6 Comentários

  1. João Paulo

    Parabéns Rodrigo pelo artigo.
    Deixo uma pergunta:
    Para Sartre, no ser humano, “a existência precede a essência”. Esta essência é construida na medida em que o ser humano faz suas escolhas, no entanto, nunca ela se tornará acabada ou pronta, uma vez que o homem sempre estará escolhendo. Porém, você disse que a consciência é”constitutivo essencial de cada ser-para-si”, neste sentido, uma coisa me inquieta: se a consciência é constitutivo essencial do ser humano, ele não teria uma essência pronta e acabada ?

    Responder
  2. Rodrigo Artur Medeiros da Silva

    Pois é, João…
    Segundo o que eu entendi, no pensamento de Sartre, devemos entender consciência não como razão (responsável pelo conhcimento), mas como um projetar-se do para-si (ser por acabar) a fim de chegar a ser um Em-si (um ser pronto e acabado). Portanto, quando eu digo a consciência como um constitutivo essencial do para-si – entendendo o para-si como incompletude -, creio que não se pode afirmar uma essência pronta e acabada na consciência sartreana.

    Responder
    • Rodrigo Artur

      Pois é, João…
      Segundo o que eu entendi, no pensamento de Sartre, devemos entender consciência não como razão (responsável pelo conhecimento), mas como um projetar-se do para-si (ser por acabar) a fim de chegar a ser um Em-si (um ser pronto e acabado). Portanto, quando eu digo a consciência como um constitutivo essencial do para-si – entendendo o para-si como incompletude -, creio que não se pode afirmar uma essência pronta e acabada na consciência sartreana.

      Responder
  3. Tiago Monteiro

    Olá Rodrigo,

    Gostaria apenas de ressaltar esta frase sua: “um projetar-se do para-si (ser por acabar) a fim de chegar a ser um Em-si (um ser pronto e acabado)”. Em minhas leituras de Sartre, encontrei a seguinte passagem em O Ser e o Nada (capítulo 1 da segunda parte): “(…) o próprio Para-si é que se determina perpetuamente a não ser Em-si” (SARTRE: 2005, p. 135). Parece-me que o ser-para-si, no mais íntimo de seu ser, é uma negação da coincidência com o ser-em-si. Se isso estiver correto, o seu próprio projetar-se deve ser como negação do ser-em-si, com o objetivo de realizar um síntese reconhecida por Sartre como impossível: a síntese do em-si-para-si.

    Agradeço o momento de diálogo,
    Tiago.

    Responder
    • Rodrigo Artur

      Caro Tiago,
      Obrigado pelo seu comentário. Confesso que não sou leitor assíduo de Sartre, mas vou fazer uma leitura mais sistemática da obra “Ser e nada” – sobretudo da parte que você acentuou – e ver se encontro uma resposta para resolver esta problemática que nos apareceu e que, por sinal, achei muito pertinente.
      Aguarde uma intervenção minha.
      Mais uma vez, agradeço-lhe pelo seu comentário.

      Responder
  4. Bárbara

    será que dá pra você me passar esse artigo?
    SILVA, Franklin Leopoldo. Liberdade em Sartre: somos livres para nos tornarmos livres. Mente, cérebro & filosofia. São Paulo, p. 55 – 61, jul. 2007

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>