5 Comentários

  1. João Paulo

    Caro Douglas!!! Parabéns, seu texto ficou bom.
    Gostaria de deixar-lhe duas questões. No seu texto tem a seguinte frase:

    A tradição cristã anterior a Bruno, influenciada pela releitura de Aristóteles feita pelos escolásticos, concebia Deus como primeira causa, motor imóvel, um Deus transcendente que estaria numa realidade diferente das criaturas. Bruno, por sua vez, concebe a causa ou princípio primeiro não como os aristotélico-cristãos, e sim como princípio originário de todas as coisas, sendo por isso “mente por sobre as coisas”.

    Qual a diferença entre “primeira causa” para “princípio originário de todas as coisas” ?
    O que seria “mente por sobre as coisas”? Pois no texto não ficou claro.

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  2. Antonio Abdalla Baracat Filho

    Boa noite, Douglas, prazer em conhecê-lo e obrigado pela leitura da minha dissertação.

    Quanto à dúvida do João Paulo, não é fácil respondê-la de forma sintética e foi objeto de acalorado debate na sessão de defesa da dissertação, pois a posição de Bruno varia de uma radicalização da transcendência até a imanência absoluta na relação entre Deus e Universo. Mas em resumo: para ele Deus é Causa Primeira de todas as coisas e sua relação com o Universo é a de um causador que não interfere na dinâmica soberana de sua perfeita criação. Neste sentido, Deus e Universo são uma totalidade única, mas Deus não se confunde com o Universo, sendo assima inletigência suprema, ou “mente por sobre as coisas”.

    Abraço e estou à disposição para a troca de ideias.

    Antonio A. Baracat Filho

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  3. vane walter soares junior

    Primeiro parabéns pelo texto,excelente e muito didático. O pouco que sei sobre Giordano Bruno é o filme italiano sobre ele com o Gian Maria Volonté, por sinal excelente. Meu interesse maior é sobre história e a figura de Giordano bruno é maravilhosa justamente por seu pensamento ousado, sua paixão por suas idéias e sua coerência até na hora da fogueira. Baracat, existe alguma similaridade entre o pensamento de Giordano Bruno e o filósofo holandês Baruch de Spinosa? Gentileza me esclarecer. Obrigado e muito sucesso em 2012!

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    • Oi, Vane!

      Giordano Bruno ainda é uma proscrito nos arraiais intelectuais e isso por dois motivos: do lado dos supostos espiritualistas, a interdição do cristianismo dogmático, ou seja, a recusa ao debate com os argumentos e proposições que ele apresentou contra o eclesiocentrismo (veja artigo de minha autoria, publicado no Jornal O TEMPO, de Belo Horizonte, em 19 de janeiro de 2012 em http://www.otempo.com.br/otempo/acervo/?IdEdicao=2285&IdNoticia=193394); do lado dos niilistas e outros materialistas pela óbvia razão de que sequer admitem a existência de Deus, que aliás lhes assegura o direito de exercer sua liberdade como bem entenderem, inclusive negando-O.

      No entanto, dificilmente terá existido um filósófo que se deu às especulações metafísicas – bem entendido o sentido de metafísica -, como são os caso de Descartes, Pascal, Spinoza, Leibniz e outros, que não tenham lido pelo menos parte das obras de Giordano Bruno, e neste sentido há sinais claros da presença de Bruno na Filosofia de muitos dos pensadores que veiram depois dele, dentre os quais Spinoza. Sua percepção está correta.

      Mas sugiro que, quando tiver tempo, baixe a minha dissertação que está disponível no site da CAPES e da UIFMG e leia, pois assim poderá aprofundar ainda mais no pensamento e na biografia de Bruno.

      Obrigado pelo contato e pelo comentário.

      Um abraço,

      Antonio Abdalla Baracat Filho

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  4. Ronaldo Figueiredo

    O universo é, necesariamente, infinito, porque Deus é infinito, e, portanto, tem que haver um infinito para caber a infinitude de DEUS…………………!!!!!!!!!!!
    Ronaldo Figueiredo, Rio de Janeiro.

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