{"id":974,"date":"2010-08-14T11:51:45","date_gmt":"2010-08-14T14:51:45","guid":{"rendered":"http:\/\/pensamentoextemporaneo.wordpress.com\/?p=974"},"modified":"2010-08-14T11:51:45","modified_gmt":"2010-08-14T14:51:45","slug":"a-divisao-do-psiquismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pensamentoextemporaneo.com.br\/?p=974","title":{"rendered":"A divis\u00e3o do\u00a0psiquismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Daniel Filipe da Silva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A Psicologia, at\u00e9 pouco tempo, n\u00e3o\u00a0 tinha no\u00e7\u00e3o alguma acerca dos fatos inconscientes propriamente ditos. Apenas falava dos fatos subconscientes e conscientes- o que est\u00e1 na mente agora- e eles eram estudados em conjunto, na vida psiqu\u00edca. Eram conhecidos pelos seus efeitos, pois \u201cn\u00e3o se preocupava com a elabora\u00e7\u00e3o dos processos mentais\u201d (SILVA, 1970.p.42).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Logo, \u00e9\u00a0 percept\u00edvel que, at\u00e9 ent\u00e3o, os fatos inconscientes\u00a0 n\u00e3o eram objeto de estudo direto, embora n\u00e3o se negasse a sua exist\u00eancia pela aprecia\u00e7\u00e3o de\u00a0 seus resultados no todo ps\u00edquico, visto que se atinha \u201cao estudo de suas manifesta\u00e7oes\u201d (SILVA, 1970. p.43).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas o que se deve compreender, quando se fala de fenomenos subconscientes? S\u00e3o os que, a qualquer momento, podem se tornar conscientes, visto que \u201cficam na f\u00edmbria da consci\u00eancia, enquanto um deles ocupa\u00a0 o centro da vida conscinte, focalizado pela raz\u00e3o\u201d (SILVA, 1970.p.42).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Desse modo, quando uma pessoa concentra\u00a0 a sua\u00a0 em algo que est\u00e1 fazendo, todo fato subconsciente que vivem em torno da consci\u00eancia s\u00e3o afastado do centro da aten\u00e7\u00e3o, mas, caso se fale algo importante, a pessoa que estava concentrando a sua aten\u00e7\u00e3o em outra coisa consegue ouvir, de modo subconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outro fato que\u00a0 ilustra bem o que \u00e9 o subconsciente \u00e9 o exemplo de que\u00a0 quando algu\u00e9m faz uma pergunta ao outro e este, por sua vez, sabe qual \u00e9\u00a0 a\u00a0 resposta, por\u00e9m \u00e9 como se ela estivesse \u201cna ponta da l\u00edngua, mas ele n\u00e3o consegue express\u00e1-la\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ap\u00f3s um tempo, tal resposta se torna algo n\u00edtido para ele e essa pessoa se pergunta o porqu\u00ea de isso acontecer s\u00f3 agora. Eis a\u00ed a resposta: a express\u00e3o \u201cest\u00e1 na ponta da l\u00edngua, mas ele n\u00e3o consegue express\u00e1-la\u201d, demonstra, exatamente, que os fatos subconscientes ficam na\u00a0 f\u00edmbria da consci\u00eancia \u00e0 espera de se tornar algo consciente, eles v\u00e3o e voltam \u00e0 consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">De um certo modo, \u00e9 como se houvesse algo, na mente humana, que perseguisse esses fatos subconscientes, \u201c como pequeninos traidores da nossa vida ps\u00edquica consciente\u201d\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (SILVA, 1970. p.44). Desse modo, at\u00e9 Freud, \u201ca Psicologia s\u00f3\u00a0 estudava o todo ps\u00edquico. Os fatos subconscientes vivem, por assim dizer, em plena consci\u00eancia\u201d (SILVA, 1970.p.44). Diante disto, Freud prova a exist\u00eancia do inconsciente e destaca a import\u00e2ncia<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas, para que se reconhe\u00e7a tamb\u00e9m tal import\u00e2ncia do inconsciente os fatores que levaram Freud a chegar a essa conclus\u00e3o. Primeiro quanto a Freud, inicialmente, ele se formou em 1873 em medicina, como neurologista, em Viena, sonhava ser apenas um pesquisador, por\u00e9m devido a necessidades econ\u00f4micas e, por querer se casar, resolveu tornar-se cl\u00ednico e psiquiatra.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com o passar do tempo, ele foi tendo contato com pessoas que tinham diferentes doen\u00e7as como: cegueira, mas que, ao passarem por uma an\u00e1lise cl\u00ednica, n\u00e3o se detectava nenhum tipo de deforma\u00e7\u00e3o no tubo ocular.\u00a0 Situa\u00e7\u00f5es, como esta e outras, tiram-lhe a paz interior.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Devido a essa inquieta\u00e7\u00e3o interior, ele se une a Charcot em sua pesquisas realizadas por meio da hipnose, em Paris, e isso possibilitou aprofundar mais suas pesquisas acerca do que que depois ele mesmo a chamar\u00e1 de patologias.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ele percebeu que, no momento em que a pessoa ficava hipnotizada, os sintomas das doen\u00e7as n\u00e3o se manifestvam, o que demonstrou que elas eram de n\u00edvel patol\u00f3gico. Isso fez com que se notasse a presen\u00e7a do inconsciente, que, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o era analisado.Tais doen\u00e7as\u00a0 estavam relacionados a experi\u00eancias traum\u00e1ticas do passado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Deve-se afirmar que o uso da hipnose foi muito importante, por\u00e9m apresentou falhas, uma vez que, ap\u00f3s terminar a sess\u00e3o hipn\u00f3tica, os sintomas se manifestavam novamente. Ent\u00e3o, Freud d\u00e1 um passo importante que \u00e9 o de, junto com Breuer, desenvolver o M\u00e9todo de Livre Associa\u00e7\u00e3o,\u00a0 que funcionava da seguninte maneira: o paciente ia dizendo as palavras sem orden\u00e1-las pela mente, dizia-as livremente e o analista as associava e sendo assim tinha um melhor acesso ao inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E, ao acess\u00e1-lo, ele p\u00f4de perceber que, no inconsciente, est\u00e3o presentes energias instintivas que a raz\u00e3o desconhece e, al\u00e9m delas, h\u00e1 tamb\u00e9m experi\u00eancias traum\u00e1ticas que foram deletadas da consci\u00eancia e mandadas para o inconsciente. Essas experi\u00eancias\u00a0 s\u00e3o a-temporais e que, ainda que o tempo passe, elas sempre sempre continuam com mesma energia. E uma prova disso \u00e9 que quando a pessoa\u00a0 fala de alguns fatos marcantes do passado, ela chora, como se tivesse revivendo a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para Freud, o inconsciente \u00e9 a maior parte da nossa estrutura mental e o que nele est\u00e1 armazenado exerce grande influ\u00eancia em nossas a\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que, para ele, nada do que o ser humano faz ou fala \u00e9 por acaso, devido a exist\u00eancia de um determinismo psiqu\u00edco,\u00a0 que fruto da psicog\u00eanese- processos hist\u00f3ricos que levaram a forma\u00e7\u00e3o da\u00a0 estrutura psiqu\u00edca .<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Refr\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">SILVA, Gast\u00e3o Pereira da. <em>Enciclop\u00e9dia de psicologia e psican\u00e1lise<\/em>: para compreender Freud. 2\u00aaed. Belo Horizonte: Itattiaia Limitada, 1970.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniel Filipe da Silva &nbsp; A Psicologia, at\u00e9 pouco tempo, n\u00e3o\u00a0 tinha no\u00e7\u00e3o alguma acerca dos fatos inconscientes propriamente ditos. Apenas falava dos fatos subconscientes e conscientes- o que est\u00e1 na mente agora- e eles eram estudados em conjunto, na vida psiqu\u00edca. 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