\u00eautica fraca, ou seja, ele evidencia que, depois da dissolu\u00e7\u00e3o da metaf\u00edsica, para evitar uma reapropria\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a possibilidade de se pensar a fraqueza do ser reinterpretando-o de forma livre. O acontecimento do ser revela a fraqueza do pensamento em si, o qual n\u00e3o tem estrutura nem l\u00f3gica. O pensamento, assim, \u00e9 heran\u00e7a da dial\u00e9tica conjugada com a diferen\u00e7a, que instaura o nascimento da nova hermen\u00eautica. Para o fil\u00f3sofo italiano, encontram-se, tanto em Nietzsche como em Heidegger, neste \u00faltimo de modo especial, aberturas para a possibilidade de uma ontologia fraca, na p\u00f3s-modernidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A fraqueza ou debilidade como atributo do pensamento (<em>pensiero debole)<\/em> pretende mostrar a fraqueza do pensamento metaf\u00edsico e possibilitar a abertura de espa\u00e7o para as demais formas de pensamentos n\u00e3o-metaf\u00edsicos como o da arte e da ret\u00f3rica. O pensamento fraco \u00e9 aquele que situado no momento hist\u00f3rico pensa sobre todas as quest\u00f5es, mas n\u00e3o se fecha numa interpreta\u00e7\u00e3o \u00fanica e determin\u00edstica. Ele \u00e9 um pensamento aberto para as possibilidades, pois \u00e9 pass\u00edvel de questionamento. \u00c9 um repensamento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por isso, para Vattimo, a p\u00f3s-modernidade, para se diferenciar da modernidade, deve afirmar como sua caracter\u00edstica distintiva o pensamento fraco, em que se prop\u00f5e como repensamento de todas as quest\u00f5es sem pretender uma supera\u00e7\u00e3o, mas sim uma sustenta\u00e7\u00e3o. Fora de qualquer possibilidade de se absolutizar um pensamento ou tom\u00e1-lo como fundamento, o pensamento fraco se mostra sem for\u00e7a, unidade e predetermina\u00e7\u00e3o, pelo fato de querer ser ultrametaf\u00edsico, ou seja, viver na consuma\u00e7\u00e3o do niilismo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">VATTIMO, Giovanni. <a href=\"http:\/\/infocult.incubadora.fapesp.br\/portal\/search?SearchableText=fim+da+modernidade\"><em>O fim da modernidade<\/em>: niilismo e hermen\u00eautica na cultura p\u00f3s-moderna<\/a>. Trad. Eduardo Brand\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1996. [1985]<br \/>\nTEIXEIRA, Evil\u00e1zio. <a href=\"http:\/\/publique.rdc.puc-rio.br\/revistaalceu\/media\/alceu_n13_DossieTeixeira.pdf\">P\u00f3s-modernidade e niilismo: um di\u00e1logo com Gianni Vattimo<\/a>. <em>Revista Alceu.<\/em> Rio de Janeiro, v.7, n.13, jul\/dez 2006, p.209-224.<br \/>\nDUARTE, Andr\u00e9. <a href=\"http:\/\/publique.rdc.puc-rio.br\/revistaalceu\/media\/alceu_n13_DossieDuarte.pdf\">Gianni Vattimo, int\u00e9rprete de Heidegger e da p\u00f3s-modernidade<\/a>. <em>Revista Alceu.<\/em> Rio de Janeiro, v.7, n.13, jul\/dez 2006, p.225-236.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tiago da Silva Gomes &nbsp; Pretende-se com este artigo identificar os passos seguidos pelo fil\u00f3sofo italiano Gianni Vattimo (1936- ) para a afirma\u00e7\u00e3o do \u201cpensamento fraco\u201d como caracter\u00edstica emblem\u00e1tica da p\u00f3s-modernidade, conforme apresentado por ele no cap\u00edtulo X (\u201cNiilismo e p\u00f3s-modernidade em filosofia\u201d) de sua obra O fim da modernidade. 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