{"id":753,"date":"2010-04-03T09:17:13","date_gmt":"2010-04-03T12:17:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=753"},"modified":"2010-04-03T09:17:13","modified_gmt":"2010-04-03T12:17:13","slug":"a-angustia-perante-a-morte-e-a-possivel-solucao-agostiniana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=753","title":{"rendered":"A ang\u00fastia perante a morte e a poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o agostiniana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Juliano Aparecido Pinto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por que o homem morre? Qual a raz\u00e3o de existir e ter de deixar de existir? Qual a raz\u00e3o da \u00e9tica ou da metaf\u00edsica se todos, sem exce\u00e7\u00e3o, caminham para um mesmo fim, a morte? Essas e outras quest\u00f5es nascem quando o homem se prop\u00f5e a refletir sobre a finitude da pr\u00f3pria exist\u00eancia.<strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O presente trabalho tem por objetivo refletir sobre a ang\u00fastia causada pela morte ou pela possibilidade da mesma. Portanto, ser\u00e1 feita, primeiramente, uma breve introdu\u00e7\u00e3o sobre o tema da morte e sobre alguns problemas gerados por ela. N\u00e3o se pretender\u00e1 responder, mas problematizar a quest\u00e3o da morte, tendo o pensamento de Agostinho como refer\u00eancia para tal reflex\u00e3o, de modo especial nos livros IV e IX das <em>Confiss\u00f5e<\/em>s.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>1. Problemas gerados pela morte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pensa-se que nenhum homem pediu para existir, pois para tal j\u00e1 seria necess\u00e1rio que ele existisse. Mas inevitavelmente todo homem est\u00e1 fadado ao fracasso, \u00e0 morte. Afirma o pr\u00f3prio Agostinho: \u201cN\u00e3o existe ningu\u00e9m que n\u00e3o esteja mais pr\u00f3ximo da morte depois de um ano que antes dele, amanh\u00e3 mais do que hoje, hoje mais do que ontem, pouco depois mais do que agora e agora pouco mais do que antes\u201d (AGOSTINHO, <em>Cidade de Deus<\/em>. XIII, 10. p.105).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Observa-se que ao tomar consci\u00eancia da pr\u00f3pria morte o homem poder\u00e1 se angustiar, desesperar ou se abrir para o transcendente, dependendo da maneira de como ele interpretar\u00e1 este fen\u00f4meno. O desespero ou a ang\u00fastia poder\u00e1 o lan\u00e7ar em uma busca pertinente pelo sentido da pr\u00f3pria exist\u00eancia. Qual a raz\u00e3o da minha exist\u00eancia? Esta poder\u00e1 ser uma das quest\u00f5es essenciais que o ser finito poder\u00e1 se fazer e ao mesmo tempo, por meio da reflex\u00e3o, tentar encontrar a resposta.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mesmo encontrando o sentido da pr\u00f3pria exist\u00eancia, o homem n\u00e3o deixar\u00e1 de tender para o fim de sua vida. Neste sentido, nasceria uma outra quest\u00e3o: para que buscar sentido se isso n\u00e3o aniquilar\u00e1 a condi\u00e7\u00e3o mortal do homem?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Refletir sobre a morte ou sobre o que vem depois dela, se \u00e9 que h\u00e1 alguma coisa, \u00e9, e sempre ser\u00e1, fruto de especula\u00e7\u00f5es, visto que em uma perspectiva filos\u00f3fica n\u00e3o houve ningu\u00e9m que tenha morrido e voltado para dizer sobre o ocorrido.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Fazer a experi\u00eancia da morte \u00e9 algo angustiante tamb\u00e9m pelo fato de se estar sozinho. O homem \u00e9 um ser solit\u00e1rio. Embora ele possa viver em comunidade, h\u00e1 nele uma individualidade que lhe \u00e9 pr\u00f3pria e ao mesmo tempo incomunic\u00e1vel, no sentido de ele n\u00e3o poder morrer ou viver no lugar de outro. Portanto, a experi\u00eancia de morrer \u00e9 individual e intransfer\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A morte \u00e9 algo que acompanha todo ser humano independente se ele tenha consci\u00eancia disto ou n\u00e3o, pois todo homem tende para a finitude humana (AGOSTINHO, Santo. <em>Cidade de Deus<\/em>. XIII, 10. p.104).\u00a0 Neste sentido, pode-se dizer que h\u00e1 muitos pensadores que tomaram consci\u00eancia da pr\u00f3pria finitude e se propuseram a refletir sobre a mesma. Dentre estes pensadores destaca-se Agostinho de Hipona (354-430), pensador do per\u00edodo Medieval no qual a filosofia patr\u00edstica e a filosofia crist\u00e3 atingiu seu apogeu (BOEHNER; GILSON, <em>Hist\u00f3ria da Filosofia Crist\u00e3, <\/em>p.139).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para refletir sobre o tema proposto a partir da perspectiva agostiniana poder-se-\u00e1 refleti-lo em dois momentos distintos, ou seja, antes da sua convers\u00e3o e logo ap\u00f3s a sua convers\u00e3o ao cristianismo. No livro <em>Confiss\u00f5es<\/em>, o qual ser\u00e1 tomado para desenvolvimento deste trabalho, Agostinho faz uma releitura da pr\u00f3pria hist\u00f3ria a partir do cristianismo. Como o objetivo aqui \u00e9 descrever sobre a morte, ent\u00e3o o livro quarto e o livro nono ser\u00e3o de suma import\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2. A<\/strong><strong> compreens\u00e3o da morte antes da convers\u00e3o de Agostinho <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pode-se dizer que no livro <em>Confiss\u00f5es<\/em> Agostinho se \u201cmostra\u201d como um pensador existencialista, pois reflete n\u00e3o sobre uma teoria, mas a partir da sua vida concreta. No livro quarto, antes da convers\u00e3o, agostinho faz a experi\u00eancia da ang\u00fastia diante da morte, pois perde o seu melhor amigo (BRACHTENDORF, <em>Confiss\u00f5es de Agostinho<\/em>, p.89). Agostinho vive a ang\u00fastia do medo de morrer como ele pr\u00f3prio afirma: \u201c(&#8230;) dominava-me um pesad\u00edssimo t\u00e9dio de viver e um medo de morrer\u201d (AGOSTINHO, <em>Confiss\u00f5es<\/em>. IV, 6, 11. p.60).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Observa-se que a situa\u00e7\u00e3o de Agostinho \u00e9 a mesma de todo ser humano, quando este se encontra diante da morte de si ou do outro. A morte do amigo causa medo em Agostinho, pois lhe revela o seu pr\u00f3prio limite e a sua finitude, e lhe recorda tamb\u00e9m o seu destino. \u201cA morte que mo arrebatava julgava que ela ia consumir de repente todos os homens, j\u00e1 que isso mesmo o pode fazer a ele\u201d (ib.)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao falar da morte, finitude humana, consequentemente chega-se no horizonte do sentido, pelo fato desses dois temas estarem interligados, pois se se pode morrer no f\u00edsico, neste caso ter ou n\u00e3o ter sentido n\u00e3o far\u00e1 diferen\u00e7a, visto que, a vida n\u00e3o se prolongar\u00e1 por causa dele. Mas pode-se morrer no aspecto de n\u00e3o ter sentido para pr\u00f3pria exist\u00eancia, neste caso, a vida se tornaria um t\u00e9dio, um peso a ser carregado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No in\u00edcio do livro quarto Agostinho descreve sua amizade. Segundo ele aquela amizade era doce. Ele e o amigo de mesma idade eram como que uma alma em dois corpos. Mas ao se passar um ano daquela amizade o amigo adoeceu, recuperou a sa\u00fade por um espa\u00e7o de tempo, mas veio a falecer (BRACHTENDORF, <em>Confiss\u00f5es de Agostinho<\/em>, p.94).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Agostinho amava o seu amigo e havia colocado nele o sentido da sua exist\u00eancia, mas quando o amigo veio \u00e1 falecer experimentou a mais profunda solid\u00e3o. Ele experimentou a dor da aus\u00eancia; ao se perder o sentido da pr\u00f3pria vida, essa se torna pesada e a morte do sentido se faz presente, como ele pr\u00f3prio diz: \u201cEntenebreu-se-me o cora\u00e7\u00e3o. Tudo que eu via era morte\u201d (AGOSTINHO, <em>Confiss\u00f5es<\/em>. IV, 4, 9. p.58).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Agostinho ficou profundamente triste e uma de suas atitudes foi querer fugir, mas neste caso surgiria uma quest\u00e3o: para onde ele fugiria se ele mesmo estaria com ele? A ang\u00fastia que ele sente n\u00e3o \u00e9 algo externo que seja f\u00e1cil de ser negligenciado, mas \u00e9 sobretudo algo interno. Isso se torna problem\u00e1tico, pois o homem mesmo diante do peso da exist\u00eancia n\u00e3o consegue fugir.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Talvez a solu\u00e7\u00e3o para acabar com tal sofrimento seria o suic\u00eddio, mas este tamb\u00e9m seria algo paradoxal. Um dos fil\u00f3sofos existencialistas, Albert Camus, percebe a complexidade do suic\u00eddio como ele mesmo afirma em uma de suas frases: \u201cSuicido-me, ou n\u00e3o suicido-me. Se me suicido, todos meus problemas acabar\u00e3o junto com meu mundo; se n\u00e3o me suicido escolha a vida com tudo que isso significa\u201d (SOUZA, <em>Sobre a Constru\u00e7\u00e3o do Sentido, <\/em>p.61).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao que se v\u00ea, o homem que est\u00e1 sendo refletido em Agostinho \u00e9 um ser que, paradoxalmente, sente a ang\u00fastia de viver, porque estando vivo, tem a possibilidade de morrer. Ao mesmo tempo ele tem medo de morrer, pois isso consiste no aniquilamento do seu ser e do seu mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O fato \u00e9 que o homem \u00e9 um ser limitado, finito. E \u00e9 isso que Agostinho percebe. Tanto \u00e9 verdade que o amigo que ele tanto amava, n\u00e3o estava mais com ele. Pensa-se que a tristeza que ele sentira se dava porque ele perdeu o sentido da pr\u00f3pria vida, como visto acima. Mas o que fazer para n\u00e3o entrar em crise existencial? Existiria algo imperec\u00edvel que n\u00e3o passasse, envelhecesse ou morresse com o tempo? Ou o homem est\u00e1 fadado a viver em constantes crises de sentido? Pois sempre que colocasse toda sua confian\u00e7a em algo, este algo passaria e ele ficaria sem sentido novamente para existir. Segundo Agostinho, \u201cdesgra\u00e7ada \u00e9 toda alma presa pelo amor \u00e0s coisas mortais. Despeda\u00e7a-se quando as perde e ent\u00e3o sente a mis\u00e9ria que a torna miser\u00e1vel, ainda antes de as perder\u201d (AGOSTINHO, <em>Confiss\u00f5es<\/em>. IV, 6, 11. p.59).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Desta feita, \u00e9 poss\u00edvel perceber que o homem anseia por algo que n\u00e3o passa, e no qual ele possa colocar o sentido da sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3. A<\/strong><strong> compreens\u00e3o da morte ap\u00f3s a convers\u00e3o de Agostinho <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como foi visto acima, h\u00e1 duas possibilidades de reflex\u00e3o sobre o tema da morte. Agora ser\u00e1 poss\u00edvel dar o segundo \u201cpasso\u201d. Como Agostinho compreende a morte ap\u00f3s a sua convers\u00e3o ao cristianismo? O tema da morte a partir da convers\u00e3o do fil\u00f3sofo ser\u00e1 refletido em uma perspectiva crist\u00e3. No primeiro momento, Agostinho volta para si, mas no segundo momento ele se abre para o transcendente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ainda no livro IV das Confiss\u00f5es, Agostinho, logo ap\u00f3s a sua convers\u00e3o, percebe que n\u00e3o amou o amigo de forma correta. Por isso, sofreu tanto, quando o perdeu, ele amou o amigo como se esse fosse imperec\u00edvel. Agostinho n\u00e3o o amou em Deus, mas o amou como se ele fosse Deus. O amor dirigido ao amigo n\u00e3o era um amor gratuito, sem esperar nada em troca. Era, antes de tudo, um amor ego\u00edsta. Quando este amigo morreu, era como se Agostinho dissesse: \u201cComo podem tirar de mim algo amado? Eu sou Deus, e nada se pode subtrair de Deus\u201d (BRACHTENDORF, <em>Confiss\u00f5es de Agostinho<\/em>, p.96). Como se percebe o sofrimento dele se deu por causa da forma err\u00f4nea de amar. E isto o levou a concluir: \u201cFeliz o que Vos ama, feliz o que ama o amigo e V\u00f3s, e o inimigo por amor de V\u00f3s\u201d (AGOSTINHO, <em>Confiss\u00f5es<\/em>. IV, 9, 14. p.61).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esta forma correta de amar, ser\u00e1 mais explicita quando ocorre a morte de sua m\u00e3e M\u00f4nica. A sua convers\u00e3o significa uma mudan\u00e7a fundamental na orienta\u00e7\u00e3o do seu amor (BRACHTENDORF, <em>Confiss\u00f5es de Agostinho<\/em>, p.199). Agostinho direcionou o seu amor ao transcendente, pois este \u00e9 imperec\u00edvel. Mas isto n\u00e3o quer dizer que ele n\u00e3o amasse ao seres mortais. Ele amou os mortais, mas em  Deus. Isto possibilitaria n\u00e3o sofrer tanto com a perda deles.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o se pode esquecer que Agostinho, embora j\u00e1 estivesse convertido ao cristianismo, n\u00e3o se entristecesse com a morte, pois este sentimento esteve presente na morte da sua m\u00e3e. O mesmo sentimento o levou a chorar, mas n\u00e3o diante de si e sim diante de Deus. Mas o que isso significa? Isso significa que ele n\u00e3o chorou pela perda da m\u00e3e, mas pela m\u00e3e. Ou seja, ele n\u00e3o se viu como dono da m\u00e3e, em um gesto ego\u00edsta. Ele n\u00e3o chorou pela m\u00e3e da mesma forma que chorou pelo amigo, como ele pr\u00f3prio afirma: \u201c(&#8230;) derramo diante de V\u00f3s, meu Deus, pela vossa serva, uma outra esp\u00e9cie de l\u00e1grimas. Manam dum esp\u00edrito comovido pelos perigos que cercam toda alma que morre em Ad\u00e3o\u201d (AGOSTINHO, <em>Confiss\u00f5es<\/em>. IX, 13, 34. p.165).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Agostinho encontrou uma forma de lidar com a morte e com a ang\u00fastia da possibilidade da mesma, pois, acreditando no Deus crist\u00e3o, ou se convertendo a ele, o bispo de Hipona passou a acreditar na vida eterna, e na ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. Mas esta \u00e9 a \u00fanica possibilidade de lidar com a morte ou haver\u00e1 outra? O fato \u00e9 que todo homem est\u00e1 fadado ao fracasso desde o instante em que nasce, pois desde o momento em que nasce j\u00e1 esta morrendo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outro fato a observar, \u00e9 que Agostinho lida com a morte em um ambiente crist\u00e3o. Mas, e quem n\u00e3o \u00e9 crist\u00e3o? Como lidar com a possibilidade do fim de si pr\u00f3prio?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Uma percep\u00e7\u00e3o que se tem diante do fim deste trabalho, e que poder\u00e1 levar a reflex\u00e3o, \u00e9 a seguinte: quanto tempo ainda se tem de vida? Esta quest\u00e3o n\u00e3o nasce de experi\u00eancias cient\u00edficas, mas da ang\u00fastia do pr\u00f3prio homem na exist\u00eancia concreta.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como se viu, Agostinho, como pensador que era, buscou a solu\u00e7\u00e3o para a ang\u00fastia humana diante da possibilidade da morte. Pensa-se que viver \u00e9 criar sentido, significados para cada coisa ou circunst\u00e2ncia. No entanto, isto leva a vida a tornar-se angustiante, pois cada pessoa e objeto est\u00e3o caminhando para o fim. Por isso, talvez a solu\u00e7\u00e3o para n\u00e3o se angustiar e perder o sentido da vida seja essa: Amar as pessoas em Deus!<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">AGOSTINHO, Santo. <em>Confiss\u00f5es<\/em>. 2\u00aaed. Trad. J. Oliveira Santos e A. Ambr\u00f3sio de Pina. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1980. (Os Pensadores)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">_____. <em>Cidade de Deus<\/em>: contra os pag\u00e3os. 2\u00aa ed. Trad. Oscar Paes Leme. Petr\u00f3polis: Vozes, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">BOEHNER, P.; GILSON, E.. Santo Agostinho, o mestre do ocidente. In: <em>Hist\u00f3ria da Filosofia Crist\u00e3. <\/em>2\u00aaed. Trad. Petr\u00f3polis: Vozes, 1982. p.139-208.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">BRACHTENDORF, Johannes. <em>Confiss\u00f5es de Agostinho<\/em>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">SOUZA, Ricardo Timm de. <em>Sobre a Constru\u00e7\u00e3o do Sentido: <\/em>o pensar e o agir entre a vida e a filosofia. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 2004.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juliano Aparecido Pinto . Por que o homem morre? Qual a raz\u00e3o de existir e ter de deixar de existir? Qual a raz\u00e3o da \u00e9tica ou da metaf\u00edsica se todos, sem exce\u00e7\u00e3o, caminham para um mesmo fim, a morte? 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