{"id":756,"date":"2010-04-10T09:24:50","date_gmt":"2010-04-10T12:24:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=756"},"modified":"2010-04-10T09:24:50","modified_gmt":"2010-04-10T12:24:50","slug":"francis-bacon-e-a-critica-aos-idolos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=756","title":{"rendered":"Francis Bacon e a cr\u00edtica aos \u00eddolos"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><strong>Delvanir Maur\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Em meados dos s\u00e9culos XVI e XVII no reinado da Rainha Elizabeth I, a Inglaterra passava por um per\u00edodo de minera\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o. E neste mesmo per\u00edodo nascia um dos mais c\u00e9lebres fil\u00f3sofos ingleses, Francis Bacon. Tendo exercido um significativo papel na vida pol\u00edtica daquela sociedade, conseguiu o t\u00edtulo de conselheiro da Coroa.\u00a0 Mas tamb\u00e9m eram muitos os inimigos que o cercavam, e quando lhe foi tomado o poder em virtude de acusa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, seu trabalho intelectual se tornou mais intenso.\u00a0 Dedicando-se a suas experi\u00eancias, no inverno de 1626 recheava uma galinha com neve para saber quanto tempo o frio conservaria a carne, mas n\u00e3o resistiu o rigoroso frio e acabou falecendo com bronquite. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Em sua teoria do conhecimento, Francis Bacon prop\u00f5e um novo m\u00e9todo indutivo, o qual ofereceu uma profunda contribui\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos de investiga\u00e7\u00e3o da natureza.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Alem das contundentes cr\u00edticas aos fil\u00f3sofos cl\u00e1ssicos, rompeu com uma tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica de mais de dois mil anos e com a religi\u00e3o da \u00e9poca.\u00a0 Acreditava numa filosofia que favorecesse a humanidade com seus m\u00e9todos experimentais, era totalmente a favor de ci\u00eancia moderna que libertasse o homem de seus \u00eddolos. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Bacon denominou <strong>\u00eddolos<\/strong> as falsas no\u00e7\u00f5es que bloqueiam a mente e invadem o intelecto humano impossibilitando o acesso \u00e0 verdade e gera dificuldades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ci\u00eancias, quando n\u00e3o os combatemos. Em sua teoria, os \u00eddolos se classificam em quatro categorias: \u00eddolos da tribo, \u00eddolos da caverna, \u00eddolos da foro e \u00eddolos do teatro. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Os \u00eddolos da tribo s\u00e3o aqueles que se apoderam da pr\u00f3pria natureza humana e n\u00e3o levam em conta o aprendizado sobre o universo, produzem uma certa esp\u00e9cie de supersti\u00e7\u00e3o. Podemos dizer que ele tem sua origem nas a\u00e7\u00f5es humanas, nas limita\u00e7\u00f5es, preconceitos, sentimentos, incompet\u00eancia. Um exemplo \u00e9 a falsa ci\u00eancia da cabala de sua \u00e9poca que imaginava uma realidade n\u00e3o inexistente num\u00e9rica e os alquimistas que pensavam na atividade da natureza como na atividade humana, encontrando amor e \u00f3dio pelos fen\u00f4menos.\u00a0 Ou tamb\u00e9m eles podem ser como um espelho que capta uma imagem de raio e a transmite de outra forma. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Os \u00eddolos da caverna fazem uma alus\u00e3o \u00e0 alegoria da caverna de Plat\u00e3o. Para o autor,\u00a0 cada um tem a sua pr\u00f3pria caverna, tem os seu jeito pr\u00f3prio de interpretar a natureza, todos os indiv\u00edduos v\u00eaem sua pr\u00f3pria luz por \u00e2ngulos diferentes e cometem erros diversos.\u00a0 Com isso a luz da natureza entra em choque com a luz humana, pois cada um tem os seus \u00eddolos da educa\u00e7\u00e3o, do esporte, da cultura, da autoridade e daqueles que honra e admira a diversidade das falsas verdades que v\u00e3o ocupando o intelecto humano. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Os \u00eddolos do foro ou do mercado podem ser um dos mais inc\u00f4modos, pois podem invadir o intelecto atrav\u00e9s das palavras. S\u00e3o aqueles erros encontrados nas palavras ou nos discursos humanos quando o di\u00e1logo sai ao contr\u00e1rio ou a palavra \u00e9 distorcida pelos homens \u201cs\u00e1bios\u201d que usam de suas orat\u00f3rias para enfatizar o discurso.\u00a0 Segundo Bacon, \u201cas palavras cometem uma grande viol\u00eancia ao intelecto e perturbam os racioc\u00ednios, arrastando os homens a inumer\u00e1veis controv\u00e9rsias e v\u00e3s considera\u00e7\u00f5es\u201d (REALE, 1990, p.339). <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Os \u00eddolos do teatro s\u00e3o aquelas teorias que n\u00e3o t\u00eam harmonia com a natureza humana ou obras filos\u00f3ficas que se consagraram figurando mundos fict\u00edcios, como aquelas que encontramos na filosofia antiga ou nas tradi\u00e7\u00f5es religiosas.\u00a0 Bacon acusa Arist\u00f3teles de ter sido um dos piores sofistas e Plat\u00e3o de ter confundido filosofia com teologia. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Para expuls\u00e1-los \u00e9 preciso ter conhecimento dos mesmos a fim de expurg\u00e1-los da mente, al\u00e9m de conhecer um novo m\u00e9todo. \u00c9 a verdadeira indu\u00e7\u00e3o o m\u00e9todo proposto, pelo qual o homem poderia construir uma nova ci\u00eancia capaz de interpretar corretamente a natureza e realizar os anseios do esp\u00edrito moderno.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\">.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><strong><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Refer\u00eancias<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">BACON, Francis. <em>Novum <\/em>Organum. 2.ed. Trad. Jos\u00e9 Alo\u00edsio Reis de Andrade. S\u00e3o Paulo: Abril cultural, 1979. (Os Pensadores)<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;text-align:justify;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">REALE, Geovani. <em>Historia da Filosofia<\/em>. vol.II. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1990. <\/span><\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;overflow:hidden;\">\n<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                             &lt;![endif]--><!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:\"Cambria Math\"; \tpanose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:roman; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face \t{font-family:Georgia; \tpanose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:roman; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-unhide:no; \tmso-style-qformat:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\",\"serif\"; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText \t{mso-style-unhide:no; \tmso-style-link:\"Corpo de texto Char\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \ttext-align:justify; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:12.0pt; \tmso-bidi-font-size:10.0pt; \tfont-family:\"Arial\",\"sans-serif\"; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\"; \tmso-bidi-font-family:\"Times New Roman\";} span.CorpodetextoChar \t{mso-style-name:\"Corpo de texto Char\"; \tmso-style-unhide:no; \tmso-style-locked:yes; \tmso-style-link:\"Corpo de texto\"; \tmso-ansi-font-size:12.0pt; \tfont-family:\"Arial\",\"sans-serif\"; \tmso-ascii-font-family:Arial; \tmso-hansi-font-family:Arial;} .MsoChpDefault \t{mso-style-type:export-only; \tmso-default-props:yes; \tfont-size:10.0pt; \tmso-ansi-font-size:10.0pt; \tmso-bidi-font-size:10.0pt;} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --><!--[if gte mso 10]&gt; &lt;!   \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:&quot;Tabela normal&quot;; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-priority:99; \tmso-style-qformat:yes; \tmso-style-parent:&quot;&quot;; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:11.0pt; \tfont-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; \tmso-ascii-font-family:Calibri; \tmso-ascii-theme-font:minor-latin; \tmso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; \tmso-fareast-theme-font:minor-fareast; \tmso-hansi-font-family:Calibri; \tmso-hansi-theme-font:minor-latin; \tmso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; \tmso-bidi-theme-font:minor-bidi;} --> <!--[endif]--><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Em meados dos s\u00e9culos XVI e XVII no reinado da Rainha Elizabeth I, a Inglaterra passava por um per\u00edodo de minera\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o. E neste mesmo per\u00edodo nascia um dos mais c\u00e9lebres fil\u00f3sofos ingleses, Francis Bacon. Tendo exercido um significativo papel na vida pol\u00edtica daquela sociedade, conseguiu o t\u00edtulo de conselheiro da Coroa.\u00a0 Mas tamb\u00e9m eram muitos os inimigos que o cercavam, e quando lhe foi tomado o poder em virtude de acusa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, seu trabalho intelectual se tornou mais intenso.\u00a0 Dedicando-se a suas experi\u00eancias, no inverno de 1626 recheava uma galinha com neve para saber quanto tempo o frio conservaria a carne, mas n\u00e3o resistiu o rigoroso frio e acabou falecendo com bronquite. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Em sua teoria do conhecimento, Francis Bacon prop\u00f5e um novo m\u00e9todo indutivo, o qual ofereceu uma profunda contribui\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos de investiga\u00e7\u00e3o da natureza.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Alem das contundentes cr\u00edticas aos fil\u00f3sofos cl\u00e1ssicos, rompeu com uma tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica de mais de dois mil anos e com a religi\u00e3o da \u00e9poca.\u00a0 Acreditava numa filosofia que favorecesse a humanidade com seus m\u00e9todos experimentais, era totalmente a favor de ci\u00eancia moderna que libertasse o homem de seus \u00eddolos. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Bacon denominou <strong>\u00eddolos<\/strong> as falsas no\u00e7\u00f5es que bloqueiam a mente e invadem o intelecto humano impossibilitando o acesso \u00e0 verdade e gera dificuldades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ci\u00eancias, quando n\u00e3o os combatemos. Em sua teoria, os \u00eddolos se classificam em quatro categorias: \u00eddolos da tribo, \u00eddolos da caverna, \u00eddolos da foro e \u00eddolos do teatro. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Os \u00eddolos da tribo s\u00e3o aqueles que se apoderam da pr\u00f3pria natureza humana e n\u00e3o levam em conta o aprendizado sobre o universo, produzem uma certa esp\u00e9cie de supersti\u00e7\u00e3o. Podemos dizer que ele tem sua origem nas a\u00e7\u00f5es humanas, nas limita\u00e7\u00f5es, preconceitos, sentimentos, incompet\u00eancia. Um exemplo \u00e9 a falsa ci\u00eancia da cabala de sua \u00e9poca que imaginava uma realidade n\u00e3o inexistente num\u00e9rica e os alquimistas que pensavam na atividade da natureza como na atividade humana, encontrando amor e \u00f3dio pelos fen\u00f4menos.\u00a0 Ou tamb\u00e9m eles podem ser como um espelho que capita uma imagem de raio e a transmite de outra forma. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Os \u00eddolos da caverna fazem uma alus\u00e3o \u00e0 alegoria da caverna de Plat\u00e3o. Para o autor,\u00a0 cada um tem a sua pr\u00f3pria caverna, tem os seu jeito pr\u00f3prio de interpretar a natureza, todos os indiv\u00edduos v\u00eaem sua pr\u00f3pria luz por \u00e2ngulos diferentes e cometem erros diversos.\u00a0 Com isso a luz da natureza entra em choque com a luz humana, pois cada um tem os seus \u00eddolos da educa\u00e7\u00e3o, do esporte, da cultura, da autoridade e daqueles que honra e admira a diversidade das falsas verdades que v\u00e3o ocupando o intelecto humano. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Os \u00eddolos do foro ou do mercado podem ser um dos mais inc\u00f4modos, pois podem invadir o intelecto atrav\u00e9s das palavras. S\u00e3o aqueles erros encontrados nas palavras ou nos discursos humanos quando o di\u00e1logo sai ao contr\u00e1rio ou a palavra \u00e9 distorcida pelos homens \u201cs\u00e1bios\u201d que usam de suas orat\u00f3rias para enfatizar o discurso.\u00a0 Segundo Bacon, \u201cas palavras cometem uma grande viol\u00eancia ao intelecto e perturbam os racioc\u00ednios, arrastando os homens a inumer\u00e1veis controv\u00e9rsias e v\u00e3s considera\u00e7\u00f5es\u201d (REALE, 1990, p.339). <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Os \u00eddolos do teatro s\u00e3o aquelas teorias que n\u00e3o t\u00eam harmonia com a natureza humana ou obras filos\u00f3ficas que se consagraram figurando mundos fict\u00edcios, como aquelas que encontramos na filosofia antiga ou nas tradi\u00e7\u00f5es religiosas.\u00a0 Bacon acusa Arist\u00f3teles de ter sido um dos piores sofistas e Plat\u00e3o de ter confundido filosofia com teologia. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Para expuls\u00e1-los \u00e9 preciso ter conhecimento dos mesmos a fim de expurg\u00e1-los da mente, al\u00e9m de conhecer um novo m\u00e9todo. \u00c9 a verdadeira indu\u00e7\u00e3o o m\u00e9todo proposto, pelo qual o homem poderia construir uma nova ci\u00eancia capaz de interpretar corretamente a natureza e realizar os anseios do esp\u00edrito moderno.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><strong><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">Refer\u00eancias<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">BACON, Francis. <em>Novum <\/em>Organum. 2.ed. Trad. Jos\u00e9 Alo\u00edsio Reis de Andrade. S\u00e3o Paulo: Abril cultural, 1979. (Os Pensadores)<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-bottom:6pt;\"><span style=\"font-size:10pt;font-family:&amp;\">REALE, Geovani. <em>Historia da Filosofia<\/em>. vol.II. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1990. <\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Delvanir Maur\u00edlio Em meados dos s\u00e9culos XVI e XVII no reinado da Rainha Elizabeth I, a Inglaterra passava por um per\u00edodo de minera\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o. E neste mesmo per\u00edodo nascia um dos mais c\u00e9lebres fil\u00f3sofos ingleses, Francis Bacon. 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