{"id":70,"date":"2009-03-18T15:38:03","date_gmt":"2009-03-18T18:38:03","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=70"},"modified":"2009-03-18T15:38:03","modified_gmt":"2009-03-18T18:38:03","slug":"o-niilismo-como-estado-psicologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=70","title":{"rendered":"O niilismo como \u201cestado psicol\u00f3gico\u201d no pensamento nietzschiano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Philipe Fernandes Nogueira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao se pensar filosofia contempor\u00e2nea, alguns autores ficam evidenciados por causa da grandeza de seus pensamentos. Dentre estes, destaca-se Friedrich Wilhelm Nietzsche, um dos mais importantes e conhecidos expoentes da reflex\u00e3o filos\u00f3fica contempor\u00e2nea. Este pensador, geralmente, \u00e9 conhecido pelo senso comum por tratar em suas obras de temas intrigantes e pol\u00eamicos que geram grandes discuss\u00f5es nos grupos que debatem filosofia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A polemicidade do pensamento de Nietzsche ocorre principalmente porque este autor vai na contram\u00e3o dos pilares do pensamento ocidental ao expor suas id\u00e9ias. Ele acentua a dimens\u00e3o \u201cirracional\u201d do ser humano (na abordagem do apol\u00edneo e dionis\u00edaco, dando destaque ao segundo), constata a morte de Deus e depara-se com o niilismo. E \u00e9 justamente este \u00faltimo que se buscar\u00e1 aprofundar neste artigo acad\u00eamico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao longo da Hist\u00f3ria da Filosofia alguns autores j\u00e1 abordaram o tema do niilismo em seus escritos. No entanto, a abordagem desta tem\u00e1tica nem sempre \u00e9 t\u00e3o simples quanto a princ\u00edpio pode parecer. Na reflex\u00e3o sobre o niilismo uma das dificuldades que se encontra s\u00e3o os mais diversos significados que s\u00e3o dados a este termo e que \u00e0s vezes afastam-se do que ele significa realmente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em Nietzsche, o niilismo tem sua g\u00eanese com a constata\u00e7\u00e3o da morte de Deus. Esta se comprova no seguinte fragmento da obra <em>Gaia Ci\u00eancia <\/em>(fragmento 125, p.147-148):<\/p>\n<p style=\"padding-left:90px;text-align:justify;\"><em>N\u00e3o ouviram falar daquele homem louco que em plena manh\u00e3 acendeu uma lanterna e correu ao mercado, e p\u00f4s-se a gritar incessantemente: \u201cProcuro Deus! Procuro Deus!\u201d? \u2013 E como l\u00e1 se encontrassem muitos daqueles que n\u00e3o criam em Deus, ele despertou com isso uma grande gargalhada. Ent\u00e3o ele est\u00e1 perdido? Perguntou um deles. Ele se perdeu como uma crian\u00e7a? Disse outro. Est\u00e1 se escondendo? Ele tem medo de n\u00f3s? Embarcou num navio? Emigrou? \u2013 Gritavam e riam uns para os outros. O homem louco se lan\u00e7ou para o meio deles e trespassou-os com seu olhar. \u201cPara onde foi Deus?\u201d, gritou ele, \u201cj\u00e1 lhes direi! N\u00f3s o matamos \u2013 voc\u00eas e eu. Somos todos seus assassinos! (&#8230;) N\u00e3o ouvimos o barulho dos coveiros a enterrar Deus? N\u00e3o sentimos o cheiro da putrefa\u00e7\u00e3o divina? \u2013 tamb\u00e9m os deuses apodressem! Deus est\u00e1 morto! Deus continua morto! E n\u00f3s o matamos! Como nos consolar, a n\u00f3s, assassinos entre os assassinos? O mais forte e mais sagrado que o mundo at\u00e9 ent\u00e3o possu\u00edra sangrou inteiro sob nossos punhais \u2013 quem nos limpar\u00e1 este sangue?\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A partir do momento que se \u201ctira Deus de cena\u201d, os valores que eram prezados pela civiliza\u00e7\u00e3o ocidental perdem o seu sentido, tornando-se ultrapassados. Como conseq\u00fc\u00eancia disto o homem contempor\u00e2neo v\u00ea-se diante do mais sinistro de todos os h\u00f3spedes: o niilismo, que gera a aus\u00eancia de sentido para a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O mal dos pr\u00f3ximos dois s\u00e9culos. \u00c9 assim que Nietzsche v\u00ea o niilismo em sua obra <em>Frammenti postumi<\/em>, como se relata na seguinte passagem:<\/p>\n<p style=\"padding-left:90px;text-align:justify;\"><em>Descrevo aquilo que vir\u00e1: o advento do niilismo. Posso descrev\u00ea-lo agora porque agora se produz algo necess\u00e1rio \u2013 e os sinais desse est\u00e3o em toda a parte, para v\u00ea-los faltam apenas os olhos. Aqui n\u00e3o comemoro nem lamento que isso aconte\u00e7a: acredito que, mesmo na maior crise, deve haver um momento em que o homem se volta para si mesmo de uma forma mais profunda; que o homem consiga restabelecer-se depois, que consiga sair dessas crises, \u00e9 uma quest\u00e3o de for\u00e7a: \u00e9 poss\u00edvel&#8230; (&#8230;) O que estou relatando \u00e9 a hist\u00f3ria dos dois pr\u00f3ximos s\u00e9culos.<\/em> (<em>apud<\/em> GOMES, <em>Uma leitura do niilismo nietzschiano&#8230;<\/em>, p.155)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Afirmando o niilismo, Nietzsche est\u00e1 constatando uma realidade que se fazia presente na Europa na \u00e9poca em que ele vivia. Esse \u201ch\u00f3spede sinistro\u201d \u00e9 resultado de um processo hist\u00f3rico-cultural do Ocidente iniciado com Plat\u00e3o, fruto da dicotomia entre mundo sens\u00edvel (transit\u00f3rio e aparente) e mundo supra-sens\u00edvel (verdadeiro e almejado). O primeiro \u00e9 venerado e o segundo, onde ocorre a exist\u00eancia humana, \u00e9 deixado de lado (<em>ib<\/em>., p. 156). \u00a0A respeito disto, diz Roberto Machado: \u201cSe a religi\u00e3o judaico-crist\u00e3 e a metaf\u00edsica socr\u00e1tico-plat\u00f4nica s\u00e3o por natureza niilistas \u00e9 porque julgam e desvalorizam a vida temporal a partir do mundo supra-sens\u00edvel e eterno considerado bom e verdadeiro\u201d (MACHADO, <em>Deus, Homem, Super homem<\/em>, p.24).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para o fil\u00f3sofo alem\u00e3o, inventar um outro mundo como fez o platonismo \u2013 mundo do bem e da verdade \u2013 \u00e9 caluniar a vida. Por isso o seu intuito \u00e9 superar o niilismo iniciado com o platonismo. Do contr\u00e1rio, caso n\u00e3o consiga desvencilhar-se da dicotomia mundo supra-sens\u00edvel e mundo sens\u00edvel preconizado por Plat\u00e3o, que influenciou a cultura ocidental, o mundo ser\u00e1 sem valor e sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O niilismo acarretaria, na vis\u00e3o nietzschiana, s\u00e9rias consequ\u00eancias para a sociedade. A mais grave delas seria a extrema forma do niilismo: o nada (o \u201csem sentido\u201d) eterno! Com a presen\u00e7a deste mal haveria uma car\u00eancia de ideais, a perda de valores outrora considerados supremos e por fim uma aus\u00eancia de Deus como lugar dos valores mais elevados. Diz Nietzsche (<em>Sobre o Niilismo e o Eterno Retorno,<\/em> p. 380):<\/p>\n<p style=\"padding-left:90px;text-align:justify;\"><em>A conseq\u00fc\u00eancia niilista (a cren\u00e7a na aus\u00eancia de valor) como decorr\u00eancia da estimativa moral de valor: perdemos o gosto pelo ego\u00edstico (mesmo depois da compreens\u00e3o da impossibilidade de um liberum arbitrium e de uma \u201cliberdade intelig\u00edvel\u201d). Vemos que n\u00e3o alcan\u00e7amos a esfera em que pusemos nossos valores \u2013 com isso a outra esfera \u2013 em que vivemos, de nenhum modo ainda ganhou em valor: ao contr\u00e1rio, estamos cansados porque perdemos o est\u00edmulo principal. \u201cFoi em v\u00e3o at\u00e9 agora!\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tudo isso levaria o homem a deparar-se com a sensa\u00e7\u00e3o de vazio, sem que ele encontre uma finalidade para sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nietzsche tamb\u00e9m aponta em suas obras o niilismo como \u201cestado psicol\u00f3gico\u201d sob tr\u00eas formas. Um primeiro tipo ocorre quando se procura em algo um sentido que n\u00e3o existe neste algo. Desta feita, o que ocorre \u00e9 um desperd\u00edcio de for\u00e7a, um sentimento de sentir-se enganado, pois de certa forma houve um desperd\u00edcio de tempo. H\u00e1 uma busca de algo que deve ser alcan\u00e7ado, mas n\u00e3o o \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Uma outra forma de niilismo apresentada por ele como estado psicol\u00f3gico pode ser constatada quando \u201cse tiver colocado uma totalidade, uma sistematiza\u00e7\u00e3o, ou mesmo uma organiza\u00e7\u00e3o em todo acontecer e debaixo de todo acontecer\u201d (<em>ib<\/em>., p. 38o). \u00a0O autor alem\u00e3o completa:<\/p>\n<p style=\"padding-left:90px;text-align:justify;\"><em>\u201cO bem do universal exige o abandono do indiv\u00edduo\u201d &#8230;mas, vede, n\u00e3o h\u00e1 um tal universal! No fundo, o homem perdeu a cren\u00e7a em seu valor, quando atrav\u00e9s dele n\u00e3o atua um todo infinitamente valioso: isto \u00e9, ele concebeu um tal todo, para poder acreditar em seu valor. (ib., p. 380-1)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A terceira e \u00faltima forma de niilismo como estado psicol\u00f3gico apresentada por Nietzsche \u00e9 a seguinte:<\/p>\n<p style=\"padding-left:90px;text-align:justify;\"><em>T\u00e3o logo, por\u00e9m, o homem descobre como somente por necessidades psicol\u00f3gicas esse mundo foi montado e como n\u00e3o tem absolutamente nenhum direito a ele, surge a \u00faltima forma de niilismo, que encerra em si a descren\u00e7a em um mundo metaf\u00edsico, que se pro\u00edbe a cren\u00e7a em um mundo verdadeiro. Desse ponto de vista admite-se a realidade do vir-a-ser como \u00fanica realidade, pro\u00edbe-se a si toda esp\u00e9cie de via dissimulada que leve a ultramundos e falsas divindades \u2013 mas n\u00e3o se suporta esse mundo, que j\u00e1 n\u00e3o se pode ne<\/em>gar&#8230; (<em>ib<\/em>., p. 382)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na tentativa de escapar destes tipos de niilismo, o alem\u00e3o prop\u00f5e que se condene o mundo do vir-a-ser como ilus\u00e3o e que se invente um mundo que esteja para al\u00e9m dele como verdadeiro mundo. No intuito de superar o niilismo, o que Nietzsche prop\u00f5e \u00e9 a transvalora\u00e7\u00e3o de todos os valores completada pela vontade de pot\u00eancia, seguindo o caminho \u00e1rduo e solit\u00e1rio da grandeza que leva ao \u201cAl\u00e9m-Homem\u201d. Isto se confirma na passagem da obra <em>Assim Falava Zaratustra<\/em> (p. 18-19)<em>:<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left:90px;text-align:justify;\"><em>Eu vos ensino o Al\u00e9m-Homem. O homem \u00e9 algo que deve ser superado. (&#8230;) Tal deve ser o homem para o Al\u00e9m-Homem: uma irris\u00e3o ou uma vergonha. (&#8230;) Eis, eu vos ensino o Al\u00e9m-Homem. O Al\u00e9m-Homem \u00e9 o sentido da terra. Assim fale a vossa vontade: possa o Al\u00e9m-Homem tornar-se o sentido da terra! Exorto-vos \u00f3 meus irm\u00e3os, a permanecerdes fi\u00e9is \u00e0 terra e a n\u00e3o acreditar naqueles que vos falam de esperan\u00e7a supraterrestre. (&#8230;) Blasfemar contra Deus era outrora a maior das blasf\u00eamias; mas Deus morreu, e com ele mortos s\u00e3o os blasfemadores. Agora o crime mais espantoso \u00e9 blasfemar da terra, e dar mais valor \u00e0s entranhas do insond\u00e1vel do que ao sentir da terra.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O Al\u00e9m-Homem, como v\u00ea Roberto Machado, \u00e9 todo aquele que supera as oposi\u00e7\u00f5es terrestre-al\u00e9m, sens\u00edvel-espiritual, corpo-alma; \u00e9 todo aquele que supera a ilus\u00e3o do mundo do al\u00e9m e se volta para a terra. O Al\u00e9m-Homem \u00e9, assim, supera\u00e7\u00e3o, ultrapassagem do homem do passado e sua cren\u00e7a em Deus. Ele \u00e9 a supera\u00e7\u00e3o do homem, um novo modo de sentir, pensar, avaliar, uma nova forma de vida. Em resumo \u00e9 aquele que tem uma vontade viva (MACHADO, <em>Deus, Homem, Super homem,<\/em> p.24).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Percebeu-se, portanto, que o tema do niilismo no pensamento nietzschiano veio constatar que com a aus\u00eancia de Deus, o pensamento \u00e9 instigado a buscar novos rumos para si mesmo, uma vez que o sentido e o fundamento das coisas, dos objetos do pensar s\u00e3o colocados em descr\u00e9dito. Consequentemente h\u00e1 um profundo vazio. Contudo, Nietzsche mais a frente ir\u00e1 desenvolver uma tem\u00e1tica tendo em vista a supera\u00e7\u00e3o do niilismo, o qual j\u00e1 foi citado neste trabalho como in\u00edcio do mesmo com a transvalora\u00e7\u00e3o de todos os valores e a valoriza\u00e7\u00e3o do Al\u00e9m-Homem. Entretanto, este trabalho se limitou a refletir um dos poss\u00edveis caminhos de supera\u00e7\u00e3o do niilismo, uma vez que os seguintes s\u00e3o conte\u00fados para outros poss\u00edveis artigos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">GOMES, Eliseu Donizete de Paiva. <em>Uma leitura do niilismo nietzschiano como hist\u00f3ria do ocidente<\/em>. Mariana: Instituto de Filosofia S\u00e3o Jos\u00e9, 2004. (TCC em Filosofia).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. <em>A Gaia Ci\u00eancia<\/em>. Trad. Paulo C\u00e9sar de Souza. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das letras, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">_____. <em>Assim Falava Zaratustra<\/em>: um livro para todos e para ningu\u00e9m. Trad. M\u00e1rio Ferreira dos Santos. Petr\u00f3polis: Vozes, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">_____. Sobre o Niilismo e o Eterno Retorno. In: <em>Obras Incompletas<\/em>. Trad. Rubens Rodrigues Torres Filho. 2.ed. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1978. (Os Pensadores).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">MACHADO, Roberto Cabral de Melo. \u201cDeus, Homem, Super homem\u201d. <em>Revista Kriterion<\/em> 89 \u2013 volume 35, Belo Horizonte, 1994, p.21-32.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Philipe Fernandes Nogueira &nbsp; Ao se pensar filosofia contempor\u00e2nea, alguns autores ficam evidenciados por causa da grandeza de seus pensamentos. Dentre estes, destaca-se Friedrich Wilhelm Nietzsche, um dos mais importantes e conhecidos expoentes da reflex\u00e3o filos\u00f3fica contempor\u00e2nea. 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